Conectado com
Suínos e Peixes – Maio

Rodrigo Capella

O Agronegócio e o marketing que encanta

Quando somos impactados pelas divulgações da empresa, os produtos tornam-se ainda mais irresistíveis

Publicado em

em

Artigo escrito por Rodrigo Capella, diretor geral da Ação Estratégica, empresa com ampla experiência em ações de marketing e comunicação para o agronegócio

A maior parte das empresas de agronegócio tem como prática não realizar ação de marketing baseada em história própria. Talvez por preferir resguardar o roteiro natural, ou ainda por optar pelo marketing de produto – muito difundido neste segmento.

O fato é que uma pesquisa – baseada em conversas, visitas às empresas e muita leitura – nos revela que estas indústrias possuem ingredientes cativantes para sustentar um storytelling com muitos minutos de ápices.

Chianti, localizada entre as cidades italianas de Florença, Siena e Arezzo, nos ajuda a entender esse cenário. Destino certo de muitos brasileiros, a região possui inúmeras vinícolas, o que nos remete a uma pergunta clássica: qual conhecer?

Um castelo habitado e construído em 1184. Local de reuniões de uma fracassada conspiração contra a família Médici, que governava Florença. Fabricação de vinhos de excelente qualidade, com predominância de Sangiovese, Riesling, Chardonnay, Trebbiano e Merlot.

Esses impactantes elementos despertam uma visita ao Castello del Trebbio.  A cada passo, a cada cole, a sensação de ter vivenciado períodos significantes da Itália e de ter conhecido uma vinícola muito especial.

Gramado, localizada no Sul do Brasil, vive situação semelhante a Chianti. Entre as várias lojas de chocolates da cidade, destaca-se a Prawer, que teve início em 1975, após o seu fundador ter aprendido o ofício na Argentina.

Quando somos impactados pelas divulgações da empresa, os produtos tornam-se ainda mais irresistíveis: “A história da Prawer é a própria história do chocolate artesanal no Brasil”.

Tanto a Prawer, quanto o Castello del Trebbio nos deixam uma grande lição: valorizar, com amplitude, a própria essência ajuda a seduzir e a encantar novos consumidores.

Fonte: Assessoria

Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dois × 3 =

Rodrigo Capella Opinião

O governo e os alertas do agronegócio

Recentes prosas foram balizadas, de forma geral, pelos dilemas que o governo Bolsonaro enfrentará dentro deste importante setor

Publicado em

em

Divulgação

Artigo escrito por Rodrigo Capella, influenciador digital do agronegócio, palestrante, consultor e diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing

Com frequência, tenho o hábito de visitar fazendas e de ter longas conversas com agropecuaristas. Também mantenho diálogos frequentes com profissionais do agronegócio e presidentes de importantes associações.

As recentes prosas foram balizadas, de forma geral, pelos dilemas que o governo Bolsonaro enfrentará dentro deste importante setor. Alguns de rápida solução; outros que talvez tenham duração extensa, envolvendo até mesmo as gestões futuras.

Estes dilemas podem ser traduzidos em alertas do agronegócio. O primeiro se refere à questão do uso de antibiótico em pecuária. Nos Estados Unidos, a Associação Americana de Produtores de Bovinos (AABP), por exemplo, já divulgou uma nota relatando iniciativas que apoiam a pecuária sem o uso destas substâncias. Na União Europeia, é proibido, desde 2006, o uso de antibióticos para o crescimento de animais que serão utilizados como alimentos.

O futuro governo precisará, então, contribuir diretamente para a não utilização indiscriminada de antibióticos na pecuária. Neste contexto, será imprescindível o estimulo governamental a outros produtos e substâncias, mais naturais e saudáveis, em substituição ao uso de antibióticos, contribuindo para uma melhor saúde pública.

Outro alerta é sobre roubo de gado, invasões de propriedade e destruição de cultivos. Caberá ao futuro governo intensificar a segurança das propriedades rurais, com monitoramento intensivo e qualificado.

Será importante capacitar os profissionais do policiamento com cursos sobre as características rurais para ajudar nas práticas corretas e eficazes de defesa do campo, além de munir estes profissionais com os equipamentos necessários para tal prática ganhar constância.

Um terceiro alerta se debruça na necessidade de se combater, com medidas eficazes e intensivas, a pirataria de semente. Levantamento da Associação Brasileira de Sementes e Mudas e da Associação Paranaense dos Produtores de Sementes e Mudas revela que, no Brasil, o agronegócio amarga um prejuízo de aproximadamente R$ 2,5 bilhões por ano com sementes piratas.

Uma medida eficaz será a criação de um selo do Ministério da Agricultura que certifique precisamente a autenticidade das sementes, além da utilização intensiva e obrigatória de um QR Code, a ser impresso em embalagens, para monitoramento direto da procedência das sementes, garantindo informações precisas aos produtores rurais, como origem, práticas ambientais e qualidade.

Além da questão do antibiótico, roubo de gado, invasões de propriedades, destruição de cultivos e pirataria de sementes, outro tema de grande impacto é a logística. Dados divulgados pelo estudo Custos Logísticos no Brasil, realizado pela Fundação Dom Cabral, mostram-se alarmantes: as rodovias são responsáveis pelo transporte de aproximadamente 75% da produção brasileira. Este cenário causa extrema dependência aos produtores rurais, consumidores e países importadores.

Mirar ao Norte e se inspirar nos Estados Unidos é algo fundamental. Neste país, as hidrovias totalizam 40 mil quilômetros, com destaque para rios como Mississippi, Missouri e Ohio.

As exportações de frutas também merecerão atenção do próximo governo: de acordo com a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados, o Brasil teve um aumento de 15,7% em valor e de 9,0% em volume, comparando 2017 com 2016.

Trata-se de um mercado de altíssimo potencial, principalmente para citros, uva, maçã e manga. O governo precisa facilitar tal prática e incentivá-la, sem criar entraves. Produtores rurais apostam em certificações e em tecnologias de rastreabilidade, qualificando-se cada vez mais para o comércio internacional.

Campanhas globais que valorizem a nossa fruta, destacando segurança alimentar, qualidade e benefícios das vitaminas, deverão ser constantes.

O último alerta é em relação à tecnologia. O Brasil tem vivenciado um boom de startups de agronegócio. Segundo a Associação Brasileira de Startups, as Agtechs, empresas de tecnologia com foco em agronegócio, têm um crescimento da ordem de 70% ao ano e movimentam aproximadamente R$ 15 bilhões. O governo deverá se atentar e fomentar este cenário, com incentivos às empresas que criarem hubs de startups.

Estes seis alertas, ao ganharem protagonismo, irão valorizar ainda mais o agronegócio e contribuirão diretamente para o consumidor final ter um produto seguro e de extrema qualidade. E mais: impulsionarão o Brasil como verdadeira potência mundial!

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

Rodrigo Capella Agronegócio

Xeque-mate no Agro

Ou aproveitamos o cenário positivo, em seus vários aspectos, ou nos esbarramos em retrocessos e obstáculos eminentes.

Publicado em

em

Rodrigo Capella - Foto: Divulgação

Por Rodrigo Capella*

Este ano será decisivo para o nosso agronegócio. Ou aproveitamos o cenário positivo, em seus vários aspectos, ou nos esbarramos em retrocessos e obstáculos eminentes.

O bom momento é impulsionado sobretudo pelas perspectivas da ONU: tudo indica que chegaremos a 2050 com cerca de 9,6 bilhões de habitantes no mundo. Hoje, estimativas indicam que há menos de 8 bilhões de pessoas.

O mercado para o nosso agronegócio é, então, enorme e, para aproveitá-lo, precisamos priorizar algumas questões, como, por exemplo, melhor relacionamento com países desenvolvidos, segurança com maior efetividade no campo, fim da burocracia para a liberação de determinados produtos e constante investimento na inovação.

Em relação ao melhor relacionamento com países desenvolvidos, há um claro movimento do atual governo brasileiro em estreitar laços com potenciais compradores de nossos produtos e também em estabelecer conexões com países que detém expertise em tecnologias agrícolas.

A segurança do campo, ponto de grande preocupação dos agropecuaristas, precisa de atenção semelhante às relações internacionais, uma vez que ainda é comum os roubos de maquinários, gado e plantações. O governo precisa de imediato apresentar soluções efetivas e de rápida adesão. Garantir uma produção segura é contribuir para processos produtivos contínuos.

Queixa muito comum entre as empresas de agronegócio e entre os agropecuaristas, a burocracia para a liberação de produtos precisa ser diariamente revista, em seus vários aspectos. Muitas soluções que seriam de alta qualidade chegam ao campo já obsoletas e com pouca eficácia.

Neste contexto, o forte investimento em inovação é tão importante quanto o relacionamento com países desenvolvidos, a segurança no campo e a maior agilidade para a liberação de determinados produtos.

Apoiar com intensidade as iniciativas que estimulam o desenvolvimento de soluções efetivas para o campo, como hubs de tecnologia e eventos de agritechs e agtechs, as startups de agronegócio, é fundamental dentro deste processo.

As inovações precisam fazer, cada vez mais, parte das propriedades e também do dia a dia do agropecuarista, contribuindo para a imediata evolução do setor e para uma maior rentabilidade do campo.

Fica aqui o alerta: o momento exige definitivamente ação imediata. O agronegócio, que tanto contribui para o desenvolvimento do Brasil, não pode levar um xeque-mate.

(*) Rodrigo Capella é influenciador digital do agronegócio, palestrante, consultor e diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing. Capella atua no agronegócio desde 2004 e é autor de vários livros, entre eles “Como turbinar as vendas de uma empresa de agronegócio com ações de marketing e comunicação”. E-mail: capella@acaoestrategica.com.br

Fonte: Rodrigo Capella
Continue Lendo

Rodrigo Capella Opinião

A inovação e o agronegócio

Resposta precisa analisar dois pontos: o produtor rural e a propriedade

Publicado em

em

Divulgação

Artigo escrito por Rodrigo Capella, influenciador digital do agronegócio, palestrante, consultor e diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing

O tema inovação tem sido muito discutido nos eventos de agronegócio. Acredito que até em exaustão. Este cenário nos impulsiona a um dilema: afinal, como podemos perceber de fato esta inovação?

A resposta precisa analisar dois pontos: o produtor rural e a propriedade. Recentemente, visitei várias fazendas e constatei que os agropecuaristas utilizam com grande frequência redes sociais, grupos de mensagens e aplicativos.

Muitos produtores aderiram ao Facebook, ao Instagram e, sim, ao LinkedIn. Nestes ambientes, eles procuraram, principalmente, dicas e orientações sobre como produzir mais em menos espaço.

Em relação aos grupos de mensagens, é interessante a adesão ao WhatsApp e também ao Telegram, onde cada vez mais grupos de agricultores e pecuaristas são criados com o objetivo de compartilhar conhecimento. Aplicativos sobre tendências ou ações específicas também são muito utilizados pelo homem do campo.

Na propriedade, é crescente a utilização de tecnologia com foco em rentabilidade e produtividade, como controle biológico, ferramentas para controle de peso de gado e agricultura de precisão.

Diante deste cenário, há uma clara inovação no agronegócio, que poderá ser acelerada se as empresas defenderem, cada vez mais, as causas do produtor rural e mostrarem que realmente se preocupam e valorizam o nosso agronegócio.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo
Conbrasul 2019
Biochem site – lateral
Evonik – Aminored
AB VISTA Quadrado

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.