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O agronegócio e o uso equivocado do seu conceito na sociedade

No Brasil, a palavra é usada e disseminada, especialmente por movimentos contrários, que se trata de um sistema produtivo que causa males para obter lucro a qualquer custo

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Artigo escrito por Nestor Tipa Júnior, jornalista e especialista em Marketing em Agribusiness. Quase 20 anos de carreira nos principais veículos de comunicação do país, hoje é sócio diretor da AgroEffective Comunicação e Agronegócio e responsável pelo canal Falando de Agro

O termo agronegócio surgiu da variação do inglês "agribusiness". Popularizado, nada mais é do que o conjunto de operações da cadeia agropecuária do trabalho à comercialização. No entanto, no Brasil, a palavra é usada e disseminada, especialmente por movimentos contrários, que se trata de um sistema produtivo que causa males como poluição, desmatamento e tortura, desrespeitando leis ambientais e sociais, para obter lucro a qualquer custo. E esta segunda denominação acaba prevalecendo sobre a sua denominação original. Muitas pessoas se referem ao agronegócio como algo nefasto, do mal e que defende interesses de ruralistas. 

Ruralista, aliás, que também é uma palavra utilizada por movimentos contrários para denominar as pessoas que fazem parte do agronegócio como pessoas do mal, que tem o demônio no coração e que são vilões. Ruralista para alguns virou quase um xingamento.

Mas voltando ao agronegócio, quero explicar aos amigos que utilizam o termo para criticar algumas exceções existentes de um universo mais amplo que produz e preserva ao mesmo tempo, respeitando o bem comum, que você utiliza o termo de forma errada. Vamos aqui, sem ideologias, explicar: o agronegócio é composto por tudo que é produzido para o comércio. Os produtores de orgânicos, por exemplo, no momento que negociam sua produção para redes varejistas ou até em feiras de bairro, estão fazendo parte deste comércio.

Até, pasmem, assentados da reforma agrária fazem parte do agronegócio (esperando os xingamentos em 3… 2… 1…). No momento em que alguns integrantes de assentamentos produzem, e de forma louvável, uma safra do chamado arroz orgânico e exportam para sete países (incluindo os Estados Unidos), fazendo girar a economia do município de Nova Santa Rita (RS), estão contribuindo para o desenvolvimento por meio do agronegócio.

Para aqueles que defendem determinados tipos de modelo de agricultura, mais precisamente o de agricultura sustentável (que na realidade toda a a esmagadora parte da agricultura é), ache outro termo. Chame de agricultura não sustentável, agricultura do mal ou até agricultura do capeta, mas não faça o uso da palavra agronegócio como uma palavra símbolo das mazelas, pois o que você defende também faz parte do agronegócio. Tecnicamente você está errado.

Agora me dirigindo aos representantes de organizações, empresas e entidades do setor, porque precisamos cuidar dessa imagem. Por tudo que expliquei acima, é fundamental implementar uma comunicação propositiva mostrando os benefícios e que possíveis erros estão sendo corrigidos. Nos últimos tempos, legislativos e judiciários implementaram leis que vem de pressões de movimentos que influenciam a opinião pública, basta ver a câmara de vereadores de Santos (SP) proibindo a exportação de gado em pé ou a justiça do Distrito Federal vetando provas equestres com boi.

Nós que convivemos neste meio sabemos que nossos produtores e criadores seguem rigorosos protocolos ambientais e de bem estar animal. Mesmo assim continuam os ataques que são feitos por interesses ou desconhecimento de causa. Por isso o papel da comunicação é fundamental, não uma comunicação reativa, de repúdio, apenas no momento de crise, que por vezes é tão agressiva quanto as porradas que os produtores levam, mas sim com uma comunicação propositiva de forma constante para começar a mostrar o verdadeiro lado deste nosso agronegócio que contribui, produz e preserva.

Fonte: Assessoria

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Notícias Pecuária

Preços médios de toda a cadeia renovam máximas reais em setembro

Demanda aquecida e baixa oferta de animais para abate seguem sustentando elevados patamares de toda cadeia pecuária

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Arquivo/OP Rural

Os valores médios de setembro do bezerro, do boi magro, do boi gordo e da carne renovaram os recordes reais das respectivas séries do Cepea. Segundo pesquisadores, a demanda aquecida, especialmente por parte do mercado externo, e a baixa oferta de animais para abate seguem sustentando os elevados patamares de toda a cadeia pecuária.

No geral, apesar de o preço médio do boi para abate ser recorde, o contexto atual não favorece quem faz a reposição, tendo em vista que o bezerro e o boi magro seguem igualmente negociados nos maiores patamares reais. No caso do pecuarista criador, a situação é semelhante, já que, mesmo com o animal desmamado em valor recorde, estes produtores estão tendo elevados desembolsos com a compra de insumos.

Além dos produtos importados encarecidos pelo dólar alto, os insumos de alimentação – como milho e farelo de soja – estão operando em preços patamares recordes nominais. Ressalta-se, neste caso, que o clima seco reforça a necessidade do uso de complementação, devido à piora nas condições das pastagens. Quanto à carne, o preço recorde da carcaça casada bovina alivia um pouco frigoríficos que trabalham apenas com o mercado interno.

Fonte: Cepea
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Notícias Mercado

Em setembro, preços do suíno vivo e da carne atingem recordes reais

Movimento de alta no setor é verificado há quatro meses e se deve à oferta reduzida de animais em peso ideal para abate

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Arquivo/OP Rural

Os preços do suíno vivo, da carcaça e dos cortes seguiram em alta no mercado brasileiro ao longo de setembro e, com isso, as médias mensais, em algumas regiões levantadas pelo Cepea, atingiram recordes reais.

Pesquisadores do Cepea ressaltam que o movimento de alta no setor é verificado há quatro meses e se deve à oferta reduzida de animais em peso ideal para abate e ao bom desempenho das exportações brasileiras da carne.

Fonte: Cepea
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Notícias Segundo USDA

Estoques de soja e milho dos EUA caem enquanto exportações aumentam

Esta é a segunda maior queda da história para ambas as commodities durante o período do verão norte-americano

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Divulgação/AENPr

Os estoques de soja e milho dos Estados Unidos ficaram abaixo do esperado em momento em que a China aumenta suas compras de produtos agrícolas junto ao país, indicou o governo norte-americano na quarta-feira (30). No trimestre encerrado em 1º de setembro, as ofertas de milho dos EUA recuaram em 3,024 bilhões de bushels e as de soja em 858 milhões de bushels, representando a segunda maior queda da história para ambas as commodities durante o período do verão norte-americano, segundo relatório do Departamento de Agricultura do país (USDA, na sigla em inglês).

O relatório de estoques de setembro é frequentemente questionado, com operadores aguardando por detalhes do relatório de oferta e demanda de outubro. “Normalmente há bastante incerteza em relação ao relatório de setembro, e talvez neste ano isso esteja sendo amplificado pela quantidade de grãos em trânsito para o mercado de exportação”, disse Brian Basting, economista da corretora Advance Trading.

O documento do USDA, que também indicou os estoques de trigo no menor nível em cinco anos, desencadeou um rali no mercado de futuros de Chicago. Os contratos futuros do milho saltaram 4,6%, para o mais alto nível desde 6 de março. O trigo subiu 6,1%, enquanto a soja avançou 3,7%.

O USDA disse que os estoques de soja dos EUA somavam 523 milhões de bushels em 1º de setembro. As reservas de milho totalizavam 1,995 bilhão de bushels, e as trigo figuravam em 2,159 bilhões de bushels. “Altista por todos os lados, inegavelmente”, disse Charlie Sernatinger, head global de Futuros de Grãos da ED&F Man Capital, sobre os dados. “O número para os estoques de milho foi realmente chocante, e vira as coisas de ponta-cabeça.”

Analistas esperavam que o relatório apontasse os estoques de milho em 2,250 bilhões de bushels, os de trigo em 2,240 bilhões de bushels e os de soja em 576 milhões de bushels, segundo a média das estimativas em uma pesquisa da Reuters.

O USDA também reduziu sua projeção para a safra total de trigo dos EUA em 2020/21 para 1,826 bilhão de bushels, recuo de 12 milhões de bushels em relação às estimativas de agosto. Já a produção de milho de 2019 foi revista para 13,620 bilhões de bushels, versus 13,617 bilhões de bushels anteriormente.

Fonte: Reuters
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