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Oferta restrita no mercado interno aumenta preço da carne suína, mas alta dos insumos afasta produtores independentes

De janeiro para fevereiro, o suíno vivo comercializado no mercado independente se valorizou 10,7% na região SP-5, 11,8% na Grande Belo Horizonte (MG) e na região Sul do país variou entre 11,9% e 6,8%. Elevação dos preços dos principais insumos consumidos na suinocultura (milho e farelo de soja) levou ao abandono da atividade ou redução de plantéis por parte de alguns suinocultores que atuam no mercado independente.

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Foto: Julio Cavalheiro/Secom

A baixa disponibilidade de animais no mercado doméstico, sobretudo em peso ideal para abate, resultou em forte movimento de alta nos preços do suíno vivo e da carcaça especial em fevereiro na maioria das praças acompanhadas.

As cotações, inclusive, atingiram a maior média mensal da série histórica do Cepea, iniciada em março de 2002, considerando-se os meses de fevereiro de anos anteriores, em termos nominais.

De janeiro para fevereiro, o suíno vivo comercializado no mercado independente se valorizou 10,7% na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), com média de R$ 7,70/kg, recorde nominal para um mês de fevereiro em toda série histórica do Cepea, iniciada em março de 2002.

Na Grande Belo Horizonte (MG), o animal teve preço médio de R$ 8,02/kg em fevereiro, avanço de 11,8% na comparação com a média registrada em janeiro e patamar também recorde para o mês, em termos nominais.

Na região Sul do país, Arapoti (PR) e Erechim (RS) também registraram as maiores médias para fevereiro em toda a série do Cepea, com o animal vivo comercializado a R$ 7,61/kg e a R$ 7,17/kg, em média, avanços de 11,9% e de 6,8% frente a janeiro, respectivamente.

No mercado da carne, agentes reajustaram os preços, com o objetivo de seguir o forte movimento de alta dos valores do animal vivo.

Porém, esses agentes relataram dificuldades no repasse desses aumentos ao atacado no encerramento de fevereiro. Mesmo com a resistência do consumidor interno em relação às cotações elevadas, o preço da carcaça especial também atingiu recorde nominal da série, fechando o mês com média de R$ 11,24/kg no atacado da Grande São Paulo, alta de 9,4% frente ao mês anterior.

Segundo colaboradores consultados pelo Cepea, a oferta restrita no mercado interno – que vem sustentando os valores dos animais e da carne em patamares elevados – está atrelada à menor produção de suínos, ocasionada pelos altos patamares dos preços dos principais insumos consumidos na suinocultura (milho e farelo de soja). Esse cenário levou ao abandono da atividade e/ou redução de plantéis por parte de alguns suinocultores que atuam no mercado independente.

Na região de Campinas (SP), de acordo com dados levantados pela Equipe Grãos/Cepea, ao comparar as médias dos preços entre fevereiro de 2019 e fevereiro de 2021 com as médias entre fevereiro de 2021 e fevereiro de 2023, o farelo de soja e o milho registraram expressivas altas de 56,3% e de 71%, respectivamente.

Diante disso, o poder de compra do suinocultor paulista caiu expressivamente frente a esses importantes insumos, sendo 33% frente ao milho e 26,6% frente ao farelo de soja, ambos em termos nominais.

Fonte: Assessoria Cepea

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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