Empresas
O impacto da genética na otimização de custos e na qualidade da carne suína

Em tempos de alta de preços, é fundamental que a otimização de custos na produção de suínos seja prioridade na hora do planejamento da produção. Para que se obtenha bons resultados produtivos e econômicos, os suinocultores devem buscar elevadas taxas de ganho de peso diário e alta eficiência alimentar. Portanto, é necessário que o suinocultor tenha em sua granja animais de alto potencial genético aliado a boas condições ambientais, principalmente com relação à nutrição e à sanidade.
Como uma empresa de genética, a Topigs Norsvin vem investido fortemente no melhoramento genético para características de terminação há décadas e os resultados a campo são excepcionais. Para se ter uma ideia, o aporte da empresa no Brasil nos últimos 6 meses totalizou a marca de 1 milhão de euros em sua central de avaliação de reprodutores suínos, localizada em Guarapuava (PR), que contribuirá para o progresso genético de suas linhagens de machos terminadores, tornando-as ainda mais competitivas e alinhadas aos anseios dos produtores nacionais.
Para que todo esse potencial genético seja refletido nas granjas, oferecemos aos nossos clientes um manual dos nossos produtos com as condições ideais de criação desses animais. Além disso, os produtores que aderem a genética da Topigs Norsvin contam com todo o suporte técnico da nossa equipe para a obtenção de excelentes resultados.
Dentre as características que possibilitam a obtenção de bons resultados econômicos, sempre temos que dar destaque à eficiência alimentar. Esta característica está diretamente relacionada aos custos de produção, já que os custos com ração representam a maior proporção na hora de fechar as contas, ou seja, ao aumentar a eficiência alimentar reduzimos os custos de produção.
Para dar um salto na eficiência alimentar do plantel, o primeiro passo é escolher a melhor genética e, a Topigs Norsvin oferece aos seus clientes e parceiros, animais de elevado potencial genético para eficiência alimentar e outras características de terminação. Isso graças ao rápido progresso genético obtido em suas linhagens com auxílio de comedouros automáticos para mensurar a conversão alimentar individual dos animais e da tomografia computadorizada, dentre outras tecnologias.
Um exemplo disso é a fêmea comercial da Topigs Norsvin, a TN70, que é o resultado da combinação entre a excelente eficiência alimentar do Norsvin Landrace e da alta habilidade materna da linha Z, as duas linhagens de alta prolificidade que dão origem a essa matriz. Outro produto que entrega índices zootécnicos expressivos aos suinocultores é o Norsvin Duroc. A linhagem, recentemente lançada no mercado brasileiro, é uma combinação perfeita entre alta eficiência alimentar e excepcional qualidade de carne, conferindo rentabilidade e novas oportunidades aos suinocultores nacionais.
Qualidade da carne, sustentabilidade e novos mercados
A contribuição da genética para a qualidade de carne segue a mesma linha que a eficiência alimentar. Existe o aspecto genético, mas também precisamos estar atentos aos aspectos nutricionais e de manejo. O uso de aditivos como ractopamina, a adoção de um peso de abate mais baixo, além de um inadequado manejo pré e pós-abate podem influenciar negativamente a qualidade de carne do produto final mesmo se o animal tiver um alto potencial genético para essa característica. Por outro lado, sem a genética adequada, também não teremos bons resultados mesmo que a nutrição e o manejo estejam ajustados.
Dentro do programa de genética da Topigs Norsvin, características ligadas à qualidade de carne como marmoreio, coloração e perda por gotejamento são sempre pontos chave, já que isso está diretamente ligado à aparência e sabor da carne, sendo fatores que irão influenciar a escolha da carne in natura no supermercado e a experiência do consumidor no momento de degustar essa carne.
Através dos investimentos em tomografia computadorizada e detalhados protocolos de dissecação para avaliar e melhorar as características citadas, é possível que a carne suína brasileira avance ainda mais na exportação para mercados mais exigentes, como o Japão por exemplo, que dá preferência a um produto de qualidade superior.
Para apoiar ainda mais o mercado suinícola nacional, adotamos um criterioso sistema de seleção de técnicos que possuem excelente formação acadêmica nas melhores universidades e centros de pesquisa do Brasil e do exterior. Com um time engajado e bem preparado, auxiliamos o produtor a extrair o máximo potencial genético das linhagens Topigs Norsvin, sempre em busca dos melhores resultados a cada dia.
Todas estas iniciativas andam de mão dadas com o compromisso da Topigs Norsvin com a sustentabilidade. O programa de melhoramento genético balanceado da Topigs Norsvin proporciona o avanço genético das suas linhagens maternas e de machos terminadores e tem influência direta no resultado econômico e sustentável da suinocultura nacional. Com o progresso genético para características como a eficiência alimentar, o aumento da longevidade das fêmeas e a sobrevivência dos animais em todas as fases produtivas, além de maior promoção do bem-estar animal e do controle sanitário, reduzimos os custos de produção e dos impactos ambientais da atividade, impactando diretamente no sucesso da propriedade.
*Por Marcos Lopes – Diretor técnico da Topigs Norsvin no Brasil

Empresas
Frimesa aposta em kits corporativos para presentes de fim de ano
Linha reúne oito opções para empresas presentearem colaboradores, clientes e parceiros, com foco em praticidade e logística nacional.

Para equipes de RH e Gestão de Pessoas, o planejamento e organização logística das ações de endomarketing para o fim de ano começam bem antes de dezembro. Pensando nisso, a Frimesa, uma das maiores cooperativas de alimentos do país e quarta maior indústria de carne suína do Brasil, lança sua primeira linha de Kits Corporativos Natalinos. O movimento faz parte da estratégia de expansão da marca em território nacional.
Após consolidar seu recente rebranding e inaugurar um escritório corporativo em São Paulo, a empresa ingressa no segmento de presentes empresariais para simplificar o endomarketing por meio de soluções prontas e de alto valor percebido. Com foco exclusivo em vendas diretas B2B (Business to Business), a iniciativa atende departamentos de RH, compras e gestores que buscam opções práticas e sofisticadas para homenagear equipes, parceiros e clientes. Os kits resolvem os principais gargalos dessas áreas ao centralizar o atendimento, unificar a distribuição e entregar uma solução de reconhecimento pronta para entrega.
“Com o lançamento dos Kits corporativos para o final do ano buscamos atender a uma demanda que sempre recebemos. Estudamos, entendemos o mercado e as necessidades do público e agora, depois de estruturar, trazemos ao mercado praticidade sem perder a qualidade dos produtos“, explicou Rodrigo Fossalussa, superintendente comercial da Frimesa.
Com oito opções diferentes de kits, os preços variam de R$ 150,00 a R$ 320,00, para se adaptar a diferentes orçamentos de benefícios e também perfis distintos de consumo. O grande destaque do catálogo é a versão premium “Kit MasterChef”, desenvolvida em uma parceria oficial e licenciada com a franquia gastronômica de TV. Todos os itens são acompanhados por bolsas térmicas exclusivas, funcionais e reutilizáveis, que garantem a conservação ideal de carnes e queijos finos durante o transporte.
As vendas dos kits são realizadas diretamente pelas equipes comerciais da Frimesa, que cuidam das negociações de volume e do agendamento logístico para todo o país. Para conhecer o catálogo completo, solicitar cotações ou realizar pedidos, acesse o site oficial, clicando aqui.
Empresas
A pecuária que não pode mais crescer para os lados
Soja e eucalipto forçam produtores de Mato Grosso do Sul a produzir mais por hectare. Movimento atrai operação de gigante da nutrição, que projeta adicionar até R$ 100 milhões à receita anual até 2032

Mato Grosso do Sul encerrou 2025 com 17,96 milhões de bovídeos, 799 mil a menos que no ano anterior. No mesmo período, a área agrícola colhida avançou de 7,16 milhões para 7,61 milhões de hectares. São 450 mil hectares adicionais em apenas um ano, movimento que expõe a nova conta da pecuária estadual: produzir mais carne em menor espaço relativo, reduzir o tempo de permanência dos animais e elevar o retorno obtido por hectare.
Foi essa mudança no uso da terra que levou a Nutripura, empresa mato-grossense de nutrição animal, manejo de pastagens e gestão pecuária, a escolher Mato Grosso do Sul como primeira frente de seu novo plano de expansão. A companhia pretende inaugurar em novembro um escritório em Campo Grande, com uma equipe inicial de oito profissionais liderada pelo diretor Lainer Leite, que trabalha há mais de 20 anos na empresa.

Lainer Leite: “O Mato Grosso do Sul será o primeiro vetor para sustentar esse crescimento projetado. É um estado que tem o perfil dos nossos clientes e oferece um enorme potencial para ampliar nossa atuação”
A operação integra uma estratégia de crescimento orgânico aprovada pelo Conselho de Administração. A meta é dobrar o tamanho da Nutripura nos próximos seis anos e acrescentar até R$ 100 milhões à receita anual da empresa até 2032.
“O Mato Grosso do Sul será o primeiro vetor para sustentar esse crescimento projetado. É um estado que tem o perfil dos nossos clientes e oferece um enorme potencial para ampliar nossa atuação”, afirma Lainer.
Embora a estrutura comercial seja nova, a presença da empresa no estado começou há aproximadamente 15 anos. Atualmente, a Nutripura atende 33 propriedades sul-mato-grossenses. Dez delas são consideradas estratégicas para aprofundar projetos de aumento da produtividade e de preparação das fazendas para a sucessão familiar.
Soja quase dobra de área em dez anos
A escolha de Mato Grosso do Sul foi precedida pela avaliação de diferentes mercados. Além da proximidade com Rondonópolis (MT), sede da empresa, pesaram a escala da bovinocultura, a expansão agrícola, os investimentos na cadeia de celulose e a adoção crescente de confinamentos e sistemas integrados.
Na safra 2015/16, a soja ocupava aproximadamente 2,4 milhões de hectares no estado. A área chegou a 4,52 milhões de hectares em 2024/25, crescimento de 88% em uma década, e pode alcançar 4,79 milhões de hectares em 2025/26. Os dados são da Semadesc, elaborados com informações da Conab e do Siga/MS.

Sede da Nutripura no estado do Mato Grosso
A silvicultura também ampliou a disputa pela terra. Mato Grosso do Sul contabilizava 1,5 milhão de hectares de florestas plantadas em 2024, a segunda maior extensão estadual do país. Desse total, 98% eram ocupados por eucalipto. Somente entre 2023 e 2024, a atividade incorporou aproximadamente 275 mil hectares, alta de 15%, segundo a Semadesc.
Nem toda expansão agrícola ou florestal ocorre diretamente sobre pastagens. O governo estadual estima, porém, que aproximadamente 4 milhões de hectares de áreas pecuárias degradadas foram convertidos, desde 1999, para lavouras, cana-de-açúcar, silvicultura e outros usos.
O Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas identificou 4,7 milhões de hectares passíveis de recuperação no estado em 2023. Outra análise da Semadesc, baseada em dados do MapBiomas, mostra que as pastagens de baixo vigor diminuíram de 6,2 milhões de hectares em 2010 para 2,9 milhões em 2024. Parte foi recuperada para continuar na pecuária, outra parcela recebeu lavouras ou florestas. A área estadual com integração lavoura-pecuária-floresta já supera 3,6 milhões de hectares. Os dados foram divulgados pela Semadesc em fevereiro de 2026.
Rebanho menor, abate maior
A redução da disponibilidade relativa de terra não interrompeu o crescimento da produção. Em 2024, mesmo com retração das pastagens e do rebanho, Mato Grosso do Sul abateu mais de 3,5 milhões de bovinos, aumento de 13,8% sobre 2023.
O avanço foi acompanhado por uma mudança na idade dos animais. O abate de novilhos precoces passou de 722,2 mil cabeças em 2018 para 1,53 milhão em 2024, alta de 112%, segundo dados do programa Precoce MS. O resultado indica maior giro do rebanho, uso de suplementação e terminação mais rápida. Os números foram apresentados pela Semadesc em 2025.
A pecuária respondeu por R$ 28,24 bilhões do Valor Bruto da Produção Agropecuária estadual em 2025, crescimento de 20,91% sobre o ano anterior. A bovinocultura, sozinha, representou mais de um quarto do VBP de Mato Grosso do Sul.
Para a Nutripura, esses indicadores mostram que o pecuarista passou a competir não apenas com outros produtores de carne, mas com atividades capazes de gerar receitas elevadas por hectare. Confinamento, suplementação nas águas e na seca, correção do solo, recuperação de pastagens e controle dos índices zootécnicos deixam de ser intervenções isoladas e passam a compor o planejamento econômico da fazenda.
Nutrição entra em um pacote mais amplo
A Nutripura pretende explorar esse mercado com um modelo que ultrapassa a comercialização de suplementos. A empresa oferece programas de manejo de pastagens, monitoramento por drones, recuperação de solos, planejamento nutricional e acompanhamento técnico das propriedades.
Também fazem parte da estrutura o Conselho Técnico, o Centro de Pesquisa Nutripura e o programa Canivete, direcionado à gestão e à intensificação dos sistemas pecuários. O trabalho começa pela identificação dos objetivos do produtor e pelo diagnóstico dos limites produtivos da fazenda.
“Nossa proposta é entender os objetivos de cada cliente e caminhar ao lado dele na construção de fazendas cada vez mais produtivas, sustentáveis e lucrativas”, afirma Lainer.
O Centro de Pesquisa Nutripura foi criado em 2015. Segundo a empresa, possui capacidade para realizar experimentos com 1,7 mil bovinos em 44 baias de confinamento. A estrutura inclui ainda 12 piquetes de terminação, com capacidade para 1,8 mil animais por ano, e 20 divisões de pastagens para pesquisas com até 300 bovinos. As linhas de estudo abrangem aditivos, coprodutos agroindustriais, dietas de confinamento, suplementação a pasto, bem-estar e impactos ambientais.
180 arrobas por hectare
A Agropecuária Palmares, localizada em São Gabriel do Oeste, é um dos casos utilizados pela Nutripura para demonstrar seu modelo de atuação. Cliente desde 2018, o grupo tem origem na agricultura e passou a investir na bovinocultura como estratégia de diversificação.
A propriedade mantém um confinamento com capacidade estática para 6,6 mil animais e adotou o Canivete Intensificação, programa voltado ao aumento da produtividade das pastagens por meio de manejo, monitoramento, nutrição e suplementação.
“Começamos o projeto com mil bois e, no fim do primeiro ano, já estávamos com dois mil animais. Desde então seguimos crescendo. É uma relação de confiança. Os técnicos da Nutripura nos apresentam novas tecnologias e, quando colocamos em prática, vemos os resultados. Eles estiveram conosco desde o início da implantação do confinamento”, afirma Mauricio Castilho, líder da área de pecuária da Agropecuária Palmares.
Segundo informações da propriedade e da Nutripura, a produção se aproxima de 180 arrobas por hectare ao ano. O resultado equivale a mais de 30 vezes a produtividade média nacional, estimada em pouco menos de cinco arrobas por hectare ao ano pelo Beef Report 2025, da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). A Embrapa trabalha com referência nacional de 4,4 arrobas.
O indicador da Palmares, contudo, deve ser interpretado como resultado de um sistema específico, com confinamento e elevada concentração de animais. Comparações com fazendas exclusivamente a pasto dependem da metodologia empregada, da área considerada, da origem dos alimentos e do período contabilizado.
A propriedade também informa ter registrado, na última safra, intensidade de emissões de 11,9 quilos de dióxido de carbono equivalente por quilo de carcaça produzida. De acordo com a Nutripura, o índice é cerca de cinco vezes inferior à referência nacional adotada no levantamento. A comparação exige que os inventários utilizem a mesma metodologia e incluam as mesmas fontes de emissão, como produção de alimentos, fertilizantes, combustíveis e eventuais mudanças no uso da terra. Com esse sistema, a Palmares estima produzir carne suficiente para atender ao consumo anual de aproximadamente 30 mil pessoas.
Produtividade não elimina a conta dos custos
A intensificação permite aumentar a produção por hectare e reduzir a emissão de gases de efeito estufa por quilo de carne, mas não assegura rentabilidade por si só. Correção e adubação do solo, divisão de pastos, estruturas de alimentação, compra de insumos, mão de obra especializada e capital de giro elevam o custo e a complexidade operacional.
O resultado depende da relação entre o investimento, o ganho adicional de peso, o preço da arroba e a capacidade da fazenda de manter o sistema durante todo o ciclo. Produzir mais por hectare só amplia a margem quando o custo da arroba adicional permanece abaixo da receita gerada.
É justamente nesse ponto que a Nutripura pretende posicionar a nova operação: combinar nutrição, produção de forragem e gestão para transformar o aumento da produtividade física em resultado econômico. A meta de adicionar até R$ 100 milhões à receita anual indica o tamanho do mercado que a empresa identifica nessa reorganização da pecuária sul-mato-grossense.
Empresas
Maria Eduarda Lucion aposta em inovação para dar continuidade ao legado da Nutribras
Integrante da diretoria da empresa participou de talk show no GAFFFF e defendeu a sucessão familiar baseada em tecnologia, aprendizado e valorização das pessoas.

A sucessão no agronegócio passa, cada vez mais, pelas mãos de uma geração que cresceu dentro das propriedades e empresas familiares, mas chega à gestão com uma visão voltada para inovação, tecnologia e profissionalização. Aos 26 anos, Maria Eduarda Lucion representa esse movimento. Integrante da diretoria da Nutribras Alimentos, ela participou na sexta-feira (24) do talk show “Jovens que cultivam o futuro no agro”, realizado no estande do Sebrae durante o Global Agribusiness Forum & Festival (GAFFFF), o maior de cultura agro do mundo, em Sorriso.
Nascida em Xanxerê (SC), Maria Eduarda chegou a Sorriso ainda com nove meses de idade, acompanhando a mudança da família para Mato Grosso. Apesar de ter crescido em meio ao agronegócio, afirma que a decisão de seguir na empresa não foi imediata.
O sonho inicial era cursar Medicina. Depois de vivenciar a rotina da área da saúde durante a época de cursinho preparatório, decidiu mudar de caminho e ingressou em Administração no Insper, em São Paulo. Foi durante a graduação, especialmente na elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso sobre a Nutribras, que passou a enxergar o negócio da família sob uma nova perspectiva.
“Quando voltei para Sorriso, percebi o impacto e a importância do que a gente faz. Passei a olhar a empresa não apenas como uma construção dos meus pais, mas também como um projeto de vida meu”.
Hoje, como integrante da diretoria, ela acompanha diferentes áreas da empresa para conhecer toda a operação. Segundo Maria Eduarda, a formação de um sucessor exige entender o funcionamento do negócio como um todo e aprender diariamente com quem construiu a empresa.
“Eu escolhi não ter uma sala. Quero estar perto dos meus pais e do meu irmão porque são eles que me ensinam todos os dias. Cada dia é uma oportunidade de aprender um pouco mais sobre a empresa”, disse.
Durante a entrevista, a jovem executiva defendeu que a sucessão não deve significar ruptura, mas evolução. Para ela, cabe à nova geração incorporar ferramentas de inovação e tecnologia sem perder os valores que sustentaram o crescimento das empresas familiares.
“Precisamos honrar o legado de quem veio antes da gente. A nossa geração chega com novas ideias e mais inovação, mas o agro continuará sendo feito por pessoas. A tecnologia é fundamental, mas nunca vai substituir quem faz o setor acontecer”.
Ao falar sobre os próximos anos, Maria Eduarda afirmou que o principal desafio será lidar com um ambiente cada vez mais imprevisível. Para ela, fatores como clima e economia estão fora do controle dos produtores, o que torna indispensáveis características como disposição para aprender, capacidade de adaptação e dedicação.
“O que a gente controla é a vontade de acordar todos os dias e fazer acontecer. É isso, junto com a busca por conhecimento, que prepara os jovens para os desafios do agro”.

