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O Brasil precisa de investimento

O caminho é longo, muito longo, mas o primeiro passo precisa ser dado e precisa ser assertivo, consistente e duradouro

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Artigo escrito por José Velloso, engenheiro mecânico, administrador de empresas e presidente executivo da ABIMAQ / SINDIMAQ

Toda caminhada começa com um primeiro passo. A volta do crescimento econômico no Brasil pode ser comparada a essa metáfora. O caminho é longo, muito longo, mas o primeiro passo precisa ser dado e precisa ser assertivo, consistente e duradouro.

O crescimento do Brasil e o fim da mais longa recessão da história econômica brasileira precisa de um passo consistente, não de aumento eventual de consumo. Essa matriz econômica vimos no passado recente e “deu no que deu”. O crescimento pelo consumo pode dar certo por um tempo, mas não garante crescimento sustentado ao longo do tempo. Para gerarmos um ciclo virtuoso de crescimento efetivo, geração de empregos e renda para os brasileiros precisamos de investimentos.

“O investimento de hoje será o crescimento de amanhã”. Esta frase é aceita por qualquer economista.

Para que o Brasil tenha uma série de crescimentos da ordem de 2,5 a 3% ao ano, precisaríamos ter uma taxa de investimento da ordem de 23 a 24% do PIB ao ano. No entanto, estamos com uma taxa de investimento entre 15 e 16% do PIB, o que é muito baixa, muito aquém do que o Brasil precisa.

Apesar da inflação controlada, da queda dos juros da taxa Selic, da volta, mesmo que ainda lenta, do emprego e o Brasil apresentando crescimento de 1% do PIB em 2017, com perspectiva de aumento perto de 3% em 2018, o indicador da Formação Bruta de Capital Fixo (taxa de investimento) continua muito baixo. Se continuarmos com uma taxa tão baixa, estaremos contratando o “não-crescimento” nos próximos anos. Teremos mais um voo de galinha.

Na verdade, sabemos que o próprio governo criou nós que terão de ser desatados. Um deles é a PEC do Teto dos Gastos Públicos (Proposta de Emenda à Constituição 55/2016 ) que, a partir de 2018 e durante 20 anos, prevê que os gastos federais só poderão aumentar de acordo com a inflação acumulada conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Como o orçamento é menor do que os gastos correntes, Nação, Estados e Municípios forçosamente terão que cortar investimentos.

Outro problema – e não menos importante – responde pelo nome de Medida Provisória 777, que foi arduamente combatida pela ABIMAQ e­ introduziu a TLP (Taxa de Longo Prazo) em substituição à TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo). A TLP, que está fixada em 6,76% para 2018, é um índice que compõe as taxas de juros das linhas de financiamentos do BNDES. A taxa de juros do Finame é calculado pela somatória da TLP, mais del credere do BNDES de 2,1% e mais o “spread” dos bancos repassadores. Hoje em dia o Finame custa, em média, 14 a 15% ao ano. Muito acima do retorno dos investimentos. Nas operações diretas do BNDES (financiamentos acima de R$20 milhões) o custo médio é de 12% ao ano. Também muito alto. Com o detalhe que o BNDES financia somente 50% do empreendimento.

Os investimentos também estão prejudicados em função da grande alavancagem das grandes empresas no Brasil. Quando uma empresa investe com capital próprio, ela, na verdade, está utilizando lucros acumulados. Ora, se as grandes empresas não têm conseguido lucratividade nos últimos anos, como investir? Como é de conhecimento geral, grandes empresas estão “desinvestindo” com o objetivo de “desalavancarem” seus balanços.

Em resumo, para que a retomada caminhe a passos mais vigorosos e a iniciativa privada possa investir, o Governo – tanto o atual como o que será empossado em 2019 – precisa oferecer alternativas ao alto custo do financiamento. Um caminho seria diminuir a remuneração do BNDES (Del Credere) e transferir as operações indiretas para diretas, tirando o banco repassador do processo e com isso acabando com o spread. Seria uma forma de diminuir os juros do Finame e também das operações diretas. As taxas poderiam chegar à 11% e 9% respectivamente.

Na prática, o Governo – este ou o próximo – terá de regular o setor financeiro. Até agora os governos só agiram em detrimento da indústria, buscando o sonhado ajuste fiscal através deste setor. Agora, terão de tomar medidas que irão afetar o setor financeiro – para acabar com o maior spread bancário do mundo e aumentar a concorrência entre os bancos no Brasil – e melhorar as taxas de juros do BNDES e do Capital de Giro das empresas. Só assim atingiremos um crescimento sustentável. Através do investimento.

Fonte: Assessoria

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Governo federal autoriza mais 109 nomeações para reforçar a defesa agropecuária

Novos profissionais atuarão na fiscalização agropecuária, inspeção de produtos de origem animal e laboratórios oficiais.

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Foto: Divulgação/Mapa

O governo federal autorizou a nomeação de mais de 100 candidatos aprovados no Concurso Nacional Unificado (CNU) para reforçar o quadro de servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida foi oficializada por meio do Decreto nº 13.035, publicado nesta semana no Diário Oficial da União (DOU), e contempla candidatos aprovados além do quantitativo de vagas inicialmente previsto no certame.

Foto: Divulgação/Mapa

Ao todo, foram autorizadas 109 novas nomeações, distribuídas entre quatro carreiras da Defesa Agropecuária. Serão 46 vagas para Auditor Fiscal Federal Agropecuário, 25 para Agente de Atividades Agropecuárias, 25 para Agente de Inspeção Sanitária e Industrial de Produtos de Origem Animal e 13 para Técnico de Laboratório.

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, a ampliação do quadro de servidores busca fortalecer a atuação da defesa agropecuária em diferentes frentes. “São estes profissionais que garantem maior celeridade e eficiência nos nossos portos e aeroportos. E garantem também a qualidade dos alimentos. E nada disso acontece por acaso. É o resultado de uma decisão política de fortalecer as instituições públicas para garantir maior efetividade nas suas ações”, afirmou.

Reforço na estrutura da defesa agropecuária

De acordo com o Mapa, os novos servidores deverão atuar em laboratórios oficiais, estabelecimentos sob fiscalização, propriedades rurais, postos de fronteira, portos e aeroportos, ampliando a capacidade operacional das áreas responsáveis pela inspeção e fiscalização agropecuária.

Desde a realização do Concurso Nacional Unificado, em 2024, o ministério informa que foram preenchidas 440 vagas destinadas às carreiras da Defesa Agropecuária. Em 2025, uma portaria do

Foto: Divulgação/Mapa

Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) autorizou a ampliação em 25% do número original de vagas do concurso, o equivalente a 110 nomeações adicionais.

Com a publicação do novo decreto, o total de vagas autorizadas para o fortalecimento da Defesa Agropecuária chega a 659. Segundo o ministério, 463 dessas vagas já foram efetivamente providas.

Integração dos novos servidores

Ao comentar a chegada dos novos profissionais, André de Paula afirmou que o processo de fortalecimento da estrutura do ministério vai além da nomeação dos aprovados. “Essa chegada de novos servidores não é só motivo de alegria, é também um compromisso que assumimos com cada um deles. Nomear é o primeiro passo. Depois vem o trabalho de acolher, orientar, capacitar, integrar. É aqui que quero reconhecer o papel da nossa área de gestão de pessoas, que tem feito a diferença entre uma simples autorização de vagas no papel e um servidor de fato integrado à rotina do Ministério, com clareza sobre seus direitos e deveres, com apoio das unidades de lotação, com um processo de ambientação que funciona”, destacou o ministro.

Fonte: O Presente Rural
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Safra de verão recorde no Paraná alia clima favorável, tecnologia e qualificação no campo

Produção de grãos cresce 6% em relação ao ciclo anterior, impulsionada pelo avanço da soja, recuperação do milho e ganhos de produtividade no campo.

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Foto: Jaelson Lucas

O Paraná encerrou a safra de verão 2025/26 com novo recorde de produção de grãos. O Estado colheu 26,3 milhões de toneladas, volume 6% superior ao registrado no ciclo anterior, quando alcançou 24,7 milhões, conforme dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Foto: R.R.Rufino

O desempenho foi impulsionado principalmente pela soja, que alcançou 21,8 milhões de toneladas. Mas também pela recuperação da produção de milho, que passou de 3,1 milhões para 4,1 milhões de toneladas. “Já havia uma expectativa favorável, mas só se concretizou porque os produtores paranaenses vêm investindo, ano após ano, em tecnologia, manejo e qualificação”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, acrescentando: “Esse resultado recorde é a combinação de três fatores principais: condições climáticas favoráveis, expansão da área cultivada, especialmente de milho, e o nível tecnológico cada vez maior das lavouras paranaenses. Nossa entidade participa desse processo levando capacitação e difundindo boas práticas agronômicas que contribuem para o aumento da produtividade”.

Além disso, o avanço tecnológico das lavouras paranaenses, aliado à adoção de práticas agronômicas cada vez mais precisas, tem sido decisivo para elevar os índices de produtividade. “O produtor tem intensificado o acompanhamento técnico e aprimorado continuamente o manejo das lavouras.

Ao mesmo tempo, enfrenta desafios que mudam a cada safra, como as condições climáticas e a pressão de pragas e doenças. Por isso, é fundamental

Foto: Caio Inácio

investir em ajustes de manejo, controle fitossanitário e boas práticas de produção para manter a competitividade e continuar avançando em produtividade”, destaca Meneguette.

Produtividade histórica
Na prática, o recorde estadual se reflete em resultados expressivos dentro das propriedades. Em Guarapuava, na região Centro-Sul, o produtor rural Eduardo Pletz alcançou uma produtividade histórica de 369,9 sacas de milho por hectare na safra de verão. Segundo o agricultor, o desempenho é fruto de décadas de aperfeiçoamento do sistema produtivo. “Desde a década de 1980 produzimos milho na propriedade. Ao longo desse período evoluímos em conhecimento, manejo do solo, rotação de culturas, integração e utilização de materiais genéticos mais produtivos”, conta.

Além do investimento técnico, o clima foi decisivo para alcançar o recorde. “Não faltou água para a cultura. Somando isso ao manejo do solo, à reposição de calcário, à adubação e aos cuidados durante todo o ciclo, conseguimos esse resultado, que coroa o trabalho de muitos anos e da dedicação

Foto: R.R.Rufino

da nossa família à atividade”, comemora.

Capacitação permanente
O produtor Eduardo Pletz alcançou uma produtividade de 369,9 sacas de milho por hectare na safra de verão. Associado ao Sindicato Rural de Guarapuava, Pletz sempre busca conhecimento por meio dos cursos promovidos pelo Sistema Faep. Segundo o produtor, as capacitações contribuem diretamente para a qualificação da equipe e para a evolução da fazenda. “O sindicato é uma segunda casa para o produtor. Sempre que precisamos de alguma informação ou capacitação, encontramos apoio. Já fizemos cursos de NR-31, aplicação de defensivos, trabalho em altura, manejo de bovinos de leite, entre outros”, ressalta.

Para ele, investir na capacitação é tão importante quanto investir na lavoura. “A terra é o maior patrimônio do produtor rural. Conservação do solo, rotação de culturas e manejo adequado fazem toda a diferença. Nós vamos continuar nesse caminho, buscando evoluir de forma sustentável nos próximos anos”, salienta Pletz.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Copacol destaca papel do cooperativismo no desenvolvimento regional

No Dia Internacional do Cooperativismo, cooperativa reforça impactos da cooperação na geração de renda, empregos e fortalecimento das comunidades.

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Foto: Divulgação/Copacol

Neste 04 de julho, primeiro sábado do mês se comemora o Dia Internacional do Cooperativismo. Mais do que um modelo de negócios, o cooperativismo é uma filosofia baseada na união, cooperação, participação, distribuição de renda e no desenvolvimento das pessoas e comunidades.

Na Copacol, esses princípios estão presentes no dia a dia e fazem parte de um movimento construído com base na confiança, que fortalece a cooperação, gera conexões entre cooperados, colaboradores e comunidades e impulsiona o olhar para o futuro. Essa é a essência do que a Cooperativa traduz como o Agro que a Gente Vive, um agro feito de pessoas, relações e experiências que se constroem diariamente. Essa vivência contribui para o crescimento dos cooperados, das famílias, dos colaboradores, clientes e fornecedores, além das comunidades onde a Cooperativa está inserida.

Complexo industrial da Copacol em Cafelândia (PR) – Foto: Divulgação/Copacol

Ao longo de sua trajetória, a Copacol se consolidou como uma cooperativa que valoriza o trabalho conjunto, tendo como base a diversificação no campo, com assistência técnica, investimentos em tecnologia, capacitação e oportunidades para que os cooperados desenvolvam suas propriedades com mais eficiência, sustentabilidade e rentabilidade. Os resultados da cooperação retornam aos produtores, fortalecendo um ciclo de desenvolvimento econômico e social no campo e na cidade. Esse modelo de atuação faz da Copacol uma referência no cooperativismo brasileiro.

De acordo com o diretor-presidente, Valter Pitol, na Copacol o cooperativismo é vivido na essência da Cooperativa, presente no dia a dia dos cooperados, suas famílias e colaboradores, além de todos que, direta ou indiretamente, fazem parte desse modelo que transforma vidas. “Nós trabalhamos o nosso Planejamento Estratégico de desenvolvimento e crescimento a cada cinco anos e nele traçamos nossas metas e objetivos para avançarmos no cooperativismo com distribuição de renda, geração de emprego e sustentabilidade econômica, social e ambiental. Com isso, promovemos a transformação na vida das pessoas e das comunidades onde a Copacol atua. Nós comemoramos essa data porque

Presidente da Copacol, Valter Pitol: “Nós trabalhamos o nosso Planejamento Estratégico de desenvolvimento e crescimento a cada cinco anos e nele traçamos nossas metas e objetivos para avançarmos no cooperativismo com distribuição de renda, geração de emprego e sustentabilidade econômica, social e ambiental” – Foto: Divulgação/Copacol

entendemos que, com ética e honestidade, responsabilidade, respeito às diferenças e cooperação, desenvolvemos o verdadeiro cooperativismo, gerando valor para cooperados, colaboradores, clientes e parceiros”, destaca Pitol.

Cooperativismo que faz a diferença

Os impactos do cooperativismo vão além da produção no campo. A Cooperativa gera milhares de empregos, incentiva a educação cooperativista e promove programas à sucessão familiar, ao protagonismo feminino e à formação de jovens lideranças. Essas iniciativas contribuem para a permanência das famílias no campo e para o fortalecimento das comunidades, entre muitas outras ações que reforçam o amplo alcance do cooperativismo e seu papel como agente de transformação social, econômico e humano.

“O cooperativismo é o modelo econômico que gera oportunidades de desenvolvimento pela valorização do trabalho daqueles que se apoiam pela união de forças e traduzem isso em qualidade e competitividade, possibilitando a participação nos mercados mais desafiadores, gerando e distribuindo renda e transformando positivamente a realidade dos que cooperam. Afinal, cooperar muda tudo”, destaca a assessora de cooperativismo, Elizete Lunelli Dal Molin.

A força da cooperação

Outro importante reflexo do cooperativismo está na diversificação das atividades no campo e na distribuição dos resultados. Ao participar das

Foto: Divulgação/Copacol

oportunidades proporcionadas pela Cooperativa, os cooperados tornam-se protagonistas do próprio desenvolvimento, construindo uma organização sólida e preparada para os desafios do futuro. Filhos e netos de produtores rurais, o casal Rosana e Valmir Niedzialkoski, moradores de Cascavel e formados em agronomia, decidiram viver o cooperativismo na prática ao retornarem à propriedade de 11 alqueires em Braganey, herdada por Rosana. “Cresci nesse sítio. Minhas melhores lembranças estão aqui: família reunida, todos felizes e muito respeito com a natureza. Isso fez com que eu voltasse ao campo com foco no crescimento por meio do cooperativismo”, recorda Rosana.

Para a Copacol, cooperar significa crescer juntos. Cada conquista é resultado do compromisso coletivo, da confiança entre cooperados e da gestão responsável, princípios que impulsionam o desenvolvimento regional e reforçam o papel da Cooperativa como agente de transformação social e econômica.

Essência cooperativista

Pioneira no Oeste do Paraná, fundada em 1963 pelo visionário Padre Luís Luise e mais 32 agricultores, a Copacol se destaca no cenário nacional como uma das maiores cooperativas do agronegócio, com a participação de 10,5 mil cooperados e 16,8 mil colaboradores. Possui 41 Unidades de Grãos, Insumos e Sementes nas regiões Oeste, Sudoeste e Noroeste do Paraná.

É referência no sistema integrado de aves, peixes, suínos e leite, gerando renda para milhares de famílias na cidade e no campo. Toda a produção vinda do campo é transformada em alimento que ajuda a abastecer o Brasil e mais 86 países. A Copacol encerrou 2025 com faturamento de R$ 11,1 bilhões. A avicultura é o maior negócio da Cooperativa, responsável por 50% do faturamento.

A Copacol faz parte de um movimento que transforma números em impacto na vida das pessoas. Isso é cooperativismo. Isso é Copacol. E isso é o Agro que a Gente Vive.

Fonte: Assessoria Copacol
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