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Oeste assina manifesto histórico nesta quarta-feira no Show Rural
Hub de inovação e lideranças formalizam compromisso por protagonismo global em tecnologia aplicada às proteínas, em ato que reúne POD, Sebrae e Iguassu Valley no Show Rural Digital.

Com uma programação bem diversificada, o Show Rural Digital 2026 recebe nesta quarta-feira (11) o Iguassu Valley Show. O encontro, previsto para acontecer entre 10 e 17 horas, pretende conectar líderes, empresas e profissionais para trocar experiências, ampliar networking e discutir inovação, tecnologia e novas oportunidades de negócio em um ambiente estratégico e inspirador.

Foto: Claiton Biaggi
Uma tríade formada pelo presidente do Iguassu Valley, Vitor Donaduzzi; vice-presidente do POD, Clédio Roberto Marschall; e o gerente regional do Sebrae/PR, Augusto Stein, farão a apresentação do painel “Ambição Regional: pela liderança global em conhecimento e tecnologia agregada às proteínas”. O painel está previsto para às 11 horas no Show Rural Digital.
Manifesto
Logo em seguida, no mesmo espaço, será feita a assinatura oficial do “Manifesto Ambição Regional, um ato com a presença de autoridades e líderes dos mais diferentes setores produtivos e organizados da região, que deverá entrar para a história do Oeste do Paraná. O documento será assinado por integrantes do POD (Programa Oeste em Desenvolvimento), um compromisso coletivo com uma visão de futuro do “nosso Território”, com subsequentes assinaturas de parcerias estratégicas do ecossistema, fortalecendo colaborações entre diversos atores inovadores.

Foto: Claiton Biaggi
Espaço Impulso
Além das inúmeras interações das startups e empresas âncoras que participam do Espaço Impulso compartilhando inovações do setor, as atividades do auditório terão início a partir das 09 horas com a palestra sobre “Agro em Foco: Tendências de preços e estratégias na comercialização”.
Em seguida, às 09h30, acontece a palestra “Simeagro: Inteligência Agroclimática para Decisões no Campo”. A partir das 10 horas, a cada dez minutos uma nova abordagem, começando pela palestra “Como planejar sua safra com a Plano Agro”; depois (10h10) “Desenvolvimento de produtos e geoprocessamento de propriedades rurais”; em seguida (10h20) “Rastreabilidade de grãos em tempo real: como reduzir perdas do Ccmpo ao transporte”; e 10h30 “Do Caos ao Controle: como sistemas sob medida transformam a operação do agro?”.
Ainda pela manhã, às 10h45, acontece a palestra “NanoTecnologia na agricultura de precisão”, encerrando os trabalhos do período 11h15 com o tema “Profissional do futuro, tecnologia e inovação”.
Roda de Conversa
Ainda no Espaço Impulso, às 13h30 acontece uma Roda de Conversa sobre “O diferencial competitivo da mulher nos negócios: desafios e oportunidades”.
A partir das 14h30 acontece a palestra “Nutricionista que trabalha com dados, pessoas e manejo” e às 15h30 o painel “Pecuária eficiente

Foto: Divulgação/Coopavel
na prática: tecnologia e IA aplicada, dados e biotecnologia no campo”.
Melhores da Avicultura
O setor de Fomento da Coopavel fará, durante o Show Rural 2026, o anúncio dos melhores avicultores integrados do ano passado. A solenidade será realizada nesta quarta-feira (11), às 15 horas, no Centro Tecnológico de Avicultura (CTA).
Os 10 melhores integrados de 2025 vão participar da cerimônia. Os três que obtiveram os resultados mais expressivos do ano serão anunciados e premiados. “Reconhecer a dedicação dos nossos integrados é importante, porque demonstra o quanto a nossa cooperativa valoriza todos que ajudam a fortalecer a Coopavel e o agro da nossa região”, comenta o gerente do Frigorífico de Aves e do Fomento Avícola, Noraldino Borborema.
Palestras da Avicultura
As palestras do Conexão Avicultura seguem até esta quinta-feira (12), sempre das 14 às 15 horas, no CTA, sobre: Sistemas construtivos eficientes, ministrada por Ricardo Piazzoli Parente, da Plasson; Avicultura inteligente: gestão de dados para inovar e gerar resultados, com Alan Leandro Vilarino, da InoBran, e Desafios no manejo de verão, com Lederson Trindade de Lima, da Corti Avioste, além do tema Resultados com aquecimento radiante, com Rudolf Giovani Portela, da Cumberland Agromarau.
Paraná Cooperativa
A Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) realiza nesta quarta-feira o 1º Fórum ABMRA de Comunicação, encontro que coloca em pauta dados inéditos e estratégicos sobre o perfil e os hábitos do produtor rural brasileiro, além das transformações da comunicação no agronegócio, em um cenário cada vez mais impactado pelo avanço da Inteligência Artificial. O evento será das 14h às 16h, no Auditório Principal – térreo do prédio Paraná Cooperativa.

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MP cria programa para renegociar dívidas de produtores rurais
Texto estabelece critérios de adesão, limites de valores e taxas diferenciadas conforme o perfil do produtor e o nível das perdas.

O Governo Federal publicou, nesta quarta-feira (15), a Medida Provisória (MP) 1.376/2026, que institui um programa de renegociação de dívidas do setor agropecuário. A proposta construída em conjunto entre o Ministério da Fazenda e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), com participação do Sistema Faep, busca atender produtores rurais afetados por perdas provocadas por fatores climáticos e/ou de mercado entre 2019 e 2025. Na prática, a MP começa a valer após a publicação das resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN).
CONFIRA A MEDIDA PROVISÓRIA 1.376 AQUI

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “A Medida Provisória representa um passo importante e atende uma parcela dos produtores que enfrentam dificuldades em razão das perdas acumuladas dos últimos anos” – Foto: Divulgação/Sistema Faep
Para o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, a iniciativa representa um avanço ao permitir que milhares de produtores recuperem o acesso ao crédito e reorganizem suas atividades. No entanto, o dirigente ressalta que a medida não contempla toda a realidade enfrentada pelos agricultores e pecuaristas paranaenses e brasileiros.
“A Medida Provisória representa um passo importante e atende uma parcela dos produtores que enfrentam dificuldades em razão das perdas acumuladas dos últimos anos. Porém, não alcança todos aqueles que precisam desse apoio”, afirma Meneguette. “Vamos continuar trabalhando para uma solução mais ampla e permanente, para que nenhum produtor fique de fora e o setor possa recuperar plenamente sua capacidade de investir e produzir”, complementa.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
Segundo o presidente do Sistema Faep, a entidade seguirá trabalhando para que, após o recesso, o Projeto de Lei 5.122/2023 volte à pauta do Congresso Nacional. A proposta, construída com participação do setor produtivo, prevê mecanismos mais abrangentes para a renegociação das dívidas rurais.
Segundo dados do Banco Central, até maio, o Brasil acumulava R$ 202 bilhões em saldos problemáticos nos empréstimos rurais. No Paraná, o endividamento rural ultrapassava R$ 14 bilhões.
Como funciona a MP
Para aderir ao programa, será necessário comprovar perdas em pelo menos duas safras e redução mínima de 30% da renda bruta. Nos casos considerados mais graves, o produtor deverá comprovar perdas em três ou mais safras, com redução de pelo menos 40% da renda bruta.

Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural
Os financiamentos poderão ser renegociados em até oito anos para a regra geral e em até dez anos para os produtores enquadrados nos critérios de maiores perdas. Em ambos os casos, haverá carência de até dois anos, período em que será exigido apenas o pagamento dos juros, sem necessidade de entrada.
Poderão ser renegociadas operações de crédito rural contratadas até 31 de maio de 2026. Para contratos inadimplentes, a medida contempla financiamentos com vencimento entre 1º de janeiro de 2024 e 31 de maio de 2026.
Os limites de renegociação variam conforme o enquadramento do produtor. Na regra geral, chegam a R$ 400 mil para beneficiários do Pronaf, R$ 2 milhões para operações do Pronamp e R$ 4 milhões para os demais produtores. Nos casos de maiores perdas, esses valores poderão alcançar R$ 500 mil, R$ 2,5 milhões e R$ 8 milhões, respectivamente, observadas as condições previstas na medida.
As taxas de juros também serão diferenciadas. Na regra geral, serão de 6% ao ano para operações do Pronaf, 9% para o Pronamp e 12% para os demais produtores. Nos casos de maiores perdas, as taxas caem para 5%, 8% e 11% ao ano, respectivamente.

Foto: Divulgação
A medida provisória estabelece que os recursos para a renegociação poderão vir de linhas obrigatórias e livres de crédito rural, além do Fundo Social e de outros fundos supervisionados pelo Ministério da Fazenda. A MP também autoriza a reutilização das garantias já vinculadas às operações originais, adequando-as ao novo saldo renegociado.
Outra previsão é a prorrogação automática, por até 30 dias, das operações que estavam inadimplentes em 14 de julho de 2026, enquanto os pedidos de renegociação estiverem sendo analisados pelas instituições financeiras.
O texto ainda destaca que as instituições financeiras poderão substituir as Cédulas de Produto Rural (CPRs) inadimplentes por novas operações com prazo de reembolso de até oito anos.
A MP também autoriza a criação de um fundo garantidor para financiamentos de médio e longo prazo destinados ao setor agropecuário, com possibilidade de aporte de até R$ 2 bilhões pela União, além da participação em um fundo voltado à cobertura de perdas provocadas por eventos climáticos extremos.
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Créditos de carbono ampliam possibilidades de renda para produtores rurais
Práticas como captura de carbono no solo, bioenergia e tratamento de dejetos podem gerar ativos ambientais para comercialização.

A criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), instituído pela Lei nº 15.042/2024, abre caminho para que o Brasil amplie sua participação no mercado de créditos de carbono. Um estudo da PwC Brasil, divulgado em 2024, estima que o país tenha potencial para gerar cerca de 370 milhões de toneladas em créditos de carbono, movimentar R$ 1 trilhão e criar aproximadamente 3 milhões de empregos.

Foto: Divulgação
O sistema prevê a participação dos produtores rurais na geração de créditos de carbono, reconhecendo o papel da agropecuária na captura de carbono e na redução das emissões de gases de efeito estufa. Durante a tramitação da proposta no Congresso Nacional, o texto passou por alterações que incluíram a produção rural entre as atividades aptas a participar desse mercado.
Os créditos de carbono são certificados que representam a redução ou a remoção de gases de efeito estufa da atmosfera. Cada crédito corresponde a uma tonelada de dióxido de carbono equivalente (CO₂e) evitada ou capturada. Para serem comercializados, os projetos precisam seguir metodologias reconhecidas e passar por processos de certificação.

Foto: Shutterstock
No campo, diferentes práticas podem gerar esses créditos, como a captura de carbono no solo, projetos de bioenergia, o tratamento de dejetos animais e a conservação de áreas além das exigidas pela legislação ambiental.
A expectativa é que o mercado regulado de carbono esteja plenamente operacional até 2030. Até lá, o governo ainda precisa regulamentar pontos como as regras de monitoramento, certificação dos projetos e os limites para utilização dos créditos pelas empresas obrigadas a compensar suas emissões.
Enquanto a regulamentação avança, produtores interessados em ingressar nesse mercado deverão acompanhar a definição das metodologias e dos critérios que darão validade aos créditos de carbono gerados em suas propriedades.
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Senado amplia debate sobre nova Lei do Trabalho Rural e regras para voos na Amazônia
Comissão de Infraestrutura aprovou audiências públicas para discutir propostas que tratam das relações de trabalho no campo e da operação de empresas estrangeiras na aviação regional.

A Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado aprovou a realização de audiências públicas para discutir dois projetos que podem alterar as regras do trabalho rural e do transporte aéreo na Amazônia Legal. As datas dos debates ainda não foram definidas.
Um dos temas é o Projeto de Lei 4.812/2025, que propõe uma nova Lei do Trabalho Rural. A matéria estabelece normas específicas para as relações individuais e coletivas de trabalho nas atividades agropecuárias e cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural.

Foto: Freepik
O pedido para realização da audiência foi apresentado pelo senador Weverton (PDT-MA). Segundo o parlamentar, o texto foi ampliado durante a tramitação na Comissão de Agricultura (CRA), passando a incluir medidas relacionadas à qualificação profissional, inovação tecnológica, saúde e segurança dos trabalhadores rurais e sustentabilidade da produção.
Na avaliação de Weverton, as mudanças ampliaram o alcance da proposta e justificam um debate mais aprofundado na Comissão de Infraestrutura antes da continuidade da tramitação.
Aviação na Amazônia
A comissão também promoverá uma audiência pública sobre o substitutivo da Câmara ao Projeto de Lei 4.715/2023, que autoriza, em determinadas situações, empresas estrangeiras a operar voos domésticos na Amazônia Legal.
O requerimento foi apresentado pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), que argumenta haver preocupação do setor aéreo brasileiro com os possíveis efeitos da medida.
Segundo o senador, representantes das empresas nacionais afirmam que a abertura do mercado pode ampliar a concorrência com companhias internacionais de maior porte, além de provocar impactos sobre as relações de trabalho e a competitividade das empresas brasileiras, que estão sujeitas a custos tributários não aplicados às concorrentes estrangeiras.
Os dois projetos permanecem em análise no Senado e serão debatidos antes da votação na Comissão de Infraestrutura.




