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Ocesc comemora 45 anos como referência nacional em cooperativismo

O cooperativismo catarinense tem crescido acima da média, especialmente com relação à participação do número de associados das cooperativas

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Grandes conquistas marcam os 45 anos de história da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), fundada em 28 de agosto de 1971. Ao longo desse período, a entidade tornou-se das mais atuantes do setor, coordenando ações que são referência em todo o País. Sua representatividade é expressiva diante de cooperados, do Governo, da sociedade e os resultados são visíveis no desenvolvimento econômico e sustentável das cooperativas catarinenses.

O cooperativismo catarinense tem crescido acima da média, especialmente com relação à participação do número de associados das cooperativas, o que confirma  que o trabalho desempenhado pela Ocesc está no caminho certo, especialmente no que se refere à prática dos princípios. Somente no ano passado, o cooperativismo catarinense cresceu 12,96%. A expressão do setor é reconhecida nacionalmente: as 260 cooperativas do Estado reúnem 1,908 milhão de famílias associadas, mantêm 56.311 empregos diretos, faturam mais de R$ 27 bilhões de reais por ano e representam 11% do PIB catarinense.

Entre as diversas conquistas da entidade ao longo de sua trajetória está a concretização da nova sede, em 2011, quando a entidade comemorou 40 anos. Funcional, moderna e confortável, foi construída para atender, de forma eficiente as cooperativas de todas as regiões. O edifício tem caráter ecoeficiente e utiliza refrigeração com gás e sistema ecologicamente correto baseado na orientação solar, a permeabilidade do solo e o alivio da emissão de águas no sistema de esgoto público.

A Ocesc reúne todos os ramos das atividades cooperativistas e é o órgão que representa a Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado de Santa Catarina. Dedica-se à realização de estudos e proposição de soluções; promoção da divulgação da doutrina cooperativista; fomento e criação de novas cooperativas e estímulo ao fortalecimento do sistema de representação do cooperativismo.

Proporciona, ainda, assistência geral ao cooperativismo; prestação de serviços de ordem técnica em nível de direção, funcionários e associados às cooperativas filiadas; promoção de congressos, encontros, seminários e ciclos de estudos; integração com as entidades congêneres das demais unidades da Federação.

Atualmente, é presidida por Luiz Vicente Suzin, que assumiu a gestão da entidade em abril de 2016, após mandato de oito anos do ex-presidente Marcos Antônio Zordan.  

Suzin realça que a instituição vive uma excelente fase e sua atuação tem ampla aprovação da comunidade cooperativista catarinense, das autoridades, da imprensa e dos órgãos de fiscalização. “Assim, daremos continuidade ao trabalho tão bem conduzido pelo ex-presidente Marcos Zordan. Manteremos todas as ações que estão em andamento e aprimoraremos o que for possível e necessário”.

Como Surgiu

O primeiro órgão representativo do setor cooperativista catarinense foi a Associação das Cooperativas de Santa Catarina (ASCOOP), fundada em 1º de agosto de 1964, em Blumenau.

A estruturação legal-institucional, entretanto, ocorreu em 1971, quando o Governo Federal editou a Lei nº 5.764, de 16/12/71, que definiu a política nacional de cooperativismo e instituiu o regime político das cooperativas. Naquele ano foi criado o Conselho Nacional de Cooperativismo.

Por conta da legislação editada, foi constituída a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), órgão de cúpula do sistema na esfera nacional, na capital federal, e fundadas as Organizações de Cooperativas Estaduais (OCE) nas capitais das unidades federativas.

Em 28 de agosto de 1971 surgiu a Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc) para representar efetivamente o sistema cooperativo catarinense e disciplinar a criação e o registro de cooperativas singulares, cooperativas centrais e federações de cooperativas.

Conselho de Administração

Além do presidente Luiz Vicente Suzin, o Conselho de Administração, gestão 2016/2020 da Ocesc, é formado ainda por José Samuel Thiesen, representando o ramo de Infraestrutura; Romeo Bet, representando o Ramo Agropecuário; José Adalberto Michels, do ramo de Crédito representando o Sicoob; Moacir Krambeck, representando o ramo de Crédito, segmento Cecred; Odacir Zonta, representando a Fecoagro e o Ramo Agropecuário; Hercílio Schmitt, representando o ramo de Consumo; e André Marques Vieira, representando o ramo de Saúde. 

Fonte: Assessoria

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Temporais após onda de frio aumentam preocupação de produtores no Sul; veja vídeo

Inmet prevê chuva acima da média em parte da região, solo encharcado e maior risco de doenças fúngicas nas culturas de inverno.

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Foto: Geraldo Hardi Weisheimer

As imagens registradas pelo agricultor Geraldo Hardi Weisheimer mostram a intensidade da chuva de granizo que atingiu a Linha Sanga Guarani, próximo ao distrito de Bom Princípio, no interior de Toledo (PR), no fim da tarde de domingo (28). Em poucos minutos, o gelo cobriu o solo da propriedade rural, acompanhado de chuva intensa e ventos associados à frente fria que voltou a provocar instabilidades no Sul do Brasil.

Foto: Geraldo Hardi Weisheimer

Até o momento, não há levantamento oficial dos prejuízos. Produtores da região avaliam possíveis danos em lavouras e estruturas rurais.

Em publicação nas redes sociais, Weisheimer descreveu o impacto do temporal. “Ver o chão da nossa Linha Sanga Guarani coberto de gelo hoje dói no coração de quem entende o suor de cada dia. A natureza tem sua força, e a gente, como agricultor, aprende a respeitá-la e a se reerguer, mesmo com o prejuízo batendo à porta”, ressaltou

O episódio ocorre após uma sequência de dias de frio intenso e tempo seco. A formação de um ciclone extratropical na costa do Uruguai, associada ao avanço de uma frente fria, voltou a provocar chuva forte, rajadas de vento e queda localizada de granizo no Paraná. Nesta segunda-feira (30), os maiores acumulados são esperados entre o Oeste, Sudoeste e Centro-Sul do Estado, onde os volumes podem se aproximar de 100 milímetros.

O cenário reforça a previsão agroclimática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o

Foto: Geraldo Hardi Weisheimer

trimestre de junho a agosto. Embora o Paraná deva registrar volumes de chuva próximos da média, o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina tendem a receber precipitações acima do normal, mantendo os solos com elevada umidade em praticamente toda a Região Sul.

Para a agricultura, a disponibilidade de água favorece o desenvolvimento das culturas de inverno e contribui para a conclusão do ciclo das áreas mais tardias de milho segunda safra no Paraná. Por outro lado, o excesso de chuva aumenta o risco de doenças fúngicas em cereais como trigo, cevada e aveia, além de dificultar pulverizações, adubações e outras operações mecanizadas devido ao encharcamento do solo.

Segundo o Inmet, os excedentes hídricos devem persistir principalmente em junho e julho, com maior intensidade no Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná. Apesar do baixo risco de deficiência hídrica durante o inverno, o excesso de umidade exigirá atenção redobrada dos produtores no monitoramento fitossanitário e no planejamento das atividades de campo ao longo dos próximos meses.

Fonte: O Presente Rural
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Após investir R$ 650 milhões, Porto de Paranaguá cobra avanço das ferrovias para evitar perda de competitividade

Presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, afirma que terminal está preparado para crescer, mas alerta que infraestrutura terrestre ainda limita a eficiência logística.

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Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná

O modelo de gestão adotado pelo Porto de Paranaguá e os desafios da logística do agronegócio estiveram no centro dos debates do lançamento do Movimento Agroportos, realizado na quinta-feira (25), em Curitiba. Durante o evento, o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, apresentou medidas implementadas nos últimos anos para ampliar a eficiência operacional do terminal e defendeu investimentos em infraestrutura como caminho para reduzir o chamado “Custo Brasil”.

Diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia: “Somos o único porto do país com 100% das áreas arrendáveis regularizadas. Fizemos a concessão do canal de acesso e estamos prestes a entregar a maior obra de infraestrutura do setor portuário do Brasil, que é o Moegão” – Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná

Garcia, que também preside a Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph), participou do painel “Regulação, Segurança Jurídica e Eficiência Portuária nos Portos do Sul”, mediado pelo diretor-presidente do IBI, Mário Povia. Ele expôs medidas exitosas adotadas nos portos paranaenses ao longo dos últimos anos, que podem servir de exemplo para outros portos em todo o Brasil. O Porto de Paranaguá é o primeiro do país a ter 100% de suas áreas portuárias arrendadas, garantindo segurança jurídica aos operadores. “Com nossas concessões, somos o único porto do país com 100% das áreas arrendáveis regularizadas. Fizemos a concessão do canal de acesso e estamos prestes a entregar a maior obra de infraestrutura do setor portuário do Brasil, que é o Moegão. São mais de R$ 650 milhões em investimentos, em uma obra que está 95% concluída”, disse Garcia.

As regularizações das áreas arrendáveis promovidas pela Portos do Paraná a partir de 2019 trazem justamente a segurança jurídica discutida no painel. A partir de leilões públicos realizados na Bolsa de Valores do Brasil (B3), as empresas têm a garantia de que poderão investir, pois estão resguardadas por contratos robustos que protegem tanto o arrendante quanto a arrendatária.

Preparado

Ao mencionar a sustentabilidade, Luiz Fernando lembrou que o Porto de Paranaguá se tornou o primeiro porto público brasileiro a conquistar o selo internacional EcoPorts, a mais importante certificação mundial que reconhece as boas práticas de gestão ambiental portuária.

Com as obras mencionadas, o diretor-presidente assegura que o Porto de Paranaguá estará preparado para esse aumento de capacidade e produção no futuro. “O

Diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia: “As empresas precisam ter vantagem comercial e operacional. A partir do momento em que isso deixar de existir, elas vão para outros portos” – Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná

Paraná fez as concessões rodoviárias e R$ 90 bilhões serão aplicados nos contratos vigentes. E o vencimento da concessão da Malha Sul, em 2027, é a oportunidade que temos para discutir com o setor ferroviário, importantíssimo para que o Moegão funcione com sua capacidade plena”, completou.

Indagado sobre os problemas observados para uma discussão mais ampla por parte do Movimento Agroportos, Garcia destacou o custo logístico das cargas até o porto. Para ele, é preciso enfrentar essas deficiências para ganhar mais eficiência. “As empresas precisam ter vantagem comercial e operacional. A partir do momento em que isso deixar de existir, elas vão para outros portos”, disse.

Alex Sandro de Ávila, secretário nacional de Portos do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e presidente do Conselho de Administração da Portos do Paraná (Consad), também foi um dos painelistas. Ele ressaltou a gestão da Portos do Paraná, destacando a requalificação de áreas e os leilões, que geraram maior capacidade de investimento no Porto de Paranaguá. “A Região Sul ainda tem protagonismo no escoamento de cereais, até porque conta com portos extremamente preparados e especializados para essa atividade. Então, buscamos uma sinergia e harmonização, que já deram muito certo aqui no Sul e servem de bom exemplo para desenvolvermos projetos de crescimento nas regiões Norte e Nordeste do país”, disse Ávila.

Fonte: AEN-PR
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Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível

Publicação reúne reportagens exclusivas sobre o papel das cooperativas no agronegócio e destaca como a escassez de mão de obra e a contratação de imigrantes estão transformando o mercado de trabalho no setor.

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A nova Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível gratuitamente em versão digital no site. Publicada todos os anos próxima ao Dia Internacional das Cooperativas, celebrado em 04 de julho, a edição reúne reportagens, análises e conteúdos especiais sobre a força econômica, social e produtiva do cooperativismo no agronegócio brasileiro.

Nesta edição, a reportagem especial aborda um dos temas mais relevantes para o futuro das cooperativas agroindustriais: a geração de empregos, a escassez de mão de obra e a presença crescente de trabalhadores estrangeiros nas operações. O conteúdo mostra como imigrantes de diferentes nacionalidades passaram a ocupar funções decisivas em agroindústrias, supermercados, unidades operacionais e estruturas produtivas de cooperativas do Sul do país.

A reportagem apresenta casos de cooperativas em que estrangeiros já representam parcela expressiva da força de trabalho. Em algumas unidades, eles chegam a formar a maioria dos colaboradores. Mais do que um dado demográfico, esse movimento revela uma mudança estrutural no mercado de trabalho do agronegócio, com reflexos diretos sobre produção, escalas, expansão industrial, automação, qualificação, moradia, integração cultural e desenvolvimento regional.

Além da reportagem especial, a edição traz conteúdos sobre o impacto do cooperativismo na economia, na geração de renda, na organização das cadeias produtivas, atuando como agentes de desenvolvimento nas comunidades onde estão.

A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.

Fonte: O Presente Rural
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