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O colostro de hoje é o leite de amanhã

Fornecer mais colostro para as bezerras na primeira hora de vida permite redução de custos com medicamentos, aumento no ganho de peso diário, redução na taxa de descarte/mortalidade e aumento na produção de leite

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Artigo escrito pela equipe técnica Vaccinar

O correto fornecimento de colostro é essencial para a saúde da bezerra. Você já deve ter ouvido esta frase diversas vezes, em artigo de revistas, em palestras técnicas ou em visitas do técnico de fomento da cooperativa. A questão que muitas vezes fica sem resposta é quanto importante é o colostro? Quanto eu devo fornecer? Qual o retorno que eu terei fornecendo o colostro? Qual a diferença (para a bezerra) em fornecer mais colostro no primeiro trato? E finalmente, quanto eu ganho a mais em fornecer o colostro na quantidade adequada e no tempo certo?

Para responder estas perguntas vamos nos basear em um estudo do pesquisador S.N. Faber e colaboradores, da Universidade do Arizona (EUA), publicado em 2005.

O trabalho foi realizado em uma fazenda comercial de produção de leite no estado de Winsconsin (EUA) e o objetivo foi de mensurar qual o impacto da ingestão de colostro (1º dia de vida) sobre a lactação da novilha.

Para isso foram utilizadas 68 bezerras recém-nascidas, com peso médio de 41kg, escolhidas aleatoriamente, sendo que destas, 37 (grupo controle) receberam 2 litros de colostro na primeira hora de vida e 31 bezerras (grupo experimental) receberam 4 litros de colostro na primeira hora de vida.

Para os dois grupos o colostro utilizado foi testado com uso de colostrometro e foram utilizadas amostras com densidade igual ou superior a 50mg IgG/ml (zona verde do colostrometro).

Após o primeiro trato os dois grupos de bezerras foram alimentadas/tratadas da mesma forma, no mesmo ambiente, portanto, a única diferença entre os grupos foi a quantidade de colostro recebida no primeiro trato (primeira hora de vida da bezerra).

Ao longo da vida das bezerras foram registrados os dados de ganho de peso, gastos com medicamentos, produção de leite na primeira e segunda lactação.

Vamos responder as perguntas do segundo parágrafo?

As bezerras que receberam maior volume de colostro (4 litros) no primeiro trato tiveram uma redução de 40% nos gastos com medicamentos em relação ao grupo que recebeu menos colostro. As bezerras com menor volume de colostro necessitaram de tratamentos repetidos e também foi comum a ocorrência de septicemia nestes animais, o que sugere falha na absorção dos anticorpos do colostro.

O ganho de peso diário (até a concepção) foi maior para os animais que receberam mais colostro, 1,03kg/dia contra 0,80kg/dia para o grupo que recebeu 2 litros de colostro.

A taxa de descarte ao final da segunda lactação foi 50% menor para o grupo que recebeu 4,0 litros de colostro (24,3% X 12,9% taxa de descarte).

E a produção de leite?

Vamos analisar os dados das duas primeiras lactações:

Volume de colostro
2,0 litros 4,0 litros
Produção de leite (kg) corrigido para 305 d lactação 1ª lactação 2ª lactação 1ª lactação 2ª lactação
8.952 9.642 9.907 11.294
Total 18.594 21.201
Diferença 2.607 kg a mais de leite para o grupo que recebeu mais colostro na primeira hora de vida!

Em resumo

Fornecer mais colostro para as bezerras na primeira hora de vida permite redução de custos com medicamentos, aumento no ganho de peso diário, redução na taxa de descarte/mortalidade e aumento na produção de leite. E mais: colostro “é de graça ”

Mais colostro para a bezerra é mais dinheiro no bolso do fazendeiro.

Fonte: Assessoria
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Notícias ESG em pauta

Edição Especial de Cooperativismo está disponível na versão digital

Material traz reportagens sobre como a agenda ESG está movimentando o cooperativismo agropecuário brasileiro, o que algumas das maiores cooperativas do país estão fazendo para promover sustentabilidade e muito mais.

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A 9ª edição Especial de Cooperativismo produzida pelo Jornal O Presente Rural já está disponível na versão digital. Neste ano estampa a capa a manchete “Cooperativismo tem em seu DNA as bases para modelo mais sustentável de produção”.

Os princípios cooperativistas estão intimamente ligados à sustentabilidade, no sentido mais amplo da palavra. Cuidar do meio ambiente, ter uma administração de excelência e olhar para as pessoas e para as comunidades é o que todo mundo tem falado com a agenda ESG e que há muito tempo é empregado pelas cooperativas agropecuárias em todo o Brasil.

É claro que há muito a ser feito, há muito a ser melhorado, há muito a ser desenvolvido. As questões sociais, ambientais e de governança serão cada vez mais aperfeiçoadas no meio agro, garantindo não somente acesso a mercados ou a preferência do consumidor, mas especialmente produzindo alimentos para deixar o mundo melhor.

Nesta edição o Jornal O Presente Rural conta um pouco de como a agenda ESG, em pauta “agora”, está movimentando o cooperativismo brasileiro. São histórias que inspiram e demonstram, mais uma vez, que o agronegócio e o cooperativismo brasileiro sempre estão na vanguarda.

O acesso é gratuito e a edição Especial de Cooperativismo pode ser lida na íntegra on-line clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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Notícias Incremento de 46%

Contratações do BRDE no Paraná somam R$ 738,3 milhões no primeiro semestre

Um dos destaques foi o atendimento com crédito pelo Banco do Agricultor Paranaense. Nos três estados do Sul o volume de contratos chegou a R$ 1,65 bilhão – aumento de 46% em relação ao mesmo período de 2021.

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Fotos: Divulgação

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul superou sua própria marca no primeiro semestre de 2022. As contratações no mesmo período do ano passado foram de R$ 1,12 bilhão, enquanto nesse ano chegaram a R$ 1,65 bilhão, o que representa um incremento de 46% em valores financiados. Desse total, R$ 738,3 milhões foram contratados pela agência paranaense do banco e destinados a financiamento de projetos que contemplam o agronegócio, comércio e serviços e infraestrutura, de todos os portes.

O Plano Safra também bateu recorde. Nas contratações que equivalem ao período de 12 meses (1º de julho de um ano a 30 de junho do ano seguinte), o BRDE passou de R$ 1,17 bilhão para 1,64 bilhão.

“No Paraná a meta foi ultrapassada, era de R$ 461,4 milhões e chegou a R$ 680 milhões, como parte da estratégia do BRDE como Banco do Agricultor Paranaense, fortalecimento das parcerias com as cooperativas e os diversos fundos que pulverizam o crédito e distribuem de forma equilibrada aos municípios, ao produtor rural e ao crescimento da cadeia produtiva do Estado”, analisou o presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski.

No Plano Safra ainda se destacam as operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, com 83,5% de incremento. O Pronaf é destinado para custeio e investimentos em implantação, ampliação ou modernização da estrutura de produção, beneficiamento, industrialização e de serviços no estabelecimento rural ou em áreas comunitárias rurais próximas, visando à geração de renda e à melhoria do uso da mão de obra familiar.

Banco verde

Dentro de suas ações de um novo comportamento sustentável, o BRDE se posiciona na trilha de se tornar o primeiro Banco Verde do País. Cerca de 75% dos projetos financiados estão ligados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), nas operações diretas em toda carteira da instituição.

BRDE incrementa 46% de contratos no primeiro semestre de 2022 em relação ao ano passado –

Em maio, a agência de Curitiba do BRDE recebeu um carro elétrico do projeto VEM PR, iniciativa que envolve o Governo do Estado, por meio da Superintendência Geral de Inovação, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Fundação Parque Tecnológico de Itaipu (FPTI). O objetivo é estimular a adoção de políticas sustentáveis e a difusão de modelos inovadores de gestão governamental.

A Universidade Federal do Paraná emitiu um relatório de emissão de gases do efeito estufa, quando apontou os passivos ambientais da agência de Curitiba, incluindo o Espaço Cultural BRDE – Palacete dos Leões e a partir desse dados, foram reforçadas as campanhas de reciclagem de materiais diversos, parcerias em eventos que estimulem a sociedade a ter comportamento socioambiental, além dos ajustes finais da criação do fundo verde.

Esse fundo consiste no dinheiro dos resultados operacionais para apoiar a iniciativa privada e a sociedade organizada, por meio de recursos não reembolsáveis (fundo perdido), para que possa haver desenvolvimento de algumas ações que tenham esse viés. “A outra é criar uma esteira diferenciada, que exista uma precificação específica para aquele empresário que assumir o compromisso do carbono zero, podendo ter um ganho financeiro. Manteremos as duas esteiras, a convencional e essa especial, aquelas que tenham esse comportamento se direcionam a esse trabalho”, explicou Lipski.

Confira os programas de 2019 a 2022:

BRDE Labs

O BRDE Labs foi criado com o objetivo de acelerar o ambiente de inovação da Região Sul do Brasil, ao unir empresas consolidadas a startups que possuem soluções inovadoras. Em 2022, o BRDE Labs do Paraná se lança também como âncora com outras nove empresas, cujos desafios estão ligados ao tema ESG (tradução para governança ambiental, social e corporativa. Apenas em 2021, no Paraná, o programa teve 177 startups inscritas. Dezoito delas passaram pela fase de pré-aceleração e nove pela de aceleração.

Incentivos fiscais

Nos últimos três anos, o valor aplicado pelo banco através dos mecanismos de renúncia fiscal ultrapassou a marca de R$ 3,7 milhões, em 95 projetos no Paraná.

Banco do Agricultor Paranaense

Criado em junho de 2021, o Banco do Agricultor Paranaense garante taxa de juros menor aos produtores rurais ou, em alguns casos, zera as alíquotas. O BRDE alcançou R$ 70 milhões em contratação nas mais diversas linhas disponibilizadas pelo Governo do Estado do Paraná, sendo R$ 29 milhões neste primeiro semestre de 2022.

Com a participação do Banco do Brasil, do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e de cooperativas de crédito, tem como objetivo ajudar pequenos e médios agricultores a investir. É um instrumento criado pelo governo estadual com o objetivo de incentivar investimentos no setor rural. Para isso, o Estado assume o pagamento de parte ou do total da taxa de juros. A concessão de subvenção econômica é feita com recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE), gerido pela Fomento Paraná.

Fungetur

Sob o amparo dessa linha de crédito destinada às empresas do setor de Turismo, o BRDE no Paraná aplicou R$ 177,6 milhões em quase 99 projetos desde o início de 2019.

Mulheres empreendedoras

O Programa Empreendedoras do Sul, do BRDE, soma R$ 71,7 milhões em contratações no Paraná.

O objetivo é promover o empreendedorismo feminino, com uma linha de crédito para investimentos fixos e capital de giro, para pequenas e microempresas. Além de aplicar recursos próprios do banco, o BRDE opera com fundings nacionais tradicionais e captação de fundos internacionais.

Esse atendimento é destinado para empresas de diferentes portes e no mínimo 50% do capital social de sócias mulheres. O crédito para capital de giro é disponibilizado apenas para pessoas jurídicas com receita operacional bruta de no máximo R$ 90 milhões no ano anterior ao da solicitação de financiamento.

Jovem empreendedor

Promovido em uma parceria entre a Secretaria da Justiça, Família e Trabalho, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e a Fomento Paraná, a iniciativa oferece linhas de crédito para incentivar a geração de emprego e o desenvolvimento de negócios para pessoas de 18 a 29 anos.

Os créditos disponibilizados variam segundo o perfil da empresa. Para as microfinanças são disponibilizados até R$ 200 mil; para produtores rurais até R$ 1 milhão; e para micro, pequenas e médias empresas, até R$ 5 milhões.

Fonte: AEN Paraná
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Notícias

Acrismat viabiliza Central de Negócios para associados

Projeto possibilita a compra coletiva de insumos, reduz custos aos produtores e aumenta a competitividade no setor.

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Foto: Divulgação

Com a alta dos insumos e consequentemente no custo de produção da suinocultura, a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) vai lançar nas próximas semanas a primeira Central de Negócios para suinocultores no Estado. O objetivo é representar, defender e incentivar o desenvolvimento das atividades econômicas na cadeia da suinocultura em Mato Grosso, além de melhorar a competitividade e a rentabilidade dos associados.

A Central de Negócios é um projeto discutido na diretoria da Acrismat há algum tempo, e que agora, após a atividade passar por uma de suas piores crises da história, ganhou força e sairá do papel.

“Passamos por uma crise sem precedentes, com suinocultores amargando prejuízos de até R$ 300 por animal vendido, alta nos preços do milho e do farelo de soja e desvalorização da carne suína no mercado formou uma tempestade perfeita que atingiu produtores de todo o país. A Central de Negócios surge para diminuir os custos dos insumos, por exemplo, e possibilitar a realização de compras coletivas, dando maior poder de negociação aos associados na hora de fechar negócio com os fornecedores”, explicou o presidente da Acrismat, Itamar Canossa.

Ele, que também é suinocultor em Sorriso, revela que a estrutura do projeto já está em processo adiantado de implantação. “Já estamos nos organizando para apresentar o modelo aos suinocultores e reuniões para isso devem ocorrer nas próximas semanas. O projeto já está bem estruturado e faltam apenas ajustes burocráticos”, completou Canossa.

Para o consultor executivo responsável pela criação da Central de Negócios, Ivan Paghi, a modalidade serve para reunir forças entre os produtores de suínos e facilitar o acesso a novos mercados. “A Central visa unir os produtores, trazendo benefícios, através das ações coletivas e soluções conjuntas, com foco no mercado em que atuam. As necessidades dos associados de forma individual são transformadas em coletivas, ganhando assim a força da escala. São os associados que direcionam o que precisam e o que querem fazer, sempre de forma coletiva”, afirma.

Na Central de Negócios será possível adquirir produtos como insumos agrícolas, veterinários, rações, matrizes e equipamentos, além de facilitar a prestação de serviços de terceiros, cursos e treinamentos. “Começaremos com compra de materiais simples, em pouca quantidade e, conforme as demandas forem surgindo iremos aumentar o portfólio de produtos”, pontua Canossa.

Fonte: Assessoria
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Biochem site – lateral

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