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O que é preciso para ganhar mais na venda do boi gordo?

Médico veterinário dá dicas sobre o que o pecuarista pode fazer para obter melhores resultados e um preço melhor no momento de vender o animal

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Arquivo/OP Rural

Ser e fazer o diferente é essencial para o pecuarista que deseja ganhar dinheiro com a atividade. Fazer o mesmo de sempre já não é mais o suficiente para aqueles que realmente desejam lucrar com a pecuária de corte. É preciso que o pecuarista se destaque terminando um animal mais cedo, oferecendo um melhor marmoreio da carne e mesmo investindo mais na gestão da própria propriedade, por exemplo, para lucrar mais no final.

 Segundo o médico veterinário e nutricionista animal da Quimtia Brasil, Stephen Janzen, como qualquer outro mercado, no do boi gordo o pecuarista precisa estar atento às estratégias. “Uma delas, e a mais conhecida, é o produtor vender o boi na entressafra, quando há a menor oferta de boi e a arroba tem um preço melhor para o pecuarista. A forma dele lucrar mais é ficar atento e vender a maior quantidade possível de animais nesta época, conseguindo terminar esse boi no peso ideal na época da entressafra, que geralmente varia entre os meses julho e novembro, que é o período em que há menor oferta de pastagem no país”, comenta.

Janzen explica que na entressafra é quase certo que o pecuarista terá um preço melhor para o boi gordo. Além disso, o pecuarista precisa estar atento para quem ele irá vender. “Se o pecuarista quer ter um animal diferenciado ele precisa procurar um mercado para vender este animal. Se não, ele vai estar na vala comum de simplesmente receber o preço da arroba do mercado do momento. O correto é o pecuarista buscar esse mercado diferenciado, um frigorífico que tenha um nicho de mercado, com uma raça de animal determinada, que tem um melhor acabamento de gordura, um maior marmoreio da carne. Assim, o frigorífico vai pagar mais para o pecuarista que entregar este tipo de animal”, afirma.

O nutricionista revela que entender o mercado para qual está produzindo é imprescindível, pois somente dessa forma é possível realizar as mudanças necessárias durante a produção, o que impacta fortemente no produto final. Essas alterações podem ser tanto no manejo, quanto na genética e/ou alimentação do boi, tudo depende do que é exigido pelo frigorífico e pelo seu mercado consumidor. “Alguns preferem determinada raça, associada a idade do animal ou outra característica específica, afinal, é o frigorífico que realizará a venda de cortes e carcaças para os mais diferentes mercados”, comenta.

O especialista ainda complementa que este diferencial é que vai garantir que o pecuarista receba um adicional em cima da arroba do boi daquele dia. “Por isso é tão importante ele buscar aprimorar seu manejo e lançar mão de genéticas apropriadas para sua região e seu cliente, para que ele consiga entregar um animal de melhor qualidade, mais novo e com melhor acabamento de gordura e maior marmoreio”, esclarece.

Janzen explica ainda que o mercado que o pecuarista vai atender é o frigorífico para quem vende? “Se vai ser para o mercado interno ou de exportação. Por isso ele precisa ver junto ao frigorífico que ele entrega os animais quais as necessidades/exigências de carcaça que esse local precisa. Por isso é que é interessante que ele procure por frigoríficos que busquem por esses diferenciais na carne, para que ele consiga um preço melhor no animal que está vendendo”, afirma.

Conheça seu terreno

Conhecer bem o terreno em que o pecuarista está criando o boi faz toda a diferença. O especialista esclarece que o clima predominante na área em que o campo está localizado deve ser uma das principais preocupações na escolha das raças que serão criadas, pois algumas se adaptam mais com o calor intenso do que outras, por exemplo. Além disso, a disponibilidade de pastagem, a capacidade de lotação de piquetes e o sistema de manejo da propriedade também devem ser levados em conta.

“O pecuarista precisa, em primeiro lugar, conhecer muito bem o próprio terreno. Ele precisa saber as limitações da propriedade, de mão de obra, da terra, se haverá pastagem o suficiente para oferecer aos animais, os índices pluviométricos, enfim, ter todos estes dados bem planilhados para que ele consiga enxergar a partir destes números o que a propriedade dele consegue entregar”, informa Janzen. Assim, explica, o produtor consegue ter uma melhor ideia de, por exemplo, qual a genética melhor se adaptará a localidade, quando ele terá maior disponibilidade de pastagem, qual época de maior índice pluviométrico para ele ter um maior número de animais no pasto, quando ele precisa confinar estes animais, quanto precisará de estoque de alimentos, etc.

O nutricionista comenta que algo que acontece muito é justamente o produtor não ter conhecimento destas informações e, assim, não saber o real potencial que ele tem em mãos. “Sem as informações nas mãos o produtor perde capacidade de gerar de renda na área que ele tem”, comenta. Segundo ele, é de grande importância que o pecuarista tenha estas informações para ele conhecer a propriedade e saber todo o proveito que pode ser tirado a partir disto. “Dessa forma ele também não é pego desprevenido com falta de pasto, por exemplo, ou possuindo animais prontos diferenciados para abate e não tendo um frigorífico que vá lhe bonificar por isso. São todos pontos importantes que devem ser observados”, reitera.

Nutrição é essencial

A alimentação do boi também é um ponto fundamental na qualidade final da carne, por isso é preciso dispor de um nutricionista animal para avaliar quais nutrientes devem ser inseridos em cada fase do desenvolvimento do gado. De acordo com Janzen, o boi deve ser alimentado com ração primorosa e ter pastagem de qualidade sempre disponível e em grande quantidade, esse é o ideal, só assim a engorda será mais rápida e com excelência.

“A nutrição é um dos pilares para entregar um animal no peso ideal e no tempo certo. Não adianta ter uma boa genética se ele não tem uma nutrição adequada, sejam animais em pastejo ou confinados”, afirma o profissional. Ele diz que se for a pasto, é preciso que seja em quantidade e de boa qualidade, e se for um animal confinado, ele precisa ter oferta de um volumoso e ração de qualidade. “O melhor é que haja o assessoramento de um responsável técnico, médico veterinário ou zootecnista para fazer uma dieta correta para os animais de acordo com a fase de crescimento em que estão. Cada fase tem a sua necessidade nutricional estabelecida”, esclarece.

De olho no gerenciamento

O nutricionista alerta que mesmo seguindo todas as orientações anteriores não é possível alavancar com as vendas sem um bom gerenciamento. Isto é, o produtor deve ter a certeza da excelente capacitação de seus colaboradores e dispor sempre em mãos e fazer bom uso das informações de sua propriedade, de seus animais e dos produtos que utilizou na criação do gado, para que não tome decisões sem estudos prévios.

“O gerenciamento é o ponta pé inicial para uma boa lucratividade da atividade. Não adianta você ter um frigorífico que oferece um melhor preço ou bonificação extra no preço base da arroba se o pecuarista não conhece a propriedade dele, não tem os gastos planilhados, não sabe quanto gasta em mão de obra etc.”, diz.

Janzen reitera que é essencial este bom planejamento para obter melhores resultados. “Outro ponto importante é o planejamento e programação de abate com o frigorífico”, conclui.

Outras notícias você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de agosto/setembro de 2020 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Países árabes ampliam compras e impulsionam exportações brasileiras de carne bovina

Argélia, Egito e Emirados Árabes Unidos registraram fortes altas nas importações em 2025, em um ano recorde para o Brasil, que embarcou 3,5 milhões de toneladas e alcançou receita de US$ 18,03 bilhões.

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Fotos: Shutterstock

Pelo menos três países árabes, a Argélia, o Egito e os Emirados Árabes Unidos, registraram aumentos expressivos nas importações de carne bovina do Brasil no ano passado em relação aos volumes de 2024, segundo informações da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Abiec informou que a Argélia importou um volume 292,6% maior, enquanto as compras do Egito subiram 222,5% e as dos Emirados Árabes Unidos avançaram 176,1%.

O Brasil conseguiu no ano passado o seu maior volume de exportação de carne bovina, embarcando 3,50 milhões de toneladas, que significaram alta de 20,9% em relação a 2024. A receita gerada foi de US$ 18,03 bilhões, cerca de 40,1% a mais.  Os dados incluem carne in natura, industrializadas, miúdos e outros.

No total a carne bovina brasileira foi fornecida a mais de 170 países em 2025. A China foi o principal destino, respondendo por 48% do volume total exportado pelo Brasil, com 1,68 milhão de toneladas, que geraram US$ 8,90 bilhões. Em seguida, os outros maiores mercados, por ordem decrescente, foram Estados Unidos, Chile, União Europeia, Rússia e México.

Fonte: ANBA
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Bovinos / Grãos / Máquinas No Oeste do Paraná

Pecuária do Show Rural amplia genética e aposta em inovação para elevar produtividade

Coopavel leva novas raças, expositores inéditos e soluções tecnológicas em nutrição animal ao 38º Show Rural, em Cascavel (PR).

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Foto: Coopavel

A área de Pecuária da Coopavel prepara uma programação especial e repleta de novidades para o 38º Show Rural, que será desenvolvido de 09 a 13 de fevereiro, em Cascavel, no Oeste do Paraná. Reconhecido como um dos maiores eventos técnicos do agronegócio mundial, o Show Rural é uma vitrine para inovação, tecnologia e aprimoramento contínuo de setores estratégicos da cadeia produtiva da agropecuária.

Entre os destaques da área pecuária deste ano estarão a ampliação e a diversificação dos animais de exposição, com a inclusão de novas raças, reforçando o foco no melhoramento genético. Uma das novidades será a apresentação da raça Braford, além da participação inédita da Fazenda Basso Pancotte, de Soledade, interior do Rio Grande do Sul, que trará ao evento três raças de alto padrão genético – Braford, Angus e Brangus. A propriedade é reconhecida nacionalmente por premiações em eventos como a Expointer, o que agrega ainda mais qualidade técnica à exposição durante o Show Rural.

Segundo a coordenadora de Pecuária da Coopavel, a zootecnista Josiane Mangoni, a finalidade é oferecer ao produtor rural acesso direto às mais recentes evoluções do setor. “O Show Rural é uma grande oportunidade de mostrar a capacidade genética, os avanços em melhoramento e tudo o que há de mais atual para o desenvolvimento da pecuária. Teremos novos expositores e raças, ampliando o conhecimento e as possibilidades para quem atua na atividade”.

Mais produtividade

Outro ponto de grande relevância será o Pavilhão Tecnológico da Pecuária, que trará uma série de inovações voltadas à nutrição animal, com destaque para novas rações Coopavel, fórmulas e produtos de alta tecnologia. As soluções apresentadas vão ter como foco o aumento da produtividade, especialmente em propriedades leiteiras, além da melhoria do manejo e da eficiência no dia a dia das fazendas. “Vamos apresentar produtos que chegam para facilitar a vida do pecuarista, melhorar o manejo, otimizar resultados e acompanhar a evolução da pecuária moderna. São soluções pensadas para tornar a atividade mais eficiente, sustentável e rentável”, ressalta Josiane Mangoni.

Com o tema A força que vem de dentro, o 38º Show Rural Coopavel espera receber, em cinco dias de visitação, entre 360 mil e 400 mil pessoas do Brasil e exterior. São produtores rurais, pecuaristas, filhos e mulheres de produtores, técnicos, acadêmicos, diretores e equipes das maiores empresas nacionais e internacionais do agro. O acesso ao parque é gratuito, bem como a utilização de qualquer das 22 mil vagas do estacionamento.

Fonte: Assessoria Coopavel
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Reforço no combate à brucelose e tuberculose bovina reduz focos no Paraná em 2025

Ações de vigilância, diagnóstico, vacinação e educação sanitária resultaram em redução de 20% nos casos de brucelose e consolidam a estratégia do Paraná para proteger a pecuária, a saúde pública e a competitividade do setor agropecuário.

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Foto: Divulgação/Adapar

O Governo do Estado, por meio da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), manteve em 2025 uma atuação contínua e estratégica no campo da sanidade e qualidade das práticas agropecuárias no Estado. Entre as diversas ações realizadas, como orientações diretas ao setor produtivo animal e vegetal, fiscalização do transporte de cargas vivas, produtos, subprodutos, insumos, controle de defensivos agrícolas, investigação e controle de zoonoses, entre outras, destacou-se o trabalho de prevenção, controle e combate à brucelose e à tuberculose bovina.

Essas doenças têm grande relevância para as cadeias produtivas do Estado, especialmente para a pecuária leiteira, a segunda maior do país. A Adapar atuou de forma prioritária em relação a elas, reforçando o compromisso do Paraná com a segurança sanitária, a sustentabilidade e a competitividade do setor agropecuário.

As ações de prevenção e controle das enfermidades são conduzidas pela Divisão de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose Bovina (DIBT), vinculada ao Departamento de Saúde Animal (Desa).

Foto: Gisele Rosso

O Diretor de Defesa Agropecuária da Adapar, Renato Rezende Young Blood, destaca a importância dessas iniciativas para evitar problemas sanitários e garantir a saúde dos rebanhos no Estado. “A Adapar vem fazendo um excelente trabalho focado em ações preventivas e de educação sanitária, em áreas prioritárias com maior risco ou maior incidência das doenças, conseguindo assim melhores resultados, trazendo segurança para o consumo dos alimentos e para a saúde da população”, pondera o gestor.

Segundo dados da DIBT, os números parciais da ocorrência de focos das doenças no Paraná até novembro do ano passado são positivos. Houve uma queda relevante de 20% do número de focos de brucelose, considerando o mesmo período de 2024. Mesmo com menor expressão, o número de focos de tuberculose bovina caiu em 0,5% se comparados com novembro de 2024.

O chefe do Desa, Rafael Gonçalves Dias, explica que a redução no número de focos representa um avanço importante para erradicar as doenças, mas as ações devem ser contínuas. “Durante o ano de 2024 foi registrado um alto volume de focos, e, embora em 2025 as ações de vigilância, novas ferramentas para o diagnóstico, educação sanitária e fiscalização tenham contribuído para a diminuição dos casos, a brucelose e a tuberculose continuam ocorrendo em diversas regiões do Estado, o que exige atenção e trabalho contínuo em relação ao controle das duas doenças,” afirma.

Antropozoonoses

Ambas as doenças são de origem bacteriana e podem ser transmitidas aos seres humanos, o que as classifica como antropozoonoses. A

Foto: Breno Lobato

brucelose tem seu nome ligado à bactéria Brucella abortus, o agente causador da condição que pode afetar tanto humanos, quanto diversas espécies de animais. A brucelose causa importantes prejuízos reprodutivos, produtivos e econômicos na bovinocultura.

No aspecto reprodutivo, provoca abortos, retenção de placenta, nascimento de bezerros fracos e queda da fertilidade de fêmeas e machos, comprometendo o desempenho do rebanho.

Do ponto de vista produtivo, reduz a produção de leite, aumenta o intervalo entre partos e diminui o ganho de peso dos bezerros, afetando diretamente a eficiência da propriedade.

Esses problemas resultam em impactos econômicos significativos, com perdas por descarte de animais, reposição de matrizes, queda no valor genético do rebanho, custos sanitários adicionais e possíveis restrições ao comércio, comprometendo a competitividade da produção bovina.

Foto: Arnaldo Alves/AEN

Enquanto isso, a tuberculose bovina é uma doença bacteriana crônica, que pode afetar ruminantes, suínos, aves, animais silvestres e humanos. A bactéria responsável pela enfermidade é a Mycobacterium bovis. Assim como a brucelose, a tuberculose também pode resultar em perdas econômicas significativas e é considerada uma das zoonoses mais importantes para a saúde pública.

Entre os animais, a brucelose é disseminada principalmente pelo contato com secreções de fêmeas infectadas, como restos placentários, fetos abortados e fluidos uterinos, além do contato direto entre reprodutores. Já a tuberculose bovina se transmite, sobretudo, pela inalação de aerossóis em ambientes fechados, quando animais infectados eliminam o agente ao tossir ou respirar.

Para os humanos, ambas as doenças podem ser transmitidas pelo contato direto com animais doentes ou seus materiais biológicos, mas a principal via é o consumo de produtos de origem animal não tratados, especialmente leite cru e derivados não pasteurizados, que representam o maior risco sanitário. Essas formas de transmissão reforçam a importância da vigilância, do manejo adequado e da adoção de práticas seguras de consumo.

Segundo o representante do Desa, as zoonoses têm alto impacto coletivo, reduzem a eficiência produtiva do rebanho e afetam diretamente

Foto: Divulgação

a reputação do Estado, do município e da propriedade com relação à comercialização dos seus produtos, “Há impactos diretos produtividade, cerca de 15 a 20% da redução da produção de leite, perda de peso, infertilidade, abortamento e descarte de animais precoces. Além disso, também existem os impactos indiretos, como a perda de mercados internacionais, desvalorização dos animais e da propriedade, redução da competitividade, além da questão do risco da saúde pública”, explica.

O médico veterinário também falou sobre a atuação contínua da Adapar, responsável pela gestão do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose bovinas. “O pilar do programa está na realização da vigilância epidemiológica por meio dos testes dos animais e da vacinação contra a brucelose. Todo produtor e criador de gado leiteiro deve realizar os testes do rebanho pelo menos uma vez por ano e a vacinação é obrigatória para todos os animais, independente da aptidão, tanto de corte quanto de leite, ou misto”, detalha.

Prevenção

A vacinação contra a brucelose bovina é obrigatória em bezerras de 3 a 8 meses de idade. As propriedades que apresentam casos confirmados de brucelose ou tuberculose devem passar pelo saneamento completo, com a realização de testes em todo o rebanho para identificar e eliminar possíveis animais portadores, garantindo o controle da doença e a segurança sanitária da propriedade.

Os testes reagentes devem ser imediatamente comunicados à Adapar. Não existe vacina para a tuberculose, portanto o controle da doença é realizado a partir da detecção e eliminação dos animais positivos. É importante a aquisição de animais com exames negativos.

Ações desenvolvidas

Foto: Arnaldo Alves

Em 2025, a Adapar realizou ações em áreas estratégicas. Uma das ações foi realizada na região de Cornélio Procópio, no Norte do Paraná. Foram fiscalizadas 47 propriedades, com um total de 3.893 animais vistoriados. A ação serviu como piloto para replicação em municípios que apresentam baixo índice de vacinação.

Entre as ações do programa, se destacam o controle da comercialização dos insumos utilizados no diagnóstico da brucelose e da tuberculose, bem como da comercialização da vacina contra a brucelose; a habilitação e o cadastramento de médicos-veterinários autônomos e privados para a realização dos exames e da vacinação; e a certificação de propriedades livres de brucelose e tuberculose.

Em 2025, foram publicadas as portarias 96 e 276, que regulamentam uma alternativa complementar para o diagnóstico de ambas as doenças: a realização do Elisa (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay). As portarias instituem no Estado mais uma opção de diagnóstico, contribuindo para a identificação de animais positivos e para o fortalecimento das ações de vigilância nas propriedades.

Foto: Arnaldo Alves

A médica-veterinária e chefe da DIBT, Marta Cristina Diniz de Oliveira Freitas, comenta sobre como a Adapar auxilia na capacitação de médicos-veterinários para a realização do teste em todo o Estado. “A divisão priorizou ações de educação sanitária, principalmente no que se refere à atualização dos médicos-veterinários habilitados quanto ao correto uso do teste de Elisa para casos de focos em saneamento de tuberculose bovina. Existem critérios a serem considerados para o uso do teste, capaz de detectar os animais que não reagiram no teste padrão ouro, que é o teste de tuberculinização”, explica.

Ela ainda comenta sobre o principal motivo da realização do teste. “O objetivo do uso desse teste é conseguir detectar os animais que já estão doentes há tanto tempo que não reagem mais no teste convencional. Então, a tendência é que nós consigamos detectar animais que estão nessa situação e, por fim, diminuir o tempo de saneamento da propriedade”, expõe a médica-veterinária.

A vigilância para detecção da tuberculose bovina foi ampliada para os rebanhos de corte, com a identificação do Mycobacterium bovis por meio de PCR – sigla em inglês para Reação em Cadeia da Polimerase, um método de laboratório que cria múltiplas cópias de um trecho de DNA para estudo –, em lesões observadas no abate.

Foto: José Adair Gomercindo

Esse diagnóstico está sendo realizado no laboratório da Adapar, o Centro de Diagnóstico Marcos Enriette (CDME). Além disso, a divisão vem implementando melhorias nos sistemas internos da agência, aperfeiçoando o software utilizado para o gerenciamento e o acompanhamento do programa, tornando as ações mais eficientes e integradas.

O programa também tem como objetivo o investimento em ações de educação sanitária, com foco no conceito de Saúde Única, que integra as saúdes animal, humana e ambiental. Ao longo do ano passado, foram realizadas palestras e atividades de capacitação em diversos escritórios regionais da Adapar, incluindo Irati e Laranjeiras do Sul, na região Centro-Sul; Maringá e Umuarama, no Noroeste; Cascavel e Toledo, no Oeste; e Pato Branco, no Sudoeste do Estado. Essas ações reforçam a importância da prevenção e do manejo sanitário adequado junto a produtores rurais e profissionais das áreas envolvidas.

Fonte: AEN-PR
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