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“O futuro do país está em nossas mãos”, afirma novo presidente da FPA

Deputado federal Pedro Lupion foi empossado como presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária nesta terça-feira (07). Maior bancada do Congresso Nacional, entidade já soma 344 parlamentares.

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Deputado federal Pedro Lupion tomou posse para gestão do biênio 2023-2024 da FPA - Foto: Divulgação/FPA

Com a presença de parlamentares, ministros de Estado e governadores, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) realizou, na terça-feira (07), no Unique Palace, em Brasília, o evento de posse da nova diretoria para o biênio 2023-2024. A bancada terá, pelos próximos dois anos, a presidência do deputado federal Pedro Lupion (PP-PR) liderando 300 deputados federais e 44 senadores.

Lupion, lembrou, em seu discurso, da influência do pai, ex-deputado federal Abelardo Lupion, da criação da bancada e da proximidade com o setor produtivo na vida pessoal e profissional. “Eu nasci no agro e minha família veio do agro. Aprendi a fazer política sem atrapalhar a vida do produtor rural brasileiro. Não à toa, meu pai, na década de 80, fundou a União Democrática Ruralista e fez com que ele entrasse na política e fundasse, anos mais tarde, a FPA, junto com outros personagens”, mencionou.

Lupion fez questão de recordar a pujança e consistência do setor, especialmente, durante a pandemia, e criticou os que se utilizam do segmento para distorcer fatos a respeito do agro brasileiro. “Falo de um segmento que representou 27% do PIB do País em tempos de Covid-19 e que atingiu um superávit comercial de US$ 62,310 bilhões em 2022. Não vamos admitir que alterem a realidade do que o nosso setor representa para o Brasil. Somos, verdadeiramente, o esteio social e econômico da nação”, pontuou.

O presidente da Frente reiterou, ainda, o compromisso da bancada com o direito de propriedade. Segundo ele, o Brasil não vai servir de palco para invasões e destruição desenfreada, nem terá o futuro comprometido por conta de atitudes criminosas. “Não vamos permitir que se criem narrativas distorcidas de crimes e irresponsabilidades no campo. Esse é um compromisso da Frente Parlamentar da Agropecuária e de todos que defendem o convívio pacífico no país. O futuro do País está em nossas mãos”, reforçou Lupion.

O senador Zequinha Marinho (PL-PA), vice-presidente da FPA no Senado Federal, ressaltou o entrosamento da bancada que tem auxiliado no desenvolvimento do setor produtivo e no crescimento econômico, além de elogiar a eficiência da FPA no Congresso Nacional. “Herdou o amor pelo agro, a paixão pelo trabalho e o desejo de transformar a nossa nação em um ambiente próspero. Nosso setor não terá adversários se estivermos juntos na missão de tornar o agro cada vez maior”, disse.

O deputado federal Sérgio Souza (MDB-PR), ex-presidente da FPA, lembrou da luta diária da FPA e do IPA em relação a todos os segmentos do setor agropecuário. De acordo com ele, as pautas da bancada se tornam fundamentais, pois levam a realidade do cidadão, que contribui com o PIB do País. “O agro não tem lado. A FPA é do Brasil e vai precisar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, vai precisar do Ministério da Agricultura, mas o Brasil vai precisar da FPA”, ressaltou.

O presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Arthur Lira (PP-AL), reforçou a força do setor produtivo na contribuição para o País. “Todos sabem o que o setor pode fazer. Nós somos representantes do Brasil e essa Frente representa o setor mais importante do País. Nós falamos pelas conquistas de toda a nação e precisamos deixar o recado da pacificação, desenvolvimento e debates democráticos. Vamos em busca de muito mais”, expôs Lira.

O vice-presidente da FPA na Câmara dos Deputados, Arnaldo Jardim (CD-SP) falou da alegria de poder pensar o futuro com o setor que mais cresce no país há décadas. “Temos desafios a superar, mas a história de tantos nomes nos fazem ter a certeza de que podemos superar questões partidárias e ideológicas. O agro é pluripartidário, o nosso setor representa o Brasil, o nosso setor é a diversidade, é inovador”, declarou.

A ex-ministra da Agricultura, senadora Tereza Cristina (PP-MS), agradeceu à bancada e ressaltou que a Frente foi um “porto seguro”. Ela enfatizou que, juntos, continuarão fazendo o Brasil uma potência agroambiental, com segurança jurídica e paz no campo. “Juntos vamos conseguir a paz, com reforma agrária, mas não com invasão de terra”, salientou.

Para o presidente do Instituto Pensar Agro (IPA), Nilson Leitão, o setor agropecuário está amparado pelo IPA, onde existe uma retaguarda para o trabalho da FPA. Além disso, Nilson agradeceu à Frente por levar o trabalho dos produtores rurais à realização. “Nosso instituto passa de 50 entidades. É a retaguarda do nosso agro e nos enobrece. Nós trazemos as agonias e tudo o que acontece em todo o país, e a FPA tem levado os temas ao Congresso Nacional. Nada é inventado, tudo é a realidade para transformar o agro à altura que ele é. O nosso agro é a Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Todos devem estar ao lado do setor”, destacou.

O governador Ronaldo Caiado (União-GO), lembrou da estrutura inicial da Frente Parlamentar da Agropecuária e afirmou que a repercussão da bancada se tornou internacional. “Hoje compartilho a emoção de ver uma criança crescer e se tornar presidente da FPA, pela credibilidade e preparo que o próprio Pedro Lupion conquistou. Nós estamos orgulhosos de sua dedicação”,  relatou.

Já o governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (União-MT), lembrou que o Estado lidera o setor agropecuário, e destacou o segmento como o mais abrangente do País. Ele fez questão de recordar que compreender o setor agropecuário e a importância para o mundo é primordial para um sucesso verdadeiro a respeito da produção de alimentos. “A demanda vai aumentar e o único país do mundo que poderá garantir essa alimentação é o Brasil. O planeta vai descobrir que o que se fala do Brasil sobre alimentos é verdade. Nós somos a liderança e a referência”, enfatizou.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, desejou muito sucesso à nova diretoria e reconheceu que o agronegócio é a grande mola propulsora da economia brasileira. “O nosso setor é resultado da obstinação de homens e mulheres que acordam cedo para trabalhar, mas também de entidades fortes que estão no campo prontos para trabalhar. O agro é resultado dos Três Poderes, e incluo a FPA, que é responsável por legislar e criar inúmeras oportunidades para o nosso país”, reiteirou.

Fonte: Assessoria FPA

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Comissão Europeia anuncia aplicação provisória do acordo Mercosul-UE e enfrenta reação da França

Medida pode antecipar redução de tarifas enquanto ratificação completa segue sob contestação judicial no bloco europeu.

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Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen: "Quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória" - Foto: Divulgação/Comissão Europeia

A União Europeia anunciou que aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio firmado com o Mercosul, numa tentativa de antecipar os efeitos comerciais do tratado enquanto o processo formal de ratificação segue em curso nos países-membros.

Foto: Divulgação

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a medida busca assegurar ao bloco a “vantagem do pioneirismo”. “Já disse antes, quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória”, declarou.

Pelas regras europeias, acordos comerciais precisam ser aprovados pelos governos nacionais e pelo Parlamento Europeu. A aplicação provisória, no entanto, permite que parte das disposições comerciais — como a redução de tarifas — entre em vigor antes da conclusão de todo o trâmite legislativo. Segundo a Comissão, o acordo poderá começar a valer provisoriamente dois meses após a troca formal de notificações entre as partes.

A decisão ocorre em meio a resistências políticas dentro da própria União Europeia. Parlamentares liderados por deputados franceses aprovaram no mês passado a contestação do acordo no tribunal superior do bloco, movimento que pode atrasar sua implementação integral em até dois anos.

A França tem se posicionado como principal foco de oposição. O presidente Emmanuel Macron afirmou que a iniciativa foi “uma surpresa

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

ruim” e classificou como “desrespeitoso” o encaminhamento do tema. O governo francês argumenta que o acordo pode ampliar as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, pressionando produtores locais que já realizaram protestos recentes.

Em janeiro, 21 países da UE votaram a favor do tratado, enquanto Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia se posicionaram contra, e a Bélgica se absteve. Defensores do acordo, como Alemanha e Espanha, sustentam que a ampliação de acesso ao mercado sul-americano é estratégica para compensar perdas comerciais decorrentes de tarifas impostas pelos Estados Unidos e para reduzir dependências externas em cadeias de insumos considerados críticos.

Concluído após 25 anos de negociações, o acordo prevê a eliminação de cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações europeias, sendo apontado pela Comissão como o maior pacto comercial do bloco em termos de potencial de redução tarifária.

No Mercosul, Argentina e Uruguai ratificaram o texto nesta semana. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo, que ainda depende de aval do Senado para concluir o processo interno de ratificação.

Fonte: O Presente Rural
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Acordo Mercosul-UE pode entrar em vigor até o fim de maio

Texto aguarda votação no Senado, enquanto União Europeia sinaliza aplicação provisória e governo prepara regulamentação de salvaguardas comerciais.

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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (27), em São Paulo, que o acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia pode entrar em vigor até o fim de maio.

Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin: “Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência” – Foto: Divulgação

Segundo Alckmin, a expectativa do governo é que o texto seja aprovado pelo Senado Federal nas próximas duas semanas. O acordo já passou pela Câmara dos Deputados nesta semana e, se confirmado pelos senadores, seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Agora foi para o Senado e nós temos expectativa de que aprove em uma ou duas semanas. Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência. Esse é o plano. Então, se a gente conseguir resolver em março, até o fim de maio já pode entrar em vigência o acordo”, declarou o vice-presidente.

No âmbito regional, o Parlamento da Argentina ratificou o texto na quinta-feira (26), movimento já acompanhado pelo Uruguai, ampliando o alinhamento interno no bloco sul-americano.

União Europeia

Do lado europeu, a Comissão Europeia informou nesta sexta-feira que pretende aplicar provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul. A medida busca assegurar ao bloco europeu a chamada “vantagem do pioneirismo”, permitindo a implementação de dispositivos comerciais antes da conclusão de todo o processo legislativo.

Em regra, a União Europeia aguarda a aprovação formal dos acordos de livre comércio tanto pelos governos nacionais quanto pelo

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

Parlamento Europeu. No entanto, parlamentares europeus,liderados por deputados franceses, aprovaram no mês passado uma contestação judicial ao acordo no tribunal superior do bloco, o que pode retardar sua implementação integral em até dois anos.

Mesmo com a necessidade de aprovação pela assembleia europeia, o mecanismo de aplicação provisória permite que União Europeia e Mercosul iniciem a redução de tarifas e coloquem em prática outros compromissos comerciais enquanto o processo de ratificação completa seu curso institucional.

Salvaguardas

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo encaminhou nesta sexta-feira proposta à Casa Civil para regulamentar as salvaguardas previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia. Esses mecanismos permitem suspender a redução de tarifas caso haja aumento expressivo das importações que provoque desequilíbrios no mercado interno.

Após a análise da Casa Civil, o texto ainda deverá passar pelos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A expectativa, segundo Alckmin, é concluir essa regulamentação nos próximos dias, antes mesmo da votação do acordo pelo Senado. “O acordo prevê um capítulo sobre salvaguarda. A gente espera que nos próximos dias, antes ainda da votação do Senado [sobre o acordo], que a salvaguarda seja regulamentada”, disse.

Foto: Divulgação

Ele afirmou que a abertura comercial prevista no tratado parte da premissa de ganhos para consumidores e empresas, com acesso a produtos de melhor qualidade e preços mais baixos. Ressaltou, contudo, que o instrumento de salvaguarda funcionará como mecanismo de proteção em caso de desequilíbrio. “Agora, se tiver um surto de importação, você precisa de uma salvaguarda, que suspende aquela redução de impostos. Isso está previsto para os europeus também e é isso que será regulamentado.”

Sobre o acordo

Pelo cronograma negociado, o Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. A União Europeia, por sua vez, zerará tarifas sobre 95% dos bens exportados pelo bloco sul-americano em até 12 anos.

O tratado abrange um mercado de mais de 720 milhões de habitantes. A ApexBrasil estima que a implementação do acordo pode elevar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, além de ampliar a diversificação da pauta externa, com potencial impacto também sobre segmentos industriais.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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Mercosul e Canadá realizam oitava rodada de negociação para acordo comercial em Brasília

Blocos avançam em capítulos técnicos e preparam nova etapa em abril. Comércio bilateral Brasil-Canadá somou US$ 10,4 bilhões em 2025.

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O Mercosul e o Canadá concluíram nesta sexta-feira (27), em Brasília, a oitava rodada de negociações do acordo de livre comércio entre as partes. As tratativas, retomadas em outubro de 2025 após período de menor dinamismo, sinalizam a intenção de ambos os lados de acelerar a construção de um marco jurídico para ampliar o fluxo de comércio e investimentos.

Foto: Divulgação

De acordo com nota conjunta divulgada pelos ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Agricultura, a rodada reuniu os negociadores-chefes e promoveu encontros presenciais dos grupos técnicos responsáveis pelos capítulos de comércio de bens, serviços, serviços financeiros, comércio transfronteiriço de serviços, comércio e desenvolvimento sustentável, propriedade intelectual e solução de controvérsias.

A estratégia brasileira é avançar simultaneamente na consolidação de textos e na troca de ofertas, etapa considerada sensível em acordos dessa natureza por envolver redução tarifária, regras de acesso a mercados e compromissos regulatórios. Uma nova rodada está prevista para abril, quando os grupos técnicos deverão aprofundar a convergência em áreas ainda pendentes.

Para o governo, o acordo com o Canadá se insere no esforço de diversificação de parceiros comerciais em um cenário internacional marcado por maior fragmentação geoeconômica e disputas tarifárias. A avaliação é que a integração produtiva com a economia canadense pode ampliar oportunidades em setores como agroindústria, mineração, energia e serviços.

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Canadá alcançou US$ 10,4 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 4,1 bilhões, segundo dados oficiais. O saldo favorável reforça o interesse do país em consolidar acesso preferencial ao mercado canadense, ao mesmo tempo em que busca ampliar a previsibilidade regulatória para empresas dos dois lados.

Fonte: O Presente Rural
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