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O Presente Rural integra Conselho de Veículos de Mídia do Projeto Marca Agro do Brasil
Formado por iniciativas que vão aproximar a cidade do campo, a iniciativa objetiva posicionar de forma correta o agro e torná-lo uma paixão nacional.

O Presente Rural integra o Conselho de Veículos de Mídia do Projeto Marca Agro do Brasil, idealizado pelo Movimento Todos A Uma Só Voz. Formado por iniciativas que vão aproximar a cidade do campo, com objetivo posicionar corretamente o agro e torná-lo uma paixão nacional.
O projeto foi construído a partir de uma pesquisa na qual mostrou que sete a cada 10 brasileiros têm uma atitude positiva em relação ao agro e que o agro é um dos setores mais admirados pelos brasileiros. “Nas últimas décadas, o agro brasileiro se desenvolveu muito: aprendeu a produzir mais em menos espaço, desenvolveu tecnologias, aplicou inovação no campo e avançou nas questões relacionadas à sustentabilidade, mas não evoluiu com sua comunicação nem construiu uma marca forte, deixando o setor vulnerável às ações daqueles que o detratam frequentemente”, ressalta o presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), Ricardo Nicodemos.
O projeto é nacional e conta com estrutura consistente que envolve formadores de opinião, especialistas e dirigentes de várias áreas de atuação – de dentro e de fora do Agro. Para cumprir esse papel, “Marca Agro do Brasil” formou mais de 10 conselhos.
O Presente Rural foi convidado a participar do Conselho de veículos de mídia. Conforme o diretor de O Presente Rural, Selmar Franck Marquesin, o agro nem sempre é tratado com seriedade e respeito. “Estamos honrados em fazer parte desta iniciativa, que busca desmistificar alguns mitos e inverdades criados sobre o agronegócio e seus atores, colocando muitas vezes o agro como vilão, o que é inaceitável”, frisa.
Marquesin salienta a importância do trabalho conjunto dos envolvidos na iniciativa. “Acreditamos que podemos somar forças para mostrar as verdades sobre o agro que gera tanta riqueza para o país e que cuida, sim, do meio ambiente. Queremos ser atores protagonistas na escolha das ações e temas que serão trabalhados. O agro é um setor essencial e, por isso, precisamos ajudá-lo a ocupar o destaque que merece. Temos convicção de que o Projeto A Marca Agro do Brasil, se trabalhada de forma conjunta como a ABMRA propõe, será bem-sucedida”, opina.
Projeto
De acordo com o presidente da ABMRA, o Projeto Marca Agro do Brasil é uma iniciativa de posicionamento e de construção de imagem do agro brasileiro. “A ideia é promover ações e campanhas integradas. Os conselhos terão um papel primordial para definir os públicos, as áreas de foco, as campanhas e as ações táticas”, explica Nicodemos.
Na base do projeto estão três pilares: consistência (conteúdos e narrativa baseados em ciência), sequência (apresentar as informações de forma gradual para que haja melhor entendimento) e frequência (ações contínuas e perenes).
O desafio inicial é a definição dos seis eixos estratégicos que vão permear todo o planejamento e que são compostos por temas relevantes, que representam a base do Projeto Marca Agro do Brasil. Os membros dos conselhos estão nesta fase definindo esses tópicos centrais.

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Fertilizantes sobem em março com impacto de conflitos e gargalos logísticos
Tensões no Oriente Médio elevam custos de energia e frete, pressionando nitrogenados e fosfatados no mercado global.

O mercado de fertilizantes registrou alta nos preços ao longo de março, influenciado por tensões geopolíticas e limitações logísticas no cenário internacional. O conflito no Oriente Médio impactou diretamente a produção e o transporte de insumos, especialmente em países do Golfo Pérsico, pressionando custos de energia e frete.

Os fertilizantes nitrogenados seguiram em trajetória de valorização entre março e o início de abril. A ureia acumulou forte alta no período, alcançando cerca de US$ 760 por tonelada CFR em 10 de abril, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA. A combinação de oferta restrita, petróleo e gás natural em níveis elevados e maior incerteza global mantém o mercado volátil no curto prazo.
No segmento de fosfatados, o cenário também foi de pressão. Além do impacto do conflito, a alta do enxofre, insumo essencial para a produção, elevou os custos. No Brasil, os preços subiram cerca de 7% nas últimas semanas, com o MAP atingindo aproximadamente US$ 890 por tonelada CFR. Mesmo com a demanda agrícola avançando de forma gradual, os preços seguem sustentados.
Já os fertilizantes potássicos apresentaram comportamento mais estável em comparação aos demais. A oferta internacional permanece equilibrada, com Rússia e Belarus mantendo volumes relevantes no mercado global. Apesar da menor volatilidade, os preços seguem firmes, acompanhando o aumento dos custos logísticos e o ambiente de incerteza.
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Brasil exporta 23,5 milhões de toneladas de soja no início do ano
Ritmo acelerado de embarques mantém país à frente no mercado internacional e amplia vantagem sobre concorrentes.
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Itaipu compra mais uma área para assentar indígenas no Paraná
Nova fazenda de 107 hectares deve substituir área de 9 hectares ocupada por 27 famílias. Aquisição integra acordo de R$ 240 milhões para compensar impactos da formação do reservatório da usina.

Com recursos da Itaipu Binacional, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) adquiriram mais uma área para assentamento da comunidade Avá Guarani, na região Oeste do Paraná.
O imóvel, com 107 hectares, está localizado entre os municípios de São José das Palmeiras e Santa Helena, a cerca de 120 quilômetros (km) de Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina.
A Fazenda América, que passará a se chamar Tekoha Pyahu, é dez vezes maior do que o espaço ocupado hoje pelas 27 famílias, cerca de 90 pessoas, que serão agora transferidas, segundo a Itaipu. Atualmente, elas vivem em situação precária em um terreno de apenas 9 hectares, localizado na faixa de proteção do reservatório da usina. A expectativa é que a mudança ocorra em até dois meses. “A mudança será importante para nossa comunidade, especialmente para as crianças. Teremos um local adequado para viver, ter escola, posto de saúde, entre outros direitos que iremos conquistar lá”, afirmou o cacique Dioner, líder da aldeia Pyahu.
Para ele, o processo de reparação de danos que a Itaipu está fazendo é o “mínimo que se pode fazer para os Avá Guarani”.
A compra de terras faz parte do acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em março de 2025, e firmado por Itaipu com comunidades indígenas, Ministério Público Federal (MPF), Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Incra, Funai e Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O objetivo é assegurar reparação histórica pela violação a direitos humanos dos Avá-Guarani. Isso porque, na década de 1970, quando a usina começou a ser construída, em plena ditadura militar brasileira, a etnia Avá-Guarani sofreu o impacto do alagamento de suas terras tradicionais com a criação do reservatório do empreendimento, a partir do represamento do rio Paraná, na divisa com o Paraguai, que compartilha a gestão da usina com o Brasil.
O acordo estabelece medidas para assegurar a territorialização das comunidades locais e prevê a destinação aos indígenas de pelo menos 3 mil hectares de terra que serão adquiridos pelo consórcio Itaipu Binacional, ao custo inicial de R$ 240 milhões. “Trata-se de respeito, de reparação histórica e de promoção de condições de vida digna para essa população”, destacou o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri.
Ele lembrou ainda que a solução foi construída de forma articulada com as instituições parceiras e as próprias comunidades.
No acordo homologado pelo STF, a Itaipu Binacional se comprometeu a implementar ações de restauração ambiental nas áreas adquiridas e a financiar serviços essenciais, como fornecimento de água, energia elétrica, saneamento, saúde e educação. Caberá à Funai o procedimento de destinação final da posse permanente e usufruto exclusivo às comunidades indígenas. O processo de obtenção dos imóveis rurais passa por análise fundiária e técnica tanto da Funai quanto do Incra.
Itaipu ainda informou que, por meio de convênios com associações de pais e mestres de escolas e do projeto Opaná – Chão Indígena, estão sendo promovidas iniciativas voltadas ao fortalecimento da cultura, do idioma e do modo de vida dos Avá Guarani, além de ações de assistência técnica em agroecologia e de educação antirracista.
Balanço do acordo
Até o momento, o valor total investido pela Itaipu para a compra de terras para as comunidades indígenas afetadas na construção da usina está em R$ 84,7 milhões. O valor já inclui o pagamento pela fazenda América, que custou R$ 17,6 milhões.
Também foram adquiridas a Fazenda Brilhante, de 215 hectares, em Terra Roxa, onde foram alocadas três comunidades que, juntas, têm 68 famílias; a Fazenda Amorim, de 209 hectares, em Missal, para onde serão transferidas 36 famílias que ocupam uma área na Faixa de Proteção do Reservatório da Itaipu; parte do Haras Mantovani, de 68 hectares, em Terra Roxa; e uma área de 9,8 hectares para a comunidade Arapy, de Foz do Iguaçu. A meta é chegar a 3 mil hectares, com investimento total de R$ 240 milhões.
A área total obtida até agora supera os 700 hectares, o equivalente a 700 de futebol padrão Fifa.






