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O sucesso das fêmeas em reprodução na suinocultura depende também do consumo de água
Especialista da Trouw Nutrition lembra que além das exigências nutricionais, a ingestão diária de água e sua qualidade são essenciais na fase reprodutiva.

O consumo de água dos animais está diretamente ligado ao sucesso da produtividade e bem-estar animal da suinocultura. “Sua importância é tanta que a baixa ingestão pode impactar na reprodução das fêmeas. Sem ingestão de água em quantidade e qualidade adequadas, as matrizes podem não atingir sua máxima produtividade de maneira eficaz”, explica Andréa Maria Silvestrim, gerente de programa Feed Additives da Trouw Nutrition.
O impacto da água na produtividade da granja é respaldado por estudo realizado pelo Trouw Nutrition Swine Research Center (SRC), centro de pesquisas de suinocultura da empresa na Holanda, que avaliou reprodutoras que apresentaram grandes variações na ingestão de água individual (2,3 a 22 litros/dia; média de 7,8 litros/dia). “No caso de porcas com baixo consumo de água (menos de 4 litros por dia), os leitões apresentaram menores consumo de colostro e ganho de peso diário”.
O fornecimento de água é essencial devido à alta exigência de líquidos durante os períodos de gestação e lactação, que variam de 7-12 litros/dia na gestação e 25-35 litros/dia no período de lactação, respectivamente. “Tudo começa pela qualidade da água potável fornecida aos animais. A verificação periódica do sistema de fornecimento de água como a correção dos parâmetros físico-químico e do controle microbiológico, evita problemas simples que causam grandes prejuízos à granja”, explica Silvestrim.
Um exemplo é a água de captação da chuva que pode carregar impurezas, como folhas, excrementos fecais de pássaros e outros animais, insetos e lixo, levando riscos à saúde dos animais. Também, águas de poços artesianos com físico-químicos fora dos parâmetros ideal como dureza, alcalinidade e pH, podem reduzir o consumo diário de água. “Caso as exigências mínimas sobre a qualidade de água fornecida aos animais não sejam atendidas, problemas como redução do apetite, desidratação, estresse, comportamento agressivo e diminuição na produção de leite, além de infecções do trato urinário (cistites e nefrites), passam a ser grandes desafios”, comenta a gerente da Trouw.
Outros fatores influenciam diretamente no consumo da água pelas matrizes. É o caso da temperatura da água, qualidade físico-química (pH, salinidade), consumo de alimento seco, ingredientes da dieta, umidade relativa do ar, disponibilidade de bebedouros, contaminação microbiológica das rações fornecidas e nível de estresse. Em situações livres de estresse, a ingestão diária corresponde a 5 ou 6% do peso corporal, ou seja, 2 a 5 kg de água por kg de matéria seca ingerida.
De acordo com a gerente da Trouw Nutrition, a alta ingestão de água em porcas também ajuda a reduzir problemas de constipação durante a gestação, diminuindo o risco de infecções e contribuindo para a produção maior de leite. Nesse caso também, o aumento do consumo de água pode auxiliar o processo de parto da fêmea. Hoje, uma ferramenta comum nas granjas de alta performance é o uso de ácidos orgânicos tamponados na água de bebida das fêmeas, responsável por estimular o aumento do consumo diário de água e auxiliar no controle microbiológico ( Gram – e Gram +) da saúde intestinal.
“Durante a fase de lactação observamos necessidade crescente de água. O aumento da ingestão está associado diretamente à produção de leite, desempenho da leitegada e escore corporal das fêmeas. Ainda, a qualidade da água desempenha papel essencial nesse processo já que animais saudáveis realizam melhor

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Genética Topigs Norsvin é destaque em premiação internacional de produtividade da Agriness
Companhia celebra pódio no ranking com propriedades parceiras que ultrapassam a marca de 280 quilos desmamados por fêmea ao ano

A 18ª edição do prêmio Melhores da Suinocultura da Agriness, realizada a bordo de um cruzeiro que celebrou os 25 anos da organizadora, reconheceu mais uma vez os números de excelência do setor. O projeto de benchmarking, que analisou dados de 2.689 granjas e mais de 2,4 milhões de matrizes localizadas na América Latina, Europa e Ásia, consagrou a genética Topigs Norsvin como o grande destaque, com produtores parceiros no topo do ranking.

O terceiro lugar dessa mesma categoria foi da Granja Vista Alegre, localizada em Vista Alegre (RS), com o índice de 35,40 DFA.
A avaliação principal do prêmio é baseada no índice de Desmamados por Fêmea ao Ano (DFA). Na categoria para granjas com mais de 3.000 matrizes, o primeiro lugar ficou com a Granja Becker, do município de Quatro Pontes (PR), que alcançou a marca de 38,33 DFA. O terceiro lugar dessa mesma categoria foi da Granja Vista Alegre, localizada em Vista Alegre (RS), com o índice de 35,40 DFA.
O desempenho de alta performance se repetiu na categoria de 301 a 500 matrizes. A Granja Persch, de Cunhataí (SC), garantiu a segunda posição com 38,30 DFA e a média de 281,9 quilos desmamados por fêmea ao ano (kg/DFA) em 2025. Na mesma categoria, a Granja Canal, de Itá (SC), que opera com 70% de genética Topigs Norsvin em sua estrutura, também subiu ao pódio e conquistou o terceiro lugar com 37,94 DFA.

Granja Persch, de Cunhataí (SC), garantiu a segunda posição com 38,30 DFA e a média de 281,9 quilos desmamados por fêmea ao ano (kg/DFA)
O diretor de Negócios e Marketing da Topigs Norsvin, Adauto Canedo, parabeniza a Agriness pelo marco de um quarto de século e pela realização de um evento tão grandioso para a suinocultura. “Os resultados dos nossos parceiros chancelam a eficiência do nosso programa de melhoramento no campo pois entregamos matrizes produtivas e animais robustos. Dessa forma, o produtor converte esse potencial genético em rentabilidade real na granja”, afirma Canedo.
Evolução e reconhecimento
O prêmio foi idealizado em 2006 com foco em promover uma competição saudável e incentivar a gestão eficiente. Atualmente, o levantamento avalia o desempenho de propriedades no Brasil, Argentina, Colômbia e China.
A parceria histórica entre a Topigs Norsvin e a Agriness rendeu uma homenagem especial durante a programação: a companhia recebeu um troféu de reconhecimento pelo fomento e apoio ao desenvolvimento do setor.
“Receber esse troféu tem um significado enorme para o nosso time. A nossa parceria com a Agriness e com os produtores foca em elevar a régua técnica do mercado com resultados reais e sustentáveis, e sermos a única casa de genética reconhecida com essa homenagem mostra que estamos trilhando o caminho correto”, conclui Canedo.
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Reunião Global da PIC reúne especialistas para discutir avanços técnicos na produção de suínos
Encontro internacional da PIC reúne especialistas da área técnica para debater sanidade, genética, biossegurança, inovação aplicada e eficiência produtiva na suinocultura.

A equipe da Agroceres PIC participou, nesta semana, da reunião global de Serviços Técnicos e Desenvolvimento de Produtos da PIC, realizada em Fort Worth, no Texas. O encontro reuniu mais de 250 profissionais de diferentes países. O objetivo foi discutir temas prioritários da suinocultura, como sanidade, genética, biossegurança, sustentabilidade e eficiência produtiva. A programação concentrou debates técnicos sobre os desafios da atividade e também promoveu a troca de experiências entre equipes que atuam diretamente na produção de suínos em diferentes regiões do mundo.
A programação incluiu temas como resistência à PRRS, pesquisa e desenvolvimento, fenotipagem digital, critérios de seleção genética, benchmarking global, robustez de matrizes, qualidade de carne, saúde e biossegurança. Também foram apresentadas iniciativas voltadas à sustentabilidade na produção. Esse conjunto de conteúdos reforçou o caráter técnico da reunião e destacou o valor da troca internacional de experiências para a atualização das equipes envolvidas com genética e produção suína.
Para Amanda Pimenta, gerente de Serviços Técnicos da Agroceres PIC, o encontro é uma oportunidade de alinhar conhecimentos e compartilhar experiências entre equipes que atuam em contextos produtivos distintos. “A reunião reúne profissionais de diferentes regiões e áreas técnicas para discutir os temas mais relevantes da produção de suínos na atualidade”, comenta. “É um espaço importante para troca de experiências, apresentação de desafios, discussão de resultados e atualização conjunta sobre questões que vão de avanços mais amplos, como resistência a doenças, até aspectos técnicos do dia a dia das granjas”, afirma.
Segundo Amanda, ao reunir especialistas de Genética, Serviços Genéticos, Serviços Técnicos, Produção, Boas Práticas de Produção e Bem-estar Animal, o encontro amplia a circulação de conhecimento entre regiões e contribui para qualificar o debate técnico sobre temas que hoje estão na dianteira da evolução da suinocultura mundial.
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Vetanco amplia linha Detoxa e reforça controle de micotoxinas
Reforçando o compromisso com o conceito “produtos seguros para alimentos seguros”, alinhando inovação às exigências dos mercados consumidores.

A Vetanco anuncia a ampliação da linha Detoxa, fortalecendo seu portfólio de soluções para o controle de micotoxinas na produção animal e reforça o compromisso com o conceito “produtos seguros para alimentos seguros”, alinhando inovação às exigências dos mercados consumidores.
De acordo com Jovan Sabadin, Coordenador de Território Suínos para o estado de Santa Catarina, a presença de micotoxinas em matérias-primas e rações continua sendo um desafio relevante para a produção animal. “Monitoramentos recentes indicam alta frequência de contaminação e aumento da multicontaminação, situação que pode impactar desempenho, saúde animal e eficiência econômica. Nesse cenário, cresce a demanda por soluções capazes de reduzir riscos de forma direcionada, considerando o perfil de contaminação e as características de cada sistema produtivo”, afirma.
Em parceria com a Dr Bata Ltda., a Vetanco já atua há anos com tecnologia de biotransformação de micotoxinas por meio da linha Detoxa. Até o início de 2025, o portfólio era composto pelo Detoxa Plus. A partir do primeiro semestre de 2025, passou a contar também com o Detoxa Performance e, agora, recebe o Detoxa Goal, ampliando as opções para atender diferentes objetivos produtivos e níveis de desafio.
A tecnologia da linha Detoxa baseia-se na inativação de micotoxinas nas porções iniciais do trato gastrointestinal, com maior ação em pH ácido. “As formulações combinam biotransformadores enzimáticos exclusivos, desenvolvidas para atuar sobre micotoxinas relevantes como fumonisinas, zearalenona, ocratoxinas e tricotecenos, além de agentes de adsorção que auxiliam no controle de aflatoxinas”, conclui Jovan.




