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Avicultura 25 anos de SBSA

O simpósio que acompanhou a ascensão da avicultura brasileira

Desde a sua primeira edição, o evento se estabeleceu como um fórum técnico e científico, reunindo pesquisadores, médicos veterinários, zootecnistas, empresários e profissionais do setor para discutir os desafios e oportunidades da avicultura.

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Fotos: Divulgação/Arquivo Nucleovet

No final do século 20, a avicultura brasileira já demonstrava sua vocação para a grandiosidade. Em 1999, o Brasil produzia aproximadamente 5,5 milhões de toneladas de carne de frango, ganhando espaço como um dos maiores produtores globais. O setor crescia a passos largos, impulsionado pelo avanço genético, pelo desenvolvimento de rações mais eficientes, pelo aprimoramento das condições sanitárias e pela modernização de fazendas e agroindústrias.

Foi nesse cenário de expansão e transformação que surgiu o Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), que em 2025 chega a sua 25ª edição (2020 não foi realizado por conta da pandemia). O objetivo era ser um espaço de disseminação de conhecimento, inovação e troca de experiências entre os principais agentes da cadeia produtiva na região Sul do Brasil, já que eventos técnicos aconteciam somente em São Paulo. Alicerçado em empresas como Sadia, Perdigão e Aurora, que transformariam Santa Catarina no maior produtor de frangos do país à época, o Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) encabeçou o desafio. “A ideia do primeiro Simpósio surgiu porque só tínhamos eventos técnicos em São Paulo. Nesses congressos participavam um gerente, um ou dois técnicos de cada uma das empresas instaladas aqui na região de Chapecó e nada mais. Então a gente pensou. Ao invés de ir 300 pessoas para lá, vamos trazer para Chapecó cinco ou seis profissionais para fazer as palestras. Nossa ideia era trazer conhecimento para a região, já que aqui já era consagrado como centro produtor da avicultura, mas ainda faltava a parte da academia. Nós pensamos principalmente para atender o técnico que estava a campo. Queríamos, e fizemos, um evento que fosse técnico, não muito caro e que fosse em busca de resolver os problemas que a avicultura tinha naquele momento”, lembra o ex-presidente do Nucleovet, Luis Carlos Farias.

Desde a sua primeira edição, o evento se estabeleceu como um fórum técnico e científico, reunindo pesquisadores, médicos veterinários, zootecnistas, empresários e profissionais do setor para discutir os desafios e oportunidades da avicultura. “O Simpósio Brasil Sul de Avicultura surgiu em um período estratégico para o desenvolvimento da avicultura brasileira, consolidando-se rapidamente como um importante espaço de diálogo técnico-científico e atualização profissional. Ao longo de seus 25 anos, o evento acompanhou e, de certa forma, protagonizou as transformações do setor, atuando como um catalisador de conhecimento, inovação e boas práticas”, destaca o atual presidente do Nucleovet, Tiago José Mores.

O crescimento da avicultura brasileira e o papel do SBSA

Foto: O Presente Rural

Os primeiros anos do SBSA acompanharam de perto a ascensão do Brasil no cenário mundial da avicultura. Em 2004, o país se tornou o maior exportador de carne de frango do mundo, ultrapassando os Estados Unidos. A produção nacional aumentava em ritmo acelerado, com 8,5 milhões de toneladas produzidas naquele ano. O mercado internacional exigia novos padrões de qualidade, sanidade e bem-estar animal, temas que passaram a ocupar o centro das discussões no Simpósio.

Na década de 2010, o Brasil consolidava sua liderança no mercado global. Em 2016, a produção atingia 12,9 milhões de toneladas, e as exportações alcançaram 4,4 milhões de toneladas, abastecendo mais de 150 países. O SBSA acompanhou cada mudança regulatória, cada novo desafio sanitário e cada inovação tecnológica que ajudou o setor a alcançar esses números.

As discussões promovidas ao longo das edições do Simpósio influenciaram a adoção de práticas mais sustentáveis, a melhoria no controle de doenças aviárias e o fortalecimento das cadeias produtivas. O evento também se tornou um palco para debates sobre os avanços da nova era da internet, da automação, da rastreabilidade e mais recentemente do uso de inteligência artificial na avicultura. “É difícil medir a importância do Simpósio na avicultura brasileira, mas muitas soluções de problemas começaram a ser discutidas no evento. Na época a gente discutia o controle de doenças metabólicas e hoje nem falamos mais nisso, provavelmente com a ajuda do conhecimento difundido naquela época”, menciona Farias.

Um simpósio que reflete as necessidades da indústria

Diferente de muitos eventos técnicos que seguem um modelo engessado, o SBSA sempre se destacou por sua capacidade de adaptação às demandas da avicultura. A cada edição, os temas das palestras e painéis são definidos com base nos desafios mais urgentes enfrentados pelo setor. “Buscamos sempre atender as demandas da indústria”.

Ao longo desses 25 anos, o evento abordou desde as grandes crises sanitárias, como os surtos de Influenza Aviária que impactaram os mercados internacionais, até questões ligadas ao bem-estar animal, rastreabilidade e exigências do consumidor moderno. Com isso, o Simpósio se consolidou como um fórum essencial para a tomada de decisões estratégicas por parte das agroindústrias, integradoras e produtores.

Além do conteúdo técnico, o evento sempre promoveu debates sobre a sustentabilidade da produção, o impacto da economia no agronegócio e a evolução do comportamento do consumidor. Essa abordagem multidisciplinar fez do SBSA um espaço para profissionais que querem se manter atualizados e preparados para as constantes transformações da cadeia produtiva.

A feira de negócios e as grandes inovações

Ao lado do Simpósio, a Poultry Fair surgiu, em 2009, como uma vitrine para as inovações do setor. A feira de negócios sempre foi um espaço estratégico onde empresas de nutrição, sanidade, equipamentos, genética e tecnologia apresentaram seus lançamentos. “A primeira feira já começou muito bem porque havia uma demanda reprimida de empresas querendo expor. Os laboratórios perceberam esse crescimento do Simpósio e passaram a querer participar também”, lembra o presidente do Nucleovet na época, Miguel Ângelo Breda Canal.

Foi na Poultry Fair que muitas das grandes inovações da avicultura brasileira foram introduzidas ao mercado. Sistemas de ventilação e climatização, novas gerações de probióticos e prebióticos, vacinas de última geração e equipamentos de automação tiveram suas primeiras apresentações ao público durante o evento. A cada ano, novas soluções são exibidas, demonstrando o dinamismo da indústria e o compromisso do setor com a inovação.

O ambiente da feira também sempre foi propício para a geração de negócios e networking, criando conexões entre empresas, produtores e pesquisadores. O SBSA não apenas dissemina conhecimento, mas também contribui ativamente para o desenvolvimento comercial da avicultura, aproximando os principais elos da cadeia produtiva.

O Presente Rural: mídia oficial e parceira do evento

Foto: Arquivo/O Presente Rural

Desde 2009, o jornal O Presente Rural acompanha de perto cada edição do SBSA, atuando como mídia oficial do evento. A cobertura realizada pela equipe do jornal vai além da simples divulgação dos acontecimentos: é um compromisso com a informação de qualidade e com o fortalecimento da avicultura brasileira.

Além das reportagens e entrevistas exclusivas, o jornal tem um papel fundamental na produção de conteúdo audiovisual para as empresas participantes, destacando seus lançamentos, inovações e estratégias de mercado. Essa parceria fortalece o evento, ampliando o alcance das informações discutidas no Simpósio e garantindo que as principais novidades do setor cheguem ao maior número possível de profissionais.

Um legado para a avicultura brasileira

Ao completar 25 anos, o SBSA é reconhecido entre o setor produtivo por seu papel como um evento indispensável para a avicultura brasileira e latino-americana. O que começou como um simpósio técnico voltado a médicos veterinários hoje é um dos mais importantes encontros do setor avícola mundial.

A avicultura nacional evoluiu e em 2025 pode chegar a 15,5 milhões de toneladas produzidas, tornando-se mais eficiente, mais tecnológica e mais sustentável. O SBSA esteve presente em cada etapa dessa evolução, seguindo como um dos principais motores de conhecimento e inovação da cadeia produtiva.

O Presente Rural – O SBSA nasceu em um momento de crescimento da avicultura brasileira e, ao longo dos anos, acompanhou as transformações do setor. Como o senhor enxerga o papel do Simpósio na evolução da avicultura nacional e quais impactos mais significativos o evento gerou para a cadeia produtiva?

Tiago José Mores – O Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA) surgiu em um período estratégico para o desenvolvimento da avicultura brasileira, consolidando-se rapidamente como um importante espaço de diálogo técnico-científico e atualização profissional. Ao longo de seus 25 anos, o evento acompanhou e, de certa forma, protagonizou as transformações do setor, atuando como um catalisador de conhecimento, inovação e boas práticas.

O papel do SBSA na evolução da avicultura nacional é indiscutível. Ele contribuiu significativamente para a disseminação de informações atualizadas, para a formação contínua de profissionais e para o fortalecimento do elo técnico entre a pesquisa acadêmica e a aplicação prática nas granjas. Por meio da atuação do Nucleovet, cuja missão é justamente a capacitação técnica e científica de médicos-veterinários, zootecnistas e demais profissionais da área, o simpósio se tornou um importante instrumento de suporte à tomada de decisão em toda a cadeia produtiva. A participação ativa e voluntária dos nossos associados, oriundos de diversas áreas do conhecimento, reforça o caráter multidisciplinar do evento, enriquecendo as discussões e ampliando o impacto positivo sobre a avicultura nacional.

O Simpósio começou como uma iniciativa regional, mas hoje é uma referência para o setor avícola na América Latina. O que, na sua opinião, fez com que o evento se consolidasse como um dos principais fóruns técnicos da avicultura, atraindo empresas, pesquisadores e profissionais de diferentes países?

Tiago José Mores – A consolidação do SBSA como referência internacional se deve, em grande parte, à seriedade, ao comprometimento técnico e à visão estratégica do Nucleovet. Desde sua origem como uma iniciativa regional, o simpósio foi concebido com foco na qualidade do conteúdo, na excelência dos palestrantes e na relevância dos temas abordados. Esses pilares permitiram que o evento transcendesse as fronteiras locais e se tornasse um fórum respeitado por profissionais de toda a América Latina.

Outro fator essencial foi a construção de um ambiente de integração entre ciência, prática e indústria. A atuação do Nucleovet, com seu corpo de associados voluntários e multidisciplinares, tem sido fundamental para garantir que o simpósio se mantenha alinhado às necessidades reais do setor, promovendo debates relevantes, fomentando networking e estimulando parcerias. Esse espírito colaborativo e técnico é, sem dúvida, um diferencial que tornou o SBSA um evento aguardado anualmente por empresas, instituições de ensino e profissionais do Brasil e do exterior.

Ao longo desses 25 anos, o SBSA abordou temas que refletiam os desafios e avanços da avicultura em cada época. Na sua percepção, quais foram os debates mais marcantes promovidos pelo evento e de que forma essas discussões ajudaram a direcionar o futuro do setor?

 

Foto: Divulgação/MB Comunicação

Tiago José Mores – Os debates promovidos pelo SBSA ao longo de sua trajetória sempre refletiram os grandes desafios e inovações que moldaram o setor avícola. Desde discussões sobre biosseguridade, sanidade avícola, nutrição de precisão e bem-estar animal, até temas mais recentes como sustentabilidade, resistência antimicrobiana e uso de tecnologias emergentes na produção, o simpósio se manteve como um espaço atual e necessário para o avanço do setor. Um dos pontos altos foi a interação de grandes players da produção avícola brasileira com o setor público de inspeção, visando o melhor entendimento dos critérios e traçando estratégias para a redução das perdas que ocorrem na linha de abate.

Outro pilar importante do SBSA é sua capacidade de antecipar tendências e colocar em pauta temas que, mais tarde, se tornam centrais nas políticas e estratégias da cadeia produtiva. Isso só é possível graças ao olhar atento e técnico dos profissionais que compõem o Nucleovet, em sua maioria voluntários que atuam em diversas frentes da produção animal. Essa equipe multidisciplinar contribui para que o simpósio seja construído com equilíbrio, profundidade e aplicabilidade prática. Dessa forma, o SBSA não apenas discute o presente, mas contribui diretamente para construir o futuro da avicultura brasileira e latino-americana.

Como o Nucleovet avalia as 24 edições promovidas até o momento?

Tiago José Mores – É com imenso prazer que avalio as 24 edições anteriores do Simpósio Brasil Sul de Avicultura como extremamente bem-sucedidas. Ao longo desses anos, o evento se consolidou como uma referência técnica na América Latina, destacando-se pela integração e participação de grandes marcas do setor avícola. O SBSA tem sido um fórum essencial para a disseminação de conhecimento, inovações e práticas que contribuem significativamente para o avanço da avicultura na América latina.

Como o evento contribui para o fortalecimento da avicultura internacional?

Tiago José Mores – O Simpósio facilita a formação das redes de contato entre profissionais, promovendo uma integração maior entre os países. Essa troca de experiências e conhecimentos contribui significativamente para elevar os padrões de qualidade e eficiência em toda a indústria latino-americana. A colaboração internacional fomentada pelo evento também abre portas para parcerias estratégicas e desenvolvimento conjunto de soluções inovadoras que beneficiam o setor como um todo. Portanto, o impacto do SBSA vai além do avanço técnico e científico, ele também fortalece as bases para um desenvolvimento sustentável e cooperativo da avicultura em toda a América Latina.

Depois de 25 edições, qual é o legado que o Simpósio deixa para o setor e para os profissionais que dele participam?

Presidente do Nucleovet, Tiago José Mores: Desde sua origem como uma iniciativa regional, o simpósio foi concebido com foco na qualidade do conteúdo, na excelência dos palestrantes e na relevância dos temas abordados – Foto: Divulgação/UQ Eventos

Tiago José Mores – Ao completar 25 edições, o legado do Simpósio Brasil Sul de Avicultura para o setor avícola e para os profissionais que dele participaram é profundo e multifacetado. Este evento não apenas moldou as práticas e estratégias dentro da indústria, mas também ajudou a formar uma comunidade de profissionais altamente qualificados e interconectados. O SBSA tem sido uma plataforma primordial para a disseminação de avanços científicos e inovações tecnológicas. A cada ano, o simpósio traz painéis com assuntos do momento no campo da avicultura. Isso garante que o setor permaneça na vanguarda das práticas de produção sustentável e eficiente.

Além disso, o SBSA disponibiliza espaços anexos ao evento para servir de marco para as empresas fazerem lançamentos de novos produtos ou tecnologias disruptivas, tudo isso dentro do maior evento de avicultura da América Latina. Para os profissionais, o SBSA oferece uma oportunidade inestimável de desenvolvimento e capacitação. Participar do evento permite que eles aprimorem suas habilidades, ampliem seus conhecimentos e se atualizem com as tendências globais que afetam a indústria. Isso é fundamental para a progressão da carreira e para manter a competitividade no mercado de trabalho.

Qual mensagem o presidente do Nucleovet gostaria de deixar para os participantes, patrocinadores e parceiros do SBSA nesta edição tão especial?

Tiago José Mores – Como presidente do Nucleovet, gostaria de expressar minha sincera gratidão e entusiasmo a todos os participantes, patrocinadores e parceiros que estarão conosco na 25ª edição do Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). Esta edição não será apenas um marco na história do SBSA, mas também uma celebração de tudo o que alcançamos juntos ao longo dos anos. Para nossos participantes, quero agradecer pela dedicação contínua em buscar conhecimento e excelência em suas práticas. É o seu compromisso com o aprimoramento profissional que impulsiona a evolução da nossa indústria. Esperamos que este evento seja uma fonte de inspiração e inovação que você possa levar para suas atividades diárias, contribuindo para o crescimento sustentável da avicultura. Aos nossos patrocinadores e parceiros, nosso profundo agradecimento pelo apoio constante. Sua colaboração é fundamental para o sucesso deste evento. A parceria que construímos ao longo dos anos é a base que nos permite oferecer um simpósio de alta qualidade, repleto de oportunidades, de aprendizado e de networking. Sem o seu envolvimento, não seríamos capazes de alcançar nossos objetivos em comum de promover a excelência no setor avícola. Nesta 25ª edição, renovamos nosso compromisso de proporcionar um evento que não só aborda as questões atuais, mas também antecipa as tendências da avicultura. Estamos aqui para aprender, discutir e colaborar, garantindo que o legado do SBSA continue a influenciar positivamente o setor. Que o Simpósio seja um espaço de renovação de conhecimentos e de fortalecimento de laços entre todos nós que compartilhamos a paixão pela avicultura. Juntos, continuaremos a fazer história, impulsionando o progresso e a inovação em nossa indústria. Aproveitem ao máximo cada momento do evento, e que ele seja um ponto de partida para novas oportunidades e sucessos.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo na avicultura de corte e postura do Brasil acesse a versão digital de Avicultura Corte e Postura clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

Avicultura Editorial

O Nordeste avícola já não cabe no rodapé

Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.

Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.

A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.

Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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