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Notícias Opinião

O desafio de doar o que se precisa

A pandemia da Covid-19 tem oferecido uma demonstração efetiva de solidariedade como raras vezes se presenciou de forma tão maciça

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Joanita Maestri Karoleski - Foto: Divulgação

Artigo escrito por Joanita Maestri Karoleski, diretora do programa de doações da JBS no Brasil 

A pandemia da Covid-19 tem oferecido uma demonstração efetiva de solidariedade como raras vezes se presenciou de forma tão maciça. No Brasil, é impressionante ver como o país vem se mobilizando. Todos estão empenhados em ajudar quem mais precisa.

No meio empresarial esse movimento tem se mostrado intenso. Uma amostra disso vem do Monitor das Doações Covid-19, mantido pela Associação Brasileira de Captadores de Recursos. Dos praticamente R$ 6 bilhões doados até agora, 82% vieram das empresas.

Nesse contexto, o projeto de doações de R$ 400 milhões da JBS partiu de um duplo própósito: atender necessidades emergenciais – atender agora a quem mais precisa – e realizar ações que ajudem as comunidades hoje, no futuro e que fiquem como um legado.

A doação para ajudar o país a enfrentar essa pandemia foi uma decisão da empresa, mas a aplicação dos recursos decorre de um profundo estudo e diagnóstico, feito por times de especialistas, com um único objetivo prioritário: salvar vidas. Agora e no futuro.

Temos que planejar rápido e executar com mais rapidez ainda. Em somente três semanas, a JBS já tinha alocado 80% dos R$ 400 milhões que serão aportados. O planejamento definiu, por exemplo, como e onde destinar esse recurso e para que tenha o uso mais adequado não só hoje, mas também  possa se perpetuar e continuar beneficiando a todos depois que essa pandemia passar.

Para que isso fosse possível, foram definidos critérios técnicos e de viabilidade para que as doações fossem rapidamente transformadas em bens e serviços que pudessem rapidamente estar disponiveis à população e para que essa entrega possa, de fato, atender a quem mais precisa no menor tempo possível.

Foi a partir desses critérios, que realizamos um profundo diagnóstico local e entendemos as realidades de cada municipio e região. Esse alinhamento técnico e de priorização foi feito com a administração das instituições públicas de saúde dos municípios e dos estados e que serviu para orientar também para identificação dos projetos sociais e de apoio às instituições de pesquisa.

Para definir como transformar as doações no seu melhor uso possível, contamos com o olhar técnico de especialistas independentes. Esses profissionais, convidados especialmente para compor nossos comitês, trazem os conceitos adequiridos em sua longa experiencia profissional,  acadêmica e comunitária como base para a tomada de  decisão em atendimento ao duplo propósito que buscamos: a solução emergencial e também a que propicie frutos em longo prazo.

Na distribuição dos recursos a serem doados pela JBS, os R$ 20 milhões reservados a ONGs serão importantes para as famílias que tiveram suas fontes de sustento abaladas. Nosso comitê de assessoramento tem feito um trabalho criterioso para que as ações beneficiadas se traduzam em transformação social, além do apoio emergencial.

Buscamos projetos nas áreas de educação, promoção do trabalho e renda e empreendedorismo. Como ajuda imediata, também iremos apoiar as entidades que atuam na distribuição de alimentos e itens de higiene e limpeza para a população em situação mais vulnerável.

Em ciência e tecnologia, o programa da JBS vai aportar R$ 50 milhões. Essa é uma das maiores forças do programa. Sao as pesquisas cientificas e a evolução desses estudos que melhor definem a questão do aqui e agora – uma descoberta hoje muda o futuro para sempre. Os integrantes do comitê científico identificaram iniciativas relevantes e promissoras no controle, tratamento e prevenção da Covid-19 para que possamos incentivar com o programa de doações da empresa.

Para o setor de saúde reservamos R$ 330 milhões. Esses recursos vão beneficiar dezenas de municipios em boas partes do estados brasileiros, em todas as regiões. Um dos pontos altos do programa da JBS é o seu potencial de alcance  e sua capilaridade, além da alta capacidade de execução. A JBS está em mais de 100 cidades e já colocou todos os seus recursos à disposição – estrutura, logística, gente  e unidades produtivas.

Toda essa dinâmica remete à minha atividade profissional até o fim do ano passado. Estava no ápice de minha carreira como presidente da Seara quando decidi que iria me doar integralmente a projetos sociais. Ainda na empresa, que até por ser uma produtora de alimentos, eu tinha muito contato com instituições nessa área. Foi em meio à transição da minha vida executiva que surgiu essa pandemia e, em seguida, o plano das doações da JBS.

O convite para assumir a coordenação desse projeto foi irrecusável, pois ia ao encontro do que planejava. Mais do que isso, poucos projetos têm ou terão essa perspectiva de alcance – estamos considerando beneficiar mais de 63 milhões de pessoas no país em um curto espaço de tempo.  E, com a convicção do que será feito e da forma correta – tenho um time inteiramente dedicado a essa causa e mais de 130 mil colaboradores da JBS engajados nessa ação –, é muita gente com a convicção de que vai dar certo.

Fonte: Assessoria
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Notícias Comércio Internacional

Ação na Gulfood gerará US$130 milhões em negócios para exportadores de aves e suínos

Além do fechamento de contratos de exportação, a divulgação dos atributos dos produtos brasileiros foi outro diferencial da ação em Dubai

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Arquivo/OP Rural

Sabor, qualidade e novos negócios marcaram a ação realizada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), durante a Gulfood 2021, encerrada na quinta-feira (25), em Dubai (Emirados Árabes Unidos).

Com a participação de agroindústrias brasileiras de aves, ovos e material genético avícola, a principal ação da avicultura brasileira para o mercado halal gerou US$ 13,250 milhões em negócios apenas durante o evento. As projeções do setor é que mais de US$ 130 milhões em exportações sejam efetivadas a partir dos encontros de negócios ocorridos no evento.

Além do fechamento de contratos de exportação, a divulgação dos atributos dos produtos brasileiros foi outro diferencial da ação em Dubai. Em um espaço gastronômico exclusivo no estande da parceria ABPA & Apex-Brasil, foram servidos 2,6 mil shawarmas (prato típico árabe) e 600 omeletes à base de produtos brasileiros, para os milhares de visitantes, clientes e potenciais importadores vindos de diversas partes da África, Europa e Ásia.   Paralelamente e respeitando todos os protocolos, materiais promocionais foram “distribuídos” digitalmente, por meio de QR-Code

“A implantação de medidas protetivas tornou a edição deste ano mais focada em consolidação de negócios e resultados, especialmente neste momento em que vemos o incremento das exportações para o Oriente Médio. Ao mesmo tempo, cumprindo todos os protocolos, promovemos a qualidade e os diferenciais do nosso produto. Em um momento de forte tensão global, os resultados alcançados na Gulfood são a sinalização da manutenção do momento positivo para o setor em 2021”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Fonte: Assessoria
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Notícias Opinião

Por que o médico veterinário é insubstituível na indústria de carnes?

Só o médico veterinário é capaz de identificar processos patológicos que podem resultar em problemas sanitários sérios de ordem local, nacional ou pandêmica

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Foto: Divulgação OP Rural

Artigo escrito por Ana Elisa Almeida, vice-presidente do CFMV; Wirton Peixoto Costa, conselheiro federal suplente; e Gerard Vicente Dantas de Medeiros, conselheiro efetivo do CRMV-RN

A pandemia de covid-19 mostrou a necessidade mundial de procedimentos ainda mais rigorosos de fiscalização higiênico-sanitários dos alimentos de origem animal. Diante desse panorama, reitera-se a posição do Sistema CFMV/CRMVs quanto à necessidade imprescindível da atuação exclusiva do médico-veterinário como responsável técnico-sanitário da indústria de alimentos para garantir aos cidadãos brasileiros alimentos saudáveis e livres de toda e qualquer contaminação, seja física, química e, principalmente, biológica.

As ações precursoras da Vigilância Sanitária brasileira remontam ao ano de 1808. A chegada da família real em terras brasileiras iniciou a preocupação com vetores transmissores de doenças, até chegar aos cuidados sanitários com alimentos que temos hoje. Por isso, já sabemos que modificar as estruturas técnica e legal de produção de alimentos – com o intuito de criar reserva de mercado para profissões sem as qualificações adequadas para responder tecnicamente pela sanidade de produtos de origem animal – vai resultar em problemas sanitários que podem ocasionar a morte de pessoas que julgavam estar protegidas pelo Estado.

Responder sanitariamente pela qualidade da carne na indústria de manipulação de produtos de origem animal, mesmo esta tendo sido inspecionada oficialmente em sua origem, não se resume a entender aspectos físico-químicos, como alterações de pH, de consumo de glicogênio muscular, em que há produção de ácido lático a partir da glicólise, por exemplo. Para compreender toda essa questão, precisamos enfatizar que somente as boas práticas de fabricação não garantem um produto com qualidade sanitária. Existem, por exemplo, alterações cadavéricas, produção de toxinas e de fatores de crescimento tumoral que só são reconhecidos pelo profissional médico-veterinário.

Assim, para que se possa oferecer carne de qualidade, e não cadáver animal para consumo humano, existe um processo complexo de conversão do músculo em carne, o qual envolve ações para além das alterações no metabolismo celular e na estrutura proteica. Mesmo uma carcaça devidamente inspecionada pode conter pequenos nódulos internos detectáveis apenas na hora do corte e processamento cárneo. Isso não ocorre por falha na inspeção, mas porque ela não pode ser minuciosamente fracionada durante o processo de abate. O fato é que esses pequenos nódulos liberam fatores de crescimento tumorais de poder carcinogênico que não podem ser desnaturados no processo de inativação pelo calor. Só o médico veterinário tem o conhecimento técnico para reconhecer as características anatomopatológicas de uma estrutura nodular, como a especificada, e assim condenar ou não a peça cárnea. O resultado dessa ação é mitigar o risco à sociedade, oferecendo um produto de qualidade que não causará danos à saúde dos cidadãos, especialmente os mais vulneráveis.

O rigor mortis, a queda do pH, a glicólise e esgotamento das reservas de Adenosina trifosfato (ATP) representam também situações de vacâncias periciais no post-mortem. Em especial, quando se faz a abertura e inspeção sistemática de órgãos, cavidades e sistemas de animais saudáveis, o simples contato de carcaças com bactérias saprófitas da flora intestinal desses animais, por exemplo, pode carrear toxinas bacterianas que igualmente não são inativadas pelo calor. Se o responsável técnico-sanitário não souber identificar essas situações, pode haver um processo inflamatório no consumidor que ingerir esse produto de origem animal, podendo gerar como uma das consequências clínicas a paralisação de suas artérias, deixando-as enrijecidas e incapazes de conduzir o sangue pelo corpo, levando à morte por choque hipovolêmico ou por choque anafilático.

Deixar de exigir a presença de um responsável técnico médico veterinário para controlar produtos cárneos nas indústrias poderá causar graves problemas sanitários na população, os quais são capazes de se tornar epidêmicos. Reiteramos que a carne saudável, rica em proteínas e imune de contaminação pelo tratamento adequado dos animais e pelo eficaz controle higiênico-sanitário em todas as etapas de sua produção cumpre seu papel de nutrir e garante a preservação da saúde da população.

O trabalho técnico-pericial do médico veterinário dentro da indústria de carne vai além de cumprir as etapas tabuladas de boas práticas de higiene de fabricação. Só o médico veterinário é capaz de identificar processos patológicos que podem resultar em problemas sanitários sérios de ordem local, nacional ou pandêmica.

A missão do CFMV e dos CRMVs é continuar defendendo a sociedade e exigir que animais e produtos alimentares de origem animal só sejam comercializados após a análise técnico-sanitária de um médico veterinário.

Fonte: Assesssoria
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Notícias Sanidade

Novo estudo chinês encontra variantes mais suaves do vírus da peste suína africana

Artigo é o segundo este mês a relatar mutações naturais no vírus que devastou o rebanho de suínos da China

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Divulgação/Agência Brasil

Novas variantes do vírus da peste suína africana que circulam na China parecem causar uma forma mais branda da doença, tornando-a menos mortal, mas mais difícil de detectar e controlar, mostrou um estudo publicado esta semana.

O artigo de uma equipe do Instituto de Pesquisa Veterinária de Harbin da Academia de Ciências da China é o segundo este mês a relatar mutações naturais no vírus que devastou o rebanho de suínos da China durante 2018 e 2019 e continua a matar porcos no maior produtor de suínos do mundo .

O primeiro estudo do Instituto Veterinário Militar de Changchun relatou a descoberta de um vírus que tinha uma exclusão parcial de genes, que anteriormente protegia os porcos contra a peste suína africana (ASF) quando excluída. No entanto, esse estudo não investigou a virulência da variante.

Ele surge em meio a preocupações crescentes na indústria sobre a evolução de uma doença sem vacina aprovada. “O surgimento de mutantes naturais de baixa virulência traz maior dificuldade para a detecção precoce e apresenta novos desafios para o controle de ASF”, escreveram Sun Encheng e colegas no jornal Life Sciences.

Eles observaram que os mutantes causam um “curso muito mais atrasado e sinais crônicos leves, enquanto são continuamente eliminados por via oral e retal”.

As novas descobertas vêm de amostragem de sete províncias durante o segundo semestre do ano passado. A equipe encontrou 22 isolados com mutações e, mais tarde, testou quatro deles para a virulência em porcos.

Dois isolados foram tão letais quanto o primeiro vírus que circulou na China. Mas dois mostraram menor virulência com sintomas variando de parcialmente letal a não letal dependendo da dose administrada aos porcos.

Alguns analistas estimam que cerca de 20% das porcas no norte da China foram afetadas pela doença neste inverno.

A Reuters relatou no mês passado que pelo menos duas novas cepas de peste suína africana foram encontradas em fazendas de suínos na China, que pareciam ser de origem humana.

As cepas estão causando uma forma crônica de peste suína africana que está afetando a produção nas fazendas de porcas, disseram fontes da indústria, sendo a doença também mais difícil de detectar.

Não está claro o quão comum as novas variantes identificadas pela equipe de Harbin são em fazendas de suínos. As amostras foram retiradas de fazendas, matadouros e fábricas de descarte em Heilongjiang, Jilin, Liaoning, Shanxi, Mongólia Interior, Hebei e Hubei, disseram eles.

O estudo é “muito importante” para compreender a epidemiologia da peste suína africana na China, disse Linda Dixon, especialista na doença do Instituto Pirbright da Grã-Bretanha.

Deve ser estendido para determinar o quanto as variantes estão circulando e se estão aumentando ou diminuindo em relação aos isolados altamente virulentos, acrescentou ela.

“Seria benéfico para outros países, particularmente na Ásia, monitorar a circulação de variantes de virulência reduzida para garantir que suas medidas de controle sejam apropriadas”, disse Dixon.

Ao contrário das cepas descritas por insiders da indústria para a Reuters, as novas variantes identificadas no estudo encontraram os genes MGF505 e MGF360 inalterados.

Os pesquisadores acrescentaram que a verificação da eficácia de uma vacina atualmente em desenvolvimento em Harbin precisa ser “avaliada com urgência” contra as novas cepas.

Fonte: Reuters
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Biochem site – lateral

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