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O equilíbrio é uma das virtudes do cooperativismo, diz Lanznaster
O presidente da Cooperativa Central Aurora Alimentos, a maior sociedade cooperativa do Estado de SC, Mário Lanznaster, fala sobre o sucesso e os desafios do sistema cooperativista, além das projeções do conglomerado Aurora para este ano.
O Dia Internacional do Cooperativismo, celebrado no primeiro sábado do mês de julho (neste ano, no dia 1º), é amplamente comemorado em Santa Catarina. Isso porque o sistema cooperativista transformou-se em instrumento essencial de desenvolvimento, integração e inclusão no cenário socioeconômico, o que tornou o Estado reconhecido no País quando o assunto tem este foco. Nesta entrevista, o presidente da Cooperativa Central Aurora Alimentos, a maior sociedade cooperativa do Estado, Mário Lanznaster, fala sobre o sucesso e os desafios do sistema cooperativista, além das projeções do conglomerado Aurora para este ano.
Na sua visão, quais são as virtudes do sistema cooperativista catarinense?
Mário Lanznaster – O sistema cooperativista está fundado na valorização do trabalho, na liberdade de adesão em uma governança aberta e em uma gestão democrática. O equilíbrio é uma das virtudes do cooperativismo. É uma terceira via entre o socialismo utópico e o capitalismo selvagem.
O que justifica o crescimento do cooperativismo do Estado além da média nacional nos últimos anos?
Lanznaster – O comprometimento com a qualidade e a eficiência, o foco nas atividades de cada ramo, a preocupação com as comunidades onde atuam as cooperativas – tudo isso gera resultados. As cooperativas trabalham para fazer o bolo crescer e, só depois, repartir os resultados na proporção da contribuição de cada um.
As cooperativas são reconhecidas por investirem forte no Brasil. O sistema precisa de mais apoio para expansão?
Lanznaster – O governo tem certa dificuldade em reconhecer os benefícios para a economia e para a população que o cooperativismo proporciona. Com exceção do chamado “ato cooperativo” (a relação comercial entre a cooperativa e seus associados), não há nenhum benefício ou vantagem. O BNDES, por exemplo, poderia ampliar os financiamentos aos projetos de expansão das cooperativas.
De que forma o sistema cooperativista contribui com o produtor rural, com a sociedade e com os governos?
Lanznaster – As cooperativas geram empregos, riquezas e tributos. O caso da Aurora é muito ilustrativo. Ela coopera intensamente com o desenvolvimento das regiões onde atua – cerca de 170 municípios de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul – com a geração de riquezas que beneficiaram centenas de comunidades e milhares de famílias. Tomando por base o último ano, a contribuição para a integração e o desenvolvimento regional pode ser avaliada pela geração de ICMS da ordem de R$ 1,134 bilhão; valor adicionado na atividade agropecuária de R$ 4,090 bilhões, valor adicionado na atividade industrial de R$ 2,392 bilhões e remuneração e encargos sobre folha de pagamento de salários de R$ 904 milhões.
A Aurora vem se destacando por investir em outras regiões produtivas do país. Quais são os fatores que motivaram a expansão para o Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul?
Lanznaster – Isso faz parte da evolução do conglomerado Coopercentral Aurora Alimentos. Precisamos estar presente nas regiões que asseguram nosso principal insumo – o milho – e que disponham de infraestrutura de transportes, comunicações etc. A operação de uma agroindústria é muito complexa. No grande oeste catarinense, a densidade populacional de aves e suínos já atingiu seu limite.
Fale um pouco sobre a atual estrutura do terceiro maior conglomerado industrial do setor de carnes do Brasil:
Lanznaster – A Aurora completou 48 anos no dia 15 de abril com uma comunidade produtiva formada por mais de 100 mil famílias espalhadas por 500 municípios brasileiros. São 26.649 colaboradores diretos da Aurora e 72.203 famílias rurais cooperadas que formam a base produtiva no campo, além dos 9.580 colaboradores das 13 cooperativas agropecuárias que a constituem. Tem uma capacidade de abate de 18 mil suínos/dia, 1 milhão de aves/dias e um processamento de 1,5 milhão de litros de leite/dia. A Aurora mantém oito unidades industriais de suínos, sete de aves, seis fábricas de ração, 13 unidades de ativos biológicos (incluindo granjas, incubatórios e unidades de disseminação de gens), doze unidades de vendas, uma unidade de processamento de Lácteos, em Pinhalzinho e a sede central (matriz).
Qual é a expressão da Aurora no cenário nacional?
Lanznaster – Além de ser formada por uma comunidade produtiva com mais de 100 mil famílias espalhadas por 500 municípios brasileiros, alguns reconhecimentos demonstram a expressividade do sistema. Representamos a segunda empresa mais amada do Brasil de acordo com o site de carreira Love Mondays. Recebemos o troféu Onda Verde na categoria Gestão Ambiental no 24º Prêmio Expressão de Ecologia. Conquistamos novamente o Certificado de Responsabilidade Social da Assembleia Legislativa de SC e o prêmio Empresa Cidadã da ADVB/SC. Outras distinções: Maiores e Melhores Cooperativas Brasileiras (AveSui 2016), Líder em Agronegócio (Lide SC, Grupo de Líderes Empresariais) e Prêmio SomosCoop em comunicação e difusão do cooperativismo (OCB), entre outros.
Fonte: Ass. de Imprensa

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Cooperja firma acordo com cinco países e amplia presença no comércio global
Negociação inclui exportação de grãos e ração com foco em qualidade e logística eficiente.

A Cooperja deu um importante passo rumo à internacionalização ao firmar um contrato de marco integrado de fornecimento com El Salvador, Nicarágua, Guatemala, Costa Rica e Honduras na América Central. O acordo prevê a exportação de arroz, milho e ração.
A cerimônia de assinatura aconteceu na manhã de terça-feira (14), no auditório da Unidade de Santo Antônio da Patrulha/RS, com a presença do presidente Vanir Zanatta, do vice-presidente Antonio Moacir Denoni, diretor Carlos Roberto Wilk e do Conselho Administrativo da cooperativa. Também participaram Omar Salazar Castro, representante da empresa Cemersa, que atua como compradora internacional, importadora, distribuidora regional e operadora comercial para a América Central e Panamá.

O evento contou ainda com a presença de Rodrigo Veiga, representante da Origrains, empresa responsável pela integração e estruturação das operações internacionais, conectando produção, logística e mercado global com eficiência e segurança.
A parceria estabelece uma relação comercial de longo prazo, garantindo condições estruturadas de fornecimento, com foco na qualidade dos produtos e na eficiência logística. O contrato fortalece a presença da Cooperja no mercado internacional e evidencia a competitividade do agronegócio brasileiro.
Para El Salvador, o acordo representa acesso a produtos de alto padrão, contribuindo diretamente com a qualidade ofertada a população e o desenvolvimento da economia daquele país.
Durante a solenidade, Omar Salazar Castro destacou a relevância da parceria e o papel dos agricultores. “A Cooperja é mais do que um negócio, é uma parceira estratégica, comprometida com o desenvolvimento a longo prazo. É uma cooperativa que acredita em construir, dia após dia, resultados sólidos e duradouros. Valorizamos cada conquista e, principalmente, cada pessoa que faz parte dessa história”, ressaltou.
Além de ampliar mercados, a iniciativa reforça o papel das cooperativas brasileiras como agentes estratégicos no cenário global, promovendo geração de renda, inovação e desenvolvimento sustentável no campo.
Para o presidente Vanir Zanatta, o momento representa um marco na trajetória da cooperativa. “Estamos levando a qualidade da produção dos nossos cooperados para além das fronteiras, abrindo novas oportunidades e agregando valor ao que produzimos. A internacionalização é um caminho estratégico que fortalece a Cooperja e gera desenvolvimento para todos”, destacou.
A Cooperja segue avançando, conectando o produtor rural às oportunidades do mercado internacional e consolidando sua atuação como protagonista no agronegócio.
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Economia brasileira cresce 0,6% em fevereiro, aponta Banco Central
Alta é puxada pela indústria, enquanto serviços e agro registram avanço moderado.

A atividade econômica brasileira teve crescimento em fevereiro deste ano, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,6% em fevereiro em relação ao mês anterior, considerando os dados dessazonalizados (ajustados para o período).

As altas foram de 0,2% na agropecuária, 1,2% na indústria e 0,3% em serviços.
Já na comparação com fevereiro de 2025, houve recuo de 0,3%, sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais. Em 12 meses acumulados até fevereiro deste ano, o índice acumula uma alta de 1,9%.
O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução o ritmo da economia do país e incorpora informações sobre o nível de atividade na indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.
O índice ajuda o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC a tomar decisões sobre os juros básicos da economia, a Taxa Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano. A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação.
Produto Interno Bruto

Divulgado mensalmente, o IBC-Br emprega metodologia diferente da utilizada para medir o Produto Interno Bruto (PIB), que é o indicador oficial da economia brasileira divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o BC, o índice “contribui para a elaboração de estratégia da política monetária” do país, mas “não é exatamente uma prévia do PIB.”
O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.
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Fundesa elege vice-presidente e aprova dois novos integrantes
Instituto Desenvolve Pecuária e Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios passam a integrar o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul.

Duas assembleias foram realizadas quarta-feira (15) na Casa da Sanidade Animal, sede do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul, com 100% de presença dos conselheiros no formato presencial e virtual. Na primeira assembleia, de prestação de contas do primeiro trimestre de 2026, foram aprovados os números de arrecadações, rendimentos e aplicações. O saldo do fundo é de R$ 188,9 milhões e no período foram aportados R$ 2,64 milhões em diferentes frentes relacionadas às quatro cadeias produtivas que compõem o fundo – aves, suínos, bovinos de corte e leite.
A distribuição dos aportes, teve 43%, R$ 1,16 milhão, direcionada à indenização de produtores pelo abate sanitário de animais com registro de doenças de notificação obrigatória. Destaque para o apoio financeiro ao Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor, com a compra de insumos, aquisição e calibração de equipamentos entre outros, totalizando R$ 394,9 mil. O Fundesa também adquiriu 10 mil brincos de identificação de bovinos, no valor de R$ 109 mil, que serão utilizados no Projeto Piloto de Rastreabilidade Bovina no Rio Grande do Sul.
Novos integrantes
Na sequência da prestação de contas trimestral ordinária, uma Assembleia Extraordinária tratou de temas ligados ao estatuto e regimento interno do Fundesa. Foi realizada a eleição e posse do novo vice-presidente da entidade, Domingos Velho Lopes, da Farsul. O cargo de vice-presidente estava vago desde janeiro, com a saída de Gedeão Pereira do Conselho Deliberativo do Fundesa. O presidente do Fundesa registrou agradecimentos a Gedeão pela contribuição ao fundo ao longo de nove anos.
Lopes agradeceu a confiança e colocou-se à disposição para, junto com os demais conselheiros, trabalhar em prol da proteína animal gaúcha. Domingos Velho Lopes já foi secretário da Agricultura e, na pasta, teve a dimensão da importância do Fundesa-RS para o pleno andamento do Serviço Veterinário Oficial do estado.
Os conselheiros também aprovaram o ingresso de dois novos integrantes no Conselho Deliberativo do Fundesa. A partir de agora, integram o Fundo a Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do Estado – Apil, e o Instituto Desenvolve Pecuária, Idepec. “Ambas atuam diretamente nas áreas de interesse do fundo, e representam contribuintes do Fundesa, seja à frente de pecuaristas, seja à frente de agroindústrias”, afirma Kerber, que disse estar na expectativa da contribuição das entidades no debate da sanidade animal gaúcha.
As duas novas entidades se somam às atuais dez representações das quatro cadeias produtivas que compõem o fundo. Asgav, Sipargs, Acsurs, Sips, Sicadergs, Fecoagro, Farsul, Fetag, Febrac e Sindilat.
