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Oeste do Paraná recebe seminário sobre cadeia produtiva leiteira

O evento acontece em novembro e deve reunir estudantes e profissionais da área de todo o Sul do país e Mercosul

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Com o objetivo de dar foco especial nas perspectivas para a produção de leite no Brasil nos próximos anos, com destaque ao pequeno agricultor e nos diferentes sistemas de produção e na segurança alimentar, acontece no mês de novembro, em Marechal Cândido Rondon, Oeste do Paraná, o VII Simpósio sobre Sustentabilidade da Pecuária Leiteira do Sul do Brasil (SUL LEITE) e III Seminário de Produção Ecológica de Leite. A atividade será realizada entre os dias 09 e 12 e acontecerá no Centro de Eventos Werner Wanderer.

O tema desta edição será “Sustentabilidade com Competitividade: Desafios para os sistemas de produção de leite saudável e seguro”. O público-alvo são produtores de leite, profissionais, pós-graduandos e acadêmicos de graduação da região Sul do Brasil e Mercosul, além de interessados nas diferentes áreas de pesquisa em produção de Leite. A expectativa é que entre 500 e 700 pessoas participem do simpósio.

O evento contará com vasta programação com palestras com temas como manejo, nutrição, sistemas de produções alternativas, perspectivas para produção, além de estratégias para produção de leite de cabra e búfalo. Para o encontro, pesquisadores nacionais e internacionais estarão presentes como forma de compartilhamento de ideias. Além da Unioeste, terá palestrantes da UEM, UEL, UENP, Unicentro, UEPG, UFPR, UTFPR, UFRGS, Emater, UFSC, CMETL, UFRB, CPRA, Iapar, entre outros.

Os interessados em participar devem se inscrever no site do evento, onde há o passo a passo. Entre os dias 08 de setembro e 16 de outubro, os valores cobrados para alunos, profissionais e produtores será R$ 50 (individual), R$ 45 (grupo com 10 pessoas) e R$ 40 (grupo com 20 pessoas). Após o dia 16, o valor fixo será de R$ 60. A coordenadora do evento, professora Maximiliane Brambilla, informa que aquelas pessoas que quiserem participar de somente um dia em específico, devem entrar em contato com a Emater, a Leite Oeste ou pelo e-mail disponibilizado para o evento.

O encontro está sendo promovido pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), por meio do Centro De Ciências Agrárias, Programa de Pós-Graduação em Zootecnia, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural Sustentável e Zootecnia, em parceria com a Universidade Estadual de Maringá (UEM), Núcleo de Estudos em Produção Agroecológica de Leite (Nepal), Grupo de Pesquisa e Estudos em Qualidade do Leite, Alimentação e Digestibilidade em Ruminantes (Qualhada), Núcleo Pluridisciplinar de Pesquisa e Estudo da Cadeia Produtiva do Leite (Nupel) e Centros Mesorregionais de Excelência e Tecnologia do Leite (CMETL).

A iniciativa tem ainda o apoio da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Núcleo de Estudos em Produção Agroecológica de Leite (NEPAL), Emater, Itaipu Binacional, Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor (CAPA), Fundação Araucária e Prefeitura Municipal.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (45) 3284-7901 ou pelo e-mail [email protected].

Fonte: O Presente Rural

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Clima e retração de compradores travam mercado e interrompem queda do milho no Brasil

Mesmo com avanço da colheita da segunda safra, preocupação com baixas temperaturas e postura cautelosa da demanda reduzem ritmo de negócios e freiam recuo das cotações em parte das praças acompanhadas pelo Cepea.

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Foto: Shutterstock

O movimento de queda nas cotações do milho, que vinha sendo pressionado pelo avanço da colheita da segunda safra, perdeu força e foi parcialmente interrompido em diferentes praças acompanhadas pelo Cepea.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o mercado passou a operar sob influência de dois fatores simultâneos: de um lado, o progresso da colheita ampliando a oferta; de outro, o clima mais frio em algumas regiões do país, que acendeu um sinal de alerta entre produtores quanto a possíveis impactos sobre o desenvolvimento das lavouras ainda em campo.

Apesar disso, o ritmo de negócios segue limitado pela postura cautelosa dos compradores. Muitos agentes relatam estar abastecidos no curto e médio prazos, o que reduz a necessidade imediata de novas aquisições e mantém a liquidez baixa no mercado físico.

Esse desequilíbrio entre oferta crescente e demanda enfraquecida ajuda a explicar a perda de fôlego na tendência de baixa, resultando em estabilidade ou leves oscilações de preços em parte das regiões monitoradas.

Fonte: O Presente Rural
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Brasil vê disputa tarifária com os EUA influenciada pelo cenário eleitoral de 2026

Negociadores tentam evitar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, mas avaliam que o impasse vai além da relação comercial e ganhou dimensão política.

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Foto: Claudio Neves

As negociações entre Brasil e Estados Unidos para evitar a aplicação de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros ganharam um componente político na avaliação do governo brasileiro. Integrantes da equipe que conduz as tratativas consideram que a discussão deixou de ser exclusivamente comercial e passou a ser influenciada pelo cenário eleitoral brasileiro de 2026.

Foto: Claudio Neves

O governo brasileiro tenta convencer Washington de que um acordo bilateral é mais vantajoso para os dois países do que a adoção das novas tarifas, recomendadas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).

Na última semana, o Ministério das Relações Exteriores afirmou, em publicação nas redes sociais, que o tarifaço “tem sua origem em uma tentativa de interferência externa na Justiça brasileira”. Segundo o Itamaraty, o Brasil continua utilizando os canais diplomáticos para demonstrar que suas políticas comerciais não prejudicam as relações econômicas com os Estados Unidos.

As negociações seguem até 15 de julho, prazo previsto para que o governo norte-americano decida se manterá ou não as tarifas. Até lá, representantes dos dois países têm uma agenda de reuniões na tentativa de chegar a um entendimento.

Apesar de considerar um acordo possível, integrantes do governo reconhecem que a negociação é complexa. A avaliação em Brasília é que a proximidade da eleição presidencial brasileira pode dificultar uma solução rápida, já que um entendimento poderia ser interpretado como um gesto favorável ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Esse diagnóstico se apoia também na estratégia internacional adotada pelo presidente Donald Trump. A nova política de segurança nacional dos Estados Unidos, divulgada em dezembro de 2025,

Foto: Claudio Neves

estabelece como prioridade ampliar a influência de Washington na América Latina e reduzir o espaço de atuação de potências extrarregionais, como a China.

Na mesma direção, Trump compartilhou nesta semana um artigo que classifica a eleição presidencial brasileira de 2026 como um dos principais testes da política externa norte-americana na América Latina. O texto, reproduzido pelo presidente americano, afirma que uma derrota de Lula atenderia aos interesses estratégicos da Casa Branca.

No debate político interno, o vice-presidente Geraldo Alckmin criticou a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que afirmou manter interlocução com autoridades americanas sobre o tema. “Na realidade, são maus brasileiros que trabalharam contra o Brasil e agora estão tentando

Foto: Claudio Neves

remediar o que foi feito”, disse Alckmin após participar de um evento sobre o acordo Mercosul-União Europeia, em São Paulo.

Como surgiu o impasse

A proposta de impor tarifas adicionais ao Brasil é resultado de uma investigação conduzida pelo USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. O governo americano alega que o Brasil adota práticas consideradas desleais, incluindo medidas que, segundo Washington, prejudicariam empresas norte-americanas de meios de pagamento.

O governo brasileiro contesta essa avaliação. Sustenta que as acusações não têm fundamento, classifica a decisão como uma tentativa de ingerência em assuntos internos e argumenta que a medida representa uma ação protecionista unilateral.

Brasília também afirma que o argumento comercial não se sustenta. Segundo o governo, a tarifa média aplicada pelo Brasil às importações provenientes dos Estados Unidos é de 2,7%, percentual que, na avaliação brasileira, não justificaria a imposição das sobretaxas propostas por Washington.

Fonte: Agência Brasil
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Brasil abre escritório da Receita na China para destravar comércio com seu maior parceiro

Nova representação em Pequim busca reduzir entraves nas exportações e importações, aproximar as regras aduaneiras e fortalecer o combate a fraudes no comércio bilateral.

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Foto: Divulgação

O governo brasileiro abriu na última sexta-feira (26), em Pequim, a primeira representação permanente da Receita Federal na China, em uma iniciativa voltada a facilitar o comércio com o principal parceiro comercial do Brasil. A nova Adidância Tributária e Aduaneira terá a missão de reduzir entraves burocráticos, estreitar a cooperação entre os dois países e apoiar empresas que atuam no mercado chinês.

Foto: Beto Barata/Agência Brasil

A unidade foi inaugurada pelo ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, durante missão oficial à China. O escritório será o quinto do tipo mantido pelo Brasil no exterior e funcionará vinculado à Receita Federal.

Na prática, a representação atuará como um canal técnico entre as autoridades tributárias e aduaneiras brasileiras e chinesas. O objetivo é dar mais previsibilidade às operações de comércio exterior, acelerar procedimentos de importação e exportação e facilitar a solução de problemas que hoje dificultam os negócios entre os dois países.

A China ocupa, desde 2009, a posição de principal parceiro comercial do Brasil. O intercâmbio entre os dois países supera US$ 150 bilhões por ano, impulsionado principalmente pelas exportações brasileiras de soja, minério de ferro e petróleo.

Segundo o governo, a presença permanente de um auditor-fiscal em Pequim permitirá que empresas brasileiras compreendam melhor as regras locais e enfrentem

Foto: Divulgação/MF

com mais rapidez questões relacionadas a tributos, alfândega e exigências regulatórias.

A atuação da nova unidade também será voltada ao fortalecimento da cooperação entre os órgãos fiscais dos dois países. Estão previstos intercâmbio de informações, integração de processos digitais e troca de especialistas, com foco tanto na facilitação do comércio quanto no combate a práticas ilegais.

De acordo com o Ministério da Fazenda, a aproximação com as autoridades chinesas deve aumentar a eficiência no enfrentamento à evasão fiscal, ao contrabando e a outras fraudes que afetam o comércio internacional.

Além da agenda voltada ao comércio exterior, a missão brasileira na China também busca atrair investimentos para projetos ligados à transição energética e à inovação. Entre as áreas consideradas prioritárias estão energia limpa, minerais estratégicos, inteligência artificial, produção de baterias e descarbonização industrial. “A presença permanente na China permitirá maior aproximação entre as administrações tributárias e aduaneiras dos dois países, reduzindo entraves burocráticos e fortalecendo o comércio bilateral”, informou o Ministério da Fazenda.

Com a inauguração da unidade em Pequim, o Brasil passa a contar com cinco adidâncias tributárias e aduaneiras no exterior. As demais estão instaladas em Washington, Buenos Aires, Assunção e Montevidéu.

Fonte: O Presente Rural
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