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Obras no Moegão vão revolucionar recebimento de cargas no Porto de Paranaguá
Em torno de 23% das obras já foram executadas. Complexo vai contar com três linhas férreas independentes para o acesso das composições, sendo que, em cada uma delas, três vagões serão descarregados ao mesmo tempo.

Começaram as escavações e a concretagem das vigas de coroamento da moega, que vai revolucionar o recebimento de cargas no Porto de Paranaguá. A estrutura faz parte do complexo Moegão, a maior obra pública portuária em andamento no Brasil, que já está 23% executada. Na quarta-feira (29), a equipe da Diretoria de Engenharia e Manutenção da Portos do Paraná esteve no canteiro de obras para verificar o início da nova fase dos trabalhos.

Fotos: Claudio Neves/Portos do Paraná
Ao todo, a Portos do Paraná está investindo mais de R$ 600 milhões, incluindo a readequação rodoferroviária que compõe a estrutura do sistema exclusivo de descarga ferroviária de grãos e farelos. O Moegão terá capacidade para receber simultaneamente 180 vagões carregados de granéis sólidos vegetais (soja, milho e farelos de soja ou milho). O complexo contará com três linhas férreas independentes para o acesso das composições, sendo que, em cada uma delas, três vagões serão descarregados ao mesmo tempo. “O novo Moegão vai colocar o Porto de Paranaguá em um novo patamar. A agilidade no recebimento de produtos será algo inigualável, sem contar que estamos nos antecipando para atender a expansão do modal ferroviário, que deverá aumentar ainda mais o fluxo de cargas em direção ao Porto de Paranaguá”, destacou Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná.
Garcia aponta ainda que a nova estrutura reduzirá de 16 para cinco o número de cruzamentos férreos nas vias da cidade. Com isso, haverá menos interrupções no trânsito e, consequentemente, uma quantidade menor de caminhões transitando na região portuária.
Como o cronograma está sendo cumprido dentro dos prazos previstos, a expectativa é que toda a estrutura seja entregue em dezembro de
2025. “A obra está em ritmo acelerado, tanto na moega quanto nas galerias que vão distribuir a carga recebida”, avaliou Matheus Arnoni Mendes, coordenador de Fiscalização da Portos do Paraná.
Estrutura
O poço da moega terá 50 metros de comprimento, 17,5 metros de largura e 7 metros de profundidade. Já na área do poço do elevador da moega, a profundidade será de 14 metros. “Estamos com 144 colaboradores envolvidos nas atividades. Somente na moega, são cerca de 100 pessoas, e as outras 40 atuam nos projetos e nas compras”, disse Diego das Neves Linhares, engenheiro civil do consórcio responsável pelas obras.
Neves lembra que alguns pré-moldados já estão prontos e várias outras peças seguem em produção. “Temos 25 cones prontos, quatro pilares concretados e muitas armações preparadas para a produção de mais peças pré-moldadas para a próxima etapa da obra”, destacou.
De acordo com o engenheiro civil Luiz Fernando Delgado, parte da moega ficará abaixo do nível do mar, por isso está sendo aplicada uma técnica chamada jet grouting, que consiste na injeção de cimento misturado com água e areia no solo. “Usamos mais de mil toneladas de cimento ao longo de seis meses de trabalho para fazer a contenção. Sem isso, não seria possível realizar a escavação”, explicou.
A expectativa da Diretoria de Engenharia e Manutenção é que, a partir de fevereiro, comece o içamento das galerias do complexo, e, a partir do segundo semestre, inicie a instalação de parte dos equipamentos do sistema eletromecânico da moega.

Notícias IPPE 2026
O Presente Rural fará cobertura da maior vitrine mundial da proteína animal
Veículo marca presença no IPPE 2026 com cobertura in loco e reforça compromisso de conectar o agro brasileiro às principais tendências internacionais.

O jornal O Presente Rural participa, mais uma vez, da International Production & Processing Expo (IPPE), uma das maiores e mais relevantes feiras globais voltadas à produção e ao processamento de proteínas animais. O evento ocorre de 27 a 29 de janeiro, em Atlanta, nos Estados Unidos, e reunirá líderes, empresas e especialistas de toda a cadeia produtiva mundial. A cobertura será realizada pelo diretor Selmar Frank Marquesin e pela jornalista Eliana Panty, que acompanharão de perto as principais discussões, tecnologias e movimentos estratégicos apresentados durante a feira.

Fotos: Divulgação/Arquivo OPR
Reconhecida como um dos principais pontos de encontro da indústria global de carnes, aves, ovos e rações, a IPPE se consolidou como vitrine de inovação e termômetro das transformações que impactam o setor. Em 2026, o evento alcança um novo patamar ao ocupar o maior espaço de exposição de sua história, com mais de 62 mil metros quadrados e a participação de mais de 1.380 expositores.
Para Marquesin, a presença do jornal em Atlanta reforça o papel estratégico da imprensa especializada no agronegócio. “A IPPE é onde as grandes decisões e tendências globais da proteína animal se encontram. Estar no IPPE 2026 é fundamental para entender o que vem pela frente e traduzir essas informações para o produtor, a indústria e toda a cadeia no Brasil”, afirma o diretor.
Segundo ele, a cobertura internacional amplia a capacidade do jornal de oferecer análises qualificadas e alinhadas com a dinâmica global do setor. “Nosso compromisso é levar ao leitor informações que ajudem na tomada de decisão e na compreensão do cenário internacional, que hoje influencia diretamente o mercado brasileiro”, completa.
Um dos destaques da programação da IPPE são as TECHTalks, apresentações técnicas gratuitas de 20 minutos realizadas diariamente ao
longo do evento. Na edição de 2026, serão 90 apresentações distribuídas em três auditórios, localizados nos pavilhões A, B e C. Os temas abrangem áreas estratégicas como segurança alimentar, inteligência artificial, bem-estar animal, sustentabilidade e produção de rações, refletindo os principais desafios e oportunidades enfrentados pela indústria de proteínas.
As TECHTalks ocorrem das 10h30 às 16h20 no dia 27 de janeiro, das 9h30 às 16h20 no dia 28 e das 9h30 às 12h50 no dia 29. Cada sessão é conduzida por expositores da feira, que compartilham experiências práticas, soluções tecnológicas e perspectivas de mercado, fortalecendo o caráter técnico e educativo do evento.
A IPPE é resultado da integração de três grandes feiras internacionais – International Feed Expo, International Poultry Expo e International Meat Expo – e representa toda a cadeia de produção e processamento de proteínas. Essa convergência torna o evento um espaço estratégico para networking, negócios e formulação de estratégias de médio e longo prazos.
Ao acompanhar de perto esse ambiente, O Presente Rural reafirma sua atuação como elo entre o agro brasileiro e os principais polos internacionais de inovação. “A presença do jornal na IPPE não é apenas institucional. É uma forma de garantir que o produtor e o setor tenham acesso direto ao que há de mais atual em tecnologia, gestão e mercado”, destaca Selmar Marquesin.
Durante os três dias de evento, a equipe do jornal fará a cobertura dos principais painéis, lançamentos e debates, trazendo análises, entrevistas e conteúdos exclusivos para os leitores. A proposta é oferecer uma leitura qualificada sobre como as tendências globais discutidas em Atlanta podem impactar a competitividade, a sustentabilidade e o futuro da produção de proteínas no Brasil.
Notícias
Primato reforça diálogo com cooperados em nova edição das Reuniões de Campo
Encontros percorrerão municípios da área de atuação da cooperativa para apresentar resultados, debater desafios e alinhar perspectivas do agronegócio com os associados.

A Primato Cooperativa Agroindustrial dá início, em janeiro, a mais uma edição das tradicionais Reuniões de Campo, encontros que fortalecem o relacionamento com os cooperados, promovem a transparência e ampliam o diálogo sobre resultados, desafios e perspectivas do agronegócio. A programação percorre diferentes municípios da área de atuação da cooperativa, reunindo associados, lideranças e equipes técnicas. Todas as reuniões terão início às 19h30.
Para o presidente da Primato, Anderson Léo Sabadin, as Reuniões de Campo são momentos estratégicos para a construção coletiva. “Esses encontros são fundamentais para estarmos próximos dos cooperados, ouvindo suas demandas, compartilhando resultados e alinhando expectativas. A cooperativa cresce quando há participação, diálogo e confiança mútua”, destaca.
A agenda das Reuniões de Campo seguirá nas seguintes datas:
16 de janeiro – Toledo, na Associação da Primato, Rodovia 163 – KM 252,3, s/n
19 de janeiro – Capitão Leônidas Marques, na Unidade Cerealista, Rodovia BR 163, Lote Rural 125 B, Unificado 2
20 de janeiro – Vera Cruz do Oeste, na Unidade Cerealista, Rodovia PR-488, KM 13 – S/N
21 de janeiro – Santa Tereza do Oeste, na Unidade Cerealista, BR 163/PR182, Lote Rural 1-C, Gleba 2 – Distrito de Santa Maria
22 de janeiro – Novo Sarandi, na Unidade Cerealista, Rodovia PR 589, Lotes rurais 12-A-3 S/N
23 de janeiro – Guaraniaçu e Laranjeiras do Sul (encontro em Guaraniaçu), Casa do Produtor, Av. Ivan Ferreira Do Amaral, 507, Centro
26 de janeiro – Verê, Casa do Produtor, Rodovia PR 475, KM 57, s/n, Zona Rural
27 de janeiro – Vitorino, Rodovia PRC 158, KM 151, S/N – Bairro Industrial
28 de janeiro – Nova Esperança do Sudoeste, Rodovia PR-281 KM 537 – Estrada Linha Barra Bonita, Zona Rural
Em cada local, os cooperados terão a oportunidade de acompanhar informações sobre o desempenho da cooperativa, conhecer ações desenvolvidas ao longo do último período e contribuir com sugestões e avaliações.
O presidente também reforça o convite para a participação dos associados. “Convidamos nossos cooperados a estarem presentes nas reuniões em suas regiões, pois esse é um espaço de troca, aprendizado e fortalecimento do cooperativismo”, conclui.
Notícias
Peru habilita 36 novas unidades brasileiras para exportação de material genético animal
Autorização inclui genética avícola e bovina e renova licenças até 2028, ampliando a presença do Brasil no mercado peruano.

O Serviço Nacional de Sanidade Agrária do Peru (Senasa) oficializou a habilitação de 36 novas unidades brasileiras para a exportação de material genético animal. Do total, 31 são voltadas à genética de aves e cinco ao material genético bovino. Além das novas inclusões, a autoridade peruana renovou as licenças de exportação de todos os estabelecimentos do segmento que já operavam com o mercado peruano, com validade estendida até dezembro de 2028.
Com as novas habilitações, o setor avícola dobra o número de estabelecimentos autorizados a exportar para o Peru. No segmento de material genético bovino, a inclusão de cinco unidades representa um aumento de 83% na lista de estabelecimentos aptos, com foco no atendimento à pecuária de corte e de leite.
A extensão do prazo das autorizações até dezembro de 2028 busca conferir maior previsibilidade às operações comerciais entre os dois países.
A decisão do Senasa foi tomada com base em critérios técnicos e reforça o reconhecimento do controle sanitário e das medidas de biosseguridade adotadas pelo Brasil na produção e exportação de material genético animal.
No último ano, o vizinho latino-americano importou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para produtos florestais, carnes, cereais, farinhas e preparações.



