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Notícias Opinião

O impacto da duplicação das rodovias no escoamento dos produtos do agro paranaense

O nosso agro merece apoio para continuar ocupando papel de protagonismo nacional e internacional nas produções animais e vegetais

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Arquivo/OP Rural

 Artigo escrito por Osvaldo Danhoni, engenheiro agrônomo e presidente em exercício do Crea-PR

O último relatório Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), elaborado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, aponta que o Paraná segue como um dos protagonistas da produção agropecuária no Brasil neste ano, apesar da escassez de chuva pela qual o Estado está passando.

Dos 742,43 bilhões faturados em safras agrícolas e pecuárias em julho de 2020, 94,5 bilhões são provenientes de solos paranaenses, atrás apenas do Mato Grosso com 129,83 bilhões. Entre as produções pecuárias mais representativas do país constam bovinos, frango, leite, suínos e ovos, respectivamente. Já no segmento agrícola, o Brasil lidera mundialmente as produções de açúcar, café, suco de laranja e soja.

O que esses dados evidenciam? Em primeiro lugar, a força do agro paranaense. Em segundo lugar, a grande e bem articulada logística de escoamento necessária para fazer os produtos chegarem até a mesa do consumidor. O Paraná possui a maior rede rodoviária pavimentada do sul do Brasil, com estradas que interligam o interior à capital e a outros Estados

No entanto, de acordo com a Pesquisa CNT de Rodovias 2019, da Confederação Nacional do Transporte, as rodovias paranaenses possuem deficiências em mais de três mil quilômetros, o que corresponde a 56,1% dos trechos avaliados. Além disso, a duplicação rodoviária de alguns trechos é um pleito antigo, que há anos é levantado por Conselhos, Associações, Sindicatos e classes produtivas de todo o Estado.

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR) é uma das entidades que fortalece esta demanda, produzindo, inclusive, documentos há mais de 10 anos, indagando as autoridades competentes sobre as duplicações. Portanto, é uma pauta que há tempos faz parte do radar do Crea, devido à relevância para todo o Estado.

Temos que considerar que boas notícias foram anunciadas recentemente. Algumas duplicações e entregas de projetos foram realizadas, a exemplo de trechos da BR-277, BR-469, PR-445 e PR-323. O impacto positivo que estas e outras obras do gênero terão no escoamento dos produtos agropecuários é enorme, já que mais de 70% do transporte das mercadorias no país é feito por malha rodoviária. Tal dado demonstra, inclusive, a necessidade de investimentos em outros modais de transporte, como o ferroviário e hidroviário.

Enquanto Conselho Profissional, que atua em favor da regulamentação e fiscalização das profissões afetas às Engenharias, Agronomia e Geociências, o Crea-PR levanta sempre a bandeira em favor das plenas condições de trabalho e produtividade. O impulso econômico da produção do agro depende não somente de profissionais habilitados e tecnologia no campo, mas também de uma infraestrutura adequada que contribua com todo o ciclo de produção. Isso significa que enxergamos a logística de distribuição como uma peça importantíssima na produção paranaense, que já é forte, mas tem capacidade para muito mais.

Esperamos que as obras de duplicação tão esperadas sejam concluídas e outras anunciadas. O nosso agro merece apoio para continuar ocupando papel de protagonismo nacional e internacional nas produções animais e vegetais. Com mais estrutura poderemos alçar voos ainda maiores.

Fonte: Assessoria
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Notícias Sanidade

Agricultura presta esclarecimentos sobre surtos de gafanhotos no Rio Grande do Sul

Espécies encontradas na região Noroeste não são pragas de importância agrícola

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A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) publicou nesta quarta-feira (02) nota técnica redigida pelo Comitê de Emergência Fitossanitária para Schistocerca cancellata que presta esclarecimentos sobre as ocorrências de gafanhotos no Rio Grande do Sul. O Comitê é composto por técnicos da secretaria, Ministério da Agricultura, Laboratório de Manejo Integrado de Pragas da Universidade Federal de Santa Maria, Embrapa Clima Temperado e Emater/RS-Ascar.

Conforme o documento, os surtos relatados nos municípios de Santo Augusto, São Valério do Sul e Bom Progresso estão sendo monitorados pelas equipes da Seapdr a fim de delimitar a área perifocal e abrangência das infestações. As espécies foram identificadas pela Dra. Kátia Matiotti, da PUCRS, como indivíduos adultos de Zoniopoda iheringi e ninfas de Chromacris speciosa, ambas da família Romaleidae, que não tem hábitos migratórios. Sua ocorrência é esperada, devido ao clima seco e à baixa precipitação acumulada nas últimas safras de verão.

Ambas as espécies estão sendo mantidas no Laboratório de Manejo Integrado de Pragas da UFSM, para estudos. As espécies não correspondem à Schistocerca cancellata, estando momentaneamente descartada a infestação por este gafanhoto migratório. Tratam-se de espécies endêmicas, de ocorrência natural e que normalmente não são pragas de importância agrícola.

Foi observado que a preferência de hospedagem das infestações está centrada nas áreas de mata nativa e vegetação espontânea. A prioridade dos levantamentos é constatar se há desequilíbrio nas populações naturais com possibilidade de danos às lavouras limítrofes aos focos.

A Seapdr e o grupo gestor estão atuando para a delimitação das ocorrências. Estão sendo preparadas alternativas de emprego de soluções frente às infestações, caso se configure risco de dano econômico à produção agropecuária.

A orientação do Comitê é para que produtores não tomem medidas preventivas frente às infestações, sob a possibilidade de aumentar o desequilíbrio entre os inimigos naturais dessas espécies e agravar os danos futuramente. Havendo constatação de surtos, deve ser realizada comunicação através da rede de vigilância, pelos canais:

Fonte: Assessoria
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Notícias Segundo Deral

Plantio de soja no PR vai a 99% com lavouras na pior condição em ao menos 5 anos

De acordo com o Deral, a semeadura avançou 2 pontos percentuais na semana e atingiu 99% da área esperada

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Divulgação/AENPr

O plantio de soja 2020/21 no Paraná avançou para a reta final dos trabalhos com as lavouras em condições piores do que as verificadas pelo menos nos últimos cinco anos, indicou na terça-feira (1°) o Departamento de Economia Rural (Deral).

Em informativo semanal, o órgão do governo paranaense apontou que 72% das lavouras de soja do Estado possuem condições boas, enquanto 4% foram avaliadas em situação ruim, mantendo os mesmos níveis vistos na semana passada.

Em igual período do ano anterior, porém, as lavouras em condição boa eram 81%, enquanto as que possuíam estado ruim atingiam 3%.

Antes disso, de acordo com os dados do Deral que remetem a 2015, as piores condições neste período do ano haviam sido vistas em 2017, quando 90% das lavouras estavam em condição boa e 10% em situação média.

Ainda segundo o departamento, 12% das lavouras estavam em fase de floração até segunda-feira, ante 22% no mesmo momento da safra passada, enquanto 82% se mantinham em desenvolvimento vegetativo, versus 72% em 2019/20.

O plantio da oleaginosa está praticamente concluído no Paraná –segundo maior produtor do Brasil, atrás somente de Mato Grosso. De acordo com o Deral, a semeadura avançou 2 pontos percentuais na semana e atingiu 99% da área esperada.

Na última semana, o departamento estimou a safra de soja 2020/21 do Estado em 20,47 milhões de toneladas, queda de 1% em relação à produção recorde de 2019/20.

O Paraná sofreu com a falta de chuvas nesta temporada, especialmente no início da safra. Nas últimas semanas, as precipitações contribuíram para o avanço do plantio, mas o Deral ainda via uma necessidade de melhor regularidade de chuvas para “garantir a safra”.

Fonte: Reuters
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Notícias Mercado

Datagro eleva estimativa de produção de soja 20/21 do Brasil para 134,98 mi t

Resultado também representa um avanço de cerca de 6% em relação às 127,45 milhões de toneladas colhidas em 2019/20

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Divulgação/AENPr

A produção de soja do Brasil deve atingir 134,98 milhões de toneladas na safra 2020/21, estimou a consultoria Datagro na terça-feira (1°), elevando sua projeção em 540 mil toneladas na esteira de um incremento em área de plantio.

Segundo a Datagro, o resultado também representa um avanço de cerca de 6% em relação às 127,45 milhões de toneladas colhidas em 2019/20.

A estimativa de área plantada foi atualizada para 38,79 milhões de hectares, sobre 38,68 milhões de hectares na última projeção e 3% acima da temporada passada, confirmando o 14º ano consecutivo de incremento.

“Os fatores de estímulo ao cultivo da soja dominaram a decisão dos produtores a novamente elevarem a área nesta safra, já que os preços médios estiveram acima do padrão, houve alta produtividade média, positiva lucratividade bruta da safra atual, oferta de crédito…”, afirmou a Datagro.

O clima, contudo, segue como fator de atenção, uma vez que a safra está agora em desenvolvimento, com a finalização do plantio na maioria das áreas.

“Já tivemos irregularidade na chegada das chuvas na região central, e clima seco dominante em outubro e novembro na região Sul”, disse o coordenador de Grãos da Datagro, Flávio Roberto de França Júnior.

A partir de agora, em função do resfriamento das águas do Atlântico Sul nas últimas semanas, a previsão é de que as chuvas se normalizem, o que estabilizaria as perdas no milho e recuperaria as condições da soja, acrescentou ele.

Milho

A produção potencial de milho foi revisada para baixo e passou para 114,04 milhões de toneladas, ante 114,48 milhões do último levantamento, mas ainda está cerca de 7% acima do ciclo de 2019/20.

Após episódios de seca em regiões produtoras, a Datagro passou a estimar a colheita de milho verão em 27,33 milhões de toneladas, cerca de 5% superior a 2019/20, mas abaixo da projeção anterior de 27,76 milhões de toneladas.

A área do cereal de primeira safra foi mantida em 4,43 milhões de hectares, alta de 2% ante a temporada passada.

Fonte: Reuters
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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