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O Chef de cozinha Jimmy Ogro defende a gastronomia como instrumento de educação sobre a carne suína
Parceiro da ABCS, Jimmy é presença confirmada na Semana Nacional da Carne Suína pelo segundo ano consecutivo

Apaixonado por carne suína, o chef de cozinha Jimmy McManis, mais conhecido como Jimmy Ogro pelas participações no programa Mais Você, ao lado de Ana Maria Braga, entrou como parceiro da ABCS pela primeira vez durante a Semana Nacional da Carne Suína (SNCS) de 2020, atuando no treinamento das redes de varejo participantes. Este ano Jimmy é novamente presença confirmada na nona edição desta iniciativa da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), que acontece de 1 a 17 de outubro. Emblemático quando se trata de carne suína, o chef carrega essa bandeira no corpo em três tatuagens. Uma delas, uma retícula da década de 20, que mostra como os cortes suínos eram selecionados nos açougues da época. “Essa tatuagem fala muito sobre a minha relação com a carne suína, quando me perguntam qual é a melhor parte do porco, respondo que todas elas são boas. Sempre achei o porco muito mais gostoso, mais fácil de mastigar, uma proteína mais elegante, delicada, e também mais saborosa”, explica.
Essa relação com a carne suína já é antiga. Jimmy traz a proteína como herança de sua terra natal, Houston, no Texas. Filho de pai americano e mãe brasileira, ele incorporou desde cedo a cultura norte-americana em relação à carne suína, já que o país é um dos que mais consomem carne suína no mundo. “A minha família sempre gostou muito de carne suína, a minha mãe adora porco e nas festas americanas sempre temos uma grande variedade dessa proteína”, conta Jimmy. Ao chegar ao Brasil, ainda na infância, acompanhado da mãe e do irmão, ele se surpreendeu ao constatar que aqui as coisas eram um pouco diferentes, mas logo achou um jeito de integrar essas duas culturas assim que começou a cozinhar.
“A cultura brasileira é muito rica e diversa, são 26 estados com culinárias totalmente diferentes, mas no Sudeste a gastronomia mineira se popularizou bastante, e o mineiro prepara porco como ninguém.” Incorporando as duas tradições, um dos pratos que ele mais gosta de cozinhar é a costelinha suína, a preferida dos mineiros, que gostam dela bem macia, e a tradicional costelinha de churrasco com barbecue americana. “Preparo a costelinha na mesma textura mineira, e acrescento um glaceado de barbecue feito com algum ingrediente nosso, como o café, o melado de cana ou a cachaça, de uma forma mista, que aproxima técnicas de fora com ingredientes brasileiros, e isso é muito maneiro”, ressalta.
Com 51 anos de idade, tendo aprendido a cozinhar com a mãe e aperfeiçoado essa habilidade ao longo da vida cozinhando para os amigos durante o colégio e a faculdade, Jimmy enxerga a culinária como uma forma de reunir pessoas. “A comida para mim é um evento para ficar junto. É muito o que o Cortella fala, ninguém faz churrasco com uma costela que demora 9 horas para assar, para ficar 9 horas esperando a carne. É para passar 9 horas junto de quem você gosta. A comida é isso, é mesa, é o fogo ancestral, a cultura, e o que fez com que virássemos uma sociedade.”
E para além disso, o chef vê a gastronomia como instrumento de educação. “Muitos brasileiros têm receio de carne suína pois durante 60 anos aprenderam uma série de mitos. São duas ou três gerações que cresceram acreditando que o porco está ligado a doenças, que é uma carne gorda, que ele chafurda na lama, e que come lavagem, quando sabemos muito bem que as coisas não são dessa forma. Por isso, o trabalho de educação realizado por chefs que se dedicam a trabalhar mais ou exclusivamente com a carne suína e que trazem não só o alimento, mas a informação junto com ele é fundamental, e para isso temos uma biblioteca enorme de conhecimento reunida pela ABCS, com todo o peso e a força da associação.”
Jimmy se junta a esta missão educativa da ABCS na construção da temática desta edição da SNCS, “Churrasco com carne suína já é de casa!”, já que foi fundamental na elaboração de parte do conteúdo sobre o assunto, com dicas sobre tempero, cortes e muitas outras informações que irão conquistar o consumidor durante a campanha.
O chef defende também a ideia de alimentar a informação em todas as etapas do processo, abrindo as portas das granjas. “Temos o conceito farm to table que aproxima os consumidores, e temos também o turismo gastronômico. Podemos investir nisso, abrir as portas das fazendas, trazer grupos de turistas e cozinheiros, que são intermediários nessa cadeia de processamento. É o cozinheiro que vai falar ao consumidor sobre aquele produto, e a partir disso vamos capilarizando a informação. É um trabalho de formiguinha, mas é consistente e permanente. A experiência fica gravada pois a memória visual é muito mais potente que qualquer outra”, conclui.
O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, reforça a importância de ter um chef tão envolvido no valor da gastronomia e na versatilidade da carne suína, dentro da SNCS, ainda mais com essa capilaridade que o Jimmy Ogro tem junto aos brasileiros. “Ele fala com propriedade, humor e nos provoca a experimentar novos sabores com a nossa proteína. O churrasco com carne suína terá ainda mais admiradores durante a SNCS 2021. Fazemos questão de trabalhar e fazer parcerias com profissionais que se alinham ao nosso propósito de levar todas as qualidades da carne suína ao consumidor. ”

Notícias Destaque nacional
Sanepar vence prêmio com usina que transforma esgoto em energia
Unidade de biogás se sobressai no país ao converter resíduos em energia renovável e reforçar protagonismo no setor.

A ETE Belém – Biogás, também conhecida como USBioenergia ou USBio, é campeã na categoria unidades ou plantas geradoras de biogás (Saneamento) no Prêmio Melhores do Biogás Brasil, promovido no 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano. O evento, realizado em Foz do Iguaçu na terça-feira (14), reconhece profissionais e empresas que geram iniciativas sustentáveis no setor.
Localizada em Curitiba, a ETE-Belém é fruto de iniciativas inovadoras da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) para transformar resíduos, ou seja, o lodo gerado no processo de tratamento de esgoto, em energia renovável, o biogás. A Companhia possui mais de 200 estações de tratamento equipadas com reatores anaeróbicos (que utilizam microrganismos para decompor a matéria orgânica), em todo o Paraná.
Esta é a terceira vez que a Sanepar garante o prêmio nessa categoria, sendo duas delas com a ETE-Belém e uma com a Atuba Sul, também em Curitiba. Em 2023, a estação de Tratamento de Esgoto Ouro Verde, de Foz do Iguaçu, foi eleita a mais sustentável o País na mesma premiação.
“A Sanepar celebra a premiação tendo a certeza de que está no caminho da sustentabilidade. Quando destinamos nossos investimentos à transformação do lodo em biogás, estamos aplicando a economia circular que não apenas nos beneficia, mas toda a cadeia produtora também. O reconhecimento, que vem com o prêmio, é de todos os empregados que participam do processo e fazem a Companhia ser destaque em todas as áreas em que atua”, comemorou o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.
Com capacidade para processar diariamente 900 m³ de lodo da ETE Belém — o equivalente a cerca de 36 caminhões-pipa — e 150 toneladas de resíduos orgânicos de grandes geradores, a unidade se consolida como um gigante da economia circular. A operação é sustentada por dois biodigestores de 5.000 m³ cada, que juntos comportam o volume de quatro piscinas olímpicas de material em tratamento.
Graças a um sistema de pós-digestão que garante a estabilização total dos resíduos e elimina passivos ambientais, a planta atingiu um desempenho otimizado: a produção de 18.000 Nm³ (metros cúbicos normais) de biogás por dia. Na prática, esse resultado converte toneladas de descarte urbano em uma fonte de energia renovável, pronta para o aproveitamento energético. A premiação demonstra o posicionamento da Sanepar como uma das principais operadoras de biogás do Brasil.
Trabalho complexo
O gerente de tratamento de esgoto em Curitiba e responsável pela unidade, Raphael Tadashi Diniz, recebeu o prêmio em nome da Companhia e explica que o trabalho conta com o apoio da diretoria que dispõe de investimentos em inovação e novos negócios, e também da equipe operacional.
“Agradeço principalmente a quem trabalha diretamente na ETE Belém e na Usina de Biogás, que são os verdadeiros guerreiros. Seja no processo de operação, manutenção, que estão no dia a dia da estação, 24 horas por dia, 365 dias por ano. Um trabalho bastante complexo, mas que eles fazem com satisfação e contribuem muito para esse reconhecimento e a conquista desse importante prêmio”, disse ele, ao agradecer, em nome da equipe.
Destaque
Somente no primeiro bimestre de 2026, a unidade recebeu mais de 6 milhões de toneladas de lodo e outros resíduos orgânicos. Nesse período, a eficiência da usina resultou na geração de 1.517,50 MWh. Em outras palavras, essa eletricidade seria suficiente para abastecer uma cidade de 12 mil habitantes por um mês inteiro. O processo que é uma alternativa à disposição de lodo e resíduos orgânicos em aterros sanitários, reduz, portanto, custos operacionais e impactos ambientais.
“Essa premiação representa a validação de uma estratégia de inovação que transforma passivos ambientais em ativos energéticos. Na Sanepar, entendemos que os resíduos não são o fim da linha, mas potenciais fontes de recursos”, afirmou Gustavo Rafael Collere Possetti, Especialista em Pesquisa e Inovação da Sanepar.
“Ao otimizarmos a codigestão de lodo com outros resíduos orgânicos, estamos escalando nossa capacidade de gerar energia limpa e reduzindo emissões de gases de efeito estufa. Essa iniciativa exemplifica como a ciência aplicada ao saneamento pode impulsionar a descarbonização, a transição energética e fortalecer a segurança energética do Paraná”, destacou Possetti.
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Embrapa aponta queda nos custos de suínos e estabilidade na produção de frangos
Indicadores reforçam cenário de ajuste nos custos, com destaque para variação nos preços da ração.

Os custos de produção de suínos voltaram a cair em março, mantendo a tendência observada desde janeiro, enquanto os custos do frango de corte ficaram praticamente estáveis. Os dados são da Embrapa Suínos e Aves, divulgados pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS).
No Paraná, o custo de produção do quilo do frango de corte permaneceu em R$ 4,72, com índice de 365,38 pontos. No acumulado de 2026, há alta de 1,44%, enquanto nos últimos 12 meses o resultado é negativo em 2,95%. A ração, principal componente do custo (63,60%), teve leve alta de 0,37% em março, mas acumula queda de 8,72% em um ano.

Já em Santa Catarina, o custo do quilo do suíno vivo recuou de R$ 6,36 em fevereiro para R$ 6,30 em março, redução de 0,96%. O índice ICPSuíno caiu para 360,63 pontos. No ano, a retração acumulada é de 2,71%, enquanto em 12 meses chega a -1,76%. A ração, que representa 72,22% do custo total, diminuiu 0,55% no mês e acumula queda de 1,96% em 2026.

Paraná e Santa Catarina são utilizados como referência nos cálculos dos Índices de Custo de Produção (ICPs), por concentrarem a maior produção nacional de frangos de corte e suínos, respectivamente. A CIAS também disponibiliza estimativas para estados como Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.
Como suporte à gestão nas propriedades, a Embrapa oferece ferramentas gratuitas, como o aplicativo Custo Fácil, que permite gerar relatórios personalizados e separar despesas, além de uma planilha específica para granjas integradas disponível na plataforma da CIAS.
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Aurora Coop leva produtores e colaboradores à China em ação pelos 57 anos
Concurso cultural premia três histórias com viagem a Xangai e visita à primeira unidade internacional da cooperativa.

Ao completar 57 anos nesta quarta-feira (15), a Aurora Coop celebra sua trajetória ao lado de quem a constrói diariamente. A cooperativa promoveu o concurso cultural “Meu trabalho alimenta o mundo” e premiou três participantes com uma viagem à Xangai, na China, para conhecer a primeira unidade internacional da Aurora Coop.
A proposta convidou cooperados e colaboradores a refletir sobre o próprio papel dentro da cadeia produtiva e a responder como suas atividades contribuem para levar alimentos a mais de 80 países. O resultado foi expressivo: 707 histórias enviadas por colaboradores da Aurora Coop e outras 115 por empresários rurais de cooperativas filiadas dos segmentos de suinocultura e avicultura, que produzem para exportação.

Produtora Roberta Kickow, de Iporã do Oeste/SC, associada à Cooper A1, foi escolhida entre os empresários rurais participantes
A seleção dos vencedores contemplou três categorias. Entre os empresários rurais, foi escolhida a produtora Roberta Kickow, de Iporã do Oeste/SC, associada à Cooper A1, cooperativa filiada do Sistema Aurora Coop. Nas unidades industriais, o destaque ficou com o colaborador Paulo José Frantz, do Frigorífico Aurora Coop de Maravilha/SC. Entre as demais unidades, a vencedora foi Diana Graminho, da matriz, em Chapecó/SC.
Como premiação, os três viajarão em maio para Xangai, onde permanecerão por sete dias. O roteiro inclui visita ao escritório da Aurora Coop na cidade, participação na SIAL Xangai 2026 — uma das maiores feiras de alimentos do mundo — e atividades culturais. A viagem ocorre em um momento simbólico para a cooperativa, que inaugurou a Aurora Coop Xangai, a primeira unidade internacional da cooperativa.
O coordenador de Marketing Internacional da Aurora Coop, Leandro Merlin, acompanhará o trio e destaca a proposta da experiência. “A campanha é uma celebração de quem faz a cooperativa acontecer todos os dias. Em Xangai, será possível compreender, de forma concreta, o alcance desse trabalho em um ambiente global, por meio de uma cultura totalmente diferente da nossa”, sublinha.

Entre as demais unidades da Aurora Coop, a vencedora foi Diana Graminho, da matriz, em Chapecó/SC
Para o diretor internacional da Aurora Coop, Dilvo Casagranda, o concurso estimulou uma leitura mais ampla sobre o funcionamento da cooperativa. “Somos uma cadeia formada por muitos elos, e todos têm sua importância. O empresário rural, a indústria e as áreas agropecuárias, comerciais e corporativas atuam de forma integrada para atender às exigências do mercado internacional e entregar ao mundo alimentos de excelência. Queremos que os representantes de toda essa cadeia ampliem sua visão e levem esse aprendizado aos demais colegas”.
O presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, destaca o significado da data e o reconhecimento às pessoas que sustentam a cooperativa. “Celebrar os 57 anos da Aurora Coop passa, necessariamente, por reconhecer quem está na base de tudo o que construímos até aqui. Este concurso nos permitiu conhecer histórias que mostram, com muita clareza, como o trabalho de cada pessoa se conecta a algo maior: garantir prosperidade para todos que fazem parte desse grande empreendimento cooperativo. Valorizar essas histórias é reconhecer que a nossa presença global nasce do esforço de mais de 150 mil famílias que fazem a nossa cooperativa avançar com consistência e responsabilidade”.






