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Notícias A pedido do Brasil

OMC fixa painel para avaliar medidas da Indonésia sobre frango brasileiro

Prazo para os indonésios eliminarem as barreiras contra o frango brasileiro terminaram em junho do ano passado

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Arquivo/OP Rural

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançaram uma nota na segunda-feira (24) informando que o Órgão de Solução de Controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC) estabeleceu, nessa data, a pedido do Brasil, um painel de implementação no âmbito do contencioso com a Indonésia sobre carne e produtos de frango.

Os ministérios explicam que em novembro de 2017, o Órgão de Solução de Controvérsias adotou decisão favorável ao Brasil na fase original da disputa. “O painel que examinou a matéria determinou que diversas medidas mantidas pela Indonésia constituíam barreiras comerciais à importação de carne e produtos de frango brasileiros, em desconformidade com disciplinas do GATT e do Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias da OMC”, contam.

O período acordado pelas partes para a implementação da decisão da OMC já encerrou, e assim, o Brasil avaliou que a Indonésia não lhe deu pleno cumprimento. “Nesse contexto, cabe a um painel de implementação examinar, em procedimento mais expedito, se a Indonésia permanece, de fato, descumprindo as disciplinas multilaterais”, explicam os ministérios. O prazo para os indonésios eliminarem as barreiras contra o frango brasileiro terminaram em junho do ano passado.

O MRE e Mapa contam que caso seja essa a conclusão, o Brasil poderá obter compensações por prejuízos causados pelas barreiras comerciais, ou, na ausência de compensações, o direito de impor medidas retaliatórias. “Esta nova etapa no contencioso demonstra a disposição do governo brasileiro de se valer de todos os meios disponíveis nas regras multilaterais para assegurar condições justas para as exportações do país”, dizem.

Na viagem que a ministra Tereza Cristina fez ao país asiático no mês passado ela conversou com o  ministro da Agricultura da Indonésia, Amran Sulaiman, e disse que o Brasil tem condições de suprir a demanda por proteína animal dos indonésios, principalmente de carne bovina, sendo um fornecedor alternativo e com preços mais baratos em relação à carne da Austrália, de onde vem a maior parte da carne consumida no país. A Indonésia tem 264 milhões de habitantes e pode representar um importante mercado para as exportações brasileiras.

Fonte: O Presente Rural
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Notícias Mercado

Demanda chinesa acelera exportações de carne suína do Brasil

China se manteve como carro-chefe das exportações brasileiras, sendo destino de 30,6 mil toneladas (45% do total)

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Arquivo/OP Rural

As exportações de carne suína do Brasil (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 68,5 mil toneladas em janeiro, segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número é 41% superior ao registrado no primeiro mês de 2019, quando foram embarcadas 48,5 mil toneladas. A receita das vendas foi de US$ 164,1 milhões, resultado 78,9% maior que saldo registrado em janeiro de 2019, com US$ 91,7 milhões.

A China se manteve como carro-chefe das exportações brasileiras. Destino de 30,6 mil toneladas (45% do total), o país asiático cresceu suas importações em 252% na comparação com o mesmo período do ano passado, com 8,7 mil toneladas.

“A demanda chinesa se manteve elevada ao longo do mês de janeiro.  É um fator importante no impulso das exportações brasileiras”, analisa Francisco Turra, presidente da ABPA.

Outros mercados também mantiveram o ritmo das vendas. É o caso de Hong Kong, cuja importações aumentaram 93% no mesmo período comparativo. Vietnã também elevou as importações em 330%.

“Apesar da notável influência chinesa, outros destinos da Ásia e da América do Sul ajudaram a manter a forte alta do resultado mensal, que é o maior saldo histórico já registrado durante o mês de janeiro e acena para um resultado positivo em 2020”, analisa Ricardo Santin, diretor-executivo da ABPA.

China

A epidemia de coronavírus na China tem atrasado o lançamento de novas unidades de criação de porcos e colocado ainda mais pressão sobre a oferta e os preços da carne suína, segundo fonte do governo daquele país

Segundo o Departamento de Pecuária e Veterinária do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais, o surto do vírus interrompeu entregas de rações e suprimentos veterinários vitais para os criadores e atrasou o retorno ao trabalho de funcionários.

A oferta de carne suína da China caiu 21,3% em 2019 como resultado de um surto de peste suína africana que forçou autoridades a sacrificar 390 mil porcos, segundo Kong. Agora, a crise com o coronavírus interrompeu esforços estatais por uma retomada da indústria.

A China liberou 10 mil toneladas de carne suína congelada das reservas estratégicas estatais para abastecimento em Hubei. O país também pretende elevar importações para aliviar a escassez.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado

Preços do frango vivo e de corte sobem no Brasil

Expectativa para segunda quinzena é perda de força desse movimento, avaliando arrefecimento da demanda

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Arquivo/OP Rural

A avicultura de corte apresentou preços ligeiramente mais altos para a carne de frango e também para o frango vivo ao longo da semana no Brasil. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a expectativa para a segunda quinzena do mês é de perda de força desse movimento, avaliando o arrefecimento da demanda neste período em especial.

“Isso resulta numa reposição mais lenta entre a cadeia produtiva. Importante destacar que os custos de nutrição animal seguem como uma preocupação recorrente, avaliando o descolamento dos preços do milho no mercado doméstico. Em muitos estados, os preços do frango vivo não servem nem para mera cobertura de custos, resultando em uma margem operacional deteriorada, esse caso se torna bastante emblemático no interior de São Paulo, região em que o quilo do frango vivo tardou a superar a barreira dos R$ 3, por quilo”, analisou.

Exportações

As exportações de carne de frango “in natura” do Brasil renderam US$ 173,3 milhões em fevereiro (5 dias úteis), com média diária de US$ 34,7 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 112,4 mil toneladas, com média diária de 22,5 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.541,50.

Na comparação com janeiro, houve ganho de 56,3% no valor médio diário da exportação, alta de 64% na quantidade média diária exportada e baixa de 4,7% no preço. Na comparação com fevereiro de 2019, houve alta de 49,9% no valor médio diário, ganho de 55,4% na quantidade média diária e baixa de 3,5% no preço médio.

Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

As informações são da Agência CMA.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado Interno

Altas do dólar encarecem importações de trigo pelo Brasil

Mercado brasileiro de trigo segue atento à oscilação cambial

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Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de trigo segue atento à oscilação cambial. Na última quinta-feira (13), o dólar teve leve baixa ante o real, após cinco altas consecutivas. Apesar disso, segue significativamente elevado, bem próximo da máxima história renovada esta semana.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, os custos de importação, pelas paridades, mantêm valores elevados aos compradores. “Além disso, o espaço criado pela diferença das cotações domésticas frente o produto importado gera um cenário de alta para os preços domésticos, corroborado tanto pela reduzida oferta no mercado interno, quanto pela menor disponibilidade no Mercosul, sustentando uma conjuntura de elevações no médio a longo prazo, ou seja, o momento no qual a indústria voltar as compras. Para os próximos 60 dias a tendência é de manutenção de um cenário mais estável e de baixa liquidez no âmbito doméstico, porém, com cautela em relação ao câmbio e preços internacionais”, disse.

USDA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) divulgou, na última terça-feira (11), seu relatório mensal de oferta e demanda para o trigo na safra 2019/20, relativos à produção e estoques dos Estados Unidos e do mundo.

A safra 2019/20 do cereal no país é estimada em 1,92 bilhão de bushels, mesmo número de janeiro. Para a safra 2018/19, a safra estadunidense ficou em 1,885 bilhão de bushels. Os estoques finais do país em 2019/20 foram projetados em 940 milhões de bushels, contra 965 milhões de bushels no mês passado. O mercado esperava 953 milhões de bushels. Os estoques ao final de 2018/19 são estimados em 1,08 bilhão de bushels.

A safra mundial de trigo em 2019/20 é estimada em 763,95 milhões de toneladas, contra 764,39 milhões de toneladas em janeiro. Para a safra 2018/2019, a estimativa do USDA é de 731,45 milhões de toneladas. Os estoques finais globais em 2019/20 foram estimados em 288,03 milhões de toneladas, levemente abaixo das 288,08 milhões de toneladas estimadas no mês passado. O mercado esperava 287,2 milhões de toneladas.

Fonte: Agência SAFRAS
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