Suínos Da coleta rudimentar à genética de ponta
O pioneirismo da Acsurs que mudou o rumo da suinocultura brasileira
Iniciativa pioneira da Acsurs, criada há 50 anos, introduziu a inseminação artificial e impulsionou o melhoramento genético, transformando a suinocultura brasileira em um setor moderno e competitivo.

Há meio século, a suinocultura brasileira vivia um momento decisivo. Em 1975, nascia em Estrela (RS) a primeira Central de Coleta e Processamento de Sêmen (CCPS) do país, criada pela Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs). O projeto, impulsionado pelo então presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Hélio Miguel de Rose, foi o ponto de partida para uma transformação silenciosa e profunda na produção de suínos no Brasil.
Com apoio do Ministério da Agricultura, da Embrapa, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e das associações estaduais de criadores, o grupo que idealizou a central uniu pioneirismo e coragem para implantar uma técnica que, até então, só era usada em bovinos. “A Acsurs foi pioneira justamente por ter uma visão muito à frente do seu tempo”, afirma Valdecir Luis Folador, atual presidente da entidade, enaltecendo: “Naquela época, a direção da Acsurs entendeu que o futuro da suinocultura passava pelo melhoramento genético, e foi buscar fora o que o Brasil ainda não tinha. Isso ajudou a construir a suinocultura moderna que conhecemos hoje”.
Coragem dos primeiros passos

Presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdecir Luis Folador: “A suinocultura brasileira deve muito àquele grupo visionário da década de 1970. Eles plantaram a semente da tecnologia e da inovação. E a Acsurs continua honrando esse legado, olhando sempre para frente, para garantir que o setor siga competitivo, sustentável e cada vez mais moderno” – Fotos: Divulgação/Arquivo Acsurs
A central gaúcha surgiu a partir de uma ideia trazida da Europa. Lá, a inseminação artificial em suínos já era uma prática avançada, mas por aqui o desafio era começar do zero. Um dos primeiros a embarcar nessa jornada foi o médico-veterinário Werner Meincke, recém-formado e disposto a se aprofundar na nova tecnologia. “Passei 90 dias na maior central de inseminação de suínos da Holanda, onde aprendi tudo: alimentação, avaliação de sêmen, coleta e inseminação. Depois ainda fui para a Alemanha, para aprofundar os conhecimentos em reprodução. Quando voltei, trouxemos tudo o que aprendemos e começamos a aplicar no Brasil”, relata.
Ao lado de Meincke estava Isabel Scheid, também médica-veterinária e uma das poucas mulheres na área à época. Com o grupo liderado pela Acsurs, ela participou da implantação prática da técnica no Vale do Taquari. “Nós começamos de forma muito simples, com um pequeno laboratório instalado nos fundos da ABCS, em Estrela. Montamos um manequim rudimentar, adquirimos alguns reprodutores e passamos a fazer as primeiras coletas e inseminações”, recorda.
Um salto técnico e cultural

Mais do que um avanço tecnológico, a inseminação artificial representou uma mudança de mentalidade. Até então, o cruzamento natural era o único método de reprodução nas granjas, o que limitava o ganho genético e dificultava o controle sanitário. “Aquele passo dado na década de 70 foi determinante para o desenvolvimento da suinocultura que temos hoje. A iniciativa da Acsurs, da ABCS, das entidades e profissionais técnicos envolvidos acelerou o melhoramento genético da suinocultura, primeiro no Rio Grande do Sul e depois se expandiu para o restante do país”, ressalta Folador.
Nos primeiros anos, o trabalho era quase artesanal. As doses de sêmen eram coletadas, analisadas e distribuídas manualmente. Os técnicos da Acsurs percorriam o interior do estado gaúcho para atender aos produtores interessados em testar a novidade. O sucesso foi imediato. Pouco a pouco, os resultados começaram a aparecer: aumento da produtividade, uniformidade dos lotes e maior controle reprodutivo.
Com a chegada, nos anos 1980, das empresas de melhoramento genético, o processo se consolidou. O Brasil já tinha uma década de experiência acumulada e um corpo técnico capacitado. “Houve um avanço muito rápido. Passamos a dispor de programas reprodutivos eficientes, cadeias de produção de insumos e até novas formas de transporte de sêmen. A inseminação artificial e o crescimento do setor caminharam juntos, uma não existiria sem a outra”, enfatiza Isabel.
Do Parque 20 de Maio à era digital

A trajetória da Acsurs reflete o próprio amadurecimento da suinocultura brasileira. De um pequeno laboratório improvisado no Parque 20 de Maio, em Estrela (RS), a entidade construiu uma central moderna, referência nacional em eficiência e qualidade genética.
Hoje, a Acsurs mantém mais de 380 reprodutores e investe continuamente em tecnologia, equipamentos de ponta e bem-estar animal. “Temos uma central moderna e muito eficiente, com o que há de melhor em coleta, processamento e conservação de sêmen. Buscamos sempre adequar as instalações para garantir conforto e manejo adequado, porque isso se reflete diretamente na qualidade do material produzido”, diz Folador.
O dirigente também destaca o papel institucional da associação ao longo das décadas. “A Acsurs sempre teve uma missão clara: levar informação, tecnologia e melhoramento genético aos produtores. Cada geração de lideranças entendeu o seu tempo e manteve esse compromisso. Foi assim nos anos 1970, quando introduzimos a inseminação, e continua sendo assim hoje, com novas demandas e desafios”, salientou.
Do passado ao futuro

Cinquenta anos depois, a inseminação artificial segue como uma das principais ferramentas da suinocultura, agora impulsionada pela automação, pela genética de precisão e até por projetos que estudam a distribuição de sêmen por drones. “É extraordinário ver a diferença entre o que fazíamos no início e o que se faz hoje”, compara Meincke, completando: “Saímos do transporte de doses em ônibus para pensar em distribuição aérea. É uma revolução.”
Para Folador, essa trajetória resume o espírito que sempre guiou a entidade. “A suinocultura brasileira deve muito àquele grupo visionário da década de 1970. Eles plantaram a semente da tecnologia e da inovação. E a Acsurs continua honrando esse legado, olhando sempre para frente, para garantir que o setor siga competitivo, sustentável e cada vez mais moderno”, evidencia.
O que começou como um experimento audacioso no interior gaúcho se tornou um dos pilares da suinocultura nacional. A central da Acsurs, nascida do sonho de alguns pioneiros, é hoje símbolo de eficiência e de uma história que mistura ciência, dedicação e visão de futuro, a base de uma atividade que se reinventou sem perder suas raízes.
A versão digital está disponível gratuitamente no site oficial de O Presente Rural. A edição impressa já circula com distribuição dirigida a leitores e parceiros em 13 estados brasileiros.

Suínos
APCS celebra 59 anos destacando força da suinocultura paulista
Entidade reforça atuação na comercialização e compra de insumos, movimentando milhões de reais e fortalecendo a competitividade dos produtores.

A Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS) chega aos seus 59 anos de fundação reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento da suinocultura paulista e com a geração de resultados concretos para seus associados.
Por meio de seus principais braços de gestão associativista, a Bolsa de Comercialização de Suínos do Estado de São Paulo “Mezo Wolters” e o Consórcio Suíno Paulista “Vanderlei Bressiani”, a entidade vem demonstrando eficiência, transparência e profissionalismo nas operações que realiza.
Na área de comercialização, a Bolsa de Suínos movimenta semanalmente cerca de 29.000 suínos, com peso médio de 116 kg e preço médio registrado na última bolsa de R$ 7,09/kg. Considerando uma média de 4,2 semanas por mês, o volume financeiro envolvido na formação de preços pode alcançar aproximadamente R$ 100.173.192,00 mensais, demonstrando a relevância da Bolsa para o mercado paulista.

Valdomiro Ferreira Júnior, presidente na Associação Paulista de Criadores de Suínos
Já no Consórcio Suíno Paulista, apenas na compra de aminoácidos, realizada por meio de licitação e analisada pela comissão responsável, foi adquirido para entrega no mês de abril um volume de R$ 3.512.681,54.
Ainda ao longo do mês, serão incorporadas novas aquisições, incluindo farelo de soja, macros, antibióticos, injetáveis, material de inseminação e produtos de limpeza, ampliando significativamente o volume negociado.
Somente nos dois primeiros meses do ano, o Consórcio já registrou compras próximas de R$ 47.843.000,00, números que refletem o alto nível tecnológico e produtivo das granjas paulistas, sempre em busca de insumos de qualidade para a melhor nutrição e desempenho dos suínos.
Todo esse trabalho reforça o compromisso da gestão da Bolsa de Comercialização e do Consórcio Suíno Paulista com os princípios de transparência, organização e profissionalismo, fundamentais para o fortalecimento do setor.
Por isso, o Presidente das instituições, Ferreira Júnior, convida todos os associados para, no próximo dia 27 de março, após o evento ETC/TOPIGS, nas dependências do Hotel Premium, em Campinas, participarem do almoço de confraternização que marcará a comemoração dos 59 anos da APCS.
Suínos
Suinocultura inicia ciclo de maior estabilidade em 2026, aponta ABCS
Desempenho contrasta com o ambiente de incertezas no cenário internacional, em que se acumulam notícias desfavoráveis ao comércio de proteínas animais.

O ano começou com relativa estabilidade na suinocultura brasileira, especialmente no mercado doméstico. O desempenho contrasta com o ambiente de incertezas no cenário internacional, em que se acumulam notícias desfavoráveis ao comércio de proteínas animais, como a taxação da carne bovina brasileira pela China, a imposição de cotas à carne suína nacional pelo México, além do avanço da Peste Suína Africana (PSA) na Espanha e das tensões geopolíticas que seguem pressionando a economia global.
No Brasil, entretanto, o setor apresenta sinais de maior equilíbrio entre oferta e demanda. De acordo com, a atividade começou 2026 com bases mais equilibradas entre oferta e demanda, o que tende a reduzir oscilações bruscas de preços ao longo do ano, desde que não ocorram problemas sanitários ou econômicos.
No Brasil, entretanto, a atividade iniciou 2026 em um ambiente de maior equilíbrio, após um ano de ajustes graduais entre oferta e demanda. Diferentemente de 2025, marcado por oscilações mais intensas e um cenário internacional mais volátil, o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, destaca que o setor começou o ano com perspectivas de crescimento moderado e bases mais sustentáveis.

Segundo projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nas quais a entidade se baseia, o abate deve alcançar cerca de 62,7 milhões de animais em 2026, avanço de 4% em relação a 2025. A produção também deve crescer, chegando a aproximadamente 5,87 milhões de toneladas, ritmo mais contido que o observado no ano anterior, refletindo uma estratégia de expansão mais alinhada à capacidade de absorção do mercado.
O mercado interno segue como pilar central da atividade. Após superar 20 quilos de carne suína consumidos por habitante em 2025, a expectativa é de novo avanço em 2026, com o consumo podendo atingir 21 quilos per capita, sustentado por preços mais competitivos em relação a outras proteínas e maior presença do produto na dieta do brasileiro.
A maior disponibilidade interna, estimada em 4,50 milhões de toneladas neste ano, deve contribuir para a manutenção de preços mais estáveis ao produtor, reduzindo o risco de movimentos bruscos ao longo de 2026.
No comércio exterior, após forte expansão em 2025, com o Brasil superando o Canadá e assumindo a terceira posição entre os maiores exportadores mundiais de carne suína, atrás apenas dos Estados Unidos e da União Europeia, a tendência para 2026 é de crescimento mais moderado, em torno de 3%, com embarques projetados em 1,36 milhão de toneladas, sustentado por uma demanda internacional mais firme e pela perda de competitividade da União Europeia, que enfrenta custos crescentes, redução de capacidade produtiva e entraves regulatórios.
O presidente da ABCS explica que o cenário de carnes precisa ser observado de forma integrada. “Enquanto a oferta de carne suína tende a crescer, a bovinocultura deve passar por uma virada de ciclo, com redução no abate e possível aumento das cotações do boi gordo. Esse movimento pode sustentar o preço do suíno em 2026”, analisa.
Crédito caro, logística e sanidade no radar

Presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes: “É fundamental que o produtor aproveite as sobras financeiras para aperfeiçoar processos, elevar produtividade e reforçar atributos de qualidade exigidos pelos mercados consumidores” – Foto: Divulgação/ABCS
Apesar do cenário relativamente equilibrado, os desafios permanecem. Para Lopes, o principal gargalo hoje é o acesso ao crédito. “Com juros muito elevados e valores limitados, o produtor encontra extrema dificuldade de expandir ou melhorar sua estrutura”, afirma.
Outro desafio é a concentração da produção no Sul e a oferta de grãos no Centro-Oeste, o que encarece o transporte, enquanto a malha ferroviária segue mais voltada às exportações do que ao abastecimento interno. “Há ainda o crescimento das usinas de etanol de milho, que concorrem com vantagens logísticas pelo cereal”, observa.
No campo sanitário, a preocupação é cada vez maior diante do avanço da Peste Suína Africana na Europa. De acordo com Lopes, a biosseguridade passou a ocupar papel central nas estratégias de produção, como forma de preservar o status sanitário brasileiro e evitar impactos que poderiam comprometer tanto o mercado interno quanto as exportações.
Em meio a um ambiente internacional instável, a suinocultura brasileira entrou em 2026 apoiada no consumo doméstico, em uma produção mais ajustada e em exportações diversificadas. O desafio, segundo Lopes, será manter esse equilíbrio diante de crédito restrito, custos logísticos elevados e riscos sanitários crescentes.
Exigências internacionais pressionam investimentos

Com mercados cada vez mais atentos à rastreabilidade, sustentabilidade e bem-estar animal, o setor deve intensificar ajustes em 2026. A avaliação de Lopes é de que a suinocultura brasileira avance, mas de forma heterogênea. “Há sistemas de produção e empresas bastante avançadas na rastreabilidade e certificação, mas também existem outras com carências nestes quesitos”, salienta.
Ainda assim, o dirigente reforça que o progresso é contínuo. “Toda suinocultura brasileira tem evoluído muito nos últimos anos, incorporando vários conceitos relativos a bem-estar animal, sustentabilidade e economia circular, numa maior ou menor velocidade conforme o mercado que acessam ou nível de tecnificação e capacidade de investimento de cada um”, menciona.
Projeções para 2026
Ao projetar o desempenho da suinocultura para 2026, Lopes reforça que o momento é positivo, mas exige prudência. Ele observa que o setor entrou em trajetória sustentável de recuperação ao longo de 2025, mas adverte para o risco de excessos. “Precisamos estar atentos para que o aumento demasiado da produção não provoque um descompasso entre oferta e procura, o que poderia gerar uma nova crise”, adverte.

Apesar da melhora da rentabilidade em todas as regiões produtoras, Lopes destaca que o setor deve evitar movimentos de expansão acelerada e priorizar investimentos estruturais. “É fundamental que o produtor aproveite as sobras financeiras para aperfeiçoar processos, elevar produtividade e reforçar atributos de qualidade exigidos pelos mercados consumidores”, recomenda.
As oportunidades para 2026 seguem concentradas em três eixos: abertura ou ampliação de mercados, diversificação de produtos e agregação de valor. Apesar da grande diversificação de mercados, Lopes ressalta que o Brasil tem muito potencial para atender novas demandas específicas, especialmente cortes premium, produtos processados e itens com atributos de sustentabilidade e rastreabilidade. “O consumo doméstico também pode agregar ganhos, ainda que o crescimento seja gradual. A continuidade da recomposição da renda das famílias e a competitividade relativa da carne suína frente à bovina tendem a favorecer esse movimento”, estima Lopes.
Custos de produção
A evolução dos custos de produção, especialmente milho e farelo de soja, ainda é incerta. As primeiras indicações apontam para uma colheita de milho menor na safra 2025/26, influenciada pelo La Niña e pela descapitalização de agricultores após um ciclo de margens comprimidas. Além disso, o avanço acelerado das usinas de etanol de milho amplia a competição pelo cereal no mercado interno.

Foto: Jaelson Lucas/AEN
Segundo Lopes, esse conjunto de fatores pode pressionar os preços dos insumos ao longo de 2026. “O suinocultor deve acompanhar de perto a evolução da safra brasileira e buscar o melhor momento para antecipar a compra dos insumos”, orienta.
A competitividade internacional ampliada, os ganhos de eficiência e a crescente profissionalização são fatores que fortalecem o país, mas não eliminam riscos. “Temos um setor tecnificado, competitivo e com enorme potencial de expansão, mas precisamos agir com responsabilidade para que o ciclo positivo se mantenha. Crescimento sustentável é aquele que respeita a lógica de mercado e garante longevidade para toda a cadeia”, exalta Lopes.
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Suínos
ABCS participa do lançamento da Agenda Legislativa do Agro 2026
Evento realizado pela CNA em Brasília foi marcado com a presença do presidente da Bancada Ruralista, deputado Pedro Lupion, Senadora Tereza Cristina e outros parlamentares.

O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes e a equipe governamental da entidade participaram na última quarta-feira (11), em Brasília, do lançamento da Agenda Legislativa do Agro 2026, iniciativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O evento foi realizado em sessão solene no plenário da Câmara dos Deputados e reuniu lideranças do setor produtivo e parlamentares.
Para o presidente da ABCS, a participação da suinocultura nesse debate é fundamental para garantir que as demandas do setor estejam contempladas nas discussões do Congresso Nacional. “A Agenda Legislativa do Agro é um instrumento importante de diálogo com o Parlamento. A presença da suinocultura nesse espaço reforça o compromisso do setor em contribuir para políticas públicas que garantam segurança jurídica, competitividade e condições para que o produtor continue investindo e produzindo no Brasil”, destacou Marcelo Lopes.
Agenda Legislativa do Agro 2026

Presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes: “A presença da suinocultura nesse espaço reforça o compromisso do setor em contribuir para políticas públicas que garantam segurança jurídica, competitividade e condições para que o produtor continue investindo e produzindo no Brasil” – Foto: Divulgação/ABCS
A Agenda Legislativa do Agro reúne a análise de 100 proposições que tramitam no Congresso Nacional e que impactam diretamente a atividade agropecuária no país. O documento é resultado do acompanhamento de mais de 8,7 mil propostas legislativas monitoradas pela Assessoria de Relações Institucionais da CNA.
Dividida em dois grandes eixos: Segurança Jurídica e Estabilidade do Ambiente de Negócios e Sustentação da Competitividade e Participação no Mercado Internacional. A agenda aborda temas estratégicos como direito de propriedade, relações trabalhistas, tributação, política agrícola, meio ambiente, infraestrutura, logística e inovação.
A iniciativa busca orientar o debate legislativo no Congresso Nacional e contribuir para a construção de políticas públicas que fortaleçam o desenvolvimento do agro brasileiro.
Para a gerente de relações governamentais da ABCS, Ana Paula Cenci, o documento funciona como um importante direcionador das prioridades do setor. “A Agenda Legislativa norteia as pautas macro do agro no Congresso. Em um ano eleitoral, esse alinhamento se torna ainda mais estratégico para garantir que temas essenciais ao setor permaneçam no centro do debate político”, destacou.



