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Margem da indústria de soja ganha impulso com valorização do óleo

Alta de 5% em 2025 eleva o oil share para 49% e reforça demanda do setor de biodiesel.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O óleo de soja brasileiro apresentou valorização superior a 5% em 2025, impulsionando sua participação na margem de lucro da indústria de esmagamento, conhecida como oil share, de 38% no ano anterior para 49% na média de setembro deste ano. O cenário reflete mudanças estruturais no mercado e intensificação das compras pelo setor de biodiesel, consolidando um novo padrão de receita entre óleo e farelo.

Foto: Claudio Neves

Segundo especialistas, a dinâmica de valorização do óleo tem pressionado as margens de esmagamento, especialmente diante da forte demanda chinesa pela soja brasileira. A ausência de um acordo comercial entre China e Estados Unidos mantém a procura elevada, com volume ainda a ser adquirido para o processamento entre dezembro e fevereiro. Esse cenário tende a sustentar preços altos no Brasil e reduzir a oferta interna de óleo de soja, impactando o custo do biodiesel.

Além dos fatores de mercado, o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre tarifas adicionais de 100% sobre produtos importados da China reacende a disputa comercial entre as duas potências, adicionando incerteza aos fluxos comerciais globais.

Para o farelo de soja, analistas alertam que os prêmios devem ser monitorados nas próximas semanas, podendo ocorrer recuperação, mas ainda influenciados pelo avanço dos preços do óleo e pela demanda internacional. A combinação desses fatores evidencia um cenário de margens estreitas e ajustes estratégicos para o setor industrial brasileiro.

Fonte: O Presente Rural com informações Consultoria Agro Itaú BBA

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Balança comercial acumula superávit de US$ 48,9 bilhões em 2026

Exportações avançam 11,2% no ano, com agropecuária liderando o crescimento entre os principais setores da economia.

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Foto: Cláudio Neves

As exportações brasileiras mantiveram ritmo de crescimento em julho e impulsionaram o resultado da balança comercial. Dados divulgados na segunda-feira (27) mostram que, até a quarta semana do mês, o país exportou US$ 27,59 bilhões, alta de 9,7% em relação ao mesmo período de julho de 2025.

As importações também avançaram, com crescimento de 7%, totalizando US$ 21,05 bilhões. Com isso, a balança comercial registrou superávit de US$ 6,54 bilhões, resultado 19,4% superior ao verificado no mesmo período do ano passado. A corrente de comércio, que reúne exportações e importações, somou US$ 48,63 bilhões, aumento de 8,5%.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

No acumulado de janeiro até a quarta semana de julho, as exportações alcançaram US$ 212,36 bilhões, avanço de 11,2% na comparação anual. As importações totalizaram US$ 163,46 bilhões, crescimento de 5,4%.

Com esse desempenho, o superávit comercial chegou a US$ 48,90 bilhões, alta de 36,2% frente ao mesmo período de 2025. Já a corrente de comércio atingiu US$ 375,82 bilhões, crescimento de 8,6%.

Entre os setores exportadores, a agropecuária apresentou o melhor desempenho percentual. As vendas externas do segmento cresceram 14,3%, somando US$ 6,40 bilhões. Na sequência aparecem a indústria extrativa, com alta de 11,4% e exportações de US$ 6,48 bilhões, e a indústria de transformação, que registrou crescimento de 6,4%, alcançando US$ 14,50 bilhões.

O desempenho positivo dos três setores contribuiu para a expansão das exportações brasileiras no período. Acesse o relatório clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural com Agência Gov
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Tensões geopolíticas e clima elevam cotações do trigo no mercado internacional

Enquanto contratos avançam na Bolsa de Chicago, mercado brasileiro segue com negociações limitadas pela entressafra, aponta Cepea.

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Foto: Caio Inácio

As cotações do trigo registraram alta nos últimos dias no mercado internacional, impulsionadas pelo aumento das tensões entre Rússia e Ucrânia e pelas preocupações com as condições climáticas em importantes regiões produtoras da Europa e dos Estados Unidos.

Na Bolsa de Chicago (CME Group), principal referência para o cereal, o contrato com vencimento em setembro de 2026 ultrapassou a marca de US$ 7 por bushel, refletindo a maior cautela dos agentes diante das incertezas sobre a oferta global.

No mercado brasileiro, entretanto, o cenário é diferente. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a comercialização permanece em ritmo lento, característica comum do período de entressafra.

De acordo com o Cepea, a disponibilidade de trigo da safra passada segue restrita, enquanto os moinhos já estão abastecidos. Ao mesmo tempo, produtores adotam postura cautelosa nas negociações antecipadas da nova safra, o que contribui para o baixo volume de negócios no mercado interno.

Fonte: Assessoria Cepea
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Indústria de bioinsumos busca escalabilidade e segurança jurídica para sustentar crescimento no campo

Segmento movimentou R$ 6,2 bilhões em 2025 e depende de regras mais claras sobre registro, produção própria e fiscalização para avançar.

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Foto: Divulgação/Freepik

O mercado brasileiro de bioinsumos movimentou R$ 6,2 bilhões em 2025, segundo dados do CropData, da CropLife Brasil. No cenário internacional, o segmento pode atingir aproximadamente US$ 45 bilhões até 2032, caso mantenha um ritmo anual de crescimento entre 13% e 14%, conforme projeções da entidade.

Foto: Divulgação

Apesar da expansão da adoção de tecnologias biológicas no campo, especialistas avaliam que o próximo ciclo de crescimento dependerá da capacidade de ampliar a produção em escala e estabelecer regras regulatórias que ofereçam segurança jurídica para empresas, produtores e pesquisadores.

O avanço ocorre durante a implementação do marco legal dos bioinsumos no Brasil. A Lei nº 15.070/2024 definiu diretrizes para produção, importação, exportação, registro, comercialização, uso, inspeção, fiscalização e pesquisa de produtos destinados às atividades agrícola, pecuária, aquícola e florestal. A aplicação de parte das normas, no entanto, ainda depende de regulamentações complementares.

Entre os pontos em discussão estão os critérios para registro de produtos, as regras para produção de bioinsumos

Foto: Divulgação/Freepik

dentro das propriedades rurais, prática conhecida como produção on-farm, os mecanismos de fiscalização e a proteção da propriedade intelectual.

Regulamentação é vista como etapa decisiva para o setor
Para o engenheiro agrônomo Luiz Mário Machado Salvi, presidente da Araiby Feiras e Eventos, organizadora do 3º Fórum de Bioinsumos no Agro, o detalhamento das regras será fundamental para equilibrar expansão do mercado, controle de qualidade e estímulo à inovação. “A lei cria uma base importante para dar previsibilidade ao mercado. Agora, é necessário avançar na regulamentação para assegurar qualidade, rastreabilidade e segurança, sem comprometer a inovação e a expansão das tecnologias biológicas”, afirma.

Foto: Enio Tavares

Segundo o dirigente, a definição dos procedimentos regulatórios será determinante para estabelecer parâmetros de funcionamento para uma cadeia que envolve fabricantes, produtores rurais, instituições de pesquisa e órgãos fiscalizadores.

Fórum reúne debate sobre futuro dos bioinsumos
Os impactos da Lei nº 15.070/2024 e os próximos passos para consolidação do mercado estarão entre os temas do 3º Fórum de Bioinsumos no Agro, marcado para 18 de agosto, no Auditório da Ocesp, em São Paulo.

O evento vai reunir representantes do setor produtivo, entidades de pesquisa, empresas e instituições ligadas ao agronegócio para discutir regulamentação, inovação e desenvolvimento das tecnologias biológicas. Inscrições estão abertas e podem ser feitas clicando aqui.

Entre os apoiadores estão a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo), CropLife Brasil, Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (FGVAgro), Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Insper, Rede Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (Rede ILPF), Sebrae São Paulo, Sindicato da Indústria de Café do Estado de São Paulo (Sindicafé-SP), Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP) e União Nacional da Bioenergia (UDOP).

Fonte: O Presente Rural com
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