Suínos Planejar para não perder
O que o Brasil pode aprender com o fim do óxido de zinco na Europa
Especialista analisa impactos do banimento do óxido de zinco na Europa e aponta caminhos para que o Brasil se antecipe a possíveis restrições, mantendo produtividade e sustentabilidade na suinocultura.

Por muitos anos, o óxido de zinco (ZnO) foi um aliado incontestável na suinocultura, especialmente na fase pós-desmame, para prevenir a diarreia em leitões. No entanto, seu uso em doses terapêuticas passou a ser questionado na União Europeia (UE) por representar risco ambiental. Em regiões com alta densidade de produção, o acúmulo de zinco no solo e a possível contaminação de recursos hídricos se tornaram motivo de alerta. A preocupação com o surgimento de resistência microbiana também contribuiu para a decisão, ainda que essa relação permaneça sendo tema de estudos científicos.
Diante disso, a UE determinou o banimento total do uso terapêutico do ZnO a partir de 2022. E não foi a única. A China impôs um limite de 1.600 ppm e o Canadá estuda restringir a 300 ppm. As mudanças, embora esperadas, trouxeram impactos significativos e deixaram lições valiosas, especialmente para países como o Brasil, onde o uso ainda é permitido e a discussão sobre restrições começa a ganhar força.
Para entender o que está em jogo e como o Brasil pode se preparar, o jornal O Presente Rural entrevistou com exclusividade o engenheiro agrônomo e mestre em Nutrição Animal Leandro Hackenhaar, profissional com experiência internacional no tema. Ele será um dos palestrantes do 17º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), que acontece nesta semana, em Chapecó (SC).
Impactos da transição

Engenheiro agrônomo com mestrado em Nutrição Animal, Leandro Hackenhaar: “Uma possível retirada do óxido de zinco exigirá do produtor brasileiro mais atenção à biossegurança, ao manejo e ao bem-estar animal, especialmente no período crítico do desmame” – Foto: Arquivo pessoal
Na prática, a retirada do óxido de zinco resultou em desafios sanitários e produtivos, embora com intensidade variável entre países e granjas. “De forma geral, observou-se um aumento nos problemas de saúde intestinal, queda no desempenho zootécnico e, em alguns casos, maior mortalidade”, relata Hackenhaar, enfatizando: “Esses fatores resultaram em aumento dos custos de produção.”
A transição, mesmo com um prazo de cinco anos para adequação, foi desigual. Países do Norte da Europa, como Dinamarca e Holanda, se anteciparam e ajustaram suas práticas com mais previsibilidade, enquanto regiões como a Espanha mantiveram o uso do aditivo até o último momento permitido, o que dificultou a adaptação. “Em alguns casos, houve aumento pontual no uso de antibióticos para evitar perdas por mortalidade, contudo, o controle rigoroso do uso de antimicrobianos na Europa impediu uma elevação generalizada”, frisou.
Substituição não tem receita pronta
Na Europa, a saída do óxido de zinco exigiu mais do que encontrar um substituto direto, envolveu uma reformulação completa da abordagem sanitária e nutricional nas granjas. “A substituição do óxido de zinco exige uma abordagem integrada, envolvendo biossegurança, manejo, bem-estar animal, vacinação, uso estratégico de antibióticos e nutrição. Em alguns casos, é necessário aceitar uma leve redução no desempenho zootécnico no pós-desmame”, enfatizou o mestre em Nutrição Animal.
A adoção de aditivos, como ácidos orgânicos, probióticos, prebióticos, óleos essenciais e taninos, contribuiu para mitigar os efeitos da retirada do zinco, mas não houve solução única. “Nenhum aditivo substitui completamente o óxido de zinco”, ressalta o especialista, destacando: “Ainda assim, há granjas que, com excelente manejo, alcançam resultados zootécnicos e econômicos muito satisfatórios.”
Entre as estratégias bem-sucedidas estão o reforço da biossegurança, o manejo de ambiência e densidade, o preparo nutricional antes e após o desmame, o uso criterioso de antibióticos e a aplicação de protocolos vacinais adaptados à nova realidade.
E o Brasil?
Embora o debate sobre restrições ao uso do óxido de zinco ainda esteja em estágio inicial no Brasil, Hackenhaar defende que este é o momento certo para agir. “As palavras-chave são antecipação e planejamento”, resume.
Ele destaca que mudanças estruturais nas granjas, como aumento de espaço por animal, maior uniformidade de lotes e melhor preparo dos leitões antes do desmame, citando desmame mais tardio ou incentivo ao consumo de creep-feed, exigem tempo e investimento.
Segundo o especialista, o Brasil pode evitar erros cometidos na Europa e adaptar os acertos à sua realidade. “É preciso estabelecer regras claras, prazos justos e oferecer suporte técnico ao produtor”, diz, acrescentando: “A transição é possível, mas só será bem-sucedida se for pensada de forma integrada.”
A experiência europeia não apenas alerta para os desafios envolvidos, como também demonstra que é possível manter a produtividade com sustentabilidade, desde que se olhe para o sistema como um todo, do ambiente ao manejo, da nutrição à saúde intestinal. Para o mestre em Nutrição Animal, o Brasil não precisa esperar uma proibição para começar a se adaptar: “A mudança pode ser uma oportunidade de avançar em eficiência e bem-estar animal”, pontua.
Desafios técnicos e econômicos no horizonte

Foto: Divulgação/Arquivo OP Rural
Caso o Brasil opte por restringir o uso do óxido de zinco, o setor terá de enfrentar desafios importantes, tanto no campo técnico quanto econômico. A suinocultura brasileira é reconhecida mundialmente por sua eficiência, com desempenho elevado em ganho de peso, excelente conversão alimentar e baixas taxas de mortalidade, resultados que, em parte, têm o ZnO como aliado. “Uma possível retirada do óxido de zinco exigirá do produtor brasileiro mais atenção à biossegurança, ao manejo e ao bem-estar animal, especialmente no período crítico do desmame”, alerta Hackenhaar.
Para ele, o maior risco está em deixar as ações para a última hora, sem planejamento ou testes prévios. “A transição exige ajustes graduais e monitoramento contínuo dos resultados. É uma mudança que não se improvisa”, salienta.
Essa adaptação exige investimentos em estrutura e capacitação, o que representa um desafio maior para os produtores com recursos financeiros mais limitados. Por isso, o especialista reforça a importância de um debate técnico amplo e da definição de prazos realistas, caso uma eventual restrição se torne pauta regulatória no país.
Prevenção: o melhor remédio
Uma das lições centrais da experiência europeia é que manter a saúde intestinal dos leitões sem o apoio do óxido de zinco não depende de uma única solução, mas da harmonia entre diferentes áreas. “A chave está em prevenir doenças”, sintetiza Hackenhaar, emendando: “E isso só é possível quando nutrição, sanidade, ambiência e manejo estão integrados, funcionando de forma alinhada.”
Ambientes limpos, confortáveis e estáveis ajudam a reduzir o estresse dos leitões no pós-desmame, favorecendo o consumo de ração e a manutenção da integridade intestinal. Ao mesmo tempo, reforça o especialista, uma formulação nutricional de qualidade, ajustada para promover digestibilidade e equilíbrio da microbiota, e práticas sanitárias adequadas contribuem para reduzir a necessidade de intervenções corretivas.
Hora de agir: agenda técnica e pesquisa

Foto: Shutterstock
Para Hackenhaar, é hora de o Brasil construir uma agenda técnica estruturada a sobre o uso do ZnO. “Mesmo que não haja uma restrição formal no país, as práticas adotadas para produzir sem o aditivo já trazem ganhos importantes: uso reduzido de medicamentos, maior estabilidade dos lotes e melhor preparo dos animais”, destaca, enfatizando: “Além disso, caso uma proibição venha a ocorrer no futuro, o setor estará mais bem preparado, com menos ajustes a fazer.”
Entre os focos prioritários para pesquisa estão a adaptação de protocolos nutricionais às condições tropicais, a avaliação de aditivos com ação comprovada sobre a saúde intestinal e o desenvolvimento de ferramentas que facilitem a gestão de dados zootécnicos e sanitários em tempo real. Também é necessário ampliar os estudos sobre os impactos ambientais reais do ZnO no contexto da suinocultura brasileira, considerando particularidades como clima, solo e regime de chuvas.
Sustentabilidade, saúde e imagem do setor
Embora o pilar ambiental tenha sido um dos motivadores centrais do banimento europeu, Hackenhaar alerta que é preciso cautela ao transpor essa lógica para a realidade brasileira. “Devemos avaliar se, de fato, existe risco ambiental significativo nas nossas condições de produção. A decisão não pode ser baseada apenas em tendências globais, mas em dados técnicos sólidos”, pondera.
Ainda assim, ele reconhece que o caminho da sustentabilidade, aliado à segurança alimentar, bem-estar animal e qualidade dos alimentos é irreversível. “O consumidor está cada vez mais atento ao que está por trás do produto que consome. Mostrar que a suinocultura brasileira é responsável, eficiente e comprometida com boas práticas será decisivo para fortalecer nossa presença nos mercados interno e externo”, menciona.
Mais do que uma simples substituição de aditivo, a discussão sobre o óxido de zinco é uma oportunidade para repensar e aprimorar o modelo produtivo. Com planejamento, informação e suporte técnico, a suinocultura brasileira pode seguir avançando, com menos dependência, mais previsibilidade e sustentabilidade de longo prazo.

Suínos
Da creche à sustentabilidade, 6º Encontro Técnico Abraves-SP apresenta estratégias para aumentar eficiência das granjas
Evento em Pirassununga (SP) vai discutir manejo de leitões leves, sanidade, nutrição e sistemas de produção para apoiar decisões técnicas na suinocultura.

Melhorar a produtividade sem comprometer a sanidade do rebanho exige decisões técnicas em todas as etapas da produção. Manejo de leitões, nutrição, biosseguridade e gestão dos sistemas de criação estão entre os fatores que determinam o desempenho das granjas e influenciam diretamente os custos e os resultados da atividade.
Diante desse cenário, a atualização técnica tornou-se uma ferramenta cada vez mais importante para médicos-veterinários, zootecnistas, consultores e produtores, que precisam incorporar novos conhecimentos à rotina das granjas.
Esses temas estarão em debate no 6º Encontro Técnico Abraves-SP, que será realizado em 09 de setembro, no campus da Universidade de São Paulo (USP), reunindo profissionais da cadeia suinícola para discutir soluções aplicáveis aos sistemas de produção.
Entre os destaques da programação está a palestra do médico-veterinário Vinícius Cantarelli, que abordará estratégias de manejo de leitões leves na fase de creche, uma etapa decisiva para o desempenho dos animais ao longo do ciclo produtivo.
O médico-veterinário Caio Abércio da Silva discutirá a sustentabilidade dos sistemas de produção, apresentando abordagens voltadas à eficiência técnica, econômica e ambiental da suinocultura.
Promovido pela regional paulista da Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (ABRAVES), o encontro busca aproximar pesquisa científica e prática de campo, oferecendo aos participantes ferramentas para aprimorar a tomada de decisão nas granjas.
A programação completa e as inscrições estão disponíveis aqui.
Suínos
Redução das granjas de reprodutores acende alerta para a genética suína
Artigo destaca a queda no número de GRSCs e defende medidas para preservar a base genética da suinocultura brasileira.

Ao nos referirmos às Granjas de Reprodutores Suínos no Brasil, as chamadas GRSCs, há que se ressaltar, de pronto, o fundamento histórico e a relevância dessas granjas à atividade suinícola nacional, assim como sua relação direta com a organização da classe dos produtores de suínos do Brasil, haja vista que elas deram origem à Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), fundada por um grupo de 48 produtores em 13 de novembro de 1955 no município gaúcho de Estrela, dando-se assim início a um significativo e intenso trabalho de melhoramento do rebanho de suínos no Brasil. E a criação da ABCS tornou possível organizar o registro genealógico e os programas de melhoramento genético no país, em se tratando de suinocultura comercial. É possível afirmar que as GRSCs são os verdadeiros centros de seleção genética, controle de origem e de avaliação do desempenho dos animais.
De fato, foram o pilar da transformação da suinocultura brasileira, ajudando a tornar o Brasil uma potência global na produção de carne suína, ocupando hoje o 4° lugar na produção mundial de suínos, pelo fato de as GRSCs garantirem a autossuficiência genética nacional, impulsionarem a adoção da inseminação artificial e elevarem a sanidade e a produtividade brasileira a padrões internacionais. De tal forma que essas granjas tiveram e ainda têm um papel fundamental no desenvolvimento da suinocultura brasileira moderna, dentro de uma cadeia altamente tecnificada e competitiva.
Não há como não se observar esse aspecto histórico da importância das granjas de produção de reprodutores suídeos, desde a criação da ABCS e de suas associações afiliadas estaduais, para a sustentação da atividade suinícola do Brasil nos últimos 70 anos, período em que o consumo interno de produtos derivados de suínos dobrou, passando de uma média nacional de 10kg para 20 kg, per capta, justamente a partir do uso de reprodutores dessas granjas. Aliás, em 2025, a média foi de 20,2 kg/habitante/ano (segundo a ABCS), consolidando um crescimento de cerca de 35% na última década.
Redução drástica das GRSCs no Brasil

Artigo escrito por Cesar da Luz é especialista em agribusiness, consultor da Associação Paranaense de Suinocultores e pesquisador da cadeia suinícola nacional. E-mail: [email protected].
Mesmo diante de todo esse contexto histórico, levantamento feito com base na literatura brasileira e com dados obtidos junto ao Relatório de 2025 do Registro Genealógico de Suínos da Associação Brasileira de Criadores de Suínos, ABCS, indica que houve uma redução muito significativa no número dos criadores de suínos da raça Landrace, com afixo registrado pelo produtor na entidade que representa o sistema suinícola brasileiro. Afixo é o nome oficial dado ao criatório, ou granja, certificada na ABCS.
Para se ter uma ideia da grande redução no número desse tipo de granjas e da grande erosão da variabilidade genética de suínos no Brasil, enquanto na década de 1970 o número de afixos registrados na ABCS era de 271, no ano passado, esse número caiu drasticamente para apenas 34. Portanto, atualmente, essas granjas representam apenas 12,5% do total existentes na década de 1970, em um ambiente em que as fontes de material genético das principais raças comerciais de suínos, como Landrace, Large White, Duroc e Pietrain, já são bastante escassas.
O fato é que o número de Registros Genealógicos vem reduzindo substancialmente desde a década de 1970 para a década de 1990 e para o período posteriormente aos anos 2000, enquanto o número de afixos de Empresas Integradoras e de Empresas de Genética vem crescendo sua participação no mercado de reprodutores Landrace, no Brasil.
Raça Landrace
No caso específico da raça Landrace, ela é uma das mais importantes para a evolução da atividade suinícola brasileira moderna, principalmente pela sua elevada capacidade reprodutiva e pelo excelente desempenho materno. Originária da Dinamarca, a raça foi introduzida no Brasil para contribuir no melhoramento genético dos rebanhos comerciais e se tornou fundamental nos sistemas intensivos de produção de carne suína.
A participação da raça Landrace foi decisiva para a modernização da suinocultura brasileira, especialmente a partir da intensificação da atividade nas regiões Sul, nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul,0 Sudeste, nos estados de São Paulo e Minas Gerais, sendo que as GRSCs passaram a utilizar amplamente a genética Landrace em programas de seleção, contribuindo para a disseminação de animais superiores e para o controle sanitário dos plantéis.
É importante destacar, ainda, que a raça Landrace é uma das principais raças de suínos utilizada na produção de suínos no Brasil, compondo 50% do genótipo na maioria das fêmeas F1 utilizadas na produção comercial de suínos, o que muito bem representa o que está ocorrendo com os Registros Genealógicos de Suínos no país, algo que requer muita atenção, especialmente dos órgãos governamentais, especialmente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Ressalte-se, ainda, que as Granjas Independentes de Produção de Reprodutores, no caso da raça Landrace, elas são fundamentais também para a produção do mercado livre de suínos no país, composto por granjas de pequeno e médio porte que não pertencem aos sistemas integrados e cooperados. São tais granjas independentes que abastecem grande parcela do mercado interno nacional com produtos derivados de suínos, mas que estão reduzindo ano após ano, colocando o Brasil na dependência de reprodutores de Empresas de Genética que atuam no país, mas cujos Núcleos Genéticos Primários se encontram no exterior, o que implica no aumento do volume de “royalties” enviados para fora do Brasil.
Portanto, as GRSCs continuarão sendo extremamente importantes para suprir o mercado interno de reprodutores suínos, bem como fundamentais para o resgate e manutenção das raças nacionais de suínos e mesmo para a manutenção das raças importadas que já estão adaptadas para uso comum na suinocultura brasileira. Sem dúvida, as granjas de reprodutores foram a base do avanço genético, sanitário e tecnológico da suinocultura nacional, sem as quais o setor dificilmente teria alcançado os níveis atuais de eficiência, qualidade e competitividade internacional que se encontram hoje.
Olhando para esse histórico e para a importância das Granjas de Reprodutores de Suínos para a suinocultura brasileira, vê-se, inclusive, a própria necessidade de que uma fonte pública proporcione recursos, inclusive a fundo perdido, para a implementação das novas medidas exigidas pelo MAPA, integrantes da Portaria DAS/MAPA nº 1.358/2025, permitindo que as GRSCs consigam continuar cumprindo seu papel no contexto da suinocultura e como salvaguardas do banco genético nacional.
Suínos
Pig Fair destaca tecnologias para impulsionar a produtividade na suinocultura
Feira paralela ao Simpósio Brasil Sul reunirá empresas, pesquisadores, técnicos e produtores entre os dias 11 e 13 de agosto, em Chapecó.

Tecnologia, inovação e geração de negócios marcarão a 17ª Brasil Sul Pig Fair, feira paralela ao 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet). O evento será realizado de 11 a 13 de agosto, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC), reunindo mais de 50 empresas nacionais e multinacionais que apresentarão as principais tendências, produtos, serviços e tecnologias voltadas à cadeia produtiva da suinocultura.
A Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de biosseguridade, diagnóstico, genética, nutrição, vacinas, aditivos, equipamentos, automação, ambiência e tecnologia, proporcionando aos participantes contato direto com soluções inovadoras para aumentar a produtividade, a eficiência e a sustentabilidade das granjas. Além da exposição de produtos e serviços, a feira se destaca como um ambiente estratégico para networking, troca de experiências e fortalecimento de parcerias entre empresas, pesquisadores, técnicos, produtores e representantes da agroindústria.

Presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin: “A feira é um espaço onde inovação e prática caminham juntas. Os participantes têm a oportunidade de conhecer tecnologias que já estão transformando a produção, conversar diretamente com especialistas das empresas e ampliar sua rede de relacionamentos” – Foto: Suellen Santin/MB Comunicação
A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que a Pig Fair complementa a programação científica do Simpósio ao aproximar o conhecimento técnico das soluções disponíveis no mercado. “A feira é um espaço onde inovação e prática caminham juntas. Os participantes têm a oportunidade de conhecer tecnologias que já estão transformando a produção, conversar diretamente com especialistas das empresas e ampliar sua rede de relacionamentos. Essa interação entre indústria, pesquisa e campo é um dos grandes diferenciais do SBSS”, afirma.
Para o presidente da comissão científica do SBSS, Lucas Piroca, a integração entre a programação técnica e a feira fortalece o papel do evento como um ambiente de atualização completa para os profissionais da cadeia produtiva. “Enquanto o Simpósio apresenta as principais discussões científicas e tendências do setor, a Pig Fair permite que os participantes conheçam, na prática, as soluções que estão sendo desenvolvidas pelas empresas. É um espaço de inovação, troca de conhecimento e geração de oportunidades para toda a suinocultura”, ressalta.
Os expositores também preparam lançamentos e novidades para esta edição, reforçando a Pig Fair como uma vitrine das principais inovações do mercado. Durante os três dias de evento, os congressistas poderão visitar os estandes, conhecer novas tecnologias, compartilhar experiências e ampliar o networking com profissionais de diferentes regiões do Brasil e da América Latina.
SBSS
As inscrições já estão disponíveis no site, acesse clicando aqui. O investimento do segundo lote, até o dia 30 de julho, é de R$ 750 para profissionais e R$ 450 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.
Tecnologias e negócios
Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.
O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.
Programação geral
• 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura
• 17ª Brasil Sul Pig Fair
Terça-feira (11)
WORKSHOP: GESTÃO DE PROGRAMAS SANITÁRIOS NA SUINOCULTURA
9h00 – Módulo 1: A base de qualquer programa
• Conceitos de Bactericida e Bacteriostático
• Por que pensar em Farmacodinâmica e Farmacocinética
• Interações e associações de drogas antimicrobianas
Palestrante: Everson Zotti
9h40 – Módulo 2: Inteligência Sanitária e Diagnóstico
• Entendimento do conceito e desafio sanitário: qual é o meu desafio?
• Diagnóstico de rotina e análise de dados (isolamento, antibiograma, MIC)
• Aprendizado com falhas diagnósticas
Palestrante: Edison Magalhães
10h20 – Módulo 3: Desenhando Programas Factíveis
• Crítica aos protocolos de “amplo espectro”
• Impactos do uso imprudente de antimicrobianos
• O que realmente é necessário para resolver o problema
Palestrante: Augusto Heck
11h00 – Módulo 4: Farmacoeconomia e Monitoramento
• O programa que cabe no bolso (Análise de ROI)
• Como monitorar a efetividade do tratamento
• Tecnologias para detecção precoce de falhas
Palestrante: Luiz Carlos Giongo
11h30 – Mesa Redonda
13h30 – Abertura da Programação Científica
Painel Produção – A BASE
13h40 às 14h10 – Primíparas: Gestão Estratégica e Longevidade
Palestrante: Rafael Ulguim
14h15 às 14h45 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Sanidade)
Palestrante: Paulo Eduardo Bennemann
14h50 às 15h20 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Nutrição)
Palestrante: Cesar Augusto Pospissil Garbossa
15h25 às 15h55 – Mesa Redonda
16h00 às 16h30 – Coffee break
16h30 às 17h10 – O Futuro da Proteína Suína
Palestrante: Luis Rua
17h10 às 17h30 – Perguntas
17h30 – Solenidade de Abertura Oficial do SBSS
18h30: Palestra de Abertura: A Nova Geopolítica dos Alimentos: Impactos nas proteínas animais e na suinocultura.
Palestrante: Marcos Jank
20h00: Coquetel de Abertura na PIG FAIR
Quarta-feira (12)
Painel Biovigilância – Gestão Integrada
08h00 às 8h40: Biomanagement e Defesa Sanitária: Estratégias de Mitigação
Palestrante: Jordi Baliellas Capdevila
08h45 às 09h15: Vigilância e controle de Vetores: Roedores e Insetos como disseminadores de Patógenos
Palestrante: Alisson Mezzalira
09h20 as 09h50 – Mesa Redonda
09h50 às 10h20: Coffee Break
Painel Alimentação – Desafios e Oportunidades
10h20 às 10h50 – Eixo Imuno-Nutricional: Programação Metabólica da Matriz ao leitão
Palestrante: Jose Soto
10h55 às 11h25 – Imunonutrição: Estratégias Não Farmacológicas para a Resiliência Sanitária
Palestrante: Andres Gomez
11h30 às 12h00: Vigilância Analítica e Gestão de Micotoxinas: Estratégias para Blindar a Performance e a Sanidade
Palestrante: Ricardo Rauber
12h00 às 12h30 – Mesa Redonda
12:30 às 14h00 – Intervalo para almoço
12h30 às 13h30 – Eventos Paralelos
Painel Sanidade – Saúde Respiratória
14h00 às 15h00 – Erradicação de M. hyopneumoniae: Protocolos de Exposição, Estabilização e Eliminação
Palestrantes: Gustavo Silva e Paul Yeske
15h00 às 15:30 – Sincronia Sanitária: O Impacto da Aclimatização de Leitoas na estabilidade do plantel
Palestrantes: Luciano Brandalise
15h30 às 16h00: Coffee Break
16h00 às 16h40 – Influenza em Foco: Impactos e alternativas de controle
Palestrante: Ricardo Yuti Nagae
16h45 às 17h25 – Ambiência 4.0: Conectividade, Bem-Estar e Eficiência Energética na Suinocultura
Palestrante: Lederson Trindade de Lima
17h35 às 18h00 – Mesa Redonda
18h30 às 19h30 – Evento Paralelo Exclusivo (MSD)
20h00: Happy Hour na PIG FAIR
Quinta-feira (13)
08h30 às 09h10 – Alimentação de Precisão: Sensores, Conectividade e Eficiência Nutricional
Palestrante: Bruno Silva
09h10 às 09h30 – Perguntas
9h30 às 10h00 – Coffee Break
Painel Pessoas – Gestão e Performance
10h00 às 10h30 – Percepção vs. Realidade: Comunicação Estratégica para Mitigar Erros e Maximizar Resultados
Palestrante: Creici Lamonato
10h35 às 11h05 – Capital Humano e Sucessão: Preparando a Próxima Geração e as Equipes de Alta Performance
Palestrante: Rogério Facin
11h10 às 11h40 – O Apagão de Mão de Obra e o Desafio da Qualificação
Palestrante: Anderson Queirós
11h45 às 12h15 – Mesa Redonda
12h15 – Sorteio de brindes e encerramento



