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Oferta elevada pressiona cotações da tilápia em 2024, aponta Peixe BR

Com a dificuldade de escoamento da produção, a biomassa dos peixes aumentou, e os preços recuaram nas principais regiões produtoras.

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Foto: Wenderson Araujo

A tilapicultura brasileira enfrentou cenário de grande oferta em 2024, enquanto as negociações estiveram em ritmo lento, o que pressionou os valores do produto. Além disso, a biomassa da tilápia aumentou bastante, elevando a comercialização de peixes acima de 1 kg. Assim, nesse contexto de pressão, o ano foi de amadurecimento para o setor.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

De acordo com levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, a média de preços da tilápia viva ou no gelo, nas regiões acompanhadas, de cresceu mês a mês. Em janeiro, a média foi de R$ 9,68/kg, passando para R$ 7,77/kg no encerramento de 2024, retomando o patamar verificado em agosto de 2022. Segundo estimativas elaboradas pelo Cepea, as cotações de tilápia em 2025 devem manter a mesma trajetória. Além disso, a oferta deve continuar em patamares elevados devido ao aumento de agentes de comercialização no setor.

Quanto ao alojamento de alevinos e juvenis, produtores indicaram que a oferta na fase inicial de desenvolvimento seguiu segundo o esperado ao longo do segundo semestre. Com isso, o ritmo de comercialização, principalmente de alevinos, se mantém aquecido desde setembro de 2024.

Diferente do verificado em anos anteriores, em 2024 as cotações não acompanharam os períodos sazonais de alta e baixa, como a quaresma e o meio do ano, quando habitualmente os preços sobem e descem, respectivamente. Isso ocorreu devido à oferta elevada de peixes durante todo o ano.

Foto: Aires Mariga

Em comparação a outros produtos, em períodos anteriores a tilápia registrou cotações acima das observadas para frango e suíno (animais vivos). No entanto, em 2024, os valores do suíno ultrapassaram os da tilápia, resultado do aumento dos preços dos suínos e da desvalorização do pescado.

De janeiro a dezembro de 2024, considerando-se a série mensal dos preços da tilápia na região dos Grandes Lagos (noroeste do Estado de São Paulo e divisa de Mato Grosso do Sul), do norte e do oeste do Paraná, os valores recuaram 11,5%, 0,7% e 7,3%, respectivamente, frente a 2023. Na região mineira de Morada Nova, a baixa foi de 7,3% no mesmo comparativo. Vale lembrar que o Cepea iniciou os levantamentos de preços no Triângulo Mineiro e em Alto Paranaíba (MG) em fevereiro de 2024, impossibilitando a comparação com 2023.

Foto: Jonathan Campos

Quanto ao filé de tilápia congelado negociado no atacado dos Estados de São Paulo e Paraná, também de 2023 para 2024, as quedas nos preços foram de 3,1% na praça paulista e de 4,8% na região paranaense. Em Minas Gerais, o recuo foi de 3,8%, com provando o cenário em todas as praças analisadas.

Com a dificuldade de escoamento da produção, a biomassa dos peixes aumentou. De 2023 para 2024, na região dos Grandes Lagos, o peso subiu 8,5%, chegando à média de 1 kg. No norte do Paraná, o peso dos animais se elevou em 9,6%, a 950 gramas; no oeste do mesmo estado, a média de peso avançou 21,7%, a 940 gramas. Em Morada Nova, a média foi de 980 gramas, alta de 13% em relação a 2023.

Fonte: Assessoria Peixe BR

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Governo gaúcho libera R$ 2 milhões para agroindustrialização do pescado na aquicultura familiar

Edital do Desenvolve RS Rural aprova 34 projetos e prevê recursos de até R$ 100 mil para iniciativas coletivas e R$ 50 mil para propostas individuais via Feaper.

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Foto: Jonathan Campos

O Governo do Rio Grande do Sul homologou o resultado final do Edital nº 04/2026 do programa Desenvolve RS Rural – Fomento Produtivo à Aquicultura Familiar – Apoio à Agroindustrialização do Pescado. A lista, divulgada na segunda-feira (23) pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), contempla 34 projetos aprovados com recursos disponíveis e outros 21 na condição de suplentes.

A iniciativa é operacionalizada pelo Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper) e prevê aporte total de até R$ 2 milhões. O objetivo é financiar a implantação, ampliação e modernização de agroindústrias voltadas ao processamento de pescado no Estado.

Segundo a SDR, o resultado já considera a análise de recursos administrativos e encerra o processo seletivo conduzido conforme o Edital nº 07 e o Processo nº 25/3100-0003502-8.

A partir da próxima semana, os beneficiários deverão procurar os escritórios regionais da Emater-RS para elaboração dos projetos técnicos de financiamento. A secretaria também informou que enviará orientações detalhadas por e-mail aos contemplados.

Limites por projeto

O programa permite a apresentação de propostas individuais ou coletivas. Para associações e cooperativas, o limite é de até R$ 100 mil por projeto. Já para iniciativas individuais, o teto é de R$ 50 mil.

A proposta é estruturar a base produtiva da aquicultura familiar, ampliando a capacidade de beneficiamento e agregação de valor ao pescado, etapa considerada estratégica para elevar renda e acessar novos mercados.

O secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, afirmou que o foco do programa é consolidar cadeias produtivas regionais. “Ao investirmos na agroindustrialização do pescado, agregamos valor à produção, ampliamos a renda das famílias e estimulamos o desenvolvimento regional. Esse programa demonstra o compromisso do Governo do Estado com a inclusão produtiva, a sustentabilidade e a permanência das famílias no meio rural”, declarou.

O Desenvolve RS Rural é coordenado pelo Departamento de Desenvolvimento Agrário, Pesqueiro, Aquícola, Indígena e Quilombola (Ddapa) da SDR. A secretaria destaca que a destinação específica de recursos para a agroindustrialização do pescado ocorre de forma inédita no Estado, criando condições para que famílias produtoras avancem além da produção primária.

Estrutura de financiamento

O Feaper, responsável pela operação financeira, é executado pela SDR em parceria com a Emater-RS e o Badesul. O fundo financia tanto investimentos quanto custeio, com bônus de adimplência que pode chegar a 80%, conforme regras estabelecidas em decreto.

A expectativa do governo é que o programa fortaleça a aquicultura familiar como vetor de desenvolvimento regional, ampliando competitividade, formalização e geração de renda no meio rural gaúcho.

Fonte: O Presente Rural com Seapi
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Por que o bem-estar do salmão deve entrar na agenda do varejo brasileiro

Cartilha lançada pela ONG Alianima destaca impactos éticos, ambientais e reputacionais da produção e comercialização de salmão, uma das espécies de peixe mais populares no consumo do país.

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Foto: Divulgação/Freepik

O bem-estar animal tem ganhado espaço nas discussões sobre sustentabilidade e responsabilidade corporativa no setor de alimentos, mas, quando o assunto é peixes, especialmente o salmão, o tema ainda avança de forma tímida no Brasil. Consumido amplamente no país, sobretudo em pratos populares da culinária japonesa, o salmão é integralmente importado, principalmente do Chile (segundo maior produtor mundial), e está inserido em uma cadeia global de produção que enfrenta questionamentos técnicos relacionados ao manejo, sanidade, abate, impactos ambientais e uso de antimicrobianos.

Foto: Divulgação/Freepik

É nesse contexto que a Alianima, organização de proteção animal sem fins lucrativos, que trabalha em estreita colaboração com líderes da indústria alimentícia, lança a cartilha ilustrada Como avaliar e melhorar o bem-estar de salmões?. O material tem como objetivo mostrar a importância de incorporar critérios de bem-estar animal na cadeia de produção e comercialização do salmão, conectando o tema ao desempenho produtivo e responsabilidade corporativa. “O bem-estar do salmão não é apenas uma questão ética. Ele está diretamente relacionado à sanidade dos animais, à qualidade do produto final, e à gestão de riscos ao longo da cadeia. O varejo tem um papel estratégico nesse processo, mesmo quando falamos de uma proteína importada”, afirma a bióloga, PhD em Aquicultura, especialista em peixes da Alianima, Caroline Maia.

Embora o Brasil não seja produtor de salmão, o país é um mercado muito relevante para a espécie e já conta com produtos certificados em bem-estar animal disponíveis no varejo. Para a Alianima, isso significa que as empresas brasileiras podem e devem exercer influência positiva sobre essa cadeia, exigindo de seus fornecedores padrões de bem-estar animal alinhados às melhores práticas internacionais. “O varejo é um elo decisivo entre a produção e o consumidor. Ao incorporar critérios de bem-estar animal em suas políticas de compra, as empresas contribuem para cadeias mais responsáveis e fortalecem sua reputação em um mercado cada vez mais atento à origem dos alimentos”, destaca.

Um dos queridinhos dos brasileiros 
O salmão consolidou-se como um dos pescados favoritos e muito consumido pelas famílias brasileiras em contextos

Foto: Gaspar Zaldo/Pexels

urbanos, especialmente nos últimos dez anos. Apesar de não ser nativo do país, já superou espécies tradicionais, como a sardinha, em termos de preferência do consumidor.

A relevância do salmão no padrão de consumo dos brasileiros ajuda a explicar por que questões sobre o bem-estar desta espécie começam a ganhar peso nas discussões sobre responsabilidade corporativa e sustentabilidade no varejo alimentar. Dessa forma, a cartilha recém-lançada reúne evidências técnico-científicas que mostram como condições inadequadas de criação, como superlotação, manejo estressante e baixa qualidade da água, aumentam o estresse e a vulnerabilidade dos salmões a doenças e parasitas.

Em sistemas intensivos de produção, práticas como superlotação e manejo inadequado aumentam a incidência de doenças, o que pode levar ao uso excessivo de antimicrobianos. Esse cenário acende um alerta não apenas para o bem-estar animal, mas também para os riscos ambientais e à saúde pública. “Nos sistemas conhecidos como tanques-rede, por exemplo, o excesso de ração e os dejetos dos peixes podem se dispersar no ambiente natural, causando problemas como a eutrofização da água, o que pode contribuir para a desertificação do leito do oceano nos locais de maior concentração”, alerta.

Foto: Divulgação

Além disso, o uso de substâncias químicas para o controle de parasitas, como o piolho-do-mar, reforça a necessidade de maior transparência e monitoramento na cadeia. “Peixes submetidos a estresse crônico tendem a adoecer mais. Isso não apenas compromete o bem-estar desses animais, como também pode gerar perdas econômicas, bem como riscos associados ao uso intensivo de antibióticos, um tema cada vez mais sensível para empresas e consumidores”, explica.

A cartilha aborda outros pontos críticos como densidade de estocagem, manejo, transporte e abate, etapas que impactam o bem-estar e o desempenho produtivo. Como resposta, apresenta soluções práticas que ajudam a melhorar indicadores como crescimento e conversão alimentar, servindo de apoio técnico para empresas e tomadores de decisão. “Quando a equipe que trabalha diretamente com o manejo dos salmões está bem treinada, problemas de bem-estar podem ser detectados rapidamente. No caso do salmão do Atlântico, listamos uma série de indicadores importantes sobre seu estado de bem-estar que podem e devem ser monitorados em sua produção”, ressalta a especialista.

Fonte: Assessoria Alianima
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Preço da tilápia registra leves altas regionais e mantém média de R$ 9,63/kg

Triângulo Mineiro apresentou a maior variação positiva no período analisado pelo Cepea.

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Foto: Shutterstock

O preço médio nacional da tilápia foi cotado em R$ 9,63 por quilo na semana de 16 a 20 de fevereiro, conforme levantamento do Cepea. O indicador é considerado referência para o mercado brasileiro da piscicultura.

Entre as regiões acompanhadas, o maior valor foi registrado no Norte do Paraná, onde a cotação chegou a R$ 10,24/kg. No Triângulo Mineiro, o preço ficou em R$ 9,89/kg, com alta de 0,72%.

Em Morada Nova de Minas, a tilápia foi comercializada a R$ 9,64/kg, avanço de 0,25%. Já na região dos Grandes Lagos, o valor ficou em R$ 9,63/kg, com leve alta de 0,08%.

O menor preço entre as praças monitoradas foi observado no Oeste do Paraná, com média de R$ 8,74/kg, registrando elevação de 0,10% no período.

Os dados são divulgados pelo Cepea, vinculado à ESALQ/USP, e têm atualização automática.

Fonte: O Presente Rural
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