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O volátil mercado do leite

Com menos matéria-prima na indústria e menos oferta no varejo, o custo de produção subiu e o preço final também

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Artigo escrito por Marcos Antônio Zordan, diretor de Agropecuária da Cooperativa Central Aurora Alimentos

O mercado do leite no Brasil é extremamente volátil. O comportamento do mercado muda com rapidez, por conta de fatores climáticos, desempenho da economia, taxa de inflação, índice de desemprego etc. São muitas as variáveis imprevisíveis que criam embaraços para os produtores rurais e para os laticínios – atrapalhando o planejamento da produção.

Neste ano, um fato totalmente imprevisível e de natureza política quase quebrou a espinha dorsal da economia nacional: a greve dos caminhoneiros. O governo não previa a dimensão do movimento e a sociedade não avaliava a extensão dos estragos. O fato é que a agricultura, a indústria, o comércio e os serviços foram duramente afetados. Milhares de empresas sucumbiram e muitas atividades econômicas ainda sentem os efeitos deletérios desse movimento grevista.

O mercado do leite foi duramente afetado. Milhões de litros se perderam nas zonas de produção rural ou mesmo nas indústrias de processamento. Com menos matéria-prima na indústria e menos oferta no varejo, o custo de produção subiu e o preço final também.

Na esfera nacional, o preço do leite recebido por produtores subiu em julho pelo sexto mês consecutivo e atingiu recorde real para o mês, de acordo com pesquisas do Cepea. O valor líquido recebido em julho, decorrente da captação de junho, registrou aumento de 14% em relação ao mês anterior.

Esse robusto aumento foi consequência direta da paralisação dos caminhoneiros, ocorrida no final de maio. Logo após o encerramento do movimento, as indústrias de lácteos correram atrás da matéria-prima para a retomada da produção. Como havia pouca oferta e muita demanda, o preço do leite cru aumentou no mercado primário e no mercado spot. Dois fatores contribuíram com esse cenário de baixa captação em junho: a entressafra no Brasil Central e a situação das pastagens de inverno no sul.

No âmbito de Santa Catarina, essas condicionantes também estiveram presentes. Quinto produtor nacional, o Estado produz mais de 3 bilhões de litros ao ano. Atualmente, o Sul tem peso na produção de leite com volume expressivo, compensando a entressafra em Minas Gerais.

O consumidor, entretanto, vergastado pelo desemprego e pela queda da renda familiar, não aderiu aos novos e elevados preços, tanto que, em julho, o movimento altista não se sustentou.

Nesse momento, a queda dos preços demonstra que o mercado entra novamente em equilíbrio, com a normalização da produção à campo, a recomposição dos estoques nas unidades de processamento e as cotações em níveis adequados.

A instabilidade deve se manter em agosto porque os estoques estão repletos, a produção está subindo moderadamente e as vendas de queijo, leite em pó e leite longa vida registram leve redução. Ainda tem muito consumidor com estoque adquirido durante a greve, quando o temor do desabastecimento era forte, o que inibe agora o aumento das vendas no varejo.

Nessas condições de oferta normal e consumo contido, não há espaço para a indústria aumentar a remuneração dos produtores rurais. Na prática, Santa Catarina volta a viver o quadro reinante em 20 de maio, antes da eclosão do movimento dos transportadores. Nesse contexto, o produtor rural catarinense tem o desafio de administrar os seus custos e insumos, como energia elétrica, medicamento, instalações, rações, mão de obra, etc. ao tempo em que sofre a concorrência da importação de leite do Uruguai, um dos países mais competitivos em matéria de lácteos.

Fonte: Assessoria

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Notícias Mercado

Unidade de Concórdia da BRF é habilitada para exportar suínos ao Vietnã

Autorização foi publicada pelo Department of Animal Health, órgão das autoridades sanitárias do país do sudeste asiático

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Divulgação/Assessoria

A planta de Concórdia (SC) da BRF foi habilitada pelo Departamento de Saúde Animal do Vietnã (Department of Animal Health – DAH – em inglês) para exportar cortes de suínos para o país do sudeste asiático. A autorização foi publicada no site do DAH, órgão das autoridades sanitárias local. O adido agrícola da embaixada do Brasil em Hanoi, Tiago Charão de Oliveira, enviou o comunicado para o Ministério da Agricultura, que nos próximos dias deve publicar a habilitação da unidade catarinense nos sites oficiais do MAPA.

O vice-presidente de Relações Institucionais, Jurídico e Compliance da BRF, Bruno Ferla, afirma que essa habilitação tem importância estratégica por conta do mercado vietnamita, onde o consumo de proteína animal vem crescendo em maior ritmo entre os países da região. “O Vietnã é um país que tem atraído muitos investimentos de empresas, gerando aumento na renda per capita da população e, por consequência, maior consumo de produtos suínos”, destaca Ferla. “A BRF trabalha com prioridade nesse mercado, ampliando a presença da Companhia na Ásia e na preparação das plantas para futuras habilitações, a fim de atender às demandas crescentes.”

Com mais de seis mil colaboradores, a planta de Concórdia já exporta cortes de suínos para Hong Kong e Filipinas, no sudeste da Ásia, e para a África do Sul.

Fonte: Assessoria
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Notícias Pecuária

Preços médios de toda a cadeia renovam máximas reais em setembro

Demanda aquecida e baixa oferta de animais para abate seguem sustentando elevados patamares de toda cadeia pecuária

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Arquivo/OP Rural

Os valores médios de setembro do bezerro, do boi magro, do boi gordo e da carne renovaram os recordes reais das respectivas séries do Cepea. Segundo pesquisadores, a demanda aquecida, especialmente por parte do mercado externo, e a baixa oferta de animais para abate seguem sustentando os elevados patamares de toda a cadeia pecuária.

No geral, apesar de o preço médio do boi para abate ser recorde, o contexto atual não favorece quem faz a reposição, tendo em vista que o bezerro e o boi magro seguem igualmente negociados nos maiores patamares reais. No caso do pecuarista criador, a situação é semelhante, já que, mesmo com o animal desmamado em valor recorde, estes produtores estão tendo elevados desembolsos com a compra de insumos.

Além dos produtos importados encarecidos pelo dólar alto, os insumos de alimentação – como milho e farelo de soja – estão operando em preços patamares recordes nominais. Ressalta-se, neste caso, que o clima seco reforça a necessidade do uso de complementação, devido à piora nas condições das pastagens. Quanto à carne, o preço recorde da carcaça casada bovina alivia um pouco frigoríficos que trabalham apenas com o mercado interno.

Fonte: Cepea
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Notícias Mercado

Em setembro, preços do suíno vivo e da carne atingem recordes reais

Movimento de alta no setor é verificado há quatro meses e se deve à oferta reduzida de animais em peso ideal para abate

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Arquivo/OP Rural

Os preços do suíno vivo, da carcaça e dos cortes seguiram em alta no mercado brasileiro ao longo de setembro e, com isso, as médias mensais, em algumas regiões levantadas pelo Cepea, atingiram recordes reais.

Pesquisadores do Cepea ressaltam que o movimento de alta no setor é verificado há quatro meses e se deve à oferta reduzida de animais em peso ideal para abate e ao bom desempenho das exportações brasileiras da carne.

Fonte: Cepea
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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