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O milho e o sorgo na nutrição animal: uma relação institucional que merece ser discutida

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Reflexões sobre o Congresso Nacional de Milho e Sorgo realizado em Salvador – Agosto/2014  
*Guilherme Augusto Vieira[1]


Prezado Leitor, ao comentar com o Selmar (do Presente) que iria participar do Congresso Nacional de Milho e Sorgo prometi que iria enviar umas breves linhas sobre o evento. Entretanto ao participar do aludido evento fui surpreendido pelo nível e qualidade do Congresso no qual pude observar ciência e tecnologia do mais alto nível, palestras sensacionais e conheci pessoas comprometidas com a produção de alimentos.
Antes de iniciar as reflexões sobre o evento , gostaria de agradecer ao Dr. Edson Alva de Oliveira, Presidente  do Congresso e eminente pesquisador  agronômico pelo honroso convite para participar do congresso.  
Ao participar do evento tive uma verdadeira aula sobre a produção, mercado e logística do milho e sorgo. Concentrei meu foco nas palestras envolvendo os assuntos ligados a nutrição animal e  mercado dos produtos. 
Vale ressaltar que o milho faz parte do meu dia a dia profissional, pois atualmente trabalho com avicultura e o cereal é um dos principais balizadores do custo final de produção do frango.
Recentemente descobri o sorgo forrageiro para utilizar em nutrição animal no qual indiquei a vários clientes de consultoria em nossa empresa. Em uma das fazendas plantamos uma área de sorgo forrageiro  (SS 318 da Dow) para testes e os resultados tem se mostrado excelente ( conforme figura 1). Quanto a este quesito, a participação no evento foi fundamental para aprendizado sobre a cultura. Literalmente fiz uma verdadeira “colheita” de informações sobre o assunto.
O mercado do milho apresenta números grandiosos e o cereal é uma importante fonte de alimentos tanto para a nutrição humana quanto a nutrição animal.
Segundo dados do Rabobank (2014), a safra mundial de milho em 2014 será de 927 milhões de toneladas com um consumo estimado de 927 milhões de toneladas, ou seja, o estoque de passagem é baixíssimo. Se ocorrer alguma intempérie climática na próxima safra (credo) nas áreas produtoras, o mercado provavelmente terá variações incalculáveis.
Outra curiosidade quanto à produção mundial de milho refere-se aos maiores produtores, a se destacar: os Estados Unidos são os maiores produtores do mundo com 35% da produção mundial, algo em torno de 330 milhões de toneladas. A China produz 220 milhões de toneladas e consome quase 240 milhões de toneladas, onde se conclui que nossos parceiros chineses são grandes importadores e consomem anualmente quase uma safra americana de milho. Segundo a FAO, os  chineses precisarão importar mais 20 milhões de milho até 2020, espantoso, não?
O Brasil participa com 8 % da produção mundial. Segundo dados da CONAB ( julho- 2014), a produção brasileira de milho neste ano de 2014 (dados já consolidados safra 2013/14) é de 78 milhões de toneladas , sendo que 32 milhões de toneladas foi a safra de verão (1ª safra)  e 46 milhões de toneladas a produção denominada de “milho safrinha” (plantada logo após a colheita da safra verão, aproveitando as áreas de plantio de soja). 
O Leitor ao analisar estes números pode observar que a produção  milho safrinha superou em 31% a produção da safra de verão, fato que evidencia a importância desta segunda safra de milho. Historicamente a 2ª safra de milho era menor que a safra de verão e fora “criada” pelos produtores e mercado para aproveitar o período entre uma safra e outra. 
A área de produção de milho no Brasil corresponde a 15,7 milhões de hectares, divididos 6,7 milhões de hectares na safra de verão e 9 (nove) milhões de hectares na 2ª safra com uma produtividade média de 5.000 (cinco mil) kg /hectare ( nas duas safras). 
Quanto aos números da produtividade gostaria de fazer um relato pessoal, pois ao entrar na faculdade no início da década de 80, lembro-me de uma reportagem no Jornal Nacional em que o Apresentador Cid Moreira chamava uma reportagem em que se abordava que o Brasil estava dominando as tecnologias de produção de grãos e que estava batendo recordes de produtividade de milho com produção de 1.800 (um mil e oitocentos) kg/ha. Veja que com trabalho, pesquisa e adoção de modernas tecnologias multiplicamos 4x a nossa produtividade, tendo relatos no congresso que tem áreas no Brasil com produtividade de mais de 12.000 kg/ha e média de 8.000 kg/há, fantástico, parabéns a nossa EMBRAPA, Institutos de Pesquisa , produtores e demais atores envolvidos neste processo.
Outros aspectos ligados ao milho :
• Cerca de 60% da produção nacional de milho é destinada a produção de ração;
• É o principal ingrediente das formulações de ração ( de todas as espécies de animais de produção), variando de 20 a 50% das fórmulas;
• Curiosidade: é empregada também na formulação de ração de peixes. 
Vocês já viram na natureza algum peixe se alimentar de milho? 
Quanto ao sorgo, este cereal é considerado o “primo pobre” (grifo meu) do milho. Sua produção de na safra 2014 é de 2 (dois) milhões de toneladas, com uma área de plantio de 800 mil hectares com uma produtividade média de 2.700 kg/ha.
No congresso procurei saber o máximo de informações sobre o mercado de sorgo (poucas informações), plantio, colheita, usos em nutrição e animal e o porquê dos fatores limitantes quanto a sua utilização em nutrição animal.
Em conversa informal com um palestrante ( não perguntei durante a apresentação com receio de cometer uma gafe perante público tão seleto), perguntei-lhe porque o sorgo não é utilizado em rotação de cultura e também no período safrinha. Aprendi que devido a rebrota do sorgo ( quase 80% da área) após a colheita, dificultaria o plantio de novas culturas e os custos com operações com dessecantes não compensaria a utilização do cereal no processo. Daí a necessidade de ter áreas específicas para a produção do sorgo.
Quanto ao uso em alimentação humana, não há restrições quanto ao consumo por parte da população. Talvez falte maiores esclarecimentos e produtos  destinados ao grande público.
Quanto a utilização do sorgo em nutrição animal, assisti a uma apresentação com o maior especialista no Brasil, o Professor Evandro Fernandes da Universidade Federal de Uberlândia . Professor Evandro é Médico Veterinário ( yessss!!!!!) e esclareceu diversos pontos quanto ao sorgo e a nutrição animal, a considerar:
• Valor nutricional muito próximo do milho;
• Participa das formulações de rações como única fonte de amido ou na composição em diferentes níveis com o milho;
• Não compromete o valor nutricional das dietas e nem o desempenho dos animais;
• Nas rações de frango podem ser utilizados desde a fase inicial até a fase final de produção;
• Outro ponto abordado pelo prof. Fernandes foi quanto a ausência de pigmentos carotenóides no sorgo e a galinha poedeira ao consumir o cereal o ovo sai com coloração esbranquiçada, processo que pode ser organizado com adição de pigmentos (urucum) na dieta das poedeiras;
Perguntado pela platéia sobre os fatores limitantes quanto à utilização de sorgo por parte dos nutricionistas e técnicos das fábricas de ração, o Prof. Fernandes destacou alguns pontos:
• Ausência de conhecimento sobre as vantagens da utilização de sorgo em nutrição animal;
• Indisponibilidade do grão em algumas regiões do Brasil;
• Mito do tanino presente no sorgo que acabou se tornando um paradigma e que o prof. Fernandes esclareceu que já existe no mercado “sorgo sem tanino”.
Assisti um painel interessante sobre agregação de valor ao milho. Foram abordadas questões quanto a nutrição humana, nutrição animal ( mercado pet) e produção de biocombustíveis.
A produção de etanol a partir do milho já é uma realidade no Brasil e a exemplo dos Estados Unidos a concentração de sua produção será nas grandes áreas produtoras, principalmente o centro-oeste brasileiro. O mais interessante que apreendi foi a multifuncionalidade das usinas produtoras de etanol, que estão dimensionadas para utilizar tanto a cana quanto  o álcool como matérias-primas  para a produção de  etanol.
Outros aspectos que chamaram a atenção é o comparativo da produtividade industrial litros/tonelada: Enquanto uma tonelada de cana produz 80 litros de etanol, a tonelada  do milho produz 400 litros etanol, números que evidenciam a importância. Nos dois casos a Lei de Lavoisier é imperante, os resíduos do etanol oriundos da produção de cana são “guiados” para a geração de energia enquanto que os resíduos do etanol do milho são utilizados em nutrição de ruminantes, fantástico. 
Quanto à nutrição humana e animal, exigirão milho de qualidade e diferenciado. 
Durante os debates após apresentação do painel, uma pesquisadora da EMBRAPA Milho e Sorgo perguntou ao Colega que apresentou a palestra milho e a nutrição animal, qual o tipo de milho que a indústria de nutrição animal deseja? O que a pesquisa pode ajudar na produção de um milho diferenciado e destinado a nutrição animal?
Eureka, assim como as demais fábricas de ração e misturadoras presentes no Brasil, o principal critério utilizado é qualidade sensorial do milho, os critérios bromatológicos padronizados, “ardido” ou não. Chegou-se a conclusão que nem a pesquisa e as áreas produtoras tem este milho , e nem o setor de nutrição animal ( pelo menos ficou evidenciado) sabe sobre o milho diferenciado a ser utilizado ?
Após a realização do debate, na volta para a casa  formulei o título deste artigo: o milho e o sorgo na nutrição animal: uma relação institucional que merece ser discutida. 
Com a palavra os atores interessados. Que baita Congresso, valeu a pena.
Espero que o Selmar e o Moacir da Ms Empreendimentos tenham gostado do artigo. Há muito , Moacir vinha me cobrando um artigo sobre nutrição animal aqui no Presente.
Até uma próxima oportunidade.
[1] Médico Veterinário, Doutorando em História das Ciências Agrárias UFBA/UEFS,Secretário Executivo da Associação Baiana de Avicultura, Professor do Curso de Veterinária da UNIME e do Instituto Qualittas & Qualyagro;Colunista do Jornal O Presente Rural.Contato:gavet@uol.com.br; guilherme@farmacianafazenda.com.br

Fonte: Guilherme Augusto Vieira

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Depois de quatro meses de alta, preço do suíno vivo estabiliza

Veja um panorama completo do mercado de suínos em setembro de 2024!

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Foto: Shutterstoke

Desde que as cotações do suíno começaram a subir de forma consistente, em maio deste ano, o setor se perguntava qual seria o teto. Depois de mais de 20% de aumento no preço do suíno vivo, tanto na Bolsa de Belo Horizonte/MG (tabela 1), quanto nas principais praças de comercialização do Brasil (gráfico 1), atingiu-se o maior patamar do ano em meados de agosto/24, se mantendo relativamente estável desde então.

Tabela 1. Preço da Bolsa de suínos Belo Horizonte (BSEMG) em cada semana do ano de 2024 (R$/kg vivo). Na legenda (cores) é possível verificar o destaque para alguns movimentos relevantes do mercado de suíno vivo – Elaborado por Iuri Pinheiro Machado com dados da BSEMG

 

Gráfico 1. Indicador suíno vivo CEPEA/ESALQ (R$/kg) em SP, MG, PR, SC e RS nos último 60 dias úteis, até dia 13/09/2024 (cotação indicada no gráfico) – Fonte: CEPEA

 

A cotação da carcaça suína na Grande São Paulo, ultrapassou a marca dos R$ 13,00 em setembro/24 (gráfico 2), algo que só ocorreu em novembro de 2020 (gráfico 3)

Gráfico 2. Preço médio mensal da carcaça suína especial em São Paulo (R$/kg) nos último 2 anos, até dia 13/09/2024 (cotação indicada no gráfico). Fonte: CEPEA.

Gráfico 3. Preço médio mensal da carcaça suína especial no atacado da Grande São Paulo (R$/kg) de 2020 até agosto de 2024. Fonte: CEPE-Esalq/USP

 

Certamente, uma das explicações para o preço do suíno atingir este teto momentâneo é a competitividade em relação às outras proteínas, com o preço da carcaça suína se aproximando da bovina e se afastando da de frango (tabela 2). Na referida tabela observa-se que a menor competitividade em preço no ano foi atingida em agosto/24 e nas primeiras semanas de setembro/24.

Tabela 2. Spread em porcento (R$/kg de carcaça) do boi em relação ao suíno, e do suíno em relação ao frango resfriado em São Paulo em 2021, 2022, 2023 e de janeiro a setembro de 2024 e no dia 13/09/24. Dados de setembro/24 até dia 13/09. – Elaborado por Iuri Pinheiro Machado com dados do CEPEA

O IBGE publicou em 05 de setembro os dados completos de abate do segundo trimestre/24, reforçando, no acumulado do 1° semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, a estabilidade na produção e disponibilidade interna das carnes de frango e suína e destacando a alta oferta de carne bovina (tabela 3). Na referida tabela a projeção de consumo per capita nos primeiros 6 meses do ano representa um aumento de 6,5% no consumo somado das três carnes, sendo quase praticamente todo este incremento se deve somente à carne bovina. Ou seja, o brasileiro está comendo 6 kg a mais de carne bovina no ano, sem diminuir o consumo das demais carnes.

Tabela 3. Produção brasileira, exportação e disponibilidade interna mensais (em toneladas) das três carnes no primeiro semestre de 2023 e 2024. Volumes de exportação líquidos (descontados volumes importados). Consumo per capita ano projetado p/2024 sobre a mesma população do ano passado. – Elaborado por Iuri P. Machado com dados do IBGE e Secex.

Analisando exclusivamente o mercado de carne suína, se por um lado houve estabilização da produção, com crescimento insignificante do abate no 1° semestre em relação ao mesmo período do ano passado e retração em relação ao segundo semestre de 2023 (tabela 4 e 5), as exportações no acumulado do ano, até agosto/24, continuam superando os volumes do ano passado (tabela 6), com quase 5% a mais de embarques de carne suína in natura, sendo que, pela primeira vez na história, dois meses consecutivos (julho e agosto/24) ultrapassaram a marca de 100 mil toneladas de carne in natura exportadas.

Tabela 4. Abate semestral de 2015 e 2024 em cabeças e em toneladas de carcaças de suínos e evolução percentual em relação ao semestre anterior e o mesmo semestre do ano anterior. – Elaborado por Iuri P. Machado com dados do IBGE.

Tabela 5. Abate do 1°  semestre de 2024 e 2023 por estado, em cabeças e toneladas de carcaças e diferença entre um período e outro. – Elaborado por Iuri P. Machado com dados do IBGE.

 

Tabela 6. Volumes exportados de carne suína brasileira in natura (em toneladas), mês a mês, em 2021, 2022, 2023 e 2024 e comparativo percentual de 2024 (de janeiro a agosto) com o mesmo período do ano passado. – Elaborado por Iuri P. Machado, com dados da Secex.

O mercado chinês e Hong Kong continuam em retração, enquanto Filipinas, Chile, Singapura, Japão, México e Coreia do Sul mais que compensam esta queda (tabelas 7 e 8), seguindo o tão esperado processo de pulverização das exportações.

Tabela 7. Principais destinos da carne suína brasileira in natura exportada entre janeiro e agosto de 2024, comparado com o mesmo período de 2023, com valor em dólar (FOB). Ordem dos países estabelecida sobre volumes de 2024. – Elaborado por Iuri P. Machado, com dados da Secex.

Tabela 8. Principais destinos da carne suína brasileira in natura exportada em agosto de 2024, com valor em dólar (FOB). – Elaborado por Iuri P. Machado com dados da Secex

A pergunta do momento é: “será que o último trimestre apresentará um novo patamar de preço, acima do que estamos vendo neste 3° trimestre?”

Ainda é cedo para responder a esta pergunta de forma categórica, mas, se analisarmos o histórico dos últimos 9 anos (gráfico 4), sempre o preço médio do suíno no 4° trimestre supera o preço médio do terceiro trimestre.

Gráfico 4. Preço em R$/kg de carcaça suína especial na Grande São Paulo, média trimestral, de 2015 até 2024, sem correção inflacionária. No gráfico está marcado (em pontilhado vermelho) o crescimento do preço do quarto trimestre em relação ao terceiro, em todos os anos. *média do terceiro trimestre de 2024 até o dia 13*09*2024. – Elaborado por Iuri P. Machado com dados do CEPEA

Resta saber se os demais fatores contribuirão para que esta alta se repita no final de 2024. Exportações de carne suína em bom ritmo e carcaça bovina em alta (melhorando a competitividade da carne suína) são favoráveis à concretização deste novo ciclo de elevação de preço no fim de ano, mas é a relação oferta e procura da carne suína o maior determinante. Como não se espera crescimento expressivo da produção de suínos nos próximos meses e o mercado consumidor doméstico, com desemprego em baixa e a entrada do 13° salário, deve manter o viés de alta, especialmente nos meses de novembro e dezembro.

Milho sobe após a colheita, mas relação de troca está muito favorável ao suinocultor

O custo dos principais insumos, principalmente o milho (gráfico 5), cuja segunda safra se encerrou, teve alta nas últimas semanas, mas não na mesma intensidade da alta do preço do suíno. Da mesma forma, o farelo de soja tem se mantido estável. Este comportamento do mercado resultou em um momento de melhor relação de troca do suíno com o mix de milho e farelo de soja (gráfico 6).

Gráfico 5. Preço do milho (R$/SC 60kg) em Campitas(SP), nos últimos 24 meses, até dia 13/09/24. – Fonte: CEPEA

 

Gráfico 6. Relação de troca suíno : mix milho + farelo de soja (R$/kg) em São Paulo, de julho/21 a set/24.
Composição do mix: para cada quilograma de mix são 740g de milho e 260g de farelo de soja por quilograma de mix – *média de setembro/24 até dia 13/09 – Elaborado por Iuri P. Machado com dados do CEPEA – preços estado de São Paulo

Segundo o levantamento mensal de custos da Embrapa, cruzando com dados de preço do suíno do CEPEA (tabela 9), o mês de agosto foi o melhor dos últimos anos em termos de margens financeiras para o produtor nos três estados do Sul.

Tabela 9. Custos totais (ciclo completo), preço de venda e lucro/prejuízo estimados nos três estados do Sul (R$/kg suíno vivo vendido), em 2023 e de janeiro a agosto de 2024. – Elaborado por Iuri P. Machado com dados: Embrapa (custos) e Cepea (preço).

Ainda é cedo para projetar a safra 2024/25. O plantio do milho 1ª safra (verão) já foi iniciado nos estados ao Sul. Segundo a consultoria MBagro, por enquanto há pouca informação disponível. O plantio da soja, embora já autorizado para início de setembro, avança a partir de meados do mês. O clima mostra precipitações no Brasil restritas aos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Amazonas, mas com baixos acumulados. No restante do país o tempo seco e com temperaturas acima da média prevalece, mas está dentro do calendário normal. Segundo a mesma consultoria até o momento não há comprometimento da safra verão ou perspectiva de que o plantio da segunda safra fique fora da janela ideal.

Considerações finais

Para Marcelo Lopes, presidente da ABCS, “Com o mercado externo e doméstico aquecidos, a suinocultura brasileira consolida margens positivas e se prepara para o período historicamente mais favorável, o último trimestre. Todas as atenções ficam por conta do plantio da safra 2024/25 que, conforme o clima pode colocar pressão sobre os custos de produção”, finaliza.

Fonte: Assessoria ABCS
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Centro de inteligência e mercado em aquicultura chega aos cinco anos

Iniciativa da Embrapa e de parceiros reúne dados e informações do setor.

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Foto: Arquivo/OPR

Neste mês de setembro, o Centro de Inteligência e Mercado em Aquicultura (CIAqui), coordenado pela Embrapa, completa cinco anos. Num mesmo espaço digital (https://www.embrapa.br/cim-centro-de-inteligencia-e-mercado-em-aquicultura), os usuários podem acessar diferentes tipos de dados e informações dessa cadeia produtiva de valor que cresce a cada ano. Mesmo ainda longe de transformar todo o seu potencial aquícola em realidade, o Brasil vem aprimorando a atividade. Disponibilizar conteúdos de maneira organizada e constante ajuda no crescimento da aquicultura nacional.

Manoel Pedroza é pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO) na área de economia aquícola e coordena o centro, que vem evoluindo com o tempo. “Ao longo desses cinco anos, o CIAqui incorporou novos painéis de dados, tais como cotações de alevinos e filés de peixe, infomapas, custos de produção de tilápia e novos dados de produção. Além disso, passou por mudanças no seu design, o tornando mais funcional. Atualmente, o centro conta com uma média de 1.500 acessos por mês, por pessoas de todo o Brasil e também do exterior”, explica.

Um dos principais produtos disponibilizados é o Informe de Comércio Exterior da Piscicultura, editado a cada trimestre. Desde 2020, ele divulga números e outros conteúdos sobre as movimentações do Brasil na venda e na compra de produtos do setor, com natural destaque para a tilápia, principal espécie tanto na produção como na exportação nacionais. A próxima edição do boletim (de número 19) sairá em outubro, compreendendo o terceiro trimestre de 2024. Segundo Manoel, o informativo é “utilizado por diversos atores da cadeia produtiva. Os
dados de exportações apresentados também podem ser acessados de forma interativa por meio dos painéis do CIAqui”.

Uma das pessoas que costuma acessar o centro é Rui Donizete Teixeira, chefe de divisão do Departamento de Indústria do Pescado (DIP) do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). “Geralmente, tem sido utilizado como consulta para auxiliar em levantamento estatístico de
balança comercial do pescado. Com os dados obtidos, tenho feito comparação com outras fontes de informações, gerando material para auxiliar nas políticas públicas do departamento”, relata.

Confiabilidade e melhorias – Rui elogia a iniciativa de construção do CIAqui: “a base para se fazer gestão pública e governança de uma cadeia produtiva inicia com informações confiáveis. Portanto, a consulta a um site confiável, como o CIAqui, oriundo de uma instituição conceituada e de referência como a Embrapa, nos tranquiliza quanto aos dados disponibilizados”.

Entre os tipos de conteúdos disponíveis, estão a produção nacional por ano, cotações e custos de produção. Para os próximos meses, uma novidade está sendo preparada: “em breve, lançaremos um aplicativo voltado especificamente para dados de comércio exterior da
piscicultura. Além disso, pretendemos implementar novas parcerias com instituições e empresas visando a levantar e disponibilizar novos ndados e estudos. A implementação da versão em inglês é outra melhoria prevista para o CIAqui”, adianta Manoel.

Os parceiros da Embrapa nesse trabalho são o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), as secretarias estaduais da Agricultura e Pecuária (Seagro) e da Aquicultura e Pesca (Sepea) do Tocantins, além dos ministérios da Pesca e Aquicultura (MPA) e da Agricultura e
Pecuária (Mapa).

Fonte: Assessoria Embrapa Pesca e Aquicultura
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Frísia é uma das maiores organizações do Brasil

Informação foi apresentada na edição especial Valor 1.000, elaborado pelo jornal Valor Econômico.

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Unidade de recebimento de grãos Frísia em Carambeí (PR) - Foto: Divulgação/Arquivo Frísia

A Frísia, com presença nos estados do Paraná e Tocantins, é uma das maiores organizações do Brasil. A cooperativa está na posição 198 de 1.000 empresas ranqueadas na edição especial Valor 1.000, elaborada pelo jornal Valor Econômico. Já na região Sul, a Frísia está alocada na 40ª posição.

O faturamento da cooperativa em 2023, ano de análise da edição, foi de R$ 6,45 bilhões. Ano passado, a Frísia produziu 334,7 milhões de litros de leite, crescimento de quase 7% sobre o período anterior.

A produtividade média diária dos cooperados saltou de 3.342 litros para 3.680 litros. Em relação a grãos, as unidades operacionais do Paraná e Tocantins receberam, em conjunto, mais de um milhão de toneladas, sendo 818.066 toneladas no Paraná e 186.143 toneladas no Tocantins.

O caderno especial tem a parceria do Serasa Experian e do Centro de Estudos em Finanças da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGVcef).

A análise é baseada em dados contábeis e financeiros públicos ou fornecidos pelas empresas para avaliar os diferentes aspectos de negócios.

Fonte: Assessoria Frísia
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IFC

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