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Ocorrência de pragas, doenças e plantas daninhas na safra de soja 2021/22 em Mato Grosso

Pesquisadores apresentam causas, controle e manejo fitossanitário da soja

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Pesquisadores Fabiano Siqueri e Ivan Pedro mostrando resultados das áreas de pesquisas em Campo Novo do Parecis-MT- fotos: Divulgação

Falsa medideira, percevejo-marrom, percevejo barriga-verde, mosca branca, cascudinho da soja, lagarta-helicoverpa e lagarta-militar são algumas das principais pragas com maior ocorrência na safra 2021/22 da cultura da soja em Mato Grosso. Antracnose, crestamento foliar de cercospora, mancha-alvo e mancha-parda foram as doenças com maiores incidências na sojicultura mato-grossense na atual safra. Capim-amargoso, caruru e pé-de-galinha foram as plantas daninhas que mais invadiram as lavouras de soja em MT. Essas pragas, doenças e plantas invasoras são fatores restritivos que podem afetar a produção do grão de soja.

Para evitar que isso aconteça, produtor e equipe devem ficar muito atentos a todas as fases da cultura da soja, ter informação com qualidade, usar corretamente as ferramentas de manejo e controle dos problemas nas lavouras, bem como proteger o potencial produtivo das cultivares de soja.  “A soja tem potencial de produzir muito mais do que se tem alcançado nos últimos anos. Devido à grande quantidade de fatores restritivos, observa-se ao longo das safras reduções dos índices de produtividades. Porém, para garantir essa expressão ou para garantir aumento de produção é necessário entender o funcionamento da planta em um sistema de produção. Isso envolve a fisiologia, o manejo, entre outros fatores”, destacou o professor Evandro Binotto Fagan, doutor do Centro Universitário de Patos de Minas (Unipam).

Pesquisador Evandro Fangan fala da importância de entender a fisiologia das plantas

De acordo com o pesquisador, na safra anterior (2020/21) a caixa produtiva da soja ficou abaixo da necessária para altas produtividades em função da ocorrência de estresse que diminui a capacidade de produção de estruturas das plantas. Fagan explica que o estresse também tem limitado a produção da cultura por ser um causador de produção de substâncias tóxicas que causam além da morte de células, a redução da planta na capacidade de produzir grãos. “Sendo assim, entender a fisiologia da planta é de fundamental importância para manejos corretos e se obter lavouras cada vez mais produtivas. É também necessário que além do entendimento da planta a compreensão do sistema de produção que envolve manejo de solo, manejo de doenças e manejo de pragas estejam alinhados com esses fatores. ”

Essas e outras informações foram divulgadas pelo pesquisador durante um dia de campo realizado na última terça-feira em Campo Novo do Parecis (localizado na região médio-norte de MT) para produtores, engenheiros agrônomos, consultores, técnicos, professores e estudantes. Além de Fagan, outros especialistas na cultura da soja difundiram inovações agrícolas, a começar pelos resultados de pesquisas que vão ajudar a classe produtora a garantir a sustentabilidade da sua lavoura com o uso eficiente das tecnologias e das estratégias de manejo fitossanitário da soja.

O pesquisador da área de fitopatologia, Ivan Pedro A. Jr., explica que diferentes assuntos foram abordados no evento. “Estamos apresentando resultados atualizados sobre o manejo integrado de pragas, doenças e plantas daninhas, temas relevantes na atual safra. Diferentes doenças afetam a cultura da soja em diferentes momentos. É preciso ficar atento a isso, monitorar e usar as ferramentas com eficiência. ”

Além desses temas, outros também estão sendo abordados durante o Open Sky Soja 2022, como tecnologia de aplicação de agroquímicos e fisiologia da cultura com foco nos dois principais problemas da safra: “quebramento de haste” e “anomalias em vagens”. A programação do evento está repleta de informações atuais e relevantes para toda a classe produtora”, destaca Ivan Pedro, da empresa mato-grossense de pesquisa agrícola, Proteplan.

Campo Novo do Parecis foi o primeiro município a receber a equipe técnica do Open Sky 2022. Os próximos eventos acontecerão nas cidades de Sorriso no próximo dia 29/01 e em Campo Verde no dia 02 de fevereiro.

Fonte: Assessoria

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Credenciamento inédito no Paraná autoriza coleta de animais mortos com rastreabilidade

Processo transforma resíduos em biocombustível e fertilizantes, sob fiscalização e normas sanitárias rígidas.

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A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) celebrou de forma oficial, na quinta-feira (16), o primeiro credenciamento de uma empresa que será responsável pelo recolhimento, transporte, processamento e destinação de animais mortos e resíduos da produção pecuária em propriedades rurais de todo o Estado. A empresa é a A&R Nutrição Animal, sediada em Nova Aurora, região Oeste. O evento ocorreu na sede da empresa, com a presença de representantes da Adapar, diretores e funcionários.

A autorização representa uma alternativa formal e regulamentada, por meio da publicação da Portaria nº 012/2026, à eliminação desses materiais nas próprias fazendas. O documento de autorização é de janeiro deste ano e foi assinado pelo diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, com base na Lei Estadual nº 11.504/1996 e no Decreto Estadual nº 12.029/2014. A medida responde a uma demanda antiga do setor pecuário por soluções estruturadas no descarte de animais mortos.

A A&R Nutrição Animal chegou a essa atividade após deixar o ramo de ração animal e reinvestir toda a sua infraestrutura para atender à necessidade da região. O redirecionamento das atividades aconteceu em parceria com a Secretaria da Agricultura de Toledo e a Suíno Oeste, Associação dos Suinocultores do Oeste do Paraná.

Agora, a empresa passa a poder recolher carcaças de suínos e peixes mortos em qualquer propriedade rural paranaense, embora em um primeiro momento a atuação seja exclusivamente com suínos. O credenciamento tem validade de três anos e é responsabilidade do representante legal da empresa providenciar a renovação dentro do prazo.

O diretor da A&R Nutrição Animal, Charbel Syrio, comemorou a conquista e diz que pretende expandir o negócio de recolhimento dos animais em propriedades rurais. “O objetivo é capitanear esse processo no Brasil e no Paraná, em função de termos o mercado que mais produz o suíno. E a gente vem nessa demanda”, pontuou.

Charbel também explicou o processo e a finalidade do trabalho. “Esses animais, hoje, serão coletados, irão para uma unidade de indústria que vai processar as carcaças e os produtos acabados terão dois destinos: o óleo vai para o biocombustível, para a indústria de higiene e limpeza, indústria química; e a farinha vai para adubos”, complementou.

O chefe do departamento de Saúde Animal, Rafael Gonçalves Dias, destacou a importância do manejo correto das carcaças e do credenciamento de empresas como uma das alternativas disponíveis. Mas frisou que a prática só deve ser realizada quando permitida pela Adapar. “É importante abrir novos caminhos, mas temos que reforçar que é proibida a retirada de animais mortos, de qualquer espécie produzida, de dentro das propriedades por terceiros. Essa prática é somente permitida para empresas credenciadas pela Adapar. Por isso, o principal destino dos suínos mortos ainda deve ser a compostagem dentro das próprias propriedades, permanecendo como a prática mais recomendada e utilizada”, elucida.

Dias também explicou que, por regra geral, a prática de manejar e tratar os animais mortos dentro das propriedades diminui os riscos sanitários envolvidos nesse processo. “É fundamental que a empresa agora credenciada, assim como qualquer outra que venha a se credenciar no futuro, não adentre nas áreas limpas das propriedades, a fim de evitar qualquer tipo de contaminação cruzada entre elas”, conclui.

Restrições e vedações

A portaria estabelece limitações claras sobre a atuação da empresa. Fica expressamente proibido o recolhimento de animais mortos oriundos de outros estados da federação, restringindo a atividade ao território paranaense. Além disso, os produtos gerados a partir do processamento das carcaças não poderão ser utilizados na fabricação de alimentos, seja para consumo animal ou humano.

É de responsabilidade da Adapar a garantia da rastreabilidade de toda a operação. A Agência define que apenas veículos previamente vistoriados e credenciados pelo órgão estão autorizados a realizar o transporte, que deve ser acompanhado da documentação específica. As carcaças são processadas na indústria e transformadas em farinha, destinada posteriormente à produção de adubo ou fertilizante.

Controle sanitário

Em situações em que a Adapar identifica a suspeita de doenças de notificação obrigatória em explorações pecuárias, o recolhimento de animais mortos ficará automaticamente sujeito a restrições, só podendo ser retomado mediante autorização expressa do órgão fiscalizador. O descumprimento das normas previstas na portaria ou das demais regulamentações do Serviço de Defesa Agropecuária pode resultar na suspensão ou no cancelamento do credenciamento.

Fonte: Assessoria Adapar
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Frimesa apresenta novidades em proteínas suínas e fortalece posicionamento de marca

Lançamentos destacam sofisticação, versatilidade e nova identidade visual da cooperativa.

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Foto: Divulgação

Com foco em inovação e diversificação, a Frimesa, uma das maiores cooperativas de alimentos do Brasil, escolhe a vitrine da ExpoApras 2026 – um dos principais eventos do setor supermercadista no Brasil – para apresentar novos itens do portfólio de proteínas animal. A aposta são os lançamentos das linhas premium Fogo & Sabor e os novos hamburgueres da marca, que chegam às gôndolas de todo o país a partir de junho.

Entre as novidades, estão as novas linguiças saborizadas e a Manta de Linguiça Toscana, da marca Fogo & Sabor, que são voltadas aos entusiastas do churrasco e valorizam a inovação e a experimentação de novos cortes e temperos. Versátil, a manta permite aplicações que vão da grelha a air fryer até o preparo de recheios e ragus. Pioneira no formato de linguiça frescal, a nova Chistorra da Frimesa é um diferencial exclusivo no mercado nacional. Já a versão Chimichurri insere na categoria de embutidos a herança dos sabores platinos, amplamente apreciados no Brasil.

Já a linha de hambúrgueres de 120g, nos sabores Toscana, Defumado e Pernil, com assinatura Frimesa, foi projetada para o consumidor que deseja replicar a experiência das hamburguerias artesanais em casa. Ambas as linhas foram desenvolvidas para o segmento premium, posicionando-os junto aos produtos gourmet já consolidados no varejo. Com as inovações, a Frimesa visa suprir a demanda do consumidor que busca valor agregado e qualidade superior.

Rodrigo Fossalussa, superintendente comercial da Frimesa, explica que o lançamento das linhas marca uma fase estratégica de evolução e consolidação do portfólio da Frimesa, alinhado ao novo posicionamento de marca e identidade visual. “O momento exige não apenas inovação, mas sofisticação técnica para demonstrar ao mercado porque somos a maior especialista em carne suína do Brasil. Estamos elevando a percepção de valor da proteína suína”, afirma.

O estande da Frimesa na ExpoApras conta com uma estrutura de 296m² e explora o conceito “A Casa da Família Frimesa”, convidando o varejista a degustar os novos produtos, além dos itens tradicionais já consolidados no mercado. O evento também é uma oportunidade para apresentar a nova identidade visual, lançada em março deste ano junto ao rebranding, que tem como um dos pilares a família. O tema é explorado na campanha de comunicação veiculada a partir de abril e se faz presente também no estande da cooperativa na ExpoApras

“Estamos chegando com presença física em São Paulo, mas as raízes da Frimesa estão no Paraná. Fazer parte da ExpoApras reforça o nosso compromisso com o varejo regional e nacional e o quanto valorizamos esse mercado que tanto nos abraça”, comenta Fossalussa.

Fonte: Assessoria Frimesa
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Fertilizantes sobem em março com impacto de conflitos e gargalos logísticos

Tensões no Oriente Médio elevam custos de energia e frete, pressionando nitrogenados e fosfatados no mercado global.

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Fotos: Claudio Neves

O mercado de fertilizantes registrou alta nos preços ao longo de março, influenciado por tensões geopolíticas e limitações logísticas no cenário internacional. O conflito no Oriente Médio impactou diretamente a produção e o transporte de insumos, especialmente em países do Golfo Pérsico, pressionando custos de energia e frete.

Os fertilizantes nitrogenados seguiram em trajetória de valorização entre março e o início de abril. A ureia acumulou forte alta no período, alcançando cerca de US$ 760 por tonelada CFR em 10 de abril, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA. A combinação de oferta restrita, petróleo e gás natural em níveis elevados e maior incerteza global mantém o mercado volátil no curto prazo.

No segmento de fosfatados, o cenário também foi de pressão. Além do impacto do conflito, a alta do enxofre, insumo essencial para a produção, elevou os custos. No Brasil, os preços subiram cerca de 7% nas últimas semanas, com o MAP atingindo aproximadamente US$ 890 por tonelada CFR. Mesmo com a demanda agrícola avançando de forma gradual, os preços seguem sustentados.

Já os fertilizantes potássicos apresentaram comportamento mais estável em comparação aos demais. A oferta internacional permanece equilibrada, com Rússia e Belarus mantendo volumes relevantes no mercado global. Apesar da menor volatilidade, os preços seguem firmes, acompanhando o aumento dos custos logísticos e o ambiente de incerteza.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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