Suínos Evento Híbrido
O Presente Rural e Frimesa divulgam programação do 1º Dia do Suinocultor
Serão sete palestras que vão contribuir para atualizar os profissionais que atuam na cadeia suinícola nacional.

O Jornal O Presente Rural e a Cooperativa Agroindustrial Frimesa realizam, no próximo dia 21, a primeira edição do Dia do Suinocultor, evento promovido em alusão a data que celebra essa importante profissão, que faz da cadeia suinícola um setor estratégico para o desenvolvimento econômico do país.
O evento será realizado no formato híbrido, com participação presencial para convidados em Marechal Cândido Rondon, na região Oeste do Paraná, e com transmissão ao vivo pelos canais de O Presente Rural no Facebook e no YouTube, a partir das 08h15.
Voltado para produtores, lideranças do setor e profissionais que atuam diretamente na cadeia produtiva, como fornecedores de matérias-primas, equipamentos e insumos, o Dia do Suinocultor vai promover um dia inteiro de palestras, debates e trocas de informações em prol de uma suinocultura mais sustentável e atenta aos atuais desafios e oportunidades.
A programação com as temáticas das palestras e os profissionais que estarão no evento foram divulgados nesta quinta-feira (07) pela Comissão Organizadora. Serão sete palestras que vão contribuir para atualizar os profissionais que atuam na cadeia suinícola nacional.

Responsável pela programação do 1º Dia do Suinocultor e gerente de Suprimentos de Suínos da Frimesa, Valdecir Luiz Mauerwerk: “São temas de extrema importância, pois são eles os pilares da sustentação da suinocultura, desde sua essência, por esse motivo entendemos que essas bases da produção se fazem necessárias serem tratadas e discutidas constantemente” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural
Responsável pela programação do 1º Dia do Suinocultor, o gerente de Suprimentos de Suínos da Frimesa, Valdecir Luiz Mauerwerk, ressalta que o desafio de encontrar temas coerentes com às demandas eminentes da suinocultura e que se apliquem de forma prática no atual cenário que o setor enfrenta. “Foi bastante desafiador, foram dias de estudo, avaliação, validações para ao final chegarmos em uma programação que entendemos satisfatória para o objetivo e as expectativas criadas para esse evento tão importante para a suinocultura. Ao todo três pessoas estiveram envolvidas diretamente na organização e definição dos temas”, menciona Mauerwerk.
Os assuntos que nortearão a programação do 1º Dia do Suinocultor estão concentrados na produção em granjas, segurança da atividade e mercado de carnes. “São temas de extrema importância, pois são eles os pilares da sustentação da suinocultura, desde sua essência, por esse motivo entendemos que essas bases da produção se fazem necessárias serem tratadas e discutidas constantemente”, pontua o profissional.
Evento híbrido
Mauerwerk também destaca a importância de o evento ser híbrido, uma vez a transmissão gera um alcance expressivo durante e após a sua realização. “É uma ótima oportunidade de disseminação da informação, seja ela em tempo real ou acessos posteriores aos conteúdos, pois em função das atividades e dedicação incondicional que se aplica à suinocultura ou à produtores e profissionais da área localizados em regiões ou Estados distantes do local do evento, eventualmente, não conseguem se fazer presentes, porém no caso do evento híbrido, todo esse público é atendido plenamente”, enaltece.

Diretor de Comunicação e Marketing do Jornal O Presente Rural, Selmar Franck Marquesin: “Existem inúmeros detalhes que devem e estão sendo cuidados para que seja levado ao público um evento de alta qualidade, tanto nas palestras como nos sistemas de apresentação e entendimento” – Foto: Sandro Mesquita/OP Rural
O diretor de Comunicação e Marketing do Jornal O Presente Rural, Selmar Franck Marquesin, destaca os desafios e fatores envolvidos para oferecer a transmissão em tempo real do evento. “Os desafios principais são gerar engajamento do público, mas, em contrapartida, possibilita o alcance de um maior número de pessoas, uma vez que permite que o internauta assista ao vivo ou pós evento, no conforto de sua casa ou escritório e sem custo de inscrição ou deslocamento. Os fatores como equipe técnica, equipamentos e estrutura são ainda mais importantes do que um evento somente presencial, pois existem inúmeros detalhes que devem e estão sendo cuidados para que seja levado ao público um evento de alta qualidade, tanto nas palestras como nos sistemas de apresentação e entendimento”, ressalta Marquesin.
Preparativos
Há duas semanas do evento, o gerente de Suprimentos de Suínos da Frimesa frisa que os preparativos finais seguem de forma satisfatória, destacando o sentimento de poder contribuir com a realização da 1ª edição do evento. “É uma honra imensurável poder contribuir para a viabilização da comemoração, em caráter técnico e produtivo, do primeiro evento oficial do Dia do Suinocultor em Marechal Cândido Rondon. Sabidamente, nossa categoria de produção de suínos passa por cenários desafiadores e esses verdadeiros heróis, que são nossos suinocultores, não desistem do seu propósito, pois certamente essa atividade é a base de sustento e renda de inúmeras famílias”, frisa Mauerwerk.
Programação
O diretor-presidente da Frimesa, Valter Vanzella, fará a palestra de abertura às 08h30, oportunidade em que vai falar sobre o “Sistema de Integração frente ao atual cenário da suinocultura” e também vai apresentar o andamento das obras da Unidade Frigorífica de Suínos da cooperativa em Assis Chateaubriand (PR).
Em seguida, às 09 horas, o diretor de Mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Luís Rua, abordará o tema “Produção, consumo e exportações, novos mercados e perspectivas do setor de carnes suínas”. Na sequência, às 10h10, a diretora técnica comercial da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Charli Ludke, vai falar sobre a “Peste Suína Clássica e Africana e os desafios quanto ao uso dos antimicrobianos”; logo após, às 11 horas, a médica-veterinária da Universidade de Marília (Unimar), Aline Fadelli, encerra a programação matutina com a palestra “Capacitação de manejo na suinocultura e seu impacto na rentabilidade da granja”.
No período da tarde, com início às 13h30, o doutor em Genética e Melhoramento Animal pela Universidade de Wageningen (WUR), na Holanda, Marcos Soares Lopes, vai discorrer sobre as “Tendências de produção de carne suína visando mercados mais exigentes”. Depois, às 14h20, o zootecnista e mestre em Nutrição Animal, Matias Djalma Appelt, aborda “O papel da nutrição para o sucesso na produção de suínos”.
A médica-veterinária, mestre na área de Fisiopatologia da Reprodução de Suínos pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas, Luciana Fiorin Hernig, dará continuidade à programação com a palestra “A Importância da sanidade na produção de suínos”, a partir das 15h10. E às 16h20, Gustavo Simão, mestre em Medicina Veterinária, encerra o ciclo de palestras com a temática “Biossegurança – novo pilar da suinocultura moderna”.
Em todas as palestras haverá espaço para os participantes, tanto presenciais como remotos, tirarem suas dúvidas e fazerem perguntas sobre os temas abordados.
O encerramento da programação do 1º Dia do Suinocultor está previsto para as 17h10.
Somando forças com O Presente Rural
Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o Dia do Suinocultor conta com patrocínio ouro da Agroceres PIC, Boehringer, DB Genética, Inobram, Topigs Norsvin e Vaccinar; prata da Biochem, Construsui, Imeve, Master Biodigestores, MSD Saúde Animal, Perct, Roboagro e Sicredi; e bronze da AB Vista, Anpário, BTA Aditivos, Crystal Spring, Farenzena, GD Brasil, Nnatrivm e Suiaves.
Programação Dia do Suinocultor
08h15 – Abertura e início da transmissão
08h30 – Palestra de Abertura com o diretor-presidente da Frimesa, Valter Vanzella sobre “Sistema de Integração frente ao atual cenário da suinocultura” e apresentação do Frigorífico da Frimesa em Assis Chateaubriand
09h – Palestra: “Produção, consumo, exportações, novos mercados e perspectivas do setor de carnes suínas”, com o diretor de Mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Luís Rua
09h40 – Espaço para perguntas
09h50 – Coffee break
10h10 – Palestra: “Peste Suína Clássica e Africana e os desafios quanto ao uso dos antimicrobianos”, com a diretora técnica comercial da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Charli Ludke
10h50 – Espaço para perguntas
11h – Palestra: “Capacitação de manejo na suinocultura e seu impacto na rentabilidade da granja”, com a médica-veterinária da Universidade de Marília (Unimar), Aline Fadelli
11h40 – Espaço para perguntas
12h – Almoço
13h30 – Palestra: “Tendências de produção de carne suína visando mercados mais exigentes”, com o doutor em Genética e Melhoramento Animal pela Universidade de Wageningen (WUR), na Holanda, Marcos Soares Lopes
14h10 – Espaço para perguntas
14h20 – Palestra: “O papel da nutrição para o sucesso na produção de suínos”, com o zootecnista e mestre em Nutrição Animal, Matias Djalma Appelt
15h – Espaço para perguntas
15h10 – Palestra: “A Importância da sanidade na produção de suínos”, com a médica-veterinária, mestre na área de Fisiopatologia da Reprodução de Suínos pela UFRGS, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV, Luciana Fiorin Hernig
15h50 – Espaço para perguntas
16h – Coffee break
16h20 – Palestra: “Biossegurança – novo pilar da suinocultura moderna”, com o mestre em Medicina Veterinária, Gustavo Simão
17h – Espaço para perguntas
17h10 – Encerramento

Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.
Suínos
Da creche à sustentabilidade, 6º Encontro Técnico Abraves-SP apresenta estratégias para aumentar eficiência das granjas
Evento em Pirassununga (SP) vai discutir manejo de leitões leves, sanidade, nutrição e sistemas de produção para apoiar decisões técnicas na suinocultura.

Melhorar a produtividade sem comprometer a sanidade do rebanho exige decisões técnicas em todas as etapas da produção. Manejo de leitões, nutrição, biosseguridade e gestão dos sistemas de criação estão entre os fatores que determinam o desempenho das granjas e influenciam diretamente os custos e os resultados da atividade.
Diante desse cenário, a atualização técnica tornou-se uma ferramenta cada vez mais importante para médicos-veterinários, zootecnistas, consultores e produtores, que precisam incorporar novos conhecimentos à rotina das granjas.
Esses temas estarão em debate no 6º Encontro Técnico Abraves-SP, que será realizado em 09 de setembro, no campus da Universidade de São Paulo (USP), reunindo profissionais da cadeia suinícola para discutir soluções aplicáveis aos sistemas de produção.
Entre os destaques da programação está a palestra do médico-veterinário Vinícius Cantarelli, que abordará estratégias de manejo de leitões leves na fase de creche, uma etapa decisiva para o desempenho dos animais ao longo do ciclo produtivo.
O médico-veterinário Caio Abércio da Silva discutirá a sustentabilidade dos sistemas de produção, apresentando abordagens voltadas à eficiência técnica, econômica e ambiental da suinocultura.
Promovido pela regional paulista da Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (ABRAVES), o encontro busca aproximar pesquisa científica e prática de campo, oferecendo aos participantes ferramentas para aprimorar a tomada de decisão nas granjas.
A programação completa e as inscrições estão disponíveis aqui.
Suínos
Redução das granjas de reprodutores acende alerta para a genética suína
Artigo destaca a queda no número de GRSCs e defende medidas para preservar a base genética da suinocultura brasileira.

Ao nos referirmos às Granjas de Reprodutores Suínos no Brasil, as chamadas GRSCs, há que se ressaltar, de pronto, o fundamento histórico e a relevância dessas granjas à atividade suinícola nacional, assim como sua relação direta com a organização da classe dos produtores de suínos do Brasil, haja vista que elas deram origem à Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), fundada por um grupo de 48 produtores em 13 de novembro de 1955 no município gaúcho de Estrela, dando-se assim início a um significativo e intenso trabalho de melhoramento do rebanho de suínos no Brasil. E a criação da ABCS tornou possível organizar o registro genealógico e os programas de melhoramento genético no país, em se tratando de suinocultura comercial. É possível afirmar que as GRSCs são os verdadeiros centros de seleção genética, controle de origem e de avaliação do desempenho dos animais.
De fato, foram o pilar da transformação da suinocultura brasileira, ajudando a tornar o Brasil uma potência global na produção de carne suína, ocupando hoje o 4° lugar na produção mundial de suínos, pelo fato de as GRSCs garantirem a autossuficiência genética nacional, impulsionarem a adoção da inseminação artificial e elevarem a sanidade e a produtividade brasileira a padrões internacionais. De tal forma que essas granjas tiveram e ainda têm um papel fundamental no desenvolvimento da suinocultura brasileira moderna, dentro de uma cadeia altamente tecnificada e competitiva.
Não há como não se observar esse aspecto histórico da importância das granjas de produção de reprodutores suídeos, desde a criação da ABCS e de suas associações afiliadas estaduais, para a sustentação da atividade suinícola do Brasil nos últimos 70 anos, período em que o consumo interno de produtos derivados de suínos dobrou, passando de uma média nacional de 10kg para 20 kg, per capta, justamente a partir do uso de reprodutores dessas granjas. Aliás, em 2025, a média foi de 20,2 kg/habitante/ano (segundo a ABCS), consolidando um crescimento de cerca de 35% na última década.
Redução drástica das GRSCs no Brasil

Artigo escrito por Cesar da Luz é especialista em agribusiness, consultor da Associação Paranaense de Suinocultores e pesquisador da cadeia suinícola nacional. E-mail: [email protected].
Mesmo diante de todo esse contexto histórico, levantamento feito com base na literatura brasileira e com dados obtidos junto ao Relatório de 2025 do Registro Genealógico de Suínos da Associação Brasileira de Criadores de Suínos, ABCS, indica que houve uma redução muito significativa no número dos criadores de suínos da raça Landrace, com afixo registrado pelo produtor na entidade que representa o sistema suinícola brasileiro. Afixo é o nome oficial dado ao criatório, ou granja, certificada na ABCS.
Para se ter uma ideia da grande redução no número desse tipo de granjas e da grande erosão da variabilidade genética de suínos no Brasil, enquanto na década de 1970 o número de afixos registrados na ABCS era de 271, no ano passado, esse número caiu drasticamente para apenas 34. Portanto, atualmente, essas granjas representam apenas 12,5% do total existentes na década de 1970, em um ambiente em que as fontes de material genético das principais raças comerciais de suínos, como Landrace, Large White, Duroc e Pietrain, já são bastante escassas.
O fato é que o número de Registros Genealógicos vem reduzindo substancialmente desde a década de 1970 para a década de 1990 e para o período posteriormente aos anos 2000, enquanto o número de afixos de Empresas Integradoras e de Empresas de Genética vem crescendo sua participação no mercado de reprodutores Landrace, no Brasil.
Raça Landrace
No caso específico da raça Landrace, ela é uma das mais importantes para a evolução da atividade suinícola brasileira moderna, principalmente pela sua elevada capacidade reprodutiva e pelo excelente desempenho materno. Originária da Dinamarca, a raça foi introduzida no Brasil para contribuir no melhoramento genético dos rebanhos comerciais e se tornou fundamental nos sistemas intensivos de produção de carne suína.
A participação da raça Landrace foi decisiva para a modernização da suinocultura brasileira, especialmente a partir da intensificação da atividade nas regiões Sul, nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul,0 Sudeste, nos estados de São Paulo e Minas Gerais, sendo que as GRSCs passaram a utilizar amplamente a genética Landrace em programas de seleção, contribuindo para a disseminação de animais superiores e para o controle sanitário dos plantéis.
É importante destacar, ainda, que a raça Landrace é uma das principais raças de suínos utilizada na produção de suínos no Brasil, compondo 50% do genótipo na maioria das fêmeas F1 utilizadas na produção comercial de suínos, o que muito bem representa o que está ocorrendo com os Registros Genealógicos de Suínos no país, algo que requer muita atenção, especialmente dos órgãos governamentais, especialmente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Ressalte-se, ainda, que as Granjas Independentes de Produção de Reprodutores, no caso da raça Landrace, elas são fundamentais também para a produção do mercado livre de suínos no país, composto por granjas de pequeno e médio porte que não pertencem aos sistemas integrados e cooperados. São tais granjas independentes que abastecem grande parcela do mercado interno nacional com produtos derivados de suínos, mas que estão reduzindo ano após ano, colocando o Brasil na dependência de reprodutores de Empresas de Genética que atuam no país, mas cujos Núcleos Genéticos Primários se encontram no exterior, o que implica no aumento do volume de “royalties” enviados para fora do Brasil.
Portanto, as GRSCs continuarão sendo extremamente importantes para suprir o mercado interno de reprodutores suínos, bem como fundamentais para o resgate e manutenção das raças nacionais de suínos e mesmo para a manutenção das raças importadas que já estão adaptadas para uso comum na suinocultura brasileira. Sem dúvida, as granjas de reprodutores foram a base do avanço genético, sanitário e tecnológico da suinocultura nacional, sem as quais o setor dificilmente teria alcançado os níveis atuais de eficiência, qualidade e competitividade internacional que se encontram hoje.
Olhando para esse histórico e para a importância das Granjas de Reprodutores de Suínos para a suinocultura brasileira, vê-se, inclusive, a própria necessidade de que uma fonte pública proporcione recursos, inclusive a fundo perdido, para a implementação das novas medidas exigidas pelo MAPA, integrantes da Portaria DAS/MAPA nº 1.358/2025, permitindo que as GRSCs consigam continuar cumprindo seu papel no contexto da suinocultura e como salvaguardas do banco genético nacional.







