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Oferta ajustada garante suporte ao mercado suíno
Produção de suínos dos estados do Sul possivelmente está sendo direcionada para a exportação e, em especial, para a China

A reposição entre atacado e varejo evoluiu de maneira calma ao longo da semana, com um certo grau de cautela, muito embora a oferta ajustada tenha garantido suporte aos preços do suíno. De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, a produção de suínos dos estados do Sul possivelmente está sendo direcionada para a exportação e, em especial, para a China, que sofre com déficit de oferta e desequilíbrio de preços devido ao aprofundamento da peste suína africana. “Isso contribuiu para o avanço dos preços”, afirma.
Segundo Maia, é importante destacar que as plantas aptas para exportar ao país asiático estão concentradas na região Sul do Brasil. “As demais regiões do país tendem a se beneficiar atendendo a demanda doméstica de maneira mais enxuta. O momento é favorável, considerando a firmeza dos preços e a queda no custo de produção, acompanhando os preços do milho, favorecendo o alargamento da margem operacional da atividade”, avalia.
Levantamento de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil ficou em R$ 3,93 na semana, subindo 1,07% frente aos R$ 3,89 praticados na anterior. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado ficou em R$ 7,40, alta de 0,89% frente à semana anterior, de R$ 7,34. A carcaça registrou um valor médio de R$ 6,50, avançando 1,36% frente ao preço praticado na última semana, de R$ 6,41.
Em relação a abril, houve alta de 37,6% na receita média diária, ganho de 34% no volume diário e avanço de 2,6% no preço. Na comparação com maio de 2018, houve aumento de 82,9% no valor médio diário exportado, incremento de 66,9% na quantidade média diária e ganho de 9,6% no preço. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
A análise de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo foi cotada a R$ 84, avanço frente aos R$ 82 registrados na semana anterior. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo continuou em R$ 3,40 ao longo da semana. No interior a cotação no estado subiu de R$ 4 para R$ 4,05. Em Santa Catarina o preço do quilo na integração permaneceu em R$ 3,40. No interior catarinense, a cotação seguiu em R$ 4,10. No Paraná o quilo vivo avançou de R$ 4,05 para R$ 4,10 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo continuou em R$ 3,55.
No Mato Grosso do Sul a cotação na integração se manteve em R$ 3,40, enquanto em Campo Grande o preço subiu de R$ 3,50 para R$ 3,60. Em Goiânia, o preço seguiu em R$ 4,30. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno vivo passou de R$ 4,40 para R$ 4,50. No mercado independente mineiro, o preço passou de R$ 4,40 para R$ 4,50. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis avançou de R$ 3,65 para R$ 3,75. Já na integração do estado a cotação prosseguiu em R$ 3,35.

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





