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O amor pela avicultura a levou à gerência de uma das maiores empresas do setor

Márcia Tonetto sempre amou a avicultura e hoje é gerente agropecuária da Unidade de São José, SC, da Seara

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A atuação da mulher no agronegócio tem sido cada vez maior. Das salas de aula dos cursos de ciências agronômicas às empresas, cooperativas e agroindústrias, elas tem tomado conta. Nos últimos anos, outro lugar que antes não era muito comum as mulheres estarem presentes e hoje elas estão cada vez mais são os cargos de liderança. E estar lá inspira ainda muitas outras mulheres a continuarem sonhando e lutando por lugares que lhe são de direito.

Um exemplo disso é a gerente agropecuária da Unidade de São José, SC, da Seara, Márcia Tonetto. Natural de Turvo, Sul de Santa Catarina, ela é filha de agricultores. “Sempre tive convívio com os animais e isso foi algo que me incentivou a aprender mais sobre eles quando decidi sobre o meu futuro”, conta.

O amor pela avicultura veio ainda quando criança, ajudando os pais na granja de aves. “Cresci no meio agrícola, conciliando essas atividades com a escola. Ia de manhã ao colégio, e à tarde tinha minhas tarefas, como lavar os bebedouros pendulares, mexer a cama de frango, abastecer os comedouros, entre outros deveres”, lembra. Quando entrou na universidade, a profissional cursou as matérias que envolviam produção de aves e se encantou ainda mais pelo setor do agronegócio. “Conduzi todos os meus estágios para esse setor. Foi nesse momento que tomei a decisão de que a avicultura seria minha profissional”, comenta.

Márcia se formou em Medicina Veterinária pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) em 2008. “Foi neste mesmo ano que comecei minha trajetória na avicultura, iniciando como estagiária na Tramonto Agroindustrial – que hoje pertence à Seara/JBS –, em Morro Grande (SC)”, lembra.

Em junho daquele mesmo ano, a profissional foi efetivada como técnica em agropecuária, prestando assistência a produtores de frango de corte da região, acompanhando o manejo e toda a parte sanitária das aves. “Fiquei na função até julho de 2012, sendo a única mulher da equipe. Após essa fase, aceitei o desafio de assumir a liderança do setor de agropecuária. Eu me tornei gerente agropecuária com 28 anos e estou nessa função até o momento”, conta.

Segundo Márcia, quando iniciou como gerente, em 2012, os desafios enfrentados foram quando a gerir recursos restritos, o que, para ela, exige muita maturidade e sabedoria para conduzir as situações. “Quando a JBS assumiu a operação e passamos a aplicar o método de gestão da empresa, tudo entrou nos eixos”, diz.

A médica veterinária ainda comenta que percebe a presença de cada vez mais mulheres em cargos de liderança. “Com certeza as mulheres estão cada vez mais à frente da avicultura. Em 2008, quando iniciei minha trajetória, na equipe eu era a única mulher. Hoje, em várias unidades temos mulheres liderando equipes e sendo peças fundamentais na gestão”, afirma. Mesmo assim, ainda existe certa resistência para a presença delas nestes cargos importantes dentro das empresas. “A cultura brasileira, principalmente no interior, onde está o agronegócio, tem um certo preconceito que vem de gerações passadas. Mas isso vem mudando aos poucos”, menciona.

Mesmo com este preconceito, é preciso ver os bons exemplos de mulheres forte e determinadas que estão nestes cargos importantes. Márcia se considera um destes exemplos para outras mulheres que sonham com estes cargos. “Já houve episódios em que algumas mulheres chegaram até mim surpresas, pois não sabiam que havia uma mulher no cargo de gerente de agropecuária. Isso mostra que é possível alcançar esse objetivo”, afirma.

De acordo com Márcia, as mulheres ocupam cada vez mais cargos de liderança. “Quando vejo pessoas como a senhora Joanita (Maestri Karoleski), que foi CEO da Seara, e a Tereza Cristina, ministra da Agricultura, e outros exemplos de mulheres liderando multinacionais, tenho a convicção de que, se tivermos foco e determinação, teremos mais representantes femininas no cenário nacional de liderança”, conclui.

Outras notícias você encontra na edição de Aves de abril/maio de 2021 ou online.

Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Conbrasfran 2026 discute novos desafios da avicultura além da produção nas granjas

Evento aborda impacto de custos, comércio global e ambiente regulatório na competitividade da cadeia.

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Pressionada por custos de produção, volatilidade no comércio internacional e riscos sanitários, a avicultura brasileira começa a ampliar o foco de seus debates técnicos para além da produção dentro das granjas. Questões como ambiente regulatório, eficiência logística, geopolítica e estratégias comerciais passam a ganhar espaço nas discussões do setor, refletindo uma mudança no perfil dos desafios enfrentados pela cadeia.

Esse movimento será um dos eixos centrais da Conbrasfran 2026, a Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Carne de Frango, que estruturou sua programação técnica em diferentes frentes para acompanhar a complexidade crescente da atividade. Ao longo de três dias, a agenda setorial reunirá fóruns já consolidados e novos espaços de debate.

Para o presidente Executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e organizador do encontro, José Eduardo dos Santos, a programação responde a um novo contexto econômico global e operacional do setor. “A avicultura continua sendo altamente eficiente do ponto de vista produtivo, mas hoje o resultado está cada vez mais condicionado a fatores externos, como custos logísticos, geopolítica, ambiente tributário e acesso a mercados. Discutir esses temas de forma integrada é essencial para manter a competitividade”, afirma.

Outras informações sobre a 2ª Conbrasfran, realizada pela Asgav, podem ser encontradas na página do evento, acesse clicando aqui, através do Instagram @conbrasfran, do What’sApp (51) 9 8600.9684 ou do e-mail conbrasfran@asgav.com.br.

Fonte: Assessoria Conbrasfran
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Avicultura

Avicultura brasileira projeta produção de 15,8 milhões de toneladas em 2026

Crescimento estimado em 2,3% mantém Brasil entre os maiores produtores globais.

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Fotos: Shutterstock

A avicultura brasileira segue operando em um cenário de desafios, mas mantém desempenho estável diante da demanda interna e externa. A expectativa é de menor espaço para novas quedas nos preços da carne de frango no país, que continua competitiva em relação à carne bovina.

No cenário internacional, a produção de carne de frango da China foi revisada para cima pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A estimativa aponta crescimento de 4,8% em 2026, alcançando 17,3 milhões de toneladas, o que deve consolidar o país como o segundo maior produtor global, atrás apenas dos Estados Unidos. Já o Brasil deve registrar aumento de 2,3% na produção, chegando a 15,8 milhões de toneladas, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA.

Entre os exportadores, a China também amplia presença no mercado. As exportações do país asiático devem crescer 29% neste ano, atingindo 1,4 milhão de toneladas e superando a Tailândia, ocupando a quarta posição global.

No Brasil, os custos de ração permaneceram controlados, mas a queda nos preços da carne de frango ao longo de março reduziu a margem da atividade no mercado interno. Ainda assim, o setor segue sustentado pela demanda externa, que continua firme mesmo com o aumento dos custos logísticos, influenciados pelo cenário no Golfo Pérsico.

A carne de frango mantém competitividade frente à bovina, principalmente diante da ausência de expectativa de queda nos preços do boi. Com isso, o mercado indica menor espaço para novas reduções nos preços da proteína avícola.

O setor também monitora riscos no cenário internacional, especialmente ligados ao Estreito de Ormuz, região estratégica para o escoamento das exportações brasileiras de frango. Além disso, há atenção em relação à safra de milho, já que a consolidação da safrinha depende das condições climáticas nas próximas semanas, o que pode impactar os custos de produção.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Avicultura

Após ações de vigilância, Rio Grande do Sul declara fim de foco de gripe aviária

Equipes realizaram inspeções em propriedades e granjas, além de atividades educativas com produtores.

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Foto: Indea MT

Após 28 dias sem aves mortas, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) encerrou na quinta-feira (16) o foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (gripe aviária) registrado em 28 de fevereiro, em Santa Vitória do Palmar. Na ocasião, foi constatada a morte de aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba, conhecidas como cisne-coscoroba, na Estação Ecológica do Taim.

A partir da confirmação do foco, a Seapi mobilizou equipes para a região de Santa Vitória do Palmar, conduzindo ações de vigilância ativa e educação sanitária em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

As equipes designadas utilizaram barcos e drones para o monitoramento de aves silvestres na Estação Ecológica do Taim, procurando por sinais clínicos nos animais ou aves mortas. Foram realizadas 95 atividades de vigilância em propriedades, localizadas no raio de 10 quilômetros a partir do foco, que contam com criações de aves de subsistência. Adicionalmente, foram feitas 22 fiscalizações em granjas avícolas localizadas em municípios da região, para verificação das medidas de biosseguridade adotadas.

Ações de educação sanitária junto a produtores rurais, autoridades locais e agentes comunitários de saúde e de controle de endemias também integraram o plano de atuação da Secretaria na área do foco. Foram conduzidas 143 atividades educativas.

“Por se tratar de área de risco permanente, continuamos com o monitoramento de ocorrências na Estação Ecológica do Taim, em conjunto com o ICMBio”, complementa o diretor do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi, Fernando Groff.

Sobre a gripe aviária e notificação de casos suspeitos

A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta, principalmente, aves, mas também pode infectar mamíferos, cães, gatos, outros animais e mais raramente humanos.

Entre as recomendações, estão que as pessoas não se aproximem ou tentem socorrer animais feridos ou doentes e não se aproximem de animais mortos. Todas as suspeitas de influenza aviária, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em aves devem ser notificadas imediatamente à Secretaria da Agricultura na Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.

Fonte: Assessoria Seapi
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