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Oferta recorde de soja no Brasil impulsiona exportações, mas pressiona preços domésticos

Além da maior oferta, a proximidade do vencimento das parcelas de custeio e a necessidade de “fazer caixa” para despesas relacionadas à colheita elevaram expressivamente o interesse de venda em abril.

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Foto: Jaelson Lucas/AEN

Embora o Brasil tenha exportado volume recorde de soja de janeiro a abril deste ano, a oferta doméstica ainda esteve acima da demanda. A safra 2022/23 surpreendeu sojicultores nacionais, diante das produtividades recordes na maior parte das regiões brasileiras, com destaques para Matopiba e Mato Grosso, que, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), compensaram com sobras as perdas registradas no Sul – a colheita da oleaginosa havia atingido 93,7% da área nacional até 29 de abril.

Além da maior oferta, a proximidade do vencimento das parcelas de custeio e a necessidade de “fazer caixa” para despesas relacionadas à colheita elevaram expressivamente o interesse de venda em abril. Diante disso, os preços da soja no spot nacional caíram de forma acentuada, e os prêmios de exportação foram os menores desde 2004.

Em abril, as médias mensais dos Indicadores da soja Esalq/BM&FBovespa – Paranaguá (PR) e Cepea/Esalq – Paraná foram as menores desde abril/20, em termos reais (as médias foram deflacionadas pelo IGP-DI). O Indicador ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá (PR) teve média de R$
145,24/sc de 60 kg em abril, quedas de 10,4% frente à do mês anterior e de 20,8% em relação à de abril/22. O Indicador Cepea/Esalq – Paraná caiu 10,4% na comparação mensal e expressivos 22,4% na anual, com a média de abril a R$ 139,11/sc de 60 kg.

Entre março e abril, na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, os valores cederam 7,1% no mercado de balcão (pago ao produtor) e 10,7% no de lotes (negociações entre empresas). Na comparação anual, as quedas foram de 22,3% e de 23,7%, respectivamente. Ressalta-se que a desvalorização do dólar frente ao Real reforçou a pressão sobre os preços no Brasil. E o impacto do contexto de preços operando nos menores patamares desde 2020 sobre a rentabilidade de sojicultores será expressivo, sobretudo no caso dos que não fizeram vendas antecipadas, optando pela negociação em período de colheita, quando, sazonalmente, as cotações são pressionadas.

No caso das vendas externas, de acordo com a Secex, o Brasil exportou 14,34 milhões de toneladas de soja em abril/23, volume 8,3% superior ao de março e 25% acima do de abril/22. De janeiro a abril, saíram dos portos brasileiros 33,47 milhões de toneladas da oleaginosa, um recorde para o período.

Derivados

Os preços dos derivados também cederam no mercado doméstico, influenciados pela demanda enfraquecida e pelo menor custo com a matéria-prima. No entanto, algumas indústrias brasileiras limitaram a oferta do derivado, na expectativa de demanda externa mais aquecida nos próximos meses, fundamentada na menor produção na Argentina. Considerando-se a média das regiões acompanhadas pelo Cepea, os preços do farelo
de soja recuaram expressivos 10,8% entre março e abril e 4,5% em um ano, em termos reais.

Quanto ao óleo de soja bruto degomado (com 12% de ICMS incluso), negociado na região de São Paulo (SP), a desvalorização foi de 10,7% na comparação mensal e de expressivos 39,7% na anual, com a média de abril a R$ 5.464,88/tonelada – essa é a menor média mensal desde maio/20, em termos reais. A queda no preço do óleo de soja no Brasil se deve às estimativas de menor demanda externa pelo produto brasileiro, diante da oferta global de óleo de palma.

Front externo

Os contratos futuros da soja também caíram na CME Group (Bolsa de Chicago) em abril. O primeiro vencimento da soja teve média de US$ 14,8812/bushel (US$ 32,81/sc de 60 kg) em abril, recuos de 0,1% sobre a do mês anterior de 11,5% frente à de abril/22. A queda externa foi limitada pelas condições climáticas desfavoráveis à semeadura da safra 2023/24 nos Estados Unidos.

Ainda assim, relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indicou que 19% da área reservada para a soja havia sido semeada até o dia 30 de abril, acima dos 11% na média dos últimos cinco anos. Na Argentina, a projeção para a safra de soja 2022/23 foi revisada para baixo mais uma vez, devido à baixa produtividade. De acordo com a Bolsa de Cereales, a produção no país vizinho pode somar apenas 22,5 milhões de toneladas, a menor em 24 temporadas. Pouco mais de 28% da área havia sido colhida até o dia 26 de abril.

Fonte: Assessoria Cepea

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Frísia envia 33 toneladas de alimentos e mais de 3,3 mil litros de leite ao Rio Grande do Sul 

Logística de entrega está sendo auxiliada pela Ocergs e visa atender a população gaúcha atingida pelas chuvas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A Cooperativa Frísia está doando para a população do Rio Grande do Sul atingida pelas fortes chuvas 18 toneladas de feijão, 15 toneladas de farinha de trigo e mais de 3,3 mil litros de leite. As doações serão enviadas a partir deste sábado (11) por caminhões. Os alimentos são produzidos por cooperados na região dos Campos Gerais (PR).

Ao todo, são 300 sacas de feijão, de 60 quilos cada, que partirão amanhã, seguidos de 3.315 caixas de leite que irão sair do Paraná a partir de segunda-feira (13). Ainda serão enviados, até segunda-feira, um caminhão misto, com cargas de farinha de trigo e leite. A farinha será paletizada em embalagens de 1 kg cada.

O Sistema Ocergs, entidade que reúne as cooperativas gaúchas, está auxiliando na entrega das doações, já que as cooperativas locais são pontos de distribuição dos alimentos.

As últimas informações apontam para mais de 400 mil pessoas desalojadas e desabrigadas. São 437 municípios do estado, dos 497, afetados pelas chuvas, atingindo 1,9 milhão de pessoas.

Fonte: Assessoria Frísia
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Governo Federal debate medidas para fortalecer vigilância contra PSC

Dezesseis estados brasileiros são classificados como Zona Livre de Peste Suína Clássica, enquanto outros 11 ainda são Zona não Livre da doença. Ministério da Agricultura prevê o desenvolvimento de um programa de vacinação regionalizado na Zona não Livre.

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Fotos: Divulgação/Mapa

Dando continuidade as ações do mês da Saúde Animal, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou na última quinta-feira (09) o evento Avanços do Plano Estratégico Brasil Livre de Peste Suína Clássica (PSC), com o objetivo de debater medidas para fortalecer a vigilância contra a doença e o desenvolvimento de um programa de vacinação regionalizado na Zona não Livre.

Promovido pelo Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), a iniciativa foi realizada em conjunto com a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal) e a Secretaria de Estado da Agricultura do estado de Alagoas (Seagri-AL).

O secretário da SDA, Carlos Goulart, destacou em seu discurso as ações que estão ocorrendo neste mês e o anúncio feito pelo ministro Carlos Fávaro, na última semana, sobre o Brasil estar livre de febre aftosa. “Será um grande avanço para a produção de suínos no Brasil e para o mercado externo”, pontuou.

Ainda, afirmou que o Mapa está empenhado no trabalho de identificação da doença, a fim de não ter qualquer comprometimento na capacidade produtiva dos suínos.

Foram apresentados no evento assuntos sobre a geração de emprego na suinocultura em 2023, resultados da campanha de vacinação contra a PSC em Alagoas, os avanços do Plano Estratégico e debates sobre temas pertinentes ao assunto. No ano passado, foram movimentados cerca de R$ 371,6 milhões na cadeia.

O evento contou com a participação do diretor do Departamento de Saúde Animal, Marcelo Mota; o conselheiro presidente da ABCS, Marcelo Lopes; o representante do IICA no Brasil, Christian Fischer; o diretor administrativo e financeiro da ABPA, José Perboyre; o presidente da Adeal, Marco Albuquerque; entre outros.

Peste Suína Clássica

É uma doença de alto impacto econômico, caracterizada por sua capacidade de disseminação e gravidade, apresentando alto grau de contágio entre os suínos, sem tratamento e cura. Nos últimos seis anos, houve a confirmação de 87 focos foram confirmados, em que a maioria desses focos ocorreu nos estados do Ceará, Piauí e Alagoas, mas foram resolvidos devido a atuação do Serviço Veterinário Oficial (SVO).

Atualmente, o Brasil está dividido em Zona Livre (ZL) de PSC, abrangendo 16 estados e a Zona não Livre (ZnL) de PSC, abrangendo 11 estados.

Em resposta aos focos da doença, o Mapa, em parceria com associações privadas estruturou o Plano Estratégico Brasil Livre de PSC, que inclui ações para fortalecer a vigilância contra a doença e o desenvolvimento de um programa de vacinação regionalizado na ZnL, com o objetivo de erradicação, reduzindo as perdas diretas e indiretas causadas e gerando benefícios pelo status sanitário de país livre da doença.

O estado de Alagoas foi escolhido para a implementação do plano piloto da campanha de vacinação, devido ao apoio dos parceiros locais, à sua extensão geográfica e ao rebanho de suínos. As 5 etapas da campanha de vacinação promoveram a mobilização de equipes de vacinação nos 112 municípios alagoanos, atingindo altas coberturas vacinais nas várias etapas. Ao total, alcançou mais de 640 mil imunizações contra a PSC (2021 a 2023), levando a vacinação de forma gratuita a mais de 5.500 propriedades rurais, vacinando em média 130 mil suínos por etapa da campanha de vacinação.

As etapas da campanha de vacinação, contaram com um investimento próximo a R$ 7 milhões, e essa ação é um resultado de uma importante parceria público privada que envolve diversas instituições que representam o setor suinícola, os quais uniram esforços junto ao Governo de Alagoas na defesa da saúde animal e no fortalecimento da suinocultura brasileira.

Fonte: Assessoria Mapa
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Notícias Seguro rural

Ministério da Agricultura elabora proposta para atender produtores gaúchos

Além da suspensão imediata das parcelas vincendas do crédito rural gaúcho e de um novo programa de renegociação de dívidas, Mapa trabalha em uma proposta extraordinária para o Programa de Subvenção do Seguro Rural que atenda especificamente aos produtores do Rio Grande do Sul.

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Foto: Divulgação/Mapa

Para apresentar medidas céleres e efetivas para socorrer a agropecuária do Rio Grande do Sul, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, mantem um canal de diálogo constante com representantes do setor no estado.

Na última quinta-feira (09), voltou a se reunir com a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e representantes de 122 sindicatos rurais dos municípios gaúchos e também do Ministério da Fazenda parar avaliar o impacto das ações já apresentadas e debater novas medidas.

Além da suspensão imediata das parcelas vincendas do crédito rural gaúcho e de um novo programa de renegociação de dívidas que já estão sendo elaborados, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está trabalhando em uma proposta extraordinária para o Programa de Subvenção do Seguro Rural (PSR) que atenda especificamente aos produtores do Rio Grande do Sul. “Há três anos, a safra do Rio Grande do Sul vem sofrendo com estiagens e chuvas intensas. É fundamental que tenhamos um amplo programa de Seguro Rural porque o seguro vai significar garantia de renda”, explicou o ministro.

Outra proposta que está sendo estruturada é a de um Fundo Garantidor de Operação de Crédito Rural, para que os produtores continuem tendo acesso às linhas de crédito para a reconstrução e retomada de suas atividades agrícolas. Também está sendo tratada, junto ao Ministério da Fazenda, a possibilidade da operacionalização de linhas de créditos por parte das cooperativas financeiras.

Visando dar mais agilidade ao processo de reconstrução, a equipe técnica de 15 engenheiros do Mapa foi disponibilizada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MDR) para atuar na avaliação dos projetos.

Fonte: Assessoria Mapa
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