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O Presente Rural entrevista o ChatGPT
O jornalista e editor do jornal O Presente Rural, Giuliano De Luca, abordou o uso de tecnologias para melhorar a produção de leite e carne bovina no Brasil. Confira como a IA se saiu.

Dizem que o ChatGPT vai revolucionar o mundo, incluindo o agronegócio. O Presente Rural saiu na frente e entrevistou a inteligência artificial (IA) que vem assustando as pessoas pela sua capacidade de interagir e falar sobre qualquer coisa. O ChatGPT foi criado pela OpenAI há cerca de dois meses e já atingiu 100 milhões de usuários. Apesar do sucesso, o ChatGPT, no entanto, destaca que em suas respostas podem haver informações equivocadas ou imprecisas.
Nessa entrevista, o jornalista e editor do jornal O Presente Rural, Giuliano De Luca, abordou o uso de tecnologias para melhorar a produção de leite e carne bovina no Brasil. Confira como a IA se saiu.
Giuliano De Luca – Como a internet pode ajudar na produção de leite no Brasil?
ChatGPT – A internet é uma ferramenta poderosa que pode ajudar na produção de leite no Brasil de diversas maneiras. Em primeiro lugar, ela fornece acesso a informações valiosas sobre as melhores práticas agrícolas e tecnologias relacionadas à produção de leite. Isso inclui desde técnicas de alimentação e manejo do rebanho até informações sobre equipamentos e tecnologias de ordenha avançadas. Além disso, a internet também pode ser usada para aumentar a eficiência no setor. Por exemplo, os produtores de leite podem usar a tecnologia para rastrear o desempenho do rebanho, monitorar as condições climáticas e ajustar suas práticas agrícolas em conformidade. Além disso, as redes sociais e as plataformas de e-commerce podem ser usadas para conectar diretamente os produtores de leite com compradores, sem a necessidade de intermediários, o que pode resultar em preços mais justos para os produtores e em uma distribuição mais eficiente para os consumidores. Por fim, a internet também pode ser usada para melhorar a transparência no setor leiteiro. Por meio de avaliações on-line e de sistemas de monitoramento, os consumidores podem ter informações precisas sobre a origem e a qualidade do leite que estão consumindo, o que pode ajudar a aumentar a confiança no produto e a estimular o crescimento do setor. Em resumo, a internet é uma ferramenta valiosa que pode ser usada para melhorar a produção de leite no Brasil, oferecendo informações valiosas, aumentando a eficiência e a transparência no setor. Com o uso adequado da tecnologia, é possível que a produção de leite no Brasil alcance novos patamares de sucesso e sustentabilidade.
Giuliano De Luca – Como a internet das coisas se encaixa nesse cenário?
ChatGPT – A Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) é uma tecnologia que se encaixa perfeitamente no cenário da produção de leite no Brasil, pois permite a conexão de dispositivos e sensores para coletar e transmitir dados em tempo real. Isso significa que a IoT pode ser usada para monitorar de forma constante o desempenho do rebanho, as condições climáticas e as práticas agrícolas. Por exemplo, sensores IoT podem ser instalados no gado para monitorar sua temperatura corporal, movimento e ingestão de alimentos, permitindo que os produtores identifiquem rapidamente possíveis problemas de saúde ou nutrição. Além disso, a IoT também pode ser usada para monitorar o ambiente, coletando dados sobre temperatura, umidade e luminosidade, o que pode ajudar a garantir as condições ideais para a produção de leite de alta qualidade. A IoT também pode ser usada para automatizar e otimizar processos, como a ordenha. Por exemplo, os sistemas IoT podem ser usados para controlar e monitorar as máquinas de ordenha, garantindo que elas sejam usadas de forma eficiente e sem causar danos ao gado. Em resumo, a IoT é uma tecnologia crucial que pode ser usada para melhorar a produção de leite no Brasil, fornecendo informações precisas e valiosas sobre o desempenho do rebanho e as condições climáticas, além de automatizar e otimizar processos. Com o uso da IoT, é possível aumentar a eficiência e a qualidade da produção de leite no Brasil, contribuindo para o crescimento e a sustentabilidade do setor.
Giuliano De Luca – Como o uso de big data se encaixa nesse cenário?
ChatGPT – O uso de big data se encaixa perfeitamente no cenário da produção de leite no Brasil, pois permite a análise de grandes quantidades de dados para obter insights valiosos. A combinação da IoT com o big data permite coletar e armazenar grandes quantidades de informações sobre o rebanho, as condições climáticas e as práticas agrícolas, criando uma base de dados extremamente rica e valiosa. A análise de big data pode ser usada para identificar padrões e tendências no desempenho do rebanho, identificar possíveis problemas de saúde ou nutrição e otimizar as práticas agrícolas para garantir a produção de leite de alta qualidade. Além disso, o big data também pode ser usado para monitorar a demanda do merc (sic) (mercado).
Giuliano De Luca – Quais os principais problemas de saúde das vacas que podem ser identificados com o uso de sensores, câmeras e outros equipamentos tecnológicos?
ChatGPT – Com o uso de sensores, câmeras e outros equipamentos tecnológicos, é possível identificar vários problemas de saúde das vacas que podem afetar a produção de leite. Alguns dos principais problemas de saúde que podem ser identificados incluem:
- Doenças respiratórias: sensores IoT podem monitorar a respiração das vacas e identificar possíveis problemas respiratórios, como pneumonia ou bronquite.
- Problemas de saúde reprodutiva: sensores IoT podem monitorar a temperatura corporal das vacas para identificar problemas reprodutivos, como infertilidade ou retenção de placenta.
- Doenças de pele: câmeras de vigilância podem ser usadas para monitorar o comportamento do rebanho e identificar possíveis problemas de pele, como feridas ou lesões.
- Problemas nutricionais: sensores IoT podem monitorar a ingestão de alimentos das vacas e identificar possíveis problemas nutricionais, como desequilíbrios de nutrientes ou falta de energia.
- Doenças de ocorrência geral: sensores IoT podem monitorar a temperatura corporal das vacas e identificar possíveis doenças gerais, como febre ou infecções.
Em geral, o uso de tecnologias como sensores IoT e câmeras pode ajudar a identificar problemas de saúde em estágios iniciais, o que permite aos produtores tomar medidas para prevenir ou tratar rapidamente esses problemas, maximizando a produção de leite e o bem-estar do rebanho.
Giuliano De Luca – No Brasil, a falta de conectividade no meio rural é um impeditivo para ampliar e melhorar a produção de leite usando
tecnologias. Comente a respeito e cite alternativas para mudar esse cenário.
ChatGPT – É verdade que a falta de conectividade no meio rural é um desafio importante para a ampliação e melhoria da produção de leite no Brasil usando tecnologias. Muitas propriedades rurais ainda não têm acesso à internet de qualidade, o que limita a capacidade de usar tecnologias avançadas, como sensores IoT, câmeras, plataformas de análise de dados, entre outros. No entanto, existem alternativas para mudar esse cenário. Uma delas é o desenvolvimento de tecnologias mais acessíveis e fáceis de usar, como sensores que podem ser facilmente instalados nas propriedades rurais e que não requerem uma conexão de internet de alta velocidade. Outra alternativa é a colaboração entre os setores público e privado para expandir a cobertura de internet no meio rural, como por meio de programas governamentais de fornecimento de internet a baixo custo para as comunidades rurais. Além disso, também é importante investir em capacitação para os produtores rurais, de forma a garantir que eles tenham as habilidades e conhecimentos necessários para usar essas tecnologias de forma eficaz. Com essas medidas, é possível superar os obstáculos de conectividade e aproveitar ao máximo as tecnologias para ampliar e melhorar a produção de leite no Brasil.
Giuliano De Luca – Como a internet e as tecnologias podem influenciar ou melhorar a produção carne bovina? Cite exemplos práticos.
ChatGPT – A internet e as tecnologias têm o potencial de influenciar e melhorar significativamente a produção de carne bovina, oferecendo novas maneiras de monitorar e gerenciar o rebanho, aumentar a eficiência e reduzir os custos. Aqui estão alguns exemplos práticos de como isso pode ser feito:
- Monitoramento do rebanho: sensores IoT e câmeras podem ser usados para monitorar o comportamento, a saúde e a nutrição dos animais, ajudando a identificar precocemente problemas de saúde ou nutrição e a tomar medidas para corrigi-los.
- Análise de dados: plataformas de análise de dados podem ser usadas para coletar, armazenar e analisar dados dos sensores, câmeras e outros equipamentos tecnológicos, ajudando a identificar padrões e tendências e a tomar decisões informadas sobre como gerenciar o rebanho.
- Controle de doenças: tecnologias avançadas, como sistemas de vigilância epidemiológica, podem ser usadas para monitorar e prevenir a propagação de doenças entre o rebanho, ajudando a manter a saúde dos animais e a garantir a segurança da carne.
- Nutrição e alimentação: tecnologias avançadas, como sensores de ingestão de alimentos, podem ser usadas para monitorar a nutrição dos animais e garantir que estejam recebendo a dieta ideal para o seu crescimento e produção de carne de qualidade.
- Eficiência e redução de custos: tecnologias, como sistemas de automação para gerenciamento de fazendas, podem ser usadas para otimizar os processos de produção, reduzir o desperdício e aumentar a eficiência, resultando em custos mais baixos e maiores margens de lucro para os produtores.
Em geral, o uso de tecnologias avançadas pode ajudar a melhorar a qualidade e a eficiência da produção de carne bovina, aumentando a produtividade e a segurança alimentar, e ao mesmo tempo ajudando os produtores a maximizar seus lucros.
Giuliano De Luca – Como as tecnologias podem contribuir para uma produção de carne bovina e leite mais sustentável?
ChatGPT – As tecnologias têm o potencial de contribuir significativamente para uma produção de carne bovina e leite mais sustentável, oferecendo soluções para desafios ambientais, éticos e econômicos. Aqui estão algumas maneiras pelas quais as tecnologias podem fazer a diferença:
- Monitoramento do bem-estar animal: sensores IoT e câmeras podem ser usados para monitorar o comportamento, a saúde e a nutrição dos animais, ajudando a garantir que sejam tratados de forma humana e ética.
- Redução de resíduos: tecnologias avançadas, como sistemas de gestão de resíduos, podem ser usadas para monitorar e gerenciar os resíduos gerados pela produção de carne bovina e leite, ajudando a reduzir o impacto ambiental e a preservar os recursos naturais.
- Uso eficiente de energia e recursos: tecnologias, como sistemas de geração de energia renovável e tecnologias de eficiência energética, podem ser usadas para reduzir o consumo de energia e preservar os recursos naturais, ajudando a tornar a produção de carne bovina e leite mais sustentável.
- Melhoria da eficiência: tecnologias avançadas, como sistemas de automação e inteligência artificial, podem ser usadas para otimizar os processos de produção, reduzir o desperdício e aumentar a eficiência, resultando em produção mais sustentável e econômica.
- Rastreabilidade: tecnologias, como blockchain, podem ser usadas para rastrear a cadeia de suprimentos de carne bovina e leite, garantindo a transparência e a responsabilidade na produção, ajudando a promover práticas sustentáveis e éticas.
Em geral, o uso de tecnologias avançadas pode ajudar a tornar a produção de carne bovina e leite mais sustentável, protegendo o meio ambiente e os recursos naturais, garantindo a segurança alimentar e a saúde dos animais e ao mesmo tempo ajudando os produtores a maximizar seus lucros.
Giuliano De Luca – Como a inteligência artificial pode contribuir para a produção de carne bovina e leite com mais qualidade e eficiência?
ChatGPT – A inteligência artificial (IA) tem o potencial de revolucionar a produção de carne bovina e leite, ajudando a melhorar a qualidade e a eficiência da produção. Aqui estão algumas maneiras pelas quais a IA pode fazer a diferença:
- Monitoramento de saúde animal: sistemas de inteligência artificial baseados em imagem e sensores podem ser usados para monitorar a saúde e o bem-estar dos animais, identificando precocemente possíveis problemas de saúde e ajudando a garantir que sejam tratados adequadamente.
- Otimização da nutrição: sistemas de inteligência artificial baseados em dados podem ser usados para analisar dados nutricionais e de produção, ajudando a otimizar a dieta dos animais para garantir que recebam a nutrição adequada para uma produção de leite e carne de qualidade.
- Predição de desempenho: sistemas de inteligência artificial baseados em dados podem ser usados para prever o desempenho de produção de leite e carne, ajudando a identificar oportunidades para melhorias e ajustes na produção.
- Gestão de fazendas: sistemas de inteligência artificial baseados em dados podem ser usados para gerenciar a produção em fazendas, ajudando a otimizar os processos e maximizar a eficiência e a rentabilidade.
- Melhoria da segurança alimentar: sistemas de inteligência artificial baseados em dados podem ser usados para rastrear e monitorar a segurança alimentar de carne bovina e leite, ajudando a garantir que os alimentos sejam seguros para o consumo humano.
Em geral, a IA pode ajudar a melhorar a qualidade e a eficiência da produção de carne bovina e leite, ao mesmo tempo em que garante a segurança alimentar e o bem-estar dos animais. Além disso, a IA pode fornecer informações valiosas aos produtores, ajudando-os a tomar decisões informadas e otimizar a produção.
Giuliano De Luca – Dentro de todo esse contexto, qual seria o cenário ideal para a produção de carne e leite no Brasil?
ChatGPT – O cenário ideal para a produção de carne e leite no Brasil seria uma combinação de tecnologia e práticas agrícolas sustentáveis, com o objetivo de produzir alimentos de qualidade e seguros para o consumo humano, ao mesmo tempo em que se preserva o meio ambiente e se garante o bem-estar dos animais.
Isso incluiria:
- Uso de tecnologias avançadas, como inteligência artificial e Internet das Coisas, para monitorar a saúde dos animais, otimizar a nutrição, gerenciar a produção e garantir a segurança alimentar.
- Práticas agrícolas sustentáveis, como rotação de culturas, conservação de solos e recursos hídricos, além de uma gestão adequada de resíduos.
- Investimento em pesquisas e desenvolvimento para identificar novas tecnologias e práticas agrícolas que possam ajudar a melhorar a qualidade e a eficiência da produção.
- Estímulo à formação de cooperativas de pequenos produtores, para garantir a competitividade e a sustentabilidade econômica da produção.
- Envolvimento ativo da sociedade e do setor privado na busca por soluções para os desafios enfrentados pela produção de carne e leite no Brasil, incluindo a garantia de preços justos aos produtores e a promoção de alimentos saudáveis e seguros para o consumo humano.
O cenário ideal de produção de carne e leite no Brasil é uma produção que se preocupe com a qualidade, a segurança e a sustentabilidade, ao mesmo tempo em que garante a rentabilidade econômica para os produtores e promove a inclusão social.
Giuliano De Luca – Quais são os desafios e quais são as oportunidades para o Brasil alcançar esse cenário ideal?
ChatGPT – Os desafios para o Brasil alcançar o cenário ideal de produção de carne e leite incluem:
- Falta de investimento em tecnologia e pesquisa: muitos pequenos produtores não têm acesso a tecnologias avançadas, como sensores e inteligência artificial, e faltam recursos para investir em pesquisas e desenvolvimento.
- Desafios logísticos e de conectividade: muitas áreas rurais no Brasil enfrentam desafios logísticos e de conectividade, o que impede o acesso a tecnologias e informações.
- Falta de capacitação: muitos produtores precisam ser capacitados para aproveitar plenamente as oportunidades oferecidas pelas tecnologias.
- Desafios regulatórios e de comercialização: existe a necessidade de se estabelecer regulamentações claras e eficientes para a produção de carne e leite, incluindo questões relacionadas à segurança alimentar e à comercialização.
As oportunidades para o Brasil alcançar o cenário ideal incluem:
- Mercado internacional: o Brasil tem a oportunidade de aproveitar sua posição como um dos principais produtores de carne e leite do mundo para aumentar sua participação no mercado internacional.
- Novas tecnologias: o surgimento de novas tecnologias, como inteligência artificial e Internet das Coisas, oferecem oportunidades para melhorar a qualidade e a eficiência da produção de carne e leite.
- Sustentabilidade: a demanda crescente por alimentos produzidos de forma sustentável oferece uma oportunidade para os produtores brasileiros de se diferenciarem no mercado.
- Colaboração entre setores: a colaboração entre os setores público, privado e acadêmico pode ser crucial para superar os desafios e aproveitar as oportunidades de produção de carne e leite no Brasil.
Ao superar os desafios e aproveitar as oportunidades, o Brasil tem o potencial de alcançar o cenário ideal de produção de carne e leite, garantindo alimentos de qualidade e seguros para o consumo humano, ao mesmo tempo em que preserva o meio ambiente e garante o bem-estar dos animais.
Giuliano De Luca – Alguma outra consideração a fazer sobre a produção de carne e leite no Brasil?
ChatGPT – Sim, existem algumas outras considerações importantes a serem feitas na produção de carne e leite no Brasil. Em primeiro lugar, é importante destacar a importância de trabalhar com práticas de manejo responsável e com boas condições de bem-estar animal para garantir a saúde dos animais e a qualidade dos produtos finais. Além disso, é necessário investir em tecnologias inovadoras e programas de capacitação e treinamento para os produtores, a fim de garantir a competitividade da produção e atender às exigências do mercado e das normas internacionais. Outra consideração importante é a questão ambiental. A produção de carne e leite pode ter um impacto negativo no meio ambiente se não for feita de forma sustentável, portanto, é necessário adotar práticas que minimizem o impacto ambiental, como o uso de fontes de energia renováveis, a gestão de resíduos e a implementação de sistemas de produção integrada. Por fim, é importante destacar a importância de se trabalhar com uma logística eficiente e com programas de assistência técnica e financeira para os produtores, a fim de garantir a viabilidade econômica da produção de carne e leite e fomentar o desenvolvimento do setor.
Nota do editor: Entrevistei pela primeira vez, em 23 anos de jornalismo, uma inteligência artificial. Fiquei assustado e empolgado.

Notícias
Brasil amplia acordos de cooperação com a Coreia do Sul
Intercâmbio técnico, cooperação em sanidade e pesquisa de bioinsumos, buscando tecnologia e sustentabilidade para o campo brasileiro busca ampliar competitividade e fortalecer a produção sustentável.

O Ministério da Agricultura e Pecuária assinou, nesta segunda-feira (23), em Seul, dois memorandos de entendimento com o governo da Coreia do Sul voltados ao fortalecimento da cooperação bilateral em agricultura, sanidade, inovação e desenvolvimento rural. Os atos foram celebrados na Casa Azul durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país asiático. “A Coreia do Sul é um parceiro estratégico e esta agenda inaugura uma nova etapa de cooperação baseada em confiança, diálogo e complementaridade econômica. Estamos aproximando tecnologia, sustentabilidade e produção responsável para ampliar oportunidades ao agro brasileiro e fortalecer a segurança alimentar”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro: “Estamos aproximando tecnologia, sustentabilidade e produção responsável para ampliar oportunidades ao agro brasileiro e fortalecer a segurança alimentar” – Foto: Caroline de Vita/Mapa
O primeiro acordo, firmado entre os ministérios da Agricultura dos dois países, estabelece a ampliação do intercâmbio técnico e institucional com foco em ciência, tecnologia, agricultura digital, segurança alimentar e cadeias de abastecimento. O memorando inclui a cooperação em medidas sanitárias e fitossanitárias (SPS), com previsão de harmonização de normas e troca de informações para avançar em temas de interesse comum.
O documento também prevê cooperação em infraestrutura agrícola, promoção de investimentos, intercâmbio científico e criação de um Comitê de Cooperação Agrícola Brasil-Coreia para acompanhar a implementação das iniciativas conjuntas.
O segundo memorando reúne o Ministério da Agricultura e Pecuária, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Administração de Desenvolvimento Rural da Coreia. O acordo estabelece uma estrutura de cooperação voltada ao registro, avaliação e gestão de agrotóxicos e bioinsumos, além do intercâmbio de informações e desenvolvimento de pesquisas conjuntas.

Foto: Caroline de Vita/Mapa
Entre as ações previstas estão o compartilhamento de dados técnicos, intercâmbio de especialistas, programas de capacitação e realização de workshops e projetos científicos conjuntos.
Os acordos integram a agenda da missão oficial brasileira na Ásia e reforçam a parceria estratégica entre Brasil e Coreia do Sul, com potencial para ampliar o intercâmbio tecnológico, estimular a inovação no campo e fortalecer a cooperação sanitária e regulatória no setor agropecuário.
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Países em desenvolvimento buscam protagonismo na redefinição da ordem econômica mundial
Integração entre economias emergentes mira maior autonomia financeira, tecnológica e comercial.

A defesa de maior articulação entre países em desenvolvimento marcou o encerramento da agenda presidencial na Ásia. Na madrugada deste domingo (22), antes de deixar a Índia rumo à Coreia do Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a sustentar que o chamado Sul Global precisa atuar de forma coordenada para alterar a atual estrutura do comércio e das decisões econômicas internacionais.

Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva: “Países pequenos precisam negociar juntos para equilibrar forças” – Foto: Ricardo Stuckert/PR
O argumento central é que economias emergentes enfrentam assimetrias estruturais nas negociações com grandes potências. Segundo ele, acordos bilaterais diretos tendem a reproduzir desequilíbrios históricos, reduzindo a margem de barganha de países menos desenvolvidos. “Países pequenos precisam negociar juntos para equilibrar forças”, afirmou, ao citar Índia, Brasil e Austrália como exemplos de nações que podem ampliar seu poder de influência quando atuam em bloco.
O presidente associou essa defesa a um diagnóstico histórico. Na avaliação dele, a inserção internacional de diversas economias emergentes ainda carrega traços de dependência tecnológica e financeira herdados do período colonial. A crítica não se limita ao passado político, mas alcança a estrutura contemporânea de cadeias globais de valor, nas quais países exportadores de commodities permanecem, em muitos casos, na base da pirâmide produtiva.
A proposta apresentada envolve intensificar parcerias entre países com níveis de desenvolvimento semelhantes, com foco em cooperação tecnológica, agregação de valor e ampliação do comércio intra-bloco. O objetivo estratégico é reduzir vulnerabilidades externas e aumentar a autonomia decisória.
Nesse contexto, o BRICS aparece como instrumento central dessa reconfiguração. O presidente afirmou que o grupo deixou de ser

Brics – Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
periférico para assumir papel mais estruturado na governança internacional. Destacou a criação do Novo Banco de Desenvolvimento como exemplo de mecanismo financeiro alternativo às instituições tradicionais dominadas por economias avançadas.
Ele também buscou afastar a narrativa de confronto direto com o Ocidente. Ao mencionar a preocupação dos Estados Unidos, sobretudo em relação à China, afirmou que o objetivo não é reeditar divisões geopolíticas típicas da Guerra Fria, mas fortalecer a capacidade de articulação dos emergentes dentro da própria arquitetura global, inclusive com eventual ampliação da interlocução com o G20.
Outro ponto sensível abordado foi a discussão sobre moeda comum. O presidente voltou a negar a intenção de criar uma divisa própria do bloco. A proposta, segundo ele, limita-se a ampliar o uso de moedas nacionais nas transações comerciais entre os países-membros, como forma de reduzir custos cambiais e dependência do dólar. Trata-se de uma agenda pragmática, voltada à eficiência comercial, ainda que com implicações estratégicas no sistema financeiro internacional.
A fala reforça uma linha de política externa que combina multilateralismo, diversificação de parceiros e busca por maior protagonismo das economias emergentes. A agenda na Índia e na Coreia do Sul integra essa estratégia de aproximação com a Ásia, região vista como eixo dinâmico da economia global nas próximas décadas.
ONU
Ao defender o fortalecimento da Organização das Nações Unidas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou a necessidade de resgatar o papel institucional do organismo em um cenário internacional marcado por conflitos e tensões geopolíticas. Segundo ele, a entidade precisa “voltar a ter legitimidade e eficácia” para cumprir sua missão central de manutenção da paz.
O presidente relatou ter feito contatos diretos com outros chefes de Estado diante de crises recentes. “Esses dias eu liguei para quase todos os presidentes, propondo que a gente tem que dar uma resposta ao que aconteceu na Venezuela, ao que aconteceu em Gaza, ao que aconteceu na Ucrânia”, afirmou.
Para Lula, não se pode permitir que decisões unilaterais de grandes potências interfiram na soberania de outros países. “Você não pode

Foto: Divulgação
permitir que, de forma unilateral, nenhum país, por maior que seja, possa interferir na vida de outros países. Precisamos da ONU para resolver esse tipo de problema. E, por isso, ela precisa ter representatividade”, reiterou.
Relação com os Estados Unidos
Ao tratar da relação bilateral com os Estados Unidos, Lula condicionou o aprofundamento de parcerias à disposição americana de enfrentar o crime organizado transnacional. “O crime organizado hoje é uma empresa multinacional. Por isso, nossa Polícia Federal precisa construir parcerias com todos os países que tenham interesse em enfrentá-lo conosco”, disse. Ele acrescentou que, havendo cooperação efetiva, o Brasil estará “na linha de frente”, inclusive solicitando o envio de brasileiros envolvidos com organizações criminosas que estejam em território americano.
O presidente também defendeu que a atuação americana na América do Sul e no Caribe seja pautada pelo respeito. Classificou a região como pacífica, sem armamento nuclear e focada no desenvolvimento econômico e social. Segundo Lula, esse será um dos temas a serem tratados em encontro previsto com o presidente Donald Trump. “Quero discutir qual é o papel dos EUA na América do Sul, se é de ajuda ou ameaça. O que o mundo precisa é de tranquilidade”, afirmou, acrescentando que o atual momento registra o maior número de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial.

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Sobre a recente decisão da Suprema Corte dos EUA que derrubou tarifas impostas pelo governo americano, Lula evitou juízo de valor. Disse que não cabe ao presidente do Brasil comentar decisões internas de outras jurisdições.
Índia, comércio e agregação de valor
Na agenda asiática, Lula destacou os encontros com o primeiro-ministro Narendra Modi, em Nova Delhi. Segundo ele, o foco foi a ampliação do comércio e da cooperação econômica. “Tratamos muito da nossa relação comercial. Não entramos em detalhes sobre geopolítica internacional. Discutimos o que nos une, em especial fortalecer nossas economias para nos tornarmos países altamente desenvolvidos”, afirmou.
O intercâmbio bilateral, atualmente em US$ 15,5 bilhões, tem meta de alcançar US$ 30 bilhões até 2030. Lula classificou as conversas com empresários indianos como positivas. “Todos os empresários indianos que investem no Brasil elogiam o país e dizem que vão aumentar seus investimentos”, reteirou.
O presidente voltou a defender que a exploração de minerais críticos e terras raras no Brasil esteja condicionada à agregação de valor no território nacional. “O processo de transformação precisa acontecer no Brasil. O que não vamos permitir é que aconteça com nossas terras raras o que aconteceu com nosso minério de ferro”, afirmou, criticando o modelo histórico de exportação de commodities sem industrialização local.
Após a passagem pela Índia, Lula seguiu para Seul, onde foi recebido a convite do presidente Lee Jae Myung. A visita prevê a adoção de um Plano de Ação Trienal 2026-2029, com o objetivo de elevar a relação bilateral ao patamar de parceria estratégica, consolidando a ofensiva diplomática brasileira na Ásia.
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Trump eleva tarifa global para 15% e testa novos limites legais após revés na Suprema Corte
Presidente norte-americano amplia sobretaxa temporária sobre todas as importações e anuncia nova estratégia jurídica para sustentar política comercial.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no última sábado (21) a elevação de 10% para 15% da tarifa temporária aplicada sobre todas as importações que entram no país. A medida ocorre poucos dias após a Suprema Corte dos EUA derrubar o programa tarifário anterior, baseado em poderes de emergência econômica.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump reage à decisão da Suprema Corte e sinaliza aumento imediato da tarifa global sobre importações, reforçando a centralidade das barreiras comerciais em sua estratégia econômica – Foto: Divulgação
Na sexta-feira (20), em reação direta ao julgamento, Trump já havia determinado a aplicação imediata de uma tarifa global de 10% sobre todos os produtos importados, adicional às tarifas já existentes. Agora, decidiu ampliar o percentual ao limite máximo permitido pela legislação invocada.
Pela lei comercial americana, o presidente pode instituir uma taxa de até 15% por um período de 150 dias, mecanismo previsto para situações consideradas excepcionais. A utilização desse dispositivo, contudo, pode enfrentar questionamentos judiciais, especialmente após a Corte ter delimitado o alcance dos poderes presidenciais em matéria tarifária.
Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que a elevação da tarifa ocorre com efeito imediato e justificou a decisão como resposta a décadas de práticas comerciais que, segundo ele, prejudicaram a economia americana. Disse ainda que o percentual de 15% representa o nível totalmente permitido e legalmente testado.
O presidente também sinalizou que a medida é transitória. Durante os 150 dias de vigência, o governo trabalhará na formulação de novas tarifas consideradas legalmente admissíveis, indicando que a estratégia comercial será reestruturada para se apoiar em fundamentos jurídicos distintos daqueles rejeitados pela Suprema Corte.
A decisão reforça que, apesar do revés judicial, a política tarifária permanece no centro da agenda econômica do governo. Ao mesmo tempo, amplia a tensão institucional em torno dos limites entre Executivo e Congresso na condução da política comercial dos Estados Unidos.






