Conectado com

Notícias

O trabalho do CREA-PR no crescimento da avicultura paranaense

Publicado em

em

Dados do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar) apontam que o Paraná é o maior produtor nacional de frangos, referência em sanidade avícola e responde por mais de 30% das exportações de carne de frango do país, embarcando o produto para mais de 130 países em todo o mundo. São 42 agroindústrias, entre abatedouros e incubatórios, envolvendo perto de 20 mil avicultores. O panorama positivo da avicultura paranaense e a liderança estadual na produção se devem também ao trabalho de fiscalização desenvolvido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-PR), realizado nos aviários e na produção de aves de corte e de postura.
O engenheiro agrônomo Ricardo Araújo, facilitador do Departamento de Fiscalização (DEFIS) do CREA-PR que atua na região Sudoeste do Paraná, informa que as principais irregularidades constatadas no setor pelo Conselho são a falta da ART (Anotação da Responsabilidade Técnica) e o exercício ilegal da profissão, verificadas principalmente na construção dos aviários. Além disso, os fiscais se deparam com atividades estranhas às profissões de engenheira e profissionais e empresas sem registro. “Toda empresa que exercer atividades de criação de animais e industrialização de alimentos de origem animal deve ser registrada no Conselho e ter um responsável técnico habilitado. Caso não possua um profissional habilitado, estará infringindo a legislação específica e está sujeita à pena prevista na lei”, explica.
Fiscalização
O trabalho de fiscalização do CREA-PR em aviários compreende a verificação da construção da estrutura, maquinários que compõem o armazenamento, alimentação e climatização e demais instalações e também as condições na criação da ave. De acordo com Araújo, toda a edificação destinada à criação de animais durante sua execução deve ter um responsável pelo projeto específico, elaborado por profissional da modalidade agronomia, e um responsável técnico pela execução, que podem ser profissionais da agronomia ou da engenharia civil. “Para a produção de aves de corte e de postura, é exigido pela fiscalização o projeto de manejo e o responsável pela assistência técnica, que devem ser profissionais da agronomia, de nível técnico ou superior, conforme atribuições específicas de sua formação”, observa.
A fiscalização de alimentos de origem animal é realizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), e a formação dos profissionais que realizam essa fiscalização é determinada por estes órgãos. “Os engenheiros agrônomos e os técnicos de nível médio possuem conhecimento para fiscalizar a produção, industrialização e comércio dos produtos, porém, somente os profissionais registrados no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) possuem conhecimento técnico para atestar a saúde animal”, destaca Araújo.
Indicadores
De 2010 a 2013, segundo levantamento do CREA-PR, o número de ARTs de avicultura de corte permaneceu estável, com o registro de mais de 400 atividades técnicas por ano no Paraná. Em 2012, ocorreu um acréscimo, com mais de 540 ARTs. Já as ARTs de avicultura de postura decresceram nos últimos dois anos, caindo de 44 ARTs, em 2011, para apenas 8, em 2013. O mesmo ocorreu para o número de ARTs de instalações para criação de animais, que reduziu de 207, em 2010, para 46, em 2013.
“Estes números são indicativos que norteiam as ações de fiscalização do CREA-PR”, explica a gerente do DEFIS, Vanessa Moura. “Os dados estaduais do setor indicam crescimento da atividade que deve refletir no registro de ARTs, por exemplo, pois esse é o instrumento que registra que a atividade técnica está sendo realizada por profissional capacitado e habilitado. Neste ano, as fiscalizações a campo serão incrementadas”, finalizada
Importância
Araújo explica que é fundamental para a avicultura a presença de profissionais habilitados. Eles possuem conhecimento técnico para avaliar a fisiologia, anatomia e a genética do animal, as propriedades nutricionais do alimento fornecido e o ambiente em que se desenvolve, fundamentais para a evolução do sistema de produção da ave. Os profissionais focam sua atuação na qualidade do produto final, sem deixar de atender as exigências sanitárias e dos mercados, visando à sustentabilidade do processo.
“Com dados sólidos, o profissional tem condições de aprimorar constantemente o manejo, a infraestrutura e o rendimento financeiro do produtor e da indústria alimentícia”, garante Araújo. Ele salienta que essas melhorias podem ser em diversas etapas do processo, desde a produção de rações balanceadas, desenvolvimento genético e manejo, mudanças que proporcionam melhor conversão de ganho de peso e redução do período de engorda para abate, assim como adequações das instalações para fornecimento de conforto, conforme o clima local e, financeiramente, com a redução dos custos de produção e buscando novos mercados.
Araújo lembra que outras atividades também podem ser realizadas pelos profissionais: treinamento de manejo aos produtores, controle de qualidade da água, elaboração de projetos e planos para solicitação de licenciamentos ambientais.

Fonte: TnOnline

Continue Lendo

Notícias

Febrac reforça prazo para declaração anual de rebanho no Rio Grande do Sul

Atualização deve ser feita por produtores rurais até 30 de junho e abastece a base de dados da defesa sanitária animal

Publicado em

em

Foto: Divulgação

Produtores rurais do Rio Grande do Sul têm até 30 de junho para realizar a Declaração Anual de Rebanho 2026. A Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) reforça a orientação a criadores, pecuaristas e associados para que façam a atualização dentro do prazo estabelecido.

De acordo com o vice-presidente técnico da Febrac, José Arthur Martins, a campanha busca chamar a atenção para a qualidade dos registros sobre rebanhos e propriedades rurais. “Essas informações são extremamente necessárias. A Febrac conclama todos os produtores rurais para que não deixem de realizar essa declaração, pois ela permite conhecer melhor a infraestrutura, os controles sanitários e os saldos dos rebanhos existentes nas propriedades do Rio Grande do Sul”, destaca.

Segundo Martins, a atualização da base de dados ajuda o sistema de defesa agropecuária a organizar respostas em caso de ocorrências sanitárias. Para o dirigente, a precisão dos registros interfere diretamente na capacidade de atuação diante de situações que possam afetar a pecuária gaúcha. “A informação é essencial para que o sistema de defesa sanitária tenha condições de responder de forma mais rápida e objetiva em caso de algum incidente sanitário que possa atingir os rebanhos do Estado”, afirma.

O dirigente compara a Declaração Anual de Rebanho à declaração do Imposto de Renda, pelo caráter periódico e pela necessidade de atualização dos dados. “A declaração de rebanho pode ser considerada como um imposto de renda que o produtor rural deve fazer todos os anos. Esses dados são extremamente importantes para que o sistema de defesa agropecuária tenha informações precisas sobre as características dos rebanhos em cada localidade e possa agir de maneira imediata diante de qualquer ocorrência sanitária”, explica.

A declaração pode ser realizada pela internet, no Produtor Online, do Sistema de Defesa Agropecuária, disponível no portal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul. O atendimento presencial também ocorre nas Inspetorias e Escritórios de Defesa Agropecuária dos municípios.

Martins afirma que a orientação da Febrac é para que os produtores não deixem a entrega para o fim do prazo. “O prazo final para entrega da Declaração Anual de Rebanho é 30 de junho de 2026. É importante que todos os produtores cumpram essa obrigação dentro do período estabelecido”, conclui.

 

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

Notícias

Conheça as tecnologias brasileiras que podem transformar a agricultura tropical

De importador de conhecimento agrícola, Brasil passou a desenvolver soluções adaptadas aos trópicos que hoje podem ser replicadas na África, Ásia e América Latina.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

A agricultura brasileira viveu uma transformação histórica nas últimas décadas. Se antes dependia de tecnologias desenvolvidas para ambientes temperados, hoje se tornou uma das principais referências mundiais em ciência aplicada aos trópicos.

Engenheiro agrônomo, mestre em Irrigação e Drenagem, doutor em Solos e Nutrição de Plantas e PhD em Física do Solo e Modelagem em Agricultura, Durval Dourado Neto: “O Brasil lidera hoje a adoção em larga escala de biodefensivos e biofertilizantes. Utilizamos a própria biodiversidade tropical para o controle natural de pragas e para a fixação biológica de nitrogênio” – Foto: Divulgação

Para o engenheiro agrônomo, mestre em Irrigação e Drenagem, doutor em Solos e Nutrição de Plantas e PhD em Física do Solo e Modelagem em Agricultura, Durval Dourado Neto, o país deixou de importar pacotes tecnológicos incompatíveis com sua realidade para construir soluções próprias, capazes de serem replicadas em outras regiões do planeta. “Como engenheiro agrônomo, compreendi que o avanço da nossa agricultura dependeria de uma forte base em ciência”, afirma.

Segundo ele, a principal contribuição brasileira para outros países tropicais está nas chamadas tecnologias “poupa-terra”, que permitem aumentar a produção preservando recursos naturais.

Uma das maiores conquistas do Brasil foi adaptar culturas originalmente desenvolvidas para regiões temperadas. O desenvolvimento de variedades de soja adaptadas às baixas latitudes é considerado um marco da ciência brasileira e pode beneficiar países africanos com condições edafoclimáticas semelhantes às do Cerrado.

Foto: Roberto Dziura Jr

Outro avanço importante está no Manejo Integrado de Pragas (MIP), desenvolvido para enfrentar a intensa pressão biológica existente nos trópicos. “Criamos protocolos específicos para otimizar a eficiência dos defensivos de forma mais racional, reduzindo custos e impactos”, explica.

Vitrine atual da agricultura brasileira

Na avaliação de Durval, a maior vitrine atual da agricultura brasileira é a expansão dos bioinsumos. “O Brasil lidera hoje a adoção em larga escala de biodefensivos e biofertilizantes. Utilizamos a própria biodiversidade tropical para o controle natural de pragas e para a fixação biológica de nitrogênio”, ressalta.

O pesquisador também destaca o melhoramento genético do Nelore, do café, do feijão e da cana-de-açúcar, além da introdução de gramíneas africanas que revolucionaram a pecuária nacional.

Segundo ele, esses avanços permitiram ao Brasil construir o maior e mais eficiente sistema de produção de proteína animal a pasto do mundo.

Para Durval, a ciência tropical desenvolvida no país será cada vez mais importante diante do crescimento da demanda mundial por alimentos e da necessidade de produzir mais com menor impacto ambiental.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

Notícias

Cadeia da proteína animal apresenta demandas do setor a pré-candidatos ao governo gaúcho

Representantes da avicultura, suinocultura, bovinocultura e setor lácteo defenderam políticas para ampliar a competitividade do Rio Grande do Sul.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

Representantes das principais cadeias da proteína animal do Rio Grande do Sul promoveram, na quarta-feira (24), um debate com pré-candidatos ao governo estadual para apresentar as principais demandas do setor e discutir propostas voltadas ao fortalecimento da agroindústria gaúcha. O encontro foi realizado no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre, por iniciativa da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), em parceria com o Sindicato da Indústria de Produtos Suínos no Estado do Rio Grande do Sul (SIPS), o Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Rio Grande do Sul (Sicadergs) e o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS).

Foto: Divulgação

Mediado pelo jornalista Léo Saballa Jr., o painel reuniu empresários, dirigentes de entidades e representantes dos segmentos de aves, ovos, suínos, bovinos de corte e lácteos, que têm peso relevante na produção agroindustrial e nas exportações do estado.

Participaram do debate os pré-candidatos Gabriel Souza (MDB) e Marcelo Maranata (PSDB). Também convidados pelas entidades organizadoras, Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL) não compareceram ao evento.

Durante a discussão, foram abordados temas considerados estratégicos para a cadeia produtiva, como infraestrutura, logística, ambiente de negócios, segurança jurídica, sustentabilidade, resiliência climática e competitividade. Os pré-candidatos também responderam a questionamentos apresentados pelas entidades representativas do setor.

Setor busca ampliar diálogo com futuros gestores públicos

Na avaliação do presidente executivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul

Presidente executivo da Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos: “A cadeia da proteína animal é uma das grandes forças econômicas do Rio Grande do Sul, gerando emprego, renda e desenvolvimento em todas as regiões do Estado” – Foto: Divulgação/Asgav

(Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos, a aproximação entre o setor produtivo e os postulantes ao Executivo estadual é importante para a construção de políticas públicas alinhadas às necessidades da agroindústria. “A cadeia da proteína animal é uma das grandes forças econômicas do Rio Grande do Sul, gerando emprego, renda e desenvolvimento em todas as regiões do Estado. Este debate permitiu apresentar aos pré-candidatos as demandas e os desafios enfrentados pelos diferentes segmentos, fortalecendo um diálogo institucional necessário para a construção de políticas públicas que assegurem a competitividade e o crescimento sustentável do setor”, afirmou.

As entidades destacaram que a avicultura e as demais cadeias da proteína animal desempenham papel relevante na economia gaúcha, tanto pela geração de empregos quanto pela produção destinada aos mercados interno e externo.

Segundo os organizadores, a realização conjunta do debate reforça o objetivo de construir uma agenda voltada ao fortalecimento da competitividade e ao desenvolvimento sustentável da agroindústria no estado.

Fonte: Assessoria Asgav
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.