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Oeste paulista divide custos de inspeção de produtos para atrair e estimular agroindústrias

Em breve, 48 municípios terão potencial para aderir ao sistema do Mapa que permite comercializar alguns itens em todo o país; oficina orienta gestores.

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Grupo que participa da oficina visitou agroindústria de ovos

O Estado de São Paulo comemorou em outubro a adesão de São José do Rio Preto ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA). Na prática, isso significa que agroindústrias da cidade que produzem carne e derivados e mel e derivados poderão vender sua produção para todo o território nacional, desde que cumpram as exigências do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) – agora com reconhecimento de equivalência à inspeção federal.

Rio Preto foi o oitavo município de São Paulo a conseguir a adesão ao Sisbi. É um processo rigoroso, que exige adequações legais e estruturais, mas os resultados apontam que as cidades já contempladas com esse reconhecimento estão atraindo novas agroindústrias, gerando mais empregos e mais renda para seus moradores. Algumas empresas contempladas têm dobrado e até triplicado sua produção.

Neste final de outubro, o Estado avança para multiplicar essa conquista entre outros municípios da região oeste. O potencial é estender o reconhecimento para dois consórcios intermunicipais que agregam 48 cidades. Ou seja, em breve, São Paulo poderá ampliar em até seis vezes o total de municípios que já conseguiram a adesão ao Sisbi.

Prefeitos, outros gestores e proprietários de estabelecimentos ligados aos consórcios Ciop e Ciensp acompanham nesta semana (24 a 28) em Andradina e Presidente Prudente uma oficina ligada a um projeto do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que está preparando os municípios para a adesão. O nome do projeto é ConSim e ele está em sua segunda edição. Houve disputa nacional para fazer parte da iniciativa e São Paulo conseguiu emplacar os dois consórcios.

Fotos: Daniele Cabriotti/Codevale 

Ciop é a sigla para Consórcio Intermunicipal do Oeste Paulista. A sede fica em Prudente e reúne 27 municípios. Ciensp significa Consórcio Intermunicipal do Extremo Noroeste de São Paulo e agrega 21 cidades. A grande vantagem dos consórcios intermunicipais é a atuação conjunta e fortalecida em várias frentes, diluindo custos e compartilhando benefícios.

Oficina

A participação dos gestores se concentrou na segunda-feira, dia 24. De acordo com Amélia Cristina Teixeira, auditora fiscal agropecuária da Superintendência Federal de Agricultura no Estado de São Paulo (SFA-SP), é fundamental que prefeitos sejam sensibilizados para conhecer as vantagens e o potencial do Sisbi-POA para cada município. A superintendência é a representação do Mapa nos Estados.

Outro auditor, Luciano Soares Jacintho Siqueira, que atua em Rio Preto, está acompanhando de perto a capacitação. No início da oficina, ele fez uma apresentação sobre a ampliação de mercados de produtos de origem animal para consórcios públicos. A inspeção pode ser feita em produtos cárneos, lácteos, pescados, ovos, mel e todos os seus derivados. Portanto, qualquer agroindústria desses setores pode se envolver com o processo e estimular os municípios a aderir.

“Houve bastante interesse das autoridades e da agroindústria familiar em buscar a regularização dos serviços de inspeção”, disse ele, ao se referir aos 21 municípios que acompanharam a oficina em Andradina. O grupo visitou agroindústrias de ovos e pescado na região do Pontal do Paranapanema.

O projeto ConSim disponibilizou uma consultoria com experiência na área, contratada pelo Mapa, para orientar os municípios consorciados e as agroindústrias. A consultora Adriana Cássia está participando da oficina e orientando os interessados.

Quando um município ou um consórcio decide aderir ao Sisbi, ele poderá acumular benefícios como a melhoria na prestação de serviços à população, a garantia de alimentos seguros, o respeito ao Código de Defesa do Consumidor e o estímulo à formalização de agroindústrias.

“Mas os grandes trunfos desse reconhecimento são, sem dúvida, a ampliação do mercado consumidor para as agroindústrias inspecionadas, o incremento da geração de emprego e renda, com fixação da mão-de-obra no campo, e a atração de mais agroindústrias para a região”, explicou Amélia.

Corrente

O Brasil tem 34 municípios e 14 consórcios públicos intermunicipais com adesão ao Sisbi-POA. Os municípios podem aderir de forma individual ou por consórcio. São Paulo é o segundo Estado com maior número de municípios já aderidos individualmente (8), ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul, que tem 15. O Ciop e o Ciensp serão os primeiros consórcios paulistas a entrar para o grupo.

Um fenômeno que tem ocorrido nesse processo é o apoio voluntário de profissionais de consórcios que já conseguiram a adesão. Nesta oficina, Daniele Cabriotti, diretora executiva do consórcio Codevale, do Mato Grosso do Sul, está contribuindo com a formação do novo grupo. “A ideia é que um consórcio vá ajudando o outro. Assim será possível multiplicar os serviços de inspeção aptos a atuar em diversas regiões”, finalizou Amélia.

Fonte: Ascom

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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