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Oeste do Paraná formaliza Manifesto da Ambição Regional durante Show Rural

Iniciativa consolida um compromisso coletivo para reposicionar o território como protagonista global em conhecimento, tecnologia e inovação agregados à cadeia de proteínas animais.

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Fotos: Giuliano De Luca/OP Rural

O Oeste do Paraná deu um passo estratégico em direção ao futuro ao formalizar, nesta terça-feira (11), o Manifesto da Ambição Regional durante a programação do Show Rural Coopavel. A assinatura ocorreu no Iguassu Valley Show, no espaço do Show Rural Digital, reunindo lideranças públicas, produtivas e do ecossistema de inovação para definir rumos de longo prazo para o desenvolvimento econômico e social da região.

Presidente do Programa Oeste em Desenvolvimento, Alci Rotta Júnior

A iniciativa, liderada pelo Programa Oeste em Desenvolvimento (POD), consolida um compromisso coletivo para reposicionar o território como protagonista global em conhecimento, tecnologia e inovação agregados à cadeia de proteínas animais, uma das principais vocações econômicas do Oeste paranaense.

O presidente do Sindiavipar e da Globoaves, Roberto Kaefer, participou do ato de assinatura ao lado de Irineo da Costa Rodrigues, diretor do Conselho Fiscal do Sindiavipar e presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial, e de Paulo Candido, diretor executivo da entidade. A participação reforça o alinhamento do setor avícola com agendas estruturantes de desenvolvimento regional, inovação e competitividade.

Para Roberto Kaefer, a assinatura do Manifesto Ambição Regional representa um avanço estratégico par toda a cadeia produtiva do Oeste do Paraná e sinaliza um modelo de desenvolvimento que pode e deve ser expandido para outras regiões do Estado.

Vice-presidente do Programa Oeste em Desenvolvimento, Clédio Roberto Marschall

“Esse manifesto traduz uma visão de futuro construída de forma coletiva, que reconhece a força produtiva da região e aponta caminhos claros para agregar conhecimento, tecnologia e competitividade às cadeias de proteínas. O Oeste do Paraná já é referência em produção e sanidade e agora dá um passo importante para se consolidar também como protagonista global em inovação, com foco em tecnologia, inteligência artificial e na necessidade de não perder espaço frente às novas tendências”, destacou Roberto Kaefer.

A proposta está diretamente conectada à vocação produtiva do Oeste do Paraná, região que se destaca nacional e internacionalmente pela produção de proteínas animais. O Paraná ocupa posição de liderança na avicultura brasileira, reconhecido pelo alto padrão sanitário, pela integração da cadeia produtiva, pela adoção de tecnologia e pela capacidade de acesso a mercados globais.

Ao integrar esse movimento, o Sindiavipar reafirma seu papel institucional na articulação do setor avícola paranaense e no compromisso de manter a liderança em volume, qualidade e tecnologia, além de contribuir para iniciativas que fortalecem o território, promovem inovação e consolidam o Estado como referência mundial na produção de proteínas animais com valor agregado.

Fonte: O Presente Rural

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Balança comercial tem déficit de US$ 647 milhões no início do fevereiro

Resultado reflete avanço das importações, impulsionadas pela entrada de plataforma de petróleo, apesar do crescimento das exportações.

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Foto: Claudio Neves

Na 1ª semana de fevereiro de 2026, a balança comercial registrou déficit de US$ 647 milhões e corrente de comércio de US$ 14,3 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,9 bilhões e importações de US$ 7,5 bilhões.

No ano, as exportações totalizam US$ 32 bilhões e as importações, US$ 28,3 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,7 bilhões e corrente de comércio de US$ 60,3 bilhões. Esses e outros dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

No comparativo mensal, nas exportações, comparadas as médias até a 1ª semana de fevereiro/2026 (US$ 1,4 bi) com a de fevereiro/2025 (US$ 1,1 bi), houve crescimento de 20,2%.

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês – 1º Semana de fevereiro/2026

Em relação às importações houve crescimento de 28,9% na comparação entre as médias até a 1ª semana de fevereiro/2026 (US$ 1,5 bi) com a do mês de fevereiro/2025 (US$ 1,2 bi). Esse resultado se deve, em parte, à entrada de uma plataforma de petróleo no valor de US$ 2,4 bi.

Assim, até a 1ª semana de fevereiro/2026, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.863,82 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ -129,46 milhões. Comparando-se este período com a média de fevereiro/2025, houve crescimento de 24,6% na corrente de comércio.

Exportações e Importações por Setor

No acumulado até a 1ª semana do mês de fevereiro/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 134,88 milhões (63,2%) em Indústria Extrativa e de US$ 103,14 milhões (15,3%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ 9,98 milhões (4,1%) em Agropecuária.

No acumulado até a 1ª semana do mês de fevereiro/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 0,65 milhões (2,5%) em Agropecuária e de US$ 349,34 milhões (32,3%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ -12,08 milhões (-25,5%) em Indústria Extrativa.

Fonte: Assessoria MDIC
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Produtores deixam de ser notificados pela Copel por limpeza em torno da rede elétrica

Decisão ocorre após articulação do Sistema Faep, que também busca revogar lei estadual que atribui a obrigação aos proprietários rurais.

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Foto: José Fernando Ogura

A Copel vai cancelar as notificações a produtores rurais por não realizarem o manejo da vegetação no entorno da rede de distribuição dentro das propriedades. A medida é resultado da atuação do Sistema Faep junto a empresa de energia, argumentando de que o serviço não pode ser de responsabilidade dos agricultores e pecuaristas.

Além disso, o Sistema Faep segue trabalhando para revogar a Lei Estadual 20.081/2019, que obriga os proprietários a realizarem o manejo de vegetação, nativa e exótica, em um raio de 15 metros ao entorno das linhas de distribuição dentro das áreas rurais. Para a entidade, a lei estadual representa uma transferência indevida, ao impor ao proprietário rural custos e encargos operacionais de uma obrigação que é da concessionária, além do risco de vida.

“A retirada das notificações é um avanço concreto, fruto do trabalho do Sistema Faep. Nosso foco segue a revogação desta lei, que impõe ao produtor uma responsabilidade que não é sua, pois a manutenção da faixa livre é uma atribuição legal da Copel”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

O entendimento do Sistema Faep se baseia na Resolução 1.000/2021 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que define a poda ou supressão de árvores em áreas rurais como responsabilidade da distribuidora. A entidade também destaca que o manejo de vegetação nativa exige licenciamento ambiental específico.

“Além da questão legal, há risco operacional direto. Essa é uma atividade que exige técnica e equipamentos adequados, disponíveis à concessionária. Transferi-la ao produtor é expô-lo a perigos desnecessários” complementa Meneguette.

Apesar de o prazo inicial de carência (cinco anos) previsto na Lei Estadual 20.081/2019 já ter transcorrido, a norma ainda não conta com regulamentação específica que detalhe procedimentos, valores de multas e agentes fiscalizadores. Neste cenário, a emissão das notificações pela Copel ocorre em um contexto de ausência de regulamentação específica.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Monitoramento técnico eleva produtividade e reduz uso de defensivos na soja do Paraná

Adoção do MIP, MID e coinoculação gera aumento médio de rentabilidade de 8 sacas por hectare e melhora eficiência no manejo das lavouras.

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Foto: Shutterstock

O monitoramento contínuo de lavouras comerciais de soja no Paraná, realizado há 12 safras, pela Embrapa Soja, pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), e diversos parceiros, tem mantido resultados expressivos de produtividade, reduzido o número de aplicações de agrotóxicos e o custo de produção da oleaginosa.

Durante o Show Rural Coopavel, a ser realizado de 9 a 13 de fevereiro, em Cascavel (PR), os visitantes poderão conhecer como a adoção de boas práticas agrícolas, especialmente o Manejo Integrado de Pragas (MIP) e Manejo Integrado de Doenças (MID) e a coinoculação de sementes, têm se mostrado estratégias eficientes e economicamente viáveis. A adoção das três tecnologias promovem um incremento médio de rentabilidade anual de 8 saca/ha (1,5 saca/ha no MIP, 1,6 saca/ha no MID e 5,04 saca/ha na coinoculação).

A partir de uma ampla rede de pesquisa e extensão rural, vêm sendo conduzidas Unidades de Referência Tecnológica (URTs), implantadas em lavouras comerciais, no âmbito do Programa Estadual Grãos Sustentáveis. “Nessas áreas, técnicos do IDR Paraná acompanham o desenvolvimento das culturas e orientam intervenções com base em critérios técnicos, permitindo comparar os resultados dessas áreas, com áreas de produtores não assistidos (UNAs)”, explica o pesquisador André Prando, da Embrapa Soja.

MIP- Soja – Para o extensionista do IDR-Paraná, Edivan Possamai, coordenador do Programa Grãos Sustentáveis, um dos principais destaques está na redução do uso de inseticidas. Segundo ele, nas últimas quatro safras, as áreas não assistidas pelo Programa mantiveram uma média de três aplicações por ciclo, enquanto nas URTs esse número caiu para cerca de uma aplicação. “A redução representa economia direta para o produtor e benefícios ambientais significativos, sem prejuízo à produtividade”, explica.

Na safra 2024/2025, foram monitoradas 119 URTs de Manejo Integrado de Pragas da Soja (MIP-Soja) em 84 municípios paranaenses. Desse total, 90,8% das áreas utilizaram cultivares Bt e 9,2% não Bt. A área média cultivada foi de 43,4 hectares, com produtividade média de 60,7 sacas por hectare. “Comparando as 12 safras de acompanhamento do MIP-Soja, a tendência de redução no número de aplicações de inseticidas se mantém, reforçando a eficácia da abordagem técnica”, destaca Prando. A publicação Resultados do manejo integrado de pragas da soja na safra 2024/2025 no Paraná traz informações detalhadas sobre o Programa

MID-Soja – Além do controle de pragas, o Manejo Integrado de Doenças da Soja (MID-Soja) também apresentou resultados relevantes, especialmente no enfrentamento da ferrugem-asiática. Na safra 2024/2025, foram conduzidas 120 URTs no Paraná, com instalação de coletores de esporos em 110 delas. As informações das demais unidades foram subsidiadas por coletores próximos. Ao todo, a rede estadual contou com 179 pontos de monitoramento, incluindo áreas de parceiros como universidades e estações de pesquisa.

O monitoramento identificou a presença do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem da soja, em 158 coletores, o equivalente a 88,3% da rede. “Esses dados foram fundamentais para orientar o momento correto de aplicação de fungicidas”, destaca a pesquisadora Claudine Seixas, da Embrapa Soja.  Além da ferrugem-asiática, doenças como oídio, mancha-alvo, antracnose, mofo-branco e doenças de final de ciclo também foram acompanhadas a campo. “Os números mostram que, nas áreas onde o MID-Soja foi adotado, houve redução média de 33% no número de aplicações de fungicidas”, diz Claudine.

Segundo a pesquisadora, enquanto nas UNAs foram registradas, em média, 3,3 aplicações, nas URTs o número caiu para 2,2 aplicações. “Para o controle da ferrugem-asiática, especificamente, foram feitas 2,7 aplicações nas UNAs e 1,8 nas URTs. Apesar dessa diferença, não houve diferença significativa na produtividade entre as URTs e as UNAs”, destaca.

Os resultados reforçam a premissa central do MID-Soja: o monitoramento contínuo do fungo causador da ferrugem, da ocorrência de outras doenças, do ambiente e do desenvolvimento da cultura é mais eficiente do que a aplicação calendarizada de agrotóxicos. “Essa prática evita aplicações desnecessárias ou tardias, reduz riscos agronômicos e permite decisões mais assertivas, especialmente em áreas semeadas no final do calendário agrícola. A Circular Técnica Monitoramento de Phakopsora pachyrhizi na safra 2024/2025 para tomada de decisão do controle da ferrugem-asiática da soja

Bioinsumos em soja

Com relação à adoção da inoculação/coinoculação com as bactérias fixadoras de nitrogênio Bradyrhizobium e as bactérias promotoras de crescimento Azospirillum, os dados também surpreendem.  De acordo com Possamai, foi realizado levantamento na safra 2024/2025, em 22 URTs, instaladas em lavouras comerciais de 17 municípios, de diferentes regiões do Paraná.

Segundo o IDR-Paraná e a Embrapa Soja, a produtividade média de grãos nas áreas coinoculadas foi de 3.916 kg/ha, enquanto nas áreas não inoculadas, foi de 3.615 kg/ha. A produtividade média nas URTs com a coinoculação, na safra 2024/2025, foi superior à média paranaense, de 3.663 kg/ha e à média nacional, de 3.561 kg/ha, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento. Na média estadual, 64% dos produtores paranaenses consultados afirmaram ter utilizado inoculante na cultura da soja na safra 2024/2025.  A publicação Coinoculação da soja com Bradyrhizobium e Azospirillum na safra 2024/2025 no Paraná  apresenta a consolidação pelo décimo ano de dados obtidos junto às lavouras paranaenses.

Fonte: Assessoria Embrapa Soja
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