Avicultura Em 2025
Oferta de ovos deve continuar crescendo, porém de maneira moderada
Estimativas indicam que a produção brasileira de ovos para consumo pode registrar avanço de 3,4% em relação ao esperado para 2024, atingindo 3,94 bilhões de dúzias.

Em 2025, o mercado de ovos deve apresentar um cenário positivo. Embora haja desafios relacionados à oferta, projeções indicam crescimentos na produção e no consumo. E a disponibilidade interna da proteína – novamente – será um dos principais fatores que influenciarão os preços ao longo do ano.

Foto: Rodrigo Felix Leal
Caso o setor continue expandindo os plantéis além da capacidade de absorção do mercado doméstico, os valores dos ovos podem seguir a mesma tendência de queda observada em 2024. Estimativas do Cepea indicam que, em 2025, a produção brasileira de ovos para consumo pode registrar avanço de 3,4% em relação ao esperado para 2024, atingindo 3,94 bilhões de dúzias.
Esse crescimento, ressalta-se, é mais modesto que os 10,5% observados na parcial de 2024 (janeiro a setembro) frente ao mesmo período de 2023. Em relação ao consumo nacional, a ABPA estima que, em 2024, o Brasil alcançará pela primeira vez na história a marca de 263 unidades por pessoa, 21 unidades a mais que em 2023. Para 2025, espera-se que o consumo cresça 1% em relação ao ano anterior, alcançando 265 unidades por habitante.
Os elevados preços praticados nas negociações envolvendo as proteínas cárneas tendem a favorecer o consumo de ovos em 2025. No front externo, a ABPA projeta que as exportações de ovos alcancem 22 mil toneladas em 2025, aumento de 10% em relação às expectativas para 2024.
Até o momento, o Brasil não registrou casos de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de produção comercial. Com isso, o País mantém seu status de livre da doença, o que o torna uma fonte segura para atender à crescente demanda internacional, especialmente em um contexto em que o vírus foi registrado em diversos países ao longo de 2024. Em relação aos custos de produção, a tendência é que a maior oferta interna de milho e farelo de soja ajude a conter o aumento dos gastos de avicultores em 2025.

Avicultura
Da nutrição à automação, IPPE apresenta as tendências da cadeia mundial de proteína
Exposição revela avanço tecnológico, integração de mercados e o Brasil como exportador de soluções para a indústria.

O jornal O Presente Rural participou, mais uma vez, da International Production & Processing Expo (IPPE), considerada o maior evento anual do mundo dedicado às indústrias de aves, ovos, carnes e alimentos de origem animal. Realizada de 27 a 29 de janeiro, em Atlanta, nos Estados Unidos, a feira reuniu tomadores de decisão, líderes empresariais e especialistas de toda a cadeia global de proteínas, se posicionando como um dos principais termômetros das transformações que impactam o setor.
Reconhecida como um espaço estratégico para negócios, inovação e networking, a IPPE conecta, em um único ambiente, as principais tendências tecnológicas, desafios regulatórios e movimentos de mercado que influenciam diretamente a produção mundial de proteínas animais. Em 2026, o evento atingiu um novo patamar ao ocupar o maior espaço expositivo de sua história, com mais de 62 mil metros quadrados e a presença de mais de 1.380 expositores de diferentes países. Somente do Brasil, são 30% a mais dos expositores da feira do que registrado na edição de 2025.

Diretor do Jornal O Presente Rural, Selmar Franck Marquesin, e a jornalista Eliana Panty no IPPE 2026
Para o diretor do O Presente Rural, Selmar Frank Marquesin, a participação do jornal reforça a relevância da imprensa especializada no acompanhamento das mudanças estruturais do agronegócio global. “Na IPPE é onde as grandes decisões e tendências globais da proteína animal são apresentadas. Estar no IPPE 2026 foi fundamental para entender o que vem pela frente e traduzir essas informações para o produtor, a indústria e toda a cadeia no Brasil”, ressaltou.
Segundo ele, a cobertura internacional amplia o alcance do jornal e fortalece a conexão entre o mercado brasileiro e os principais polos globais de inovação. “Nosso compromisso é levar ao leitor informações que ajudem na tomada de decisão e na compreensão do cenário internacional, que hoje influencia diretamente o mercado brasileiro”, pontuou.
Vitrine da transformação tecnológica
Mais do que uma feira comercial, a IPPE figura como um espaço de convergência entre tecnologia, gestão e estratégia. O evento reflete a crescente complexidade da cadeia de proteínas animais, que exige soluções integradas em áreas como nutrição, sanidade, automação, sustentabilidade e eficiência operacional.
Ao longo dos três dias, empresas e especialistas apresentaram tecnologias voltadas ao aumento da produtividade, redução de custos, melhoria do bem-estar animal e atendimento às exigências de mercados cada vez mais atentos a critérios ambientais e sociais. Esse conjunto de fatores transforma a IPPE em um ambiente decisivo para a formulação de estratégias de médio e longo prazos no setor.
TECHTalks reforçam caráter técnico e educativo
Dentro da programação técnica, um dos destaques foram as TECHTalks, apresentações gratuitas de 20 minutos conduzidas por expositores. As sessões trouxeram experiências práticas, soluções aplicáveis ao dia a dia da produção e análises de mercado, reforçando o caráter educativo da feira.
As palestras abordaram desde inovações em equipamentos e nutrição até estratégias de gestão e uso de dados para tomada de decisão, contribuindo para a disseminação de conhecimento técnico entre produtores, indústrias e profissionais do setor.
Integração amplia alcance da feira
A força da IPPE está diretamente ligada à integração de três grandes eventos internacionais: International Feed Expo, International Poultry Expo e International Meat Expo. Essa convergência permite representar toda a cadeia de produção e processamento de proteínas, do campo à indústria, criando um ambiente propício para negócios, parcerias e intercâmbio de conhecimento.
Essa estrutura integrada transforma a feira em um ponto de encontro global, onde diferentes segmentos dialogam e constroem soluções conjuntas para desafios comuns, como sanidade, sustentabilidade e competitividade internacional.
Brasil deixa de ser importador de tecnologia
Um dos movimentos mais relevantes observados na IPPE 2026 foi o fortalecimento da presença brasileira como fornecedora de soluções para o mercado global. Marquesin destacou a mudança de posição do Brasil dentro do evento ao longo dos anos, sendo que nesta edição aumentou em 30% a participação de empresas brasileiras. “Ano a ano tenho percebido a participação maior dos brasileiros nesse que é o maior evento de processamento de proteínas animais. O Brasil passou por um momento em que os brasileiros vinham para a IPPE em busca de tecnologias em nutrição, equipamentos, genética, entre outros, para levar ao mercado brasileiro e melhorar desempenho e produtividade. Hoje percebemos empresas brasileiras expositoras na feira, trazendo tecnologias do Brasil, ou seja, o nosso país passou de importador para exportador de tecnologias”, destacou.
Marquesin ressaltou ainda que empresas brasileiras de sanidade, saúde animal, nutrição e equipamentos marcam presença como expositoras, evidenciando a maturidade tecnológica do setor nacional e sua capacidade de competir em nível global.
Avicultura latino-americana
Paralelamente à programação da feira, a Cúpula Latino-Americana de Avicultura de 2026 trouxe reflexões estratégicas sob o lema “Proteína de aves: não podemos viver sem ela”. O encontro destacou a avicultura como pilar da segurança alimentar, da sustentabilidade e da inovação na América Latina.
O evento reuniu líderes e especialistas para discutir decisões estratégicas diante de desafios econômicos, sociais e tecnológicos. A abertura contou com uma mesa redonda de CEOs com Lorenzo Martín, do El Gran Chaparral, do México; e Juan Felipe Montoya, da Huevos Kikes, da Colômbia, mediada por Mauricio Sanabria, da Hy-Line International.
Entre os temas debatidos estiveram doenças, mercados informais, infraestrutura logística, sucessão familiar e a necessidade de melhorar a comunicação com os consumidores, aproximando o campo dos centros urbanos e fortalecendo a confiança na produção avícola.
As discussões avançaram para temas técnicos sensíveis à produtividade. Foram abordados riscos associados ao manejo inadequado, como a disseminação da gripe aviária, e oportunidades ligadas à sustentabilidade, como o uso de biodigestores para produção de energia.
Dados sobre consumo per capita de ovos reforçaram a relevância da proteína avícola na região, com números expressivos no México, Colômbia e Brasil, que caminha para ultrapassar a marca de 300 ovos por habitante em 2026.
Outras apresentações trataram de micotoxinas, integridade intestinal, controle de Salmonella em fábricas de ração, manejo ambiental e influência da iluminação no desempenho das aves, além de estratégias de comunicação e branding para fortalecer a relação com o consumidor final.
O Presente Rural amplia cobertura internacional do agro
Ao acompanhar de perto esse ambiente de inovação e debate estratégico, O Presente Rural reafirma seu papel como elo entre o agronegócio brasileiro e os principais centros globais de decisão. “A presença do jornal na IPPE não é apenas institucional. É uma forma de garantir que o produtor e o setor tenham acesso direto ao que há de mais atual em tecnologia, gestão e mercado”, enfatizou Marquesin.
Na cobertura da IPPE 2026 o jornal conta na equipe com a jornalista Eliana Panty acompanhando de perto os principais debates, lançamentos e tendências do maior evento mundial da cadeia de proteínas animais.
A presença do jornal na IPPE conta com o apoio das empresas Agrifirm, Amlan International, Biōnte Animal Nutrition, Natural BR Feed, Poly Sell, Sanex, Vetanco e United Animal Health. “Nosso agradecimento aos apoiadores que acreditam no jornalismo especializado e viabilizaram essa cobertura internacional, levando informação qualificada e estratégica ao produtor e à indústria brasileira”, salientou Marquesin.
Avicultura
Coopavel premia os 10 melhores avicultores de 2025 durante Show Rural
Reconhecimento aos produtores integrados com os melhores índices de conversão alimentar evidencia o papel decisivo do manejo, da inovação e do trabalho em equipe na avicultura.

O setor de Fomento Avícola da Coopavel fez na quarta-feira (11), durante a 38ª edição do Show Rural, a entrega de premiação aos melhores colocados da avicultura de 2025, integrados da cooperativa. A cerimônia movimentou o auditório do Centro Tecnológico da Avicultura com a presença de diversos produtores, familiares, técnicos e representantes do setor avícola.
Para o gerente do Fomento Avícola e do Frigorífico de Aves da Coopavel, Noraldino Borborema, a premiação dos melhores do ano estimula os produtores a buscar melhores resultados. “A diferença de 50 centavos por frango entre os melhores e a média representa um retorno de R$125 mil/ano para o produtor. A chave para o sucesso é investimento e melhorias no aviário, pois é o mesmo pintinho, a mesma ração e o mesmo suporte técnico. Por isso o Show Rural oferece possibilidades de inovação, novos equipamentos, fatores que envolvem o trabalho de manejo e as condições para buscar melhores resultados”, salienta Borborema.

Foto: Divulgação/Show Rural
Segundo ele, a Coopavel busca aumentar o número de produtores de alta performance este ano, visando acima de R$ 2 de média por frango em 2026, com foco no aprimoramento técnico e no trabalho em equipe para alcançar os resultados desejados, beneficiando todos os envolvidos da cadeia.
Premiação – A classificação dos melhores do ano leva em conta o melhor índice de conversão alimentar, que é calculado pela quantidade de quilos de ração que o frango come para produzir um quilo de carne, um quilo de peso vivo. Como melhores produtores de 2025 ficaram: Arlindo Ferneda (Guaraniacu), com 1.480; Giliardi Andreolla (Guaraniacu), com 1.481; e Genesio Gregolon (Campo Bonito), com 1.500.
Fernando Ferneda, representou o pai na premiação, e atribui o sucesso ao cuidado diário, incluindo atenção aos frangos, apoio familiar e a colaboração da assistência técnica da Coopavel. “A gente fica faceiro, feliz por receber um resultado desse, mas tudo depende do cuidado do dia a dia. O resultado é uma junção do incentivo e experiência da família, dos conhecimentos e orientações que nos passam, de você entender o que a veterinária tá falando, além de aceitar novas ideias, é importante abrir a tua mente para novas ideias”, relata com satisfação Ferneda ao dizer que espera repetir o feito este ano.
Genesio Gregolon conquistou o terceiro lugar no ranking dos melhores avicultores de 2025. Ele expressou grande felicidade e gratidão, destacando a recompensa pelo trabalho, o incentivo para melhorar e a importância do evento promovido pela Coopavel. Ele atribuiu o sucesso ao trabalho árduo, dedicação e fé, além do suporte técnico da cooperativa, especialmente da equipe veterinária.
Confira os 10 melhores do ano, do primeiro ao décimo colocados:
- Arlindo Ferneda – Guaraniacu
- Giliardi Andreolla – Guaraniacu
- Genesio Gregolon – Campo Bonito
- Altevir Ferneda – Guaraniacu
- Gladistone Cominetti – Santa Lúcia
- Milton Neckel – Cascavel
- Daniel Salvatti/ Tiago Salvatti – Cascavel
- Adilson Rodrigues Leite/Vilamir Tussi/ Delir Rosset – Cascavel
- Leomar Casarolli – Corbélia
- João Piovesan/ Amilton Piovesan – Corbélia
Avicultura
Novo layout valoriza tecnologia e experiência do visitante no espaço da avicultura do Show Rural
Centro Tecnológico da Avicultura amplia área, melhora atendimento e reforça foco em inovação e troca de conhecimento com produtores e expositores.

O Centro Tecnológico da Avicultura reorganizou o espaço da avicultura para a 38ª edição do Show Rural Coopavel, tornando o ambiente mais amplo e acolhedor. A reestruturação reduziu os equipamentos para ampliar a área livre e melhorar o atendimento ao público. A entrada foi modificada para torná-la mais atrativa. Com o mesmo número de empresas expositoras, o espaço oferece mais conforto aos visitantes.

Foto: Divulgação/Show Rural
Foram implementadas TVs com vídeos institucionais e a área de palestras foi ampliada, contando com a presença de produtores pré-agendados e também com a participação espontânea. “Os visitantes buscam informações sobre as últimas tecnologias da avicultura, que são o foco das empresas presentes na exposição”, relata o supervisor de produção da Coopavel, Eduardo Ficagna.
O visitante pode acompanhar como o ciclo da atividade acontece, desde o apoio técnico ao produtor até a entrega de um alimento de qualidade ao consumidor final. No CTA são abordados os mais variados temas de interesse do produtor, tratamento de água, controle de vetores e pragas (cascudinho), isolante térmico (lã de vidro), limpeza de placas evaporativas para resfriamento do aviário, empresas de tecnologias (hardware e software), aplicativos para acompanhamento via celular, produtos para regular o aquecimento, produtos para saúde respiratória das aves, entre outros.
Os investimentos no novo layout agradaram o público e também os expositores. “Nosso objetivo é realizar contatos para que depois possamos

Foto: Divulgação/Coopavel
voltar a falar com o produtor, entender suas dores e poder fechar negócios”, relatou uma das expositoras, sócio-fundadora da Avetools, Rosimeire Silva. “A dinâmica utilizada esse ano favoreceu tanto o expositor, quanto o público visitante. Ficou excelente, todo o posicionamento, o atendimento de suporte da Coopavel. Estamos totalmente satisfeitos”, elogiou o coordenador de Território da Vetanco, Kazuo Hirata.
Palestras
O Conexão Avicultura recebe palestras desde terça (10). Elas seguem até esta quinta-feira (12), sempre das 14 às 15 horas, sobre: Sistemas construtivos eficientes, ministrada por Ricardo Piazzoli Parente, da Plasson; Avicultura inteligente: gestão de dados para inovar e gerar resultados, com Alan Leandro Vilarino, da InoBran, e Desafios no manejo de verão, com Lederson Trindade de Lima, da Corti Avioste, além do tema Resultados com aquecimento radiante, com Rudolf Giovani Portela, da Cumberland Agromarau.
Além disso, a equipe técnica do fomento avícola da cooperativa está no CTA para atender produtores, esclarecer dúvidas, trocar experiências e orientar sobre melhorias que podem ser implementadas no dia a dia das propriedades.



