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O que entra junto com os caminhões na granja?

Um olhar sobre higiene de veículos

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Foto: Divulgação

Imagine um caminhão entrando na sua granja. Agora tente visualizar os pneus desse caminhão, as estradas por onde ele rodou antes de chegar ali, e a sujeira acumulada em cada fresta. Quantos tipos de micro-organismos existem ali? Quantas outras granjas de suínos e aves esse caminhão visitou antes de entrar na sua? É difícil responder essas perguntas com precisão, por isso a higiene preventiva dos veículos que entram numa propriedade é crucial para a biosseguridade externa.

A limpeza de caminhões, tratores e veículos que circulam dentro e fora das propriedades deve ser feita de forma consistente para evitar a entrada de novos patógenos e a contaminação cruzada entre setores e galpões diferentes. Imagine que toda doença “nova” que surja na granja, naturalmente representará um aumento nos custos produtivos e um desafio para manter os resultados zootécnicos. É possível minimizar esse risco e evitar que novos patógenos acabem entrando na granja “sobre rodas”, padronizando alguns processos como:

 

1) A limpeza de veículos com detergente
A limpeza correta de caminhões e tratores deve ser capaz de remover os resíduos de matéria orgânica, terra, areia, e sujidades que ficam impregnadas. Isso permite não só reduzir o risco sanitário, mas também tornar visível alguma necessidade de reparo ou manutenção do veículo. A limpeza de veículos externos à granja, ou seja, de visitantes e fornecedores, deve ser realizada sempre que os mesmos adentrarem a propriedade, de preferência antes da sua passagem pelo rodolúvio ou arco de desinfecção. A limpeza de tratores ou veículos de circulação interna deve ser feita no mínimo uma vez por semana, ou ainda com mais frequência dependendo da necessidade.

O uso de detergentes próprios para a lavação de veículos preserva a pintura e garante uma remoção mais fácil da sujeira, sem a necessidade de se esfregar com esponjas. Isso reduz o esforço e o tempo necessário para o trabalho, permitindo que o processo seja implementado como prática padrão, e feito de forma consistente. O uso de pistolas geradoras de espuma favorece a execução desse trabalho, o qual deve sempre ser realizado à sombra (a luz solar prejudica a limpeza e pode ressecar a espuma antes do tempo).

 

2) O uso de rodolúvios e portões de desinfecção
A construção de um rodolúvio na entrada da granja é relativamente simples de se fazer, basta criar uma depressão de solo onde se possa adicionar uma solução desinfetante com profundidade suficiente para cobrir os pneus por uma volta completa durante a sua passagem. Para isso, deve-se utilizar um desinfetante de amplo espectro e rápido tempo de ação, pois o tempo de contato dos pneus com a solução é muito curto. Também é indicado instruir o motorista do caminhão ou trator sobre a velocidade ideal de passagem sobre o pedilúvio, otimizando a sua eficácia como barreira inicial.

Uma alternativa mais completa é o uso de arcos ou “portões” de desinfecção. Esses arcos pulverizam a solução desinfetante em todas as direções durante a passagem do veículo, atingindo o capô, janelas, pneus, rodas e chassi. É preciso atentar-se para o tipo de desinfetante utilizado nesses casos para preservar a pintura dos veículos, mas a implantação em si desse tipo de arco é razoavelmente fácil, podendo ser encomendado de empresas especializadas (como a própria Schippers), ou mesmo montado com materiais mais simples pela equipe de funcionários da granja.

Avalie a higiene dos veículos que adentram a sua propriedade e invista na biosseguridade externa como forma de proteger os resultados, evitar custos, e garantir uma melhor saúde do plantel e dos colaboradores. Fale com a nossa equipe para analisar como você pode melhorar as práticas de biosseguridade da sua granja. Trabalhar com higiene é a melhor forma de trazer mais resultados e lucros.

Fonte: Assessoria
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Cobb-Vantress defende revisão nutricional para acompanhar melhoramento genético

O médico veterinário e especialista Mundial em Nutrição da Cobb-Vantress, Vitor Hugo Brandalize, fala da importância de uma revisão na formulação das dietas para acompanhar o potencial genético das aves, com características para melhor ganho de peso diário, conversão alimentar e rendimento de carcaça, entre outros indicadores

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Vitor Hugo Brandalize / Divulgação

A nutrição das aves sempre despontou entre os desafios mais importantes da cadeia produtiva em função do impacto que tem nos custos de produção, chegando até cerca de 80%. O atual cenário de preços muito elevados dos grãos, principais insumos, combinado com os avanços do melhoramento genético tem levado as principais empresas avícolas a rever estratégias nutricionais, explicou o médico veterinário e especialista Mundial em Nutrição da Cobb-Vantress, Vitor Hugo Brandalize, durante sua apresentação no XV Simpósio Goiano de Avicultura.

De acordo com ele, o melhoramento genético evoluiu rapidamente na direção de melhores resultados em indicadores como ganho de peso diário, conversão alimentar, rendimento de carcaça e empenamento precoce, entre outros benefícios. Este quadro exige das empresas atenção às formulações das dietas para acompanhar estes avanços e extrair o máximo do potencial genético do plantel. “É uma revisão necessária, como em relação aos níveis de aminoácidos, cálcio e fósforo, por exemplo. Outro ponto a ser avaliado é para uma redução da energia metabolizável, que indiretamente reduz o custo da ração”, salientou.

Brandalize ressalta ainda a importância de avaliar a alta inclusão de produtos de origem animal e o nível de potássio da dieta. “Tenho observado menor mortalidade em aves cujas dietas incluem produtos de origem vegetal na comparação com aquelas aves que consomem nutrição com alta inclusão de produtos de origem animal. São questões já estudadas, mas que devemos investigar para acompanhar as necessidades desta nova ave que está no mercado”.

Fonte: Assessoria
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Agroceres PIC inaugura nova Unidade de Disseminação de Genes no Paraná

Em operação, a nova UDG terá capacidade para alojar 800 reprodutores e potencial para processar 1,2 milhão de doses de sêmen por ano.

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Fotos: Sandro Mesquista e Selmar Marquesin/OP Rural 

Esta sexta-feira (1º) marca o início de um novo ciclo na história da empresa de genética Agroceres PIC, que nesta manhã inaugurou uma nova Unidade de Disseminação de Genes (UDG), na cidade de Paranavaí, na região Noroeste do Paraná. Através deste empreendimento e de mais duas novas UDGs, que serão implantadas no Centro-Oeste e outra na região Sul, a companhia projeta em até três anos fornecer sêmen para mais de 70% de seus clientes.

Diretor superintendente da Agroceres PIC, Alexandre Furtado da Rosa: “Esse novo ciclo de investimentos nos permitirá aumentar a eficiência da disseminação de genes superiores e acelerar o progresso genético nas unidades de produção comercial”

Durante o ato solene de inauguração da UDG, o diretor superintendente da Agroceres PIC, Alexandre Furtado da Rosa, destacou o crescimento do mercado suinícola no Estado paranaense, a importância do setor para a economia nacional e os novos rumos que a empresa busca através da expansão de seu negócio de genética líquida no país “Esse novo ciclo de investimentos nos permitirá aumentar a eficiência da disseminação de genes superiores e acelerar o progresso genético nas unidades de produção comercial, agregando valor e competitividade ao negócio de nossos clientes”, enalteceu.

O moderno Centro Tecnológico de Excelência Com a UDG Paranavaí em operação, a produção total da Agroceres PIC salta para 4,5 milhões de doses inseminantes por ano.

A nova unidade vai atender a demanda da rede de multiplicadores de material genético Agroceres PIC, de parceiros Multiplicadores de Rebanho Fechado (MRF) e clientes instalados nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

As primeiras doses de genética líquida da nova unidade paranaense devem chegar ao mercado em setembro.

A equipe do Jornal O Presente Rural está fazendo a cobertura jornalística da inauguração da nova UDG, a reportagem completa você confere na próxima edição de Suínos e Peixes e também nas nossas plataformas digitais.

Fonte: O Presente Rural
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Francisco Dolejal é o novo Gerente de Vendas Sênior da NOVUS para o estado do Paraná

Anúncio reforça o compromisso da companhia por um atendimento estratégico e afinado às particularidades dos seus clientes paranaenses

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Francisco Dolejal / Divilgação

A NOVUS apresentou mais um profissional estratégico visando estreitar ainda mais sua proximidade com os produtores de proteína animal de todo estado às especialidades exclusivas contidas no seu portfólio, programas e conhecimento técnico global que fazem da multinacional referência no mercado de nutrição animal.

Graduado em Zootecnia em 2009 pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste, Campus Marechal Cândido Rondon/PR), Francisco Dolejal agora responde por todo o atendimento técnico-comercial do Estado.

Há 12 anos no mercado, o profissional construiu toda sua rede de relacionamento na região de suma importância para as operações da NOVUS. “Paraná é uma referência multiproteína, um grande polo agroindustrial dentro do nosso segmento e em constante evolução. Portanto, atento a todos estes movimentos deste estado referência produtiva, anunciamos mais este reforço ao time. Gente certa no lugar certo”, inicia o Gerente Sênior Regional de Negócios da NOVUS, Alessandro Lima.

“Estou feliz e motivado com esta nova casa. Logo nos meus primeiros dias de integração me surpreendi com a organização, conhecimento técnico, equipe altamente qualificada, soluções e programas diferenciados. Um mundo de oportunidades para uma série de desafios produtivos que quero, apoiado a toda essa minha bagagem, contribuir ainda mais para o desenvolvimento dos nossos clientes e prospectar novos negócios”, insere o Gerente de Vendas Sênior para o Paraná, Francisco Dolejal.

O profissional, que também possui especialização em Nutrição pelo Instituto Rehagro (Belo Horizonte/MG), “agregará muito ao nosso time”, inclui Alessandro em menção a importância do estado do Paraná que em 2021 produziu 6,213 milhões de toneladas entre carne bovina, suína e frango, além de ser protagonista nacional no setor avícola, segundo colocado no ranking de produção suinícola, ovos e leite de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, Brasília/DF).

Fonte: Assessoria
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