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Suínos / Peixes

O que esperar da suinocultura para 2019?

Especialista fala sobre o que esperar do setor relacionando a guerra comercial ChinaxEUA, novo presidente do Brasil e embargos internacionais

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O Presente Rural entrevistou especialistas da Safras & Mercado, uma das mais importantes e conceituadas consultorias em agronegócio do Brasil, para saber quais os desafios e oportunidades que a proteína animal brasileira e a produção de grãos devem experimentar em 2019. Tudo sob a perspectiva do novo governo brasileiro, do presidente eleito Jair Bolsonaro, da guerra comercial entre China e Estados Unidos, dos mercados e embargos internacionais e de outros fatores que vão implicar na lucratividade de produtores e da agroindústria.

Com a eleição de Jair Bolsonaro, o principal e imediato impacto ao agronegócio é referente ao câmbio. O dólar, que vinha em queda desde as eleições sob a perspectiva da vitória do direitista, deve se desvalorizar ainda mais nos próximos meses frente ao real, os preços dos grãos podem cair, o que é não é interessante para agricultores, mas bom para a agroindústria e para os produtores de proteína animal.

O consultor Fernando Henrique Lopes lglesias, do Departamento de Produção da Safras & Mercado, fala sobre o setor de carnes. Aproveite para se manter informado. Boa leitura.

OP Rural – Como deve ser a dinâmica de exportações suínas para o próximo ano?

FI – Alguns pontos importantes devem ser considerados. O primeiro é a resolução ou não em relação ao embargo russo à carne suína brasileira. O segundo, a continuidade das compras da China e por último o câmbio.

Historicamente o Brasil exporta carne suína em volume expressivo para um pequeno grupo de países, o que preocupa, uma vez que algum empecilho pode levar a uma queda vertiginosa nos embarques, como pode ser visto ao longo de 2018, com o caso do embargo russo. O impacto do embargo foi profundo, considerando que apenas em 2017, cerca de 40% da carne suína exportada pelo Brasil teve como destino o país europeu. A lacuna deixada não foi suprida mesmo com o avanço significativo dos demais compradores da proteína brasileira.

Caso o embargo russo caia, as exportações tendem a deslanchar, atingindo patamares recordes, o que certamente traria fôlego ao mercado interno. Se o embargo persistir, os números devem ficar um pouco acima de 2018, isso se a China continuar importando volumes expressivos do Brasil.

A China, maior consumidora de carne suína mundial, não é autossuficiente e deverá seguir buscando grandes volumes no mercado global. A tensão comercial entre o país e os Estados Unidos pode favorecer o Brasil, caso o produto brasileiro permaneça competitivo se comparado aos demais concorrentes globais. Neste sentido, entra o câmbio. A paridade entre R$ 3,50/4,00 por US$ 1,00 tende a favorecer as exportações.

O efeito eleitoral trouxe grande volatilidade ao câmbio. Com a definição do presidente o câmbio tende a se estabilizar. O mercado financeiro prefere o candidato Bolsonaro para presidente. Com sua eleição, o dólar tende a se estabilizar em um nível inferior ao registrado hoje (na casa dos R$ 3,70). Contudo, a partir de janeiro, haverá cobrança em relação às reformas do país. Caso elas andem, o mercado deve ficar mais calmo juntamente com o câmbio.

OP Rural – Como a economia tem relação com o consumo interno da carne suína?

FI – Em uma economia cambaleante, onde as famílias encontram-se com seu poder de compra deteriorado, apesar de uma inflação controlada, é natural a busca por uma proteína mais em conta, neste sentido a carne de frango tem a predileção do consumidor final. A demanda tende a avançar de maneira lenta, acompanhando o desempenho da economia. O processo é lento, uma vez que a taxa de desemprego é uma das últimas variáveis a sentir os efeitos do crescimento.

OP Rural – Alguns produtores tiveram prejuízos em 2018 em relação aos custos. O que esperar nos próximos meses?

FI – As margens de lucro devem apresentar ligeira melhora no último bimestre do ano, considerando que há um potencial de alta no período, favorecido pelo repique de consumo típico do período. Os custos estão cedendo neste momento, por conta da queda registrada em insumos utilizados na nutrição animal, como o milho.

Para o próximo ano, os custos tendem a acelerar, considerando que há expectativa de queda significativa na área plantada de milho safra verão, o que pode resultar em uma escalada nos preços do cereal.

OP Rural – Quais são as ameaças para o suíno brasileiro nos próximos meses?

FI – A continuidade do embargo russo, os custos de produção e excedente de oferta. Desde o início de 2018, o governo brasileiro vem negociando e atento aos requisitos pedidos pela Rússia para que os países voltem a negociar, contudo, o entrave segue abalando o mercado brasileiro. Caso o embargo se prolongue por grande período, o mercado brasileiro deve adequar-se a essa realidade, ajustando sua produção, caso contrário o mercado continuará com excedente de oferta e pressão sobre os preços.

OP Rural – Qual a dinâmica dos preços do suíno nos próximos meses?

FI – Tradicionalmente, o último bimestre do ano conta com o ápice do consumo para a carne suína no mercado doméstico e neste ano não deve ser diferente, o que tende a favorecer reajustes para os principais cortes do atacado e do animal vivo. Contudo, vale lembrar que a demanda sente o efeito da crise econômica e a exportação segue fraca sentindo o efeito do embargo russo. Além desses fatores, a produção brasileira está em um patamar elevado, fator que deve atuar como limitador de altas consistentes.

OP Rural – A relação de custos e lucro deve melhor em 2019?

FI – As margens devem seguir apertadas por conta da grande produção brasileira. Ao longo do ano de 2018, os preços estão sofrendo com a alta disponibilidade interna. O ajuste de oferta é fator chave para o equilíbrio dos preços e margens confortáveis.

OP Rural – Desafios sanitários em outros países podem favorecer a cadeia suinícola do Brasil?

FI – Sim. Como exemplo podemos citar os casos de peste suína africana registradas recentemente na China, no Leste da Europa, Ásia e África. Os países que registraram casos da doença enfrentam dificuldade para vender seu produto no mercado global. A Índia por exemplo suspendeu as compras da Bélgica e logo após abriu seu mercado para a carne suína brasileira.

Na China, o governo está fechando o cerco com a intenção de evitar a propagação do vírus, evitando o transporte de suínos das províncias afetadas para as demais regiões do país, o quadro gerou desequilíbrio no mercado chinês, com a oferta escassa no Sul resultando em forte alta sobre dos preços locais. Já nas regiões afetadas, há um excedente de oferta e preços deprimidos. Este quadro deve resultar em maior atuação dos chineses nas compras, o que pode favorecer as exportações brasileiras.

OP Rural – A que o produtor de suínos e a indústria devem se preocupar neste momento?

FI – Ao tamanho da produção principalmente. Chama atenção os números dos abates deste ano, levando em conta a crise prolongada pelo qual o setor enfrenta, fator que resulta em excedente de oferta no mercado doméstico, trazendo desequilíbrio aos preços. Além disso, as exportações não são suficientes para escoar todo este excedente. Uma produção ajustada frente ao potencial de consumo interno é o fator chave para o mercado brasileiro.

OP Rural – Quais as oportunidades do suíno brasileiro nos próximos meses?

FI – O Brasil está trabalhando na busca de novos mercados, o que pode abrir espaço para a ampliação das exportações. Recentemente a Índia abriu seu mercado para a carne suína brasileira. A tensão entre Estados Unidos e China também pode favorecer o mercado brasileiro de carne suína. Além disso, a China deve atuar com maior intensidade nas compras no mercado global, por conta dos recentes casos de peste suína africana registrado no país, fator que resultou em uma distorção no mercado local.

Mais informações você encontra na edição de Nutrição e Saúde Animal de 2018 ou online. (NO “ONLINE” LINKAR COM http://www.flip3d.com.br/web/pub/opresenterural/?numero=163&edicao=4504)

Fonte: Arquivo/OP Rural
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Suínos / Peixes Exemplo

O trabalhador da cidade que se tornou um dos melhores suinocultores do país

Dos seis prêmios concedidos pela cooperativa Castrolanda todos os anos para os melhores da suinocultura, eles simplesmente venceram os seis

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Arquivo/OP Rural

O fim dos anos 80 marcou para sempre a vida do casal Mateus Simão e Vanderli, hoje consagrados um dos melhores e mais eficientes produtores de suínos do país. Ele e ela trabalhavam na cidade de Castro, em uma empresa qualquer, a não ser o fato de o proprietário da época ser um suinocultor. O casal da cidade, até então, não imaginava uma mudança para o sítio, mas os incentivos do patrão inquietavam os jovens paranaenses. Até que, no início dos anos 90, eles decidiram trabalhar com a produção de proteína animal, abandonaram seus empregos na cidade e partiram rumo a caminhos que pouco conheciam, mas tinham gana em explorar.

 O Presente Rural chegou a Castro, na região dos Campos Gerais do Paraná, para conhecer um pouco mais da história do casal da cidade que abandonou tudo para se tornar um dos mais premiados produtores de suínos do Brasil. Dos seis prêmios concedidos pela cooperativa Castrolanda todos os anos para os melhores da suinocultura, eles simplesmente venceram os seis. Na última edição, em novembro de 2018, faturaram quatro das sete categorias. Na premiação da Agriness, que gerencia a produção de mais de um milhão de matrizes, o equivalente a 59% das matrizes brasileiras, já figurou como campeão nacional por cinco vezes entre produtores com até 300 matrizes.

“Eu trabalhava na cidade. Não tinha nada a ver com suinocultura, mas eu era incentivado a cada pouco pelo patrão a entrar na suinocultura. Ele era suinocultor e me falava que era um bom negócio. Até que começamos, em 1991. Primeiro a gente arrendou uma propriedade que tinha granja. Por algum tempo eu ainda mantive meu emprego na cidade e minha esposa andava com os porquinhos de cima pra baixo na fazenda. Era ela que cuidava mais, junto com os funcionários”, recorda Mateus. “Fomos os primeiros a entregar leitões para a Perdigão”, conta. “Depois de um tempo nós compramos a propriedade”, cita.

E o sucesso veio com o tempo e com os números. São, em média, 34 desmamados/fêmea/ano. A propriedade trabalha em ciclo completo, da maternidade, com 240 fêmeas, à terminação, em consonância com a Castrolanda, que recebe de Mateus e Vanderli cerca de 620 animais por mês, com peso de abate de 120 quilos.

Além disso, a propriedade conta com 170 vacas em lactação, com produção média de 4,2 mil litros de leite por dia, e uma área dedicada ao cultivo de grãos e pastagem. Mateus é sucinto ao avaliar a performance de quem um dia era um trabalhador da cidade e se tornou premiado no campo. “É fruto de muito trabalho e dedicação. É mérito de toda a família, é conquista de todos”. Ele inclui os filhos Matheus Filho e Marcello, este que deve assumir as atividades quando (e se um dia) o pai se aposentar.

Mão de obra

Para quem convive mais de 15 anos juntos, é quase uma família. Em 2001, Mateus e a esposa ganharam a companhia de um casal de funcionários que trabalha com eles até hoje. Ele julga a mão de obra primordial para que a Granja Vó Ita tenha alcançado esse sucesso. “Temos um casal que está há 17 anos trabalhando conosco. Os dois cuidam da gestação e da maternidade. “Manter bons funcionários é o apoio essencial para ter uma boa produtividade. O apoio deles é muito importante. A baixa rotatividade é decisiva”, argumenta o produtor dos Campos Gerais. Além do casal, outros dois funcionários cuidam da suinocultura; um na creche e outro na engorda. “O segredo é a dedicação, assistência técnica, mas, principalmente, as pessoas têm que gostar do que fazem”, orienta o produtor.

Ele explica que manter-se entre os maiores produtores do país requer dedicação diária. “Estar entre os melhores é difícil. Mas permanecer entre os melhores é ainda mais. Por isso, precisamos sempre ter uma equipe motivada, por que quem dá continuidade ao trabalho são as pessoas”, argumenta Mateus Simão.

O trabalho, no entanto, não dispensa uma boa genética e uma nutrição eficiente, lembra o produtor do Paraná. “Ter uma boa nutrição e uma boa linhagem de animais é fundamental”, aponta.

Desafios na granja

Mesmo figurando entre os mais eficientes produtores do Brasil há vários anos, Mateus e a esposa têm desafios que precisam ser enfrentados nos próximos meses. O principal deles, julga o produtor rural, é a biossegurança. A área para a suinocultura tem estruturas antigas, foi sendo ampliada e ficou com uma configuração difícil de ser isolada. Mas, segundo Simão, é um investimento que não tem como não ser feito. A biosseguridade, em sua opinião, é a grande provocação para 2019.

“A área da suinocultura tem um formato difícil para cercar, mas estamos estudando todas as possibilidades. Cercar toda a suinocultura é um investimento que tenho que fazer em 2019. Arcos de desinfecção também devem ser instalados nos próximos meses, frisa o produtor rural.

Para Matheus, o segundo obstáculo a ser transposto (e não duvide disso) é o custo de produção, que, em sua avaliação, vai determinar cada vez mais o sucesso na suinocultura. “Nosso segundo desafio é baixar os custos de produção. Esse vai ser o xis da questão quando estamos falando em sucesso na nossa atividade”, assegura.

2019 melhor

O produtor destaca que 2018 foi um ano difícil para a suinocultura, “com queda nas exportações por conta dos embargos da Rússia e China”. “O ano de 2018 foi difícil, com a ração muito cara. O mercado spot praticou preços muito baixos, houve muita oferta de produto, tivemos queda nas exportações e queda no consumo interno. Ficamos no vermelho praticamente o ano todo, mas no fim do ano melhorou”, cita.

Para 2019, prevê melhoras nos custos de produção, nos preços e nas vendas internas e nos embarques. Ele acredita que o novo governo vai trabalhar para que se chegue a esse cenário. “Estou apostando na economia brasileira. Os nomes da equipe que compõe o governo foram bem aceitos. Só pelo fato de termos uma equipe técnica (no primeiro escalão do presidente Jair Bolsonaro) já é uma mudança positiva”, lembra.

“O Brasil está mais acreditado lá fora. Isso atrai mais investimentos e facilita na hora de ampliar as exportações. Acredito que teremos um 2019 de mais exportações e mais consumo interno de carne suína”, destaca Simão. “Vai ser um ano para recuperarmos as perdas que acumulamos em 2018”, presume o produtor que um dia foi incentivado a ser suinocultor e decidiu que, se fosse para ser, teria que estar entre os melhores.

Outras informações você encontra na edição do Anuário do Agronegócio Paranaense de 2018.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes Perspectiva

Exportação e custo menor da carne suína podem garantir ano mais positivo

Depois de atravessar um 2018 desafiador, o setor suinícola está mais otimista, à espera de uma recuperação em 2019

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Arquivo/OP Rural

Depois de atravessar um 2018 desafiador, o setor suinícola está mais otimista, à espera de uma recuperação em 2019. A perspectiva positiva está pautada, segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, nos possíveis incrementos das exportações da carne suína (principalmente a países asiáticos) e redução dos custos de produção (especialmente devido ao aumento na produção nacional de grãos).

No caso das exportações nacionais de carne suína, dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que podem crescer cerca de 7% em 2019. O Departamento estima aumento na demanda da China pela proteína suína, tendo em vista a redução do rebanho daquele país devido à disseminação da Peste Suína Africana. Vale lembrar que, em 2018 (até novembro), a China foi destino de 25% da carne suína brasileira exportada, com o volume total superando em quase 3 vezes o do ano anterior. Para 2019, o USDA estima que as importações chinesas aumentem 7%; Cingapura e Hong Kong devem registrar crescimentos de 3% nas compras internacionais da proteína.

Em relação à Rússia, mesmo com o recente retorno das compras no Brasil, as exportações ao país euroasiático não devem deslanchar em 2019. Isso porque a Rússia investiu na produção de suínos e deve reduzir o volume importado. Vale lembrar que, até 2017, a Rússia era o principal destino da carne suína brasileira e, em 2018, manteve embargo em praticamente todo o ano.

Quanto aos custos de produção, a oferta de milho e de farelo de soja – principais componentes da ração animal – deve ser mais elevada neste ano, o que pode impedir, ou ao menos limitar, fortes altas nos preços desses insumos. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgados em dezembro, a safra 2018/19 de milho deve aumentar 12,8% frente à anterior. No caso do farelo de soja, o incremento previsto na produção doméstica é de 4,09%.

A produção brasileira, por sua vez, deve aumentar 3% em 2019, segundo previsões do USDA, elevando o excedente doméstico de carne. Apesar disso, o esperado aumento das exportações e o possível incremento da demanda doméstica pela proteína tendem a equilibrar a oferta interna do produto.

Neste caso, o consumo interno de proteínas pode se aquecer, impulsionado pela esperada retomada da economia, que tende a elevar o poder de compra do brasileiro. Projeções do Banco Central indicam crescimento de 2,5% no PIB em 2019 e estabilidade no índice oficial de inflação (IPCA), que deve ficar em 4%.

Fonte: Cepea
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Suínos / Peixes Marketing

Campanha da Carne Suína alcança mais de 15 milhões de impressões nas mídias impressas e digitais

É sem dúvida um movimento inédito e de força expressiva na educação do consumidor brasileiro

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Silvio Ávila/ Mapa

Desde 2013, a Semana Nacional da Carne Suína (SNCS) atua com uma estratégia sólida, bem definida e com um único objetivo: mostrar ao consumidor brasileiro todas as vantagens da proteína. Neste ano, o trabalho estratégico da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), do Sistema Sebrae e das redes de varejo participantes refletiu em números: mais de 15 milhões de impressões nas redes sociais somados a 1,5 milhão de consumidores impactados com informações sobre a campanha.

Nas primeiras edições, a iniciativa começou tomando conta das lojas, dos caixas de atendimento, dos balcões dos açougues e nas prateleiras, nas embalagens das carnes. Mas em pouco tempo, os espaços físicos das lojas já não eram o suficiente. Hoje, a Semana Nacional da Carne Suína está nas redes sociais, nos jornais, nas TVs, nos pontos de ônibus e nos produtos que os consumidores levam para casa.

Em sua sexta edição, a SNCS soma às 624 lojas das sete bandeiras participantes, campanhas de marketing nas redes sociais e nos outros meios de comunicação. É sem dúvida um movimento inédito e de força expressiva na educação do consumidor brasileiro.

Em trabalho desenvolvido com o suporte do pacote de comunicação oferecido pela ABCS, as bandeiras Extra e Pão de Açúcar, Hortifruti-Natural da Terra, Lopes Supermercados, Oba Hortifruti e St. Marche, cada uma a sua maneira, investiram em estratégias criativas e inovadoras para levar a carne suína cada vez mais longe. Foram materiais impressos, campanhas online e off-line e inúmeras outras ações desenvolvidas pelas redes. O conteúdo de redes sociais divulgado pelas redes foi também compartilhado nos perfis do Mais Carne Suína no Instagram e Facebook para apresentar ao consumidor as diferentes vertentes da SNCS.

O professor do UniCEUB e especialista em marketing digital, Roberto Lemos, explica que investir na comunicação via redes sociais, hoje, é expandir o alcance da informação e levar cada vez mais longe o conhecimento que se quer compartilhar. “Mais de 50% da população brasileira acessando internet, majoritariamente as classes de consumidores, A B e C, com um percentual altíssimo de engajamento nas redes sociais. O Brasil é segundo país no ranking de uso das redes sociais, por tempo de uso, no mundo. O consumidor tem acesso à internet e às redes sociais, e mais ainda, hoje esse consumidor é mobile. Ele está usando as redes sociais enquanto está em processo de compra. O consumidor de hoje vai ao supermercado enquanto está usando o celular”, destaca.

A ABCS também acredita que a comunicação estratégica e integrada é essencial para disseminar a campanha para os mais diversos públicos, em diferentes canais com o objetivo de levar ao consumidor todas as informações sobre a proteína mais consumida no mundo. “O que vimos nessas duas últimas semanas foi algo inédito para a cadeia da suinocultura brasileira. O resultado do pacote de comunicação repleto de materiais elaborados pela ABCS, com apoio do Sistema Sebrae, e entregue às redes de varejo para a promoção da carne suína foi além do esperado. As estratégias de comunicação tanto na rede quanto no papel projetaram para um público recorde toda a saudabilidade, sabor e custo benefício da proteína. Além disso, cada rede conseguir imprimir na SNCS sua própria identidade, tornando a campanha ainda mais eficiente. O resultado de tudo isso é a geração de credibilidade entre os milhões de consumidores. Nunca estivemos em tantos canais digitais ao mesmo tempo no Brasil. Isso é maravilhoso”, celebra a diretora de projetos e marketing da ABCS, Lívia Machado.

Gustavo Melo, da Unidade de Competitividade do Sebrae afirma que a estratégia comunicativa da ação é importante porque conversa diretamente com o consumidor final, o ator principal dessa cadeia. “Uma vez sensibilizado o consumidor, esse movimento gera valor para a cadeia produtiva como um todo, pois ele começa a exigir do elo do varejo, que por sua vez, impacta os elos de processamento na questão preparação e exposição dos cortes especiais, impactando, por fim, o elo da produção no que diz respeito a qualidade do animal nas granjas, ou seja, esse tipo de ação tem um impacto na cadeia”, sustenta.

Supermercados e mídia

O GPA, por exemplo, investiu em um enxoval impresso e digital para impulsionar a carne suína nas mídias. A bandeira apostou em comunicação no aplicativo do Grupo, nas redes sociais, com stories, alcançando mais de 10 milhões de impressões. Sem contar, ainda, a campanha para TV Minuto, que transmite conteúdo para o metrô de São Paulo, o mais movimentado do país. Já os aplicativos alcançam mais 8 milhões de clientes ativos.

A carne suína também ganhou destaque no canal do YouTube Churrasqueadas, além de posts no blog acessado por mais de 100 mil pessoas, investindo na interatividade com o cliente. Outro destaque da campanha são as revistas das bandeiras Extra e Pão de Açúcar, sendo a última distribuída nos principais jornais dos 13 estados. Foram mais de 248 mil revistas impressas.

A rede Hortifruti – Natural da Terra, por sua vez, surpreendeu os clientes das lojas ao sugerir uma série de combinações entre a carne suína e outros produtos como temperos, vinhos, verduras e processados que dão o match perfeito. Essa pegada permeou toda a campanha feita pela rede nas mídias sociais como Facebook e Instagram, alcançando aproximadamente 130 mil visualizações. Além posts informativos, com receitas e dicas nutricionais em webmail para os clientes. Sem contar o folder de receitas com dicas gastronômicas que destacam todo o sabor e a versatilidade da carne suína.

Já o Lopes Supermercados apostou na comunicação direta com os seus clientes. A rede usou o WhatsApp, que já funcionava na rede para comunicar promoções, para enviar posts informativos sobre a carne suína a mais de 9 mil cadastrados: desde promoções até dicas nutricionais. O Lopes também trabalhou com as suas redes sociais, que juntas, impactam mais de dois milhões de clientes com uma campanha diversificada e dinâmica.

O Oba Hortifruti construiu toda uma campanha baseada no slogan “Carne suína sim”. Os clientes receberam uma série de materiais impressos nas lojas com ofertas e receitas que totalizaram 819 mil exemplares. Nas redes sociais, a rede investiu no conteúdo informativo sobre procedência e motivos para consumir a carne suína, além de uma página exclusiva no blog que alcançou 344.264 consumidores.

A rede St. Marche promoveu uma campanha direta com seus clientes ao estampar a carne suína em todas as suas unidades. O tabloide de ofertas semanal, com mais de 20 mil impressões, recheado com ofertas e novas opções de cortes escolhidos por curadoria pela rede. O St. Marche deu ênfase também aos materiais que os clientes levam para casa: todas as embalagens foram redesenhadas para melhorar a apresentação do produto na hora da venda.

SNCS

A Semana Nacional da Carne Suína, que encerrou em 27 de outubro, reflete o trabalho da ABCS, em parceria com o Sebrae, juntamente com as redes de varejo que abraçaram a causa e investiram na missão de levar mais carne suína para os brasileiros. A campanha também conta com o apoio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Mesmo antes de chegar ao consumidor, a SNCS já estava ativa no varejo com a capacitação dos colaboradores das redes. Foram 24 dias, em agosto, de intenso treinamento, com mais de 900 colaboradores treinados com o objetivo de prepara-los para apresentar o produto para o cliente, com informações e respostas embasadas para as possíveis dúvidas em relação ao consumo de carne suína.

Outras notícias você encontra na edição de Nutrição e Saúde Animal de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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