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O trigo migrou

Cerrado brasileiro tem se mostrado competitivo para a cultura do trigo, que surge como alternativa para a cultura de inverno na região. Minas Gerais já é o terceiro maior produtor do país

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O Brasil é historicamente um comprador de trigo. Aproximadamente a metade do cereal que o país consome é importada, especialmente da Argentina. A cultura ainda é concentrada à região Sul, mas o avanço genético das cultivares, mais resistentes à seca, ao calor e a doenças, tem permitido uma expansão em larga escala para o Centro Oeste, reformulando o mapa da triticultura no Brasil. Para se ter uma ideia da importância dessa região, de acordo com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuárias), Minas Gerais já se tornou o terceiro maior produtor do país, atrás apenas de Paraná e Rio Grande do Sul. Nos últimos dez anos, a produção no estado saltou de 20 mil para 245 mil toneladas (2015). Para profissionais do setor, o avanço é um passo importante para o país se tornar autossuficiente ou mesmo passar a ser exportador do cereal nos próximos anos.

De acordo com estudo publicado pela Embrapa Trigo e Embrapa Gestão Territorial em dezembro, o principal ingrediente do pãozinho francês pode ser produzido em abundância no Brasil. Somente no Centro Oeste, novas fronteiras para o trigo poderiam resultar em 24,9 milhões de toneladas do cereal, mais que o dobro do atual volume de consumo interno (11 milhões de toneladas). Isso faria o país passar de importador a exportador. O estudo projetou quatro diferentes cenários para a produção nacional de trigo, considerando regiões para onde a cultura poderia se expandir.

De acordo com a Embrapa, o Brasil produz aproximadamente metade das 11 milhões de toneladas de trigo que consome e 70% do total é destinado à panificação, o que torna os resultados estratégicos para traçar alternativas ao abastecimento do cereal. “É importante que o país conheça seu potencial produtivo para delinear e mapear alternativas à importação de trigo”, ressalta o pesquisador Cláudio Spadotto, gerente geral da Embrapa Gestão Territorial. “Acredito que o Brasil é plenamente capaz de se tornar autossuficiente em trigo. Contamos com tecnologia e área, mas é fundamental o apoio de políticas públicas que assegurem o crescimento desta produção”, argumenta o chefe geral da Embrapa Trigo, pesquisador Sergio Dotto.

Em 2015, o Brasil cultivou 2,5 milhões de hectares com trigo e atingiu uma produção de 5,5 milhões de toneladas. Naquele ano, a região Sul respondeu por cerca de 89% do total produzido, o Sudeste, por 9%, e o Centro Oeste, por 2%. O estudo levou em conta quatro regiões homogêneas definidas a partir de variáveis de precipitação, quantidade de frio e calor em momentos específicos da cultura, altitude e histórico de rendimento de grãos.

Na avaliação da Embrapa, áreas com altitude maior que 800 metros e com declividade menor que 12% formam o grande espaço de crescimento do trigo no Brasil, com potencial de quase 25 milhões de hectares.

Fernando Michel Wagner, gerente Regional Norte da Biotrigo Genética, que responde por Paraná, São Paulo, Cerrado e Paraguai, diz que a região começa a ganhar mais atenção dos agricultores. “O Cerrado vem se mostrando como uma opção para que o Brasil se torne autossuficiente na cultura do trigo. O Brasil é um importador de trigo, mas tem área suficiente para que a gente possa ampliar esse cultivo. O Cerrado está se tornando a menina dos olhos para uma série de culturas porque tem área para expandir. Minas Gerais está se tornando protagonista na produção de trigo”, comenta.

Vantagens

De acordo com o profissional, o Cerrado tem características que auxiliam o cereal, como a falta de chuvas na hora da colheita, que favorecem a cultura no sistema sequeiro. “O Cerrado, como toda região, tem suas peculiaridades, mas naquela região elas são bem acentuadas porque existe um regime de chuvas bem específico. O trigo de sequeiro aproveita o final das chuvas, de março a meados de abril. Por outro lado, no fim de abril a água (chuva) simplesmente é cortada, o que é bom para o trigo, que gosta de um clima seco na época de sua floração e na época da colheita”, cita. “Uma das maiores dificuldades que o trigo enfrenta hoje é a chuva em pré colheita, que há anos afeta a região Sul”, emenda Wagner.

O profissional explica os triticultores estão apostando também no cultivo irrigado, que depende de grande produtividade para ser explorado, já que o pivô central encarece os custos de produção. “Custa mais caro embaixo do pivô de irrigação, mas, como não chove, o produtor tem como regular a quantidade de água necessária. Vemos o trigo de sequeiro com grande possibilidade de crescer e o trigo irrigado viável com alta produtividade. Hoje as maiores produções de trigo estão no Cerrado, no sistema irrigado. Há materiais que já passaram de 120 sacas por hectare, o que não é muito comum nem mesmo em regiões frias, a não ser em anos especiais”, cita.

Outro aspecto que favorece a região é a janela de colheita, segundo Wagner, que atende os moinhos quando a oferta é baixa no Brasil. “O Cerrado tem uma grande vantagem, porque se colhe em uma janela anterior ao sul do brasil. Esse cereal abastece os moinhos quando estão com grande demanda, desabastecidos por conta da entressafra”, argumenta.

Outra vantagem, na opinião de Wagner, é a proximidade com o grande mercado consumidor. “Além desses aspectos, o Cerrado está mais perto do grande mercado consumidor, que é o Sudeste. O trigo de Minas Gerais, por exemplo, está bem mais próximo de São Paulo e Rio de Janeiro do que o trigo do Sul”, comenta.

Wagner cita ainda uma interação muito presente entre produtores e indústria como fator preponderante no desenvolvimento da cultura na região. “Uma das grandes características que fazem do trigo muito promissor, principalmente o trigo mineiro, é o diálogo que existe entre a indústria e o agricultor. Lá, o produtor só semeia cultivares aprovadas pela indústria”, justifica.

De acordo com Wagner, o Cerrado pode substituir o trigo que hoje é comprado do Paraguai. O Paraguai vem se tornando competitivo para exportação de trigo. Atualmente o Brasil compra 70% do trigo paraguaio, mas o Cerrado vem sinalizando que pode concorrer com esse trigo, pois está entregando um trigo de altíssima qualidade”, cita.

Ferramenta Agronômica

O trigo é uma opção de lucros para o agricultor do Cerrado brasileiro, mas é ainda uma importante ferramenta no controle de ervas daninhas e nematoides, na manutenção da umidade do solo e nos custos de produção ada safra seguinte. “O contínuo plantio de soja no verão e milho no inverno causou problemas com nematoides no solo e ervas daninhas resistentes. O trigo entrou como uma opção para quebrar o ciclo soja/milho, trazer novos princípios ativos que não se usa em soja e milho, tornando-se uma ferramenta agronômica importante”, cita Wagner. Ele tem o maior apelo na parte agronômica. Em termos de sistema, o trigo está ajudando muito”, cita.

Conforme a Embrapa, “com o avanço das pesquisas e maior acesso a informações técnicas, o produtor descobriu que a rotação com esta cultura traz não só vantagens diretas obtidas com a venda do grão, mas também possibilita vantagens indiretas por meio da palha residual do trigo”. De acordo com autores do estudo, “o custo de produção da cultura de verão diminui, pois normalmente não há necessidade de aplicar herbicida dessecante para implantação e ocorrerá redução com aplicação de fungicidas para controlar doenças”. Isso ocorre, ainda segundo pesquisadores, porque a palha residual do trigo na lavoura é bem resistente e demora a se decompor, proporcionando manutenção da umidade por um período mais prolongado, reduz o potencial de multiplicação de algumas doenças das culturas de verão e promove proteção do solo, formando uma barreira física que impede a germinação de sementes de plantas invasoras.

Qualidade

De acordo com Wagner, 55% do trigo brasileiro é usado para a panificação, necessitando de características específicas que o Cerrado já oferece. Para a supervisora de Novos Negócios da Biotrigo, Kênia Paula Meneguzzi, o Cerrado oferece com qualidade superior ao que o mercado exige. “O Cerrado tem trigos mais fortes, com maior estabilidade e boa coloração. A força é muito importante para o trigo resistir à intensidade do trabalho mecânico na produção industrial, para que não desande. Já a estabilidade é importante principalmente no congelado, para aguentar o congelamento e descongelamento sem perder a forma, mantendo os alvéolos e a retenção de gases”, cita.

Dificuldades

Além de mais resistentes à falta de chuvas e ao calor, o trigo plantado no Cerrado precisa ser mais resistente à brusone, o que tem drenado esforços da indústria genética na busca por novas cultivares. As altas temperaturas associadas à alta umidade na folha do trigo são fatores favoráveis ao desenvolvimento da doença. “A resistência a uma das principais doenças do trigo, que é a brusone, é muito importante. Não é qualquer cultivar que vai se adaptar para a região. Esses plantios mais cedo sofrem muito com a doença, por isso a pesquisa tem que entrar muito forte para entregar resistência genética”, cita. “Hoje não há recomendação de nenhum fungicida para a brusone”, justifica. “É uma das limitações para o trigo no Cerrado, mas estamos trabalhando para isso, para dar mais segurança ao produtor”, amplia.

De acordo com o profissional, as cultivares plantadas do Norte do Paraná já precisam ser mais resistentes a essa doença, que pode dizimar lavouras inteiras. “O nível de resistência à brusone fica mais necessário a partir do Norte do Paraná sentido ao Cerrado”, revela.

Além disso, as variedades genéticas, explica Wagner, precisam ter resistência ao alumínio tóxico no solo presente naquele solo. “O Cerrado tem o problema da presença de alumínio tóxico no solo, que inibe a formação do sistema radicular”. De acordo com ele, a escolha da variedade necessariamente precisa levar esse fator em consideração.

Microrregiões

André Mateus Prando, pesquisador da Embrapa, explica, porém, que nem todo Cerrado brasileiro é indicado para o cereal. “A entrada do trigo no Cerrado foi possível via melhoramento genético. A região tem um potencial grande, mas o trigo é indicado só para regiões mais altas, que têm um clima mais ameno. Não é em qualquer região do Cerrado que o trigo é viável”, cita.

Para ele, o plantio no Cerrado pode ser uma alternativa para os fatores climáticos que atrapalham o desempenho das lavouras do Sul. “O produtor do Cerrado, com o trigo irrigado, consegue controlar a irrigação porque não chove. No Sul normalmente chove demais e na época não apropriada. Quando ocorre muita chuva nessas etapas, há grande perda de qualidade e produtividade. Além disso, no Sul há maiores riscos de geadas”, comenta.

Mais informações você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de março/abril de 2017 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Pecuária brasileira investe em rastreabilidade e práticas sustentáveis para modernizar o setor

Programa da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável orienta produtores sobre recuperação de pastagens, formalização e monitoramento da cadeia para aumentar eficiência e atender exigências ambientais e comerciais.

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Foto: Divulgação

Pressionada por novas exigências ambientais, regras comerciais mais rigorosas e pela necessidade de ampliar a produção sem expandir área, e ao mesmo tempo impulsionada pelos avanços produtivos que vêm transformando o setor, a pecuária brasileira atravessa um momento decisivo. Ao mesmo tempo em que enfrenta questionamentos sobre emissões e desmatamento, o setor reúne condições técnicas e práticas sustentáveis para liderar uma transição baseada em tecnologia, eficiência, recuperação de áreas já abertas e maior integração dos produtores à cadeia formal.

Nesse cenário, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável tem reforçado sua atuação como articuladora de propostas estruturantes e como referência técnica para o debate público. A entidade sustenta que a competitividade da carne brasileira dependerá da capacidade de transformar o momento atual em ativos estratégicos.

Presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Ana Doralina Menezes: “O Brasil tem a oportunidade de demonstrar que é possível produzir mais utilizando melhor o que já existe” – Foto: Clever Freitas

Um dos pilares dessa agenda é a recuperação de pastagens degradadas, apontada como eixo central do Caminho Verde, política pública defendida pela instituição para impulsionar a intensificação sustentável da atividade. A estratégia parte de um diagnóstico claro: “o Brasil possui um volume importante de áreas consideradas de baixa produtividade. Requalificá-las, por meio de manejo adequado, melhoria do solo, tecnologias e integração de sistemas, permite elevar a produção por hectare, reduzir emissões relativas e otimizar a produção”, explica a presidente, Ana Doralina Menezes.

De acordo com a profissional, o programa representa uma solução pragmática e alinhada às demandas globais. “O Brasil tem a oportunidade de demonstrar que é possível produzir mais utilizando melhor o que já existe. Recuperar pastagens é aumentar eficiência, melhorar renda no campo e responder de forma concreta aos compromissos climáticos”, afirma.

A transformação, porém, não se limita à dimensão produtiva. Parte relevante do desafio está na reinserção de pecuaristas na cadeia formal. A informalidade restringe acesso a crédito, assistência técnica, mercados que exigem comprovação socioambiental, além de fragilizar a imagem do setor como um todo, por isso é imprescindível que o pecuarista esteja alinhado e de acordo com o Código Florestal vigente.

Foto: Breno Lobato

Para o vice-presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Lisandro Inakake de Souza, a inclusão é condição para que a transição seja efetiva. “Quando o produtor está regularizado, ele tem acesso a financiamento, pode investir em tecnologia e atender às exigências de mercado. A formalização precisa ser vista como instrumento de fortalecimento econômico e não apenas como obrigação”, destaca.

A ampliação da rastreabilidade também integra esse movimento, uma vez que ela se apresenta como infraestrutura que conecta sanidade, ambiente e gestão. Em relação ao mercado, com compradores cada vez mais atentos à origem e à conformidade ambiental, sistemas consistentes de monitoramento tornam-se fator determinante para manutenção e novas aberturas. Por isso, como reforça a Mesa, transparência é elemento estruturante da competitividade. “Rastreabilidade é credibilidade. Ela protege quem produz corretamente e permite que o Brasil apresente dados sólidos sobre sua cadeia”, frisa Lisandro.

Ao articular recuperação de pastagens no âmbito do Caminho Verde, inclusão produtiva e avanço da rastreabilidade, a instituição busca incentivar o setor de forma propositiva diante das transformações regulatórias e comerciais em curso. “Mais do que reagir a pressões externas, a estratégia é demonstrar que produtividade, responsabilidade socioambiental e inserção competitiva podem avançar de forma integrada, incentivando o produtor a atuar como centro da solução”, complementa Ana Doralina.

Uma agenda conectada ao campo

Lisandro Inakake de Souza, vice-presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável: “Quando o produtor está regularizado, ele tem acesso a financiamento, pode investir em tecnologia e atender às exigências de mercado”  – Foto: Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável

Para apoiar o pecuarista nos temas estratégicos que vêm moldando o futuro da atividade, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável iniciou 2026 com uma programação propositiva de webinars voltados à qualificação e à disseminação de informação técnica.

No dia 29, foi realizado o segundo encontro dedicado à reinserção de produtores na cadeia formal. Em 26 de fevereiro, o foco esteve na rastreabilidade, aprofundando desafios e caminhos para ampliar transparência e conformidade. Um terceiro webinar sobre reinserção está previsto para maio, dando continuidade às discussões.

Todos os conteúdos já disponibilizados podem ser acessados no canal oficial da instituição no YouTube, ampliando o alcance das orientações e fortalecendo o diálogo com produtores, técnicos e demais elos da cadeia.

“Nosso compromisso é transformar temas complexos em orientação prática para quem está no campo. Quando promovemos debates sobre recuperação de pastagens, reinserção na cadeia formal e rastreabilidade, estamos oferecendo instrumentos concretos para que o produtor tome decisões mais seguras, amplie sua competitividade e participe de forma ativa dessa nova etapa da pecuária brasileira”, finaliza a presidente.

Fonte: Assessoria Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável
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Sistema Faep assume coordenação da Aliança Láctea Sul Brasileira no biênio 2026/27

Fórum reúne entidades e produtores para discutir estratégias de competitividade e desenvolvimento da cadeia do leite.

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Foto: Isabele Kleim/Divulgação

O Sistema Faep está à frente da coordenação geral da Aliança Láctea Sul Brasileira para o biênio 2026/27. O comando é rotativo entre os Estados participantes e, neste novo ciclo, ficará sob responsabilidade do Paraná, representado pelo Sistema Faep. Mais recentemente, o Mato Grosso do Sul passou a integrar a iniciativa, ampliando a articulação regional em torno do fortalecimento da produção e da competitividade do leite brasileiro.

Ronei Volpi, coordenador geral da Aliança Láctea, em sua propriedade – Foto: Divulgação/Sistema Faep

“A Aliança contribui para a integração entre os Estados e a construção de estratégias conjuntas voltadas à cadeia do leite. O Sistema Faep seguirá trabalhando ao lado das entidades do setor para avançar em pautas que ampliem a competitividade e as oportunidades para a produção”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Criada em 2014, a Aliança Láctea Sul Brasileira é um fórum público-privado que reúne representantes do setor produtivo e de instituições dos estados da região Sul. O grupo discute ações voltadas à cadeia leiteira e busca alinhar iniciativas nas áreas de produção, indústria e comercialização de leite e derivados, com foco nos mercados interno e externo. No ciclo 2026/27, a coordenação será exercida pelo consultor do Sistema Faep, Ronei Volpi, produtor rural com atuação há décadas na cadeia leiteira e participação em discussões voltadas ao desenvolvimento do setor.

A agenda de trabalho da Aliança para 2026 começou recentemente. No início de março, o Sistema Faep foi anfitrião da primeira reunião do ano, quando foram apresentados o Plano de Incentivo à Exportação de Lácteos e o plano de trabalho voltado à sanidade na cadeia leiteira, iniciativas que buscam fortalecer a competitividade do setor e ampliar oportunidades de mercado para os produtores da região.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Demanda externa impulsiona exportações brasileiras de carne bovina

Volume embarcado supera 267 mil toneladas em fevereiro, com crescimento expressivo em mercados como Rússia, México e Chile.

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Fotos: Shutterstock

As exportações brasileiras de carne bovina totalizaram 267.319 mil toneladas em fevereiro de 2026, com receita de US$ 1,44 bilhão, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).

Na comparação com fevereiro de 2025, o resultado representa crescimento de 21,6% no volume embarcado e de 38,2% na receita, refletindo a ampliação da demanda internacional pela proteína brasileira. O desempenho também supera levemente o registrado em janeiro de 2026, quando as exportações somaram US$ 1,404 bilhão e 264 mil toneladas, consolidando o melhor resultado já registrado para um mês de fevereiro na série histórica.

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 531.298 toneladas, com receita de US$ 2,84 bilhões, avanço de 23,8% em volume e 39,2% em valor em relação ao mesmo período do ano passado.

A carne bovina in natura segue como principal produto exportado, com 235.890 toneladas embarcadas em fevereiro, o equivalente a 88,2% do volume total exportado e 92,2% da receita obtida no mês.

Entre os destinos, a China permanece como principal mercado, com 106.702 toneladas importadas em fevereiro, seguida pelos Estados Unidos, com 39.440 toneladas, além de Rússia (15.762 t), Chile (13.857 t) e União Europeia (9.084 t) entre os principais compradores da carne bovina brasileira.

Foto: Divulgação/Porto de Santos

Entre os mercados relevantes, Rússia, México e Chile apresentaram crescimento expressivo nas compras em relação ao mês anterior, com altas de 111,6%, 132% e 37,6%, respectivamente, enquanto as exportações para a União Europeia avançaram 21,2% no período.

Para o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, os números reforçam a presença da carne bovina brasileira no comércio internacional. “O Brasil segue ampliando sua presença nos mercados internacionais com regularidade de oferta, qualidade do produto e diversificação de destinos, fatores que sustentam o crescimento das exportações de carne bovina”, conclui.

Fonte: Assessoria ABIEC
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