Suínos Evento Híbrido
O Presente Rural e Frimesa divulgam programação do 1º Dia do Suinocultor
Serão sete palestras que vão contribuir para atualizar os profissionais que atuam na cadeia suinícola nacional.

O Jornal O Presente Rural e a Cooperativa Agroindustrial Frimesa realizam, no próximo dia 21, a primeira edição do Dia do Suinocultor, evento promovido em alusão a data que celebra essa importante profissão, que faz da cadeia suinícola um setor estratégico para o desenvolvimento econômico do país.
O evento será realizado no formato híbrido, com participação presencial para convidados em Marechal Cândido Rondon, na região Oeste do Paraná, e com transmissão ao vivo pelos canais de O Presente Rural no Facebook e no YouTube, a partir das 08h15.
Voltado para produtores, lideranças do setor e profissionais que atuam diretamente na cadeia produtiva, como fornecedores de matérias-primas, equipamentos e insumos, o Dia do Suinocultor vai promover um dia inteiro de palestras, debates e trocas de informações em prol de uma suinocultura mais sustentável e atenta aos atuais desafios e oportunidades.
A programação com as temáticas das palestras e os profissionais que estarão no evento foram divulgados nesta quinta-feira (07) pela Comissão Organizadora. Serão sete palestras que vão contribuir para atualizar os profissionais que atuam na cadeia suinícola nacional.

Responsável pela programação do 1º Dia do Suinocultor e gerente de Suprimentos de Suínos da Frimesa, Valdecir Luiz Mauerwerk: “São temas de extrema importância, pois são eles os pilares da sustentação da suinocultura, desde sua essência, por esse motivo entendemos que essas bases da produção se fazem necessárias serem tratadas e discutidas constantemente” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural
Responsável pela programação do 1º Dia do Suinocultor, o gerente de Suprimentos de Suínos da Frimesa, Valdecir Luiz Mauerwerk, ressalta que o desafio de encontrar temas coerentes com às demandas eminentes da suinocultura e que se apliquem de forma prática no atual cenário que o setor enfrenta. “Foi bastante desafiador, foram dias de estudo, avaliação, validações para ao final chegarmos em uma programação que entendemos satisfatória para o objetivo e as expectativas criadas para esse evento tão importante para a suinocultura. Ao todo três pessoas estiveram envolvidas diretamente na organização e definição dos temas”, menciona Mauerwerk.
Os assuntos que nortearão a programação do 1º Dia do Suinocultor estão concentrados na produção em granjas, segurança da atividade e mercado de carnes. “São temas de extrema importância, pois são eles os pilares da sustentação da suinocultura, desde sua essência, por esse motivo entendemos que essas bases da produção se fazem necessárias serem tratadas e discutidas constantemente”, pontua o profissional.
Evento híbrido
Mauerwerk também destaca a importância de o evento ser híbrido, uma vez a transmissão gera um alcance expressivo durante e após a sua realização. “É uma ótima oportunidade de disseminação da informação, seja ela em tempo real ou acessos posteriores aos conteúdos, pois em função das atividades e dedicação incondicional que se aplica à suinocultura ou à produtores e profissionais da área localizados em regiões ou Estados distantes do local do evento, eventualmente, não conseguem se fazer presentes, porém no caso do evento híbrido, todo esse público é atendido plenamente”, enaltece.

Diretor de Comunicação e Marketing do Jornal O Presente Rural, Selmar Franck Marquesin: “Existem inúmeros detalhes que devem e estão sendo cuidados para que seja levado ao público um evento de alta qualidade, tanto nas palestras como nos sistemas de apresentação e entendimento” – Foto: Sandro Mesquita/OP Rural
O diretor de Comunicação e Marketing do Jornal O Presente Rural, Selmar Franck Marquesin, destaca os desafios e fatores envolvidos para oferecer a transmissão em tempo real do evento. “Os desafios principais são gerar engajamento do público, mas, em contrapartida, possibilita o alcance de um maior número de pessoas, uma vez que permite que o internauta assista ao vivo ou pós evento, no conforto de sua casa ou escritório e sem custo de inscrição ou deslocamento. Os fatores como equipe técnica, equipamentos e estrutura são ainda mais importantes do que um evento somente presencial, pois existem inúmeros detalhes que devem e estão sendo cuidados para que seja levado ao público um evento de alta qualidade, tanto nas palestras como nos sistemas de apresentação e entendimento”, ressalta Marquesin.
Preparativos
Há duas semanas do evento, o gerente de Suprimentos de Suínos da Frimesa frisa que os preparativos finais seguem de forma satisfatória, destacando o sentimento de poder contribuir com a realização da 1ª edição do evento. “É uma honra imensurável poder contribuir para a viabilização da comemoração, em caráter técnico e produtivo, do primeiro evento oficial do Dia do Suinocultor em Marechal Cândido Rondon. Sabidamente, nossa categoria de produção de suínos passa por cenários desafiadores e esses verdadeiros heróis, que são nossos suinocultores, não desistem do seu propósito, pois certamente essa atividade é a base de sustento e renda de inúmeras famílias”, frisa Mauerwerk.
Programação
O diretor-presidente da Frimesa, Valter Vanzella, fará a palestra de abertura às 08h30, oportunidade em que vai falar sobre o “Sistema de Integração frente ao atual cenário da suinocultura” e também vai apresentar o andamento das obras da Unidade Frigorífica de Suínos da cooperativa em Assis Chateaubriand (PR).
Em seguida, às 09 horas, o diretor de Mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Luís Rua, abordará o tema “Produção, consumo e exportações, novos mercados e perspectivas do setor de carnes suínas”. Na sequência, às 10h10, a diretora técnica comercial da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Charli Ludke, vai falar sobre a “Peste Suína Clássica e Africana e os desafios quanto ao uso dos antimicrobianos”; logo após, às 11 horas, a médica-veterinária da Universidade de Marília (Unimar), Aline Fadelli, encerra a programação matutina com a palestra “Capacitação de manejo na suinocultura e seu impacto na rentabilidade da granja”.
No período da tarde, com início às 13h30, o doutor em Genética e Melhoramento Animal pela Universidade de Wageningen (WUR), na Holanda, Marcos Soares Lopes, vai discorrer sobre as “Tendências de produção de carne suína visando mercados mais exigentes”. Depois, às 14h20, o zootecnista e mestre em Nutrição Animal, Matias Djalma Appelt, aborda “O papel da nutrição para o sucesso na produção de suínos”.
A médica-veterinária, mestre na área de Fisiopatologia da Reprodução de Suínos pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas, Luciana Fiorin Hernig, dará continuidade à programação com a palestra “A Importância da sanidade na produção de suínos”, a partir das 15h10. E às 16h20, Gustavo Simão, mestre em Medicina Veterinária, encerra o ciclo de palestras com a temática “Biossegurança – novo pilar da suinocultura moderna”.
Em todas as palestras haverá espaço para os participantes, tanto presenciais como remotos, tirarem suas dúvidas e fazerem perguntas sobre os temas abordados.
O encerramento da programação do 1º Dia do Suinocultor está previsto para as 17h10.
Somando forças com O Presente Rural
Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o Dia do Suinocultor conta com patrocínio ouro da Agroceres PIC, Boehringer, DB Genética, Inobram, Topigs Norsvin e Vaccinar; prata da Biochem, Construsui, Imeve, Master Biodigestores, MSD Saúde Animal, Perct, Roboagro e Sicredi; e bronze da AB Vista, Anpário, BTA Aditivos, Crystal Spring, Farenzena, GD Brasil, Nnatrivm e Suiaves.
Programação Dia do Suinocultor
08h15 – Abertura e início da transmissão
08h30 – Palestra de Abertura com o diretor-presidente da Frimesa, Valter Vanzella sobre “Sistema de Integração frente ao atual cenário da suinocultura” e apresentação do Frigorífico da Frimesa em Assis Chateaubriand
09h – Palestra: “Produção, consumo, exportações, novos mercados e perspectivas do setor de carnes suínas”, com o diretor de Mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Luís Rua
09h40 – Espaço para perguntas
09h50 – Coffee break
10h10 – Palestra: “Peste Suína Clássica e Africana e os desafios quanto ao uso dos antimicrobianos”, com a diretora técnica comercial da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Charli Ludke
10h50 – Espaço para perguntas
11h – Palestra: “Capacitação de manejo na suinocultura e seu impacto na rentabilidade da granja”, com a médica-veterinária da Universidade de Marília (Unimar), Aline Fadelli
11h40 – Espaço para perguntas
12h – Almoço
13h30 – Palestra: “Tendências de produção de carne suína visando mercados mais exigentes”, com o doutor em Genética e Melhoramento Animal pela Universidade de Wageningen (WUR), na Holanda, Marcos Soares Lopes
14h10 – Espaço para perguntas
14h20 – Palestra: “O papel da nutrição para o sucesso na produção de suínos”, com o zootecnista e mestre em Nutrição Animal, Matias Djalma Appelt
15h – Espaço para perguntas
15h10 – Palestra: “A Importância da sanidade na produção de suínos”, com a médica-veterinária, mestre na área de Fisiopatologia da Reprodução de Suínos pela UFRGS, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV, Luciana Fiorin Hernig
15h50 – Espaço para perguntas
16h – Coffee break
16h20 – Palestra: “Biossegurança – novo pilar da suinocultura moderna”, com o mestre em Medicina Veterinária, Gustavo Simão
17h – Espaço para perguntas
17h10 – Encerramento

Suínos
Congresso de Suinocultores do Paraná coloca biosseguridade no centro dos debates da atividade
Coordenador de Suinocultura da Lar afirma que falhas na proteção sanitária podem comprometer toda a produção e defende maior alinhamento entre produtores e assistência técnica.

A biosseguridade continua sendo um dos maiores desafios da suinocultura moderna e será um dos temas centrais do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que acontece no dia 09 de junho, em Marechal Cândido Rondon (PR). O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados em Marechal Cândido Rondon (PR) e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.

Técnico em Agropecuária e coordenador de suinocultura na Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin: “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”
Em uma região que concentra uma das maiores densidades de produção de suínos do país, o técnico em Agropecuária e coordenador de Suinocultura da Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin, ressalta que prevenir a entrada e disseminação de doenças é uma condição indispensável para garantir a sustentabilidade da atividade.
O profissional destaca que os avanços em gestão, treinamento e qualificação profissional podem ser conquistados com investimentos e capacitação. Já a biosseguridade exige vigilância permanente. “O principal gargalo que nós temos hoje é a biosseguridade. Outros pontos relacionados à gestão técnica podem ser trabalhados com treinamento, qualificação e especialização das equipes. Porém, quando a biosseguridade da granja é comprometida, não existe mais como remediar”, afirma.
Segundo Beraldin, o desafio se torna ainda maior em regiões com elevada concentração de granjas e intensa movimentação de pessoas e veículos. “Estamos numa região muito adensada, com instalações mais antigas, propriedades muito próximas umas das outras, rodovias passando perto das granjas e diferentes integradoras atuando no mesmo território. Tudo isso aumenta a complexidade do controle sanitário”, ressalta.
Uniformidade das carcaças segue como desafio
Além das questões sanitárias, Beraldin aponta que a busca por uniformidade dos lotes continua sendo uma das principais dificuldades enfrentadas dentro das granjas.

De acordo com ele, mesmo com os avanços genéticos e nutricionais registrados nas últimas décadas, ainda existem diferenças significativas de desempenho entre os animais. “O principal ponto de desalinhamento entre o que a indústria exige e a realidade da granja está relacionado à uniformidade das carcaças. Esse é um desafio que atravessa décadas e continua presente. O peso de nascimento é naturalmente diferente entre os indivíduos e, ao longo das fases de crescimento e terminação, essas diferenças acabam reaparecendo”, explica.
O coordenador destaca que o agrupamento dos animais por tamanho ajuda a reduzir essa variabilidade, mas exige manejo constante e nem sempre é suficiente para manter a uniformidade desejada até o abate.
Outro fator apontado por ele envolve as exigências relacionadas à conformação das carcaças. “Qualquer hérnia ou problema semelhante pode levar à classificação daquele animal como não conforme. Muitas vezes isso resulta na condenação da carcaça. É uma exigência que não parte diretamente da indústria, mas dos órgãos fiscalizadores, e que acaba gerando perdas importantes ao longo da cadeia”, observa.
Produtor e técnico devem atuar lado a lado

Para Beraldin, a velocidade na identificação dos problemas dentro da granja é um dos fatores que mais influenciam os resultados produtivos. Por isso, ele defende uma relação próxima entre produtores e equipes técnicas. “O principal conhecimento que o produtor pode ter na tomada de decisão é entender a dinâmica do mercado e manter uma relação muito próxima com o técnico. No primeiro sinal de qualquer anormalidade dos animais, a assistência técnica deve ser acionada”, enfatiza.
Segundo ele, a experiência acumulada pelos profissionais que acompanham diferentes granjas permite respostas mais rápidas e eficientes diante de possíveis problemas sanitários ou produtivos. “Aquele lote é único para o produtor, mas o técnico observa diversos lotes ao longo da semana. Isso permite agir rapidamente e tomar decisões com mais segurança. O principal é que o produtor conheça bem seu plantel e esteja alinhado com a assistência técnica”, ressalta.
Congresso reforça protagonismo do produtor
Na avaliação de Beraldin, um dos diferenciais do Congresso de Suinocultores do Paraná é justamente manter o foco no produtor e na realidade das propriedades rurais. “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”, destaca.
Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná
08h – Café de boas-vindas Sicredi
08h30 – Abertura
09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira
- Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa
09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026
- Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)
10h10 – Coffee break
10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva
- Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar
11h10 – Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade
- Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR
11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias
- Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale
12h10 – Almoço
13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras
- Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep
14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo
- Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios
14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura
- Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL
15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor
- Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural
15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios
- Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
- Moderação: Eliana Panty
16h20 – Encerramento
Somando forças com O Presente Rural
Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.
O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.
Suínos
Sanidade, mão de obra e tecnologia desafiam a suinocultura, afirma gerente da Primato
Temas estarão entre os destaques do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que acontece no dia 09 de junho em Marechal Cândido Rondon (PR).

A sanidade dos rebanhos, a dificuldade de contratação de mão de obra e a necessidade de ampliar o uso de informações em tempo real dentro das granjas estão entre os principais desafios enfrentados atualmente pela suinocultura brasileira. Os temas estarão no centro das discussões do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que reúne no próximo dia 09 de junho produtores, técnicos, cooperativas, agroindústrias e lideranças do setor em Marechal Cândido Rondon (PR).

Zootecnista e gerente Pecuário na Primato Cooperativa Agroindustrial, William Wesendonck: “Participar do Congresso é uma oportunidade única para fortalecer cada vez mais a nossa suinocultura” – Foto: Divulgação/Primato
O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.
Para o zootecnista e gerente Pecuário da Primato Cooperativa Agroindustrial, William Wesendonck, a sanidade segue como a principal preocupação das granjas da região. “Vejo como principal gargalo técnico a sanidade. Nos últimos cinco anos estamos enfrentando um desafio sanitário muito grande no Oeste do Paraná e encontramos dificuldades para melhorar esse status sanitário”, afirma.
Na área de gestão, ele destaca que os desafios passam tanto pela escassez de profissionais quanto pelas diferenças entre gerações que hoje convivem dentro da cadeia produtiva. “Temos poucas pessoas disponíveis para o mercado de trabalho e isso todos estão sentindo na pele. Além disso, existe o desafio de conectar profissionais jovens, que chegam ao setor com cerca de 20 anos, com produtores que muitas vezes estão próximos dos 65 anos. São gerações com visões e experiências bastante diferentes”, observa.
Exigências do mercado exigem respostas rápidas

Segundo Wesendonck, a demanda dos consumidores por alimentos produzidos com atenção ao meio ambiente, ao bem-estar animal e à rastreabilidade tem provocado mudanças importantes dentro da cadeia produtiva.
Na avaliação dele, o desafio está na velocidade com que essas adaptações precisam ocorrer para manter a competitividade da carne suína brasileira no mercado internacional. “O consumidor vem exigindo mudanças no formato de produção, com foco em valor agregado, sustentabilidade e bem-estar animal. Muitas vezes essas exigências chegam de forma rápida à indústria e precisam ser implementadas em toda a cadeia”, explica.
Para o gerente, atrasos na adoção de protocolos e critérios exigidos pelos compradores podem comprometer oportunidades comerciais. “O Brasil disputa mercados altamente competitivos. Entre fechar ou perder uma venda para determinado país, muitas vezes a diferença está em já ter os critérios exigidos implantados. Quando a demanda surge, a indústria precisa repassar rapidamente e o produtor precisa acompanhar esse movimento para que todos ganhem dinheiro juntos”, ressalta.
Gestão baseada em dados
Outro ponto destacado por Wesendonck é a crescente necessidade de os produtores dominarem informações ligadas à nutrição, genética e sanidade dos animais.

Foto: Ari Dias/AEN
Segundo ele, a produção moderna exige conhecimento muito mais detalhado do que há alguns anos. “O produtor precisa estar alinhado com a integradora em relação à nutrição, genética e sanidade. Hoje trabalhamos com várias fórmulas de ração, diferentes genéticas e desafios sanitários distintos. O produtor precisa conhecer essas informações para tomar decisões mais assertivas”, enfatiza.
O profissional também defende uma maior incorporação de tecnologias capazes de fornecer indicadores produtivos em tempo real. “O produtor necessita urgentemente de tecnologias que mostrem os indicadores da granja em tempo real. Não adianta terminar um lote para descobrir depois que houve excesso de consumo ou uma conversão alimentar ruim. É preciso acompanhar isso durante o processo”, salienta, reforçando: “O produtor precisa saber durante o ciclo se está conduzindo um lote bom ou se existem pontos que precisam ser corrigidos”.
Espaço para discutir o futuro da atividade
Wesendonck avalia que o Congresso de Suinocultores do Paraná tem papel importante justamente por reunir todos os elos da cadeia em um único ambiente de debate. “A importância do Congresso está no fato de podermos reunir todos os elos envolvidos na cadeia em um único dia e em um só local. Vamos discutir temas fundamentais para a suinocultura, como nutrição, sanidade e sucessão familiar, com profissionais que vivem o setor diariamente”, destaca.
Segundo ele, a troca de experiências entre produtores, técnicos, cooperativas e empresas contribui para fortalecer a atividade e acelerar a adoção de soluções dentro das granjas. “Ficamos muito felizes em participar desse momento. É uma oportunidade para fortalecer cada vez mais a nossa suinocultura”, exalta.
Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná
08h – Café de boas-vindas Sicredi
08h30 – Abertura
09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira
- Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa
09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026
- Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)
10h10 – Coffee break
10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva
- Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar
11h10 – Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade
- Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR
11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias
- Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale
12h10 – Almoço
13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras
- Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep
14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo
- Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios
14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura
- Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL
15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor
- Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural
15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios
- Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
- Moderação: Eliana Panty
16h20 – Encerramento
Somando forças com O Presente Rural
Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.
O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.
Suínos
Suinfair 2026 deve impulsionar economia regional e destacar força da suinocultura independente em Minas Gerais
Feira realizada no Vale do Piranga reunirá produtores, técnicos e empresas do setor, movimentando negócios e fortalecendo um dos principais polos suinícolas do país.

A realização da Suinfair 2026, nos dias 01º e 02 de julho, em Ponte Nova (MG), deve gerar impactos econômicos e técnicos para o Vale do Piranga, região reconhecida como o maior polo da suinocultura independente do Brasil. A expectativa é de que a feira atraia produtores, técnicos, empresas e profissionais de diferentes estados, ampliando as oportunidades de negócios e fortalecendo a cadeia produtiva regional.
Além de reunir os principais agentes ligados à atividade suinícola, o evento tende a impulsionar diversos segmentos da economia local. A maior circulação de visitantes durante os dois dias da feira deve beneficiar setores como hotelaria, alimentação, transporte e comércio, tanto em Ponte Nova quanto em municípios vizinhos.

A programação da Suinfair também busca fortalecer a competitividade da produção regional por meio da difusão de conhecimento, apresentação de novas tecnologias e promoção de conexões estratégicas entre produtores, fornecedores e demais participantes do setor. O ambiente de negócios criado pela feira favorece a troca de experiências e a identificação de oportunidades para ampliar a eficiência e a rentabilidade das granjas.
O evento ocorre em uma região que concentra aproximadamente 35% do rebanho suíno de Minas Gerais, fator que reforça a relevância do Vale do Piranga para a produção estadual. A expressiva participação da região na atividade coloca o território em posição estratégica dentro da suinocultura brasileira, especialmente no segmento independente.
Ao consolidar a aproximação entre produção, mercado e inovação, a Suinfair reforça o protagonismo do Vale do Piranga na cadeia suinícola nacional e amplia a visibilidade de uma atividade que desempenha papel importante no desenvolvimento econômico regional.



