Peixes
Operação contra pesca predatória recolhe petrechos irregulares no Paraná
Agentes do IAT abordaram 150 embarcações em cinco municípios do Noroeste após o término da Piracema.

O Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), divulgou nesta terça-feira (10) o balanço da primeira operação de fiscalização contra a pesca predatória realizada após o período de Piracema. Agentes do órgão ambiental abordaram 150 barcos pesqueiros, entre os dias 28 de fevereiro e 3 de março, ao longo dos rios Paraná e Ivaí, nos municípios de Altônia, São Jorge do Patrocínio, Querência do Norte, Alto Paraíso (Porto Figueira) e Icaraíma (Porto Camargo), no Noroeste do Paraná.
Durante as ações de orientação, os técnicos recolheram diversos equipamentos de pesca irregulares, como 323 metros de redes, 1.200 metros de cordas com anzóis, 60 galões usados para ceva (técnica de jogar alimentos na água para atrair os peixes) e oito covos para captura de iscas. Não houve multa porque os responsáveis não foram identificados.
Desenvolvida por oito agentes do escritório regional de Umuarama do IAT, a força-tarefa abordou 80 barcos na água e 70 em rampas e estradas, buscando coibir a prática em locais proibidos e o uso de equipamentos irregulares, com base na Portaria IAT nº 223/2025.
“Foi uma operação bastante significativa por causa do volume de embarcações abordadas, um trabalho exaustivo dos nossos técnicos. Conseguimos pegar alguns petrechos irregulares, mas sem a emissão de multas, já que os equipamentos foram encontrados na água, sem identificação dos proprietários”, explica o chefe do escritório regional do IAT em Umuarama, Luis Carlos Borges Cardoso.
Piracema
Período de restrição à pesca de espécies nativas para preservar a reprodução dos peixes, a Piracema ocorreu entre 1º de novembro do ano passado e 28 de fevereiro. Foram seis forças-tarefas organizadas pelo IAT neste intervalo, com apreensão de 222 quilos de peixe, emissão de 20 Autos de Infração Ambiental (AIA) e aplicação de R$ 169.262,00 em multas.
Como ajudar
A denúncia é a melhor forma de contribuir para minimizar cada vez mais os crimes contra a flora e a fauna. O principal canal do Batalhão Ambiental é o Disque-Denúncia 181, o qual possibilita que seja feita uma análise e verificação in loco de todas as informações recebidas do cidadão.
No IAT, a denúncia deve ser registrada junto ao serviço de Ouvidoria, disponível no Fale Conosco, ou nos escritórios regionais. É importante informar a localização e os acontecimentos de forma objetiva e precisa. Quanto mais detalhes sobre a ocorrência, melhor será a apuração dos fatos e mais rapidamente as equipes conseguem realizar o atendimento.

Peixes
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Peixes
Por que o tucunaré virou um dos peixes mais cobiçados dos rios brasileiros
Além das cores marcantes, espécie chama atenção pelo comportamento reprodutivo e pela resistência como predador.

Encontrado em rios, lagos e áreas alagadas de diferentes regiões do Brasil, o tucunaré conquistou um lugar de destaque entre os peixes de água doce mais conhecidos do país. A combinação entre cores vibrantes, comportamento de caça e características reprodutivas únicas transformou a espécie em uma das mais cobiçadas por pescadores esportivos e admiradores da biodiversidade brasileira.

Foto: Divulgação
A aparência é um dos primeiros fatores que chamam atenção. Dependendo da espécie, o tucunaré pode apresentar tonalidades de amarelo, verde, azul e vermelho, além de diferentes padrões de manchas pelo corpo. Uma característica comum entre as espécies é o ocelo, uma mancha arredondada próxima à cauda que auxilia na identificação do peixe.
Mas a popularidade do tucunaré vai além da aparência. A espécie apresenta um comportamento pouco comum entre os peixes de água doce: o cuidado com a própria prole. Após a reprodução, o casal permanece próximo ao ninho, protegendo os ovos e, posteriormente, os alevinos contra possíveis predadores.

Foto: Divulgação
Esse cuidado parental aumenta as chances de sobrevivência dos filhotes e diferencia o tucunaré de muitas outras espécies encontradas nos ambientes aquáticos brasileiros.
Diversidade nos rios brasileiros
Atualmente, são reconhecidas 16 espécies de tucunaré, sendo 14 delas encontradas no Brasil. Embora apresentem diferenças de coloração, tamanho e padrões corporais, todas compartilham características que ajudam na adaptação aos ambientes onde vivem.
Com hábitos diurnos, o tucunaré ocupa principalmente lagos, lagoas e regiões de remanso dos rios, locais com menor correnteza. Predador ativo, alimenta-se principalmente de peixes menores e camarões, utilizando sua agilidade para capturar as presas.
A espécie também ganhou destaque na pesca esportiva pela resistência e pelo comportamento durante a captura,

Foto: Divulgação
sendo considerada uma das principais espécies-alvo dessa atividade, segundo o banco de dados da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (UICN).
Um símbolo dos rios brasileiros
A presença do tucunaré em diferentes regiões e sua capacidade de adaptação fizeram da espécie um dos símbolos da biodiversidade dos ambientes de água doce do Brasil.
Além de representar um atrativo para a pesca amadora e esportiva, o peixe também desperta interesse pelo comportamento biológico, especialmente pela estratégia de proteção da prole, uma característica que ajuda a explicar sua permanência e importância nos ecossistemas onde está presente.
Peixes
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