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O agronegócio brasileiro, seus potenciais e desafios em meio à pandemia

Com o desempenho das lavouras brasileiras e o aquecimento no mercado mundial de carnes, o PIB do agronegócio brasileiro cresceu 23% em 2020, alcançando quase dois trilhões de reais.

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Cesar da Luz. Diretor do Grupo Agro10

Na temporada 2019/2020, o Brasil teve safra recorde, com 255 milhões de toneladas de grãos. Já na safra atual, deve haver aumento em cerca de 4,6%, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e o país terá uma safra em torno de 268 milhões de toneladas.

É bom que se diga que o Brasil tem uma área agriculturável de 64 milhões de hectares, e produz em várias fronteiras agrícolas, como o Mato Grosso, Paraná, Goiás, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e na região do Matopiba, composta pela Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí.

Com o desempenho das lavouras brasileiras e o aquecimento no mercado mundial de carnes, em razão de eventos ocorridos recentemente na China, o PIB do agronegócio brasileiro cresceu 23% em 2020, alcançando quase dois trilhões de reais.

Nos últimos tempos, o país se consolidou como um dos grandes players do agronegócio mundial, ultrapassando inclusive os Estados Unidos na produção de soja.

Mas a pandemia do novo corona vírus, que pegou a todos de surpresa, mexeu não apenas com a saúde da população, mas também com a economia mundial, abrangendo todos os setores.

A alta na taxa cambial, com o dólar batendo na casa dos R$ 6,00, houve aumento no custo de produção, já que a maioria dos insumos agrícolas é negociada em dólar.

Também em razão da pandemia, os preços dos alimentos subiram muito, enquanto as commodities tiveram alta expressiva em seus preços. Na época da comercialização antecipada dos grãos, nos contratos de venda futura, a saca de soja estava cotada em torno de R$ 80,00, mas na hora da entrega, o preço praticamente dobrou, ficando entre R$ 150,00 e R$ 160,00.

Houve reflexos devido à restrição no fluxo de pessoas, com fechamento de cidades, lockdown e diversas medidas restritivas e de distanciamento social, e esse quadro de coisas resultou na descontinuidade no processo de produção em geral com sérias consequências no campo econômico no Brasil e no mundo, agravado até os dias atuais, em especial pelo fechamento de empresas, comércios e até de indústrias, acentuando o problema do desemprego, com milhões de famílias sem sua fonte de renda.

Na área da saúde, a pandemia colapsou o sistema, com o agravamento de um quadro que já existia, de falta de leitos e de esgotamento total do sistema. E isso se agravou ainda mais agora, com a chamada segunda onda.

Se é que podemos ver algo de bom em meio a isso tudo, observa-se que houve uma boa articulação entre a área responsável pela política agrícola brasileira, no caso o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com a iniciativa privada, e não houve até o momento, crise no abastecimento de alimentos, como em outros países, caso a Argentina, por exemplo. Ou seja, o Agro no Brasil não parou, o varejo seguiu abastecido e houve aumento expressivo das exportações brasileiras de carnes e de grãos.

Quanto ao ciclo atual da soja, apesar das chuvas que atrasaram a colheita, o panorama é favorável, os preços seguem atrativos e as exportações aquecidas. A demanda por alimentos se mantém crescente e a valorização da moeda norte-americana em alta diante do real, favorece a quem exporta.

Em se tratando de números, o Agro se apresenta com os mais excelentes indicadores, e mesmo nesse cenário extremamente favorável ao setor produtivo, os riscos pertinentes a quem produz a céu aberto persistem. Não podemos deixar de observar, por exemplo, a reação dos concorrentes mundiais do Brasil, muitos dos quais ainda sentindo os impactos do crescimento da participação brasileira no mercado internacional de alimentos.

De fato, o “gigante pela própria natureza”, cada vez mais desperto em termos de produção agropecuária, tem atraído as atenções do mundo, com acenos de medidas protecionistas por governos pressionados pelos produtores locais.

Sem contar que sempre tem alguém para dizer que o produtor rural brasileiro não respeita o meio ambiente, o que comprovadamente não é verdade. Mas esse discurso existe e é patrocinado por líderes mundiais de nações que perdem espaço para o Brasil e, através de políticas neoprotecionistas, criam regras e barreiras aos produtos brasileiros.

Interna ou externamente, o fato é que o Brasil tem no agronegócio um dos pilares da sua economia, enquanto muitas nações enfrentam dificuldades no que diz respeito à segurança alimentar.

O país tem solo, água e condições climáticas adequadas, além de gente trabalhadora no campo, determinada a manter o abastecimento, além do maior ativo ambiental do planeta, com os biomas da Amazônia e do Pantanal. Aliás, dados apontam que temos 66% do nosso território com matas nativas e que usamos apenas 9% para a produção agrícola, com reserva legal entre 20% e 35% dentro das propriedades rurais brasileiras.

Na área ambiental, temos um excelente Código Florestal, além da Política Nacional do Meio Ambiente, cuja finalidade é regulamentar as várias atividades que envolvam o meio ambiente, para que haja preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental.

Dessa forma, podemos afirmar que o agronegócio do Brasil é competente, eficaz e produz alimentos de qualidade, com sanidade, responsabilidade social e sustentabilidade. Aqui se pratica a Agricultura Sustentável e a Pecuária Legal.

O desempenho da produção nacional se deve à tecnologia de precisão, com produtores cada vez mais capacitados, que consegue promover uma Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), “Produção PLF”, de Pasto, Lavoura e Floresta, e políticas de descarbonização, com produção de biocombustíveis líquidos pelas usinas de Etanol que avançam pelo país. E assim caminha o Agronegócio brasileiro, contribuindo para a segurança alimentar, em meio à pandemia que se instalou no planeta terra.

* Cesar da Luz é Diretor do Grupo Agro10 (www.agro10.com.br).

Fonte: Assessoria.
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José Zeferino Pedrozo Opinião

Revisão do Código Ambiental de SC

Código harmoniza e assegura a produção de alimentos e a proteção aos recursos naturais

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Artigo escrito por José Zeferino Pedrozo – Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)

Vai iniciar um debate que precisa ser conduzido com visão científica, conhecimento econômico e sensibilidade social: é a revisão do Código Ambiental de Santa Catarina, o primeiro editado em âmbito estadual no Brasil e aquele que influenciou a criação do Código Florestal Brasileiro. O sucesso ou o fracasso dessa revisão – prevista no próprio texto dessa legislação – dependerá da serenidade e do equilíbrio dos estudos e debates.

O Código barriga-verde foi sancionado e publicado em 13 de abril de 2009 pelo então governador Luiz Henrique da Silveira na forma da lei 14.675 e, até hoje, é considerado um dos atos mais importantes para a agricultura e o agronegócio.

A Assembleia Legislativa, após oito meses de debates, havia aprovado a matéria em 31 de março e o governador a sancionaria sem vetos. A lei foi considerada medida de salvação do setor primário da economia. A aprovação do Código Ambiental era uma questão de vida ou morte para a agricultura e toda a vasta cadeia do agronegócio. Era o fim da insegurança jurídica que ameaçava paralisar o setor primário.

Em 2021 o Código Ambiental catarinense completa 12 anos. É uma lei complexa – com certeza, uma obra a ser aperfeiçoada – que demandou muito tempo de discussão. Mas, sem dúvida, consistiu em um grande avanço para a proteção e o uso racional dos recursos naturais, reafirmando o conceito de que as florestas e a vegetação nativa são bens de interesse comum, advindo daí o comprometimento com a preservação do patrimônio vegetal e com a biodiversidade.   O corajoso exemplo de Santa Catarina que, em 2009, aprovou e instituiu o primeiro Código ambiental adequado à realidade de seus recursos naturais, influenciou, na época, o governo central e o Congresso Nacional. Os catarinenses mostraram que a insegurança jurídica do agronegócio brasileiro estava entre as maiores do mundo. A legislação ambiental brasileira pecava pela falta de objetividade e pelo excesso de normas, dispersa em absurdos 16 mil itens, entre leis, portarias e códigos.

Sempre defendemos que a elaboração de normas ambientais fosse balizada mais por conclusões científicas do que por orientação ideológica. As avaliações científicas sobre a utilização dos recursos naturais e a exploração racional e sustentável da agricultura e da pecuária demonstravam que muitas normas ambientais federais eram excessivas, incoerentes, irreais e apenas inviabilizavam a agricultura, a pecuária e o agronegócio.

O Código Ambiental foi a lei possível naquele momento histórico de intensos embates, criando novos horizontes para a agricultura, a pecuária e o extrativismo. Estabeleceu pontos importantes, como o conceito de áreas de preservação permanente (APP) e de reservas legais.

Agora, é hora da revisão. Uma comissão mista (formada por membros das comissões de Constituição e Justiça, de Agricultura e Política Rural e de Turismo e Meio Ambiente) cuidará dessa tarefa, que exige profundo conhecimento da geografia, da topografia, da fauna e flora, do clima e das ocupações econômicas sustentáveis que fazem a grandeza do universo humano e natural de Santa Catarina. Espera-se que as conclusões reforcem a defesa da legislação ambiental com foco na realidade regional e nas áreas consolidadas. Necessário lembrar que o Código catarinense é mais exigente e restritivo que o Código nacional e que em outros estados, como o Paraná, a burocracia e a gestão dos licenciamentos foram simplificadas com medidas racionais de adesão e compromissos, com resultados duplamente satisfatórios – para o meio ambiente e para a economia.

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina agiu corretamente ao aprovar o Código Ambiental Estadual, interpretando uma necessidade do desenvolvimento agrícola sustentável. O Código harmoniza e assegura a produção de alimentos e a proteção aos recursos naturais, racionalizando normas federais em razão das condições específicas de solo, clima, topografia e estrutura fundiária do território barriga-verde.

O Código estadual foi elaborado com base em argumentos científicos e com a participação de especialistas. Foi submetido a exaustivos debates em todas as regiões do Estado e representa um admirável consenso entre as classes produtoras, o parlamento catarinense e grande parte da sociedade catarinense. Para assegurar clareza e viabilidade ao primeiro Código Ambiental, as entidades contribuíram com estudos e sugestões apresentadas em conjunto. O primeiro Código Ambiental catarinense tornou-se possível graças a uma inovação institucional de grande relevância: o respeito ao princípio do pacto federativo de forma que cada Estado da Federação tem autonomia para legislar sobre matéria ambiental de acordo com as características de seus recursos naturais.

Essa conduta e essa metodologia devem ser preservadas.

As dificuldades impostas pela legislação ambiental vigente decorriam do caráter federal da lei, aplicada da mesma forma em todas as macrorregiões brasileiras. A legislação ambiental unificada para todo o Brasil criava transtornos em razão dos contrastes acentuados que existem nas macrorregiões brasileiras. As exigências de reserva legal em 20% da área territorial da propriedade e a manutenção da mata ciliar podiam ser adequadas para grandes propriedades do centro-oeste, mas inviabilizam as pequenas propriedades rurais de Santa Catarina.

A norma estadual foi criativa, reconheceu as situações consolidadas e estabeleceu parâmetros de proteção que são viáveis e eficazes: protegem o meio ambiente sem impedir a produção de alimentos, pois os produtores são os principais defensores da preservação do meio ambiente. Nesse aspecto é relevante demonstrar que 40% do território catarinense têm cobertura vegetal recuperada, uma situação privilegiada frente a outras unidades da Federação brasileira.

É essencial que a revisão do Código seja um reflexo da riqueza e da complexidade do agronegócio e do universo rural de Santa Catarina.

Fonte: Assessoria
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José Zeferino Pedrozo Opinião

Informação para o agronegócio

O que esse episódio ensina é a crescente importância da informação para a condução bem-sucedida da cada vez mais complexa atividade agropecuária

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Artigo escrito por José Zeferino Pedrozo, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/SC)

A escassez de grãos nos mercados brasileiro e mundial causou uma valorização acentuada de alguns insumos – como o milho, a soja e o farelo de soja – com impactos profundos em importantes cadeias produtivas, como da suinocultura e da avicultura. A economia, como se sabe, é um sistema no qual, se alguns agentes econômicos estão ganhando é porque outros estão perdendo na mesma proporção. Assim, os ganhos dos produtores e das grandes companhias que operam com esses insumos se contrapõem ao aumento de custos dos criadores e das agroindústrias de processamento de carne.

O que esse episódio ensina é a crescente importância da informação para a condução bem-sucedida da cada vez mais complexa atividade agropecuária. Para atender essa necessidade vital de informação para o setor primário surgiu o projeto Campo Futuro, desenvolvido em âmbito nacional pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) com apoio, em Santa Catarina, da FAESC, SENAR e Sindicatos de produtores rurais.

A compreensão das forças de mercado e a gestão financeira da propriedade rural devem receber a mesma atenção que as atividades de produção. Na prática gerencial cotidiana do campo, as atividades que envolvem a gestão são bastante intuitivas, por isso, muitas vezes, não são encaradas de forma técnica. Uma das principais dificuldades que o produtor enfrenta é a falta de informações gerenciais na sua propriedade. Hoje, ele tem acesso a dados técnicos e financeiros de diversos países, porém possui poucos registros de sua própria atividade. Além disso, o excesso de informações sobre o mercado, muitas vezes, dificulta a seleção do que realmente faz diferença na gestão do negócio.

Todavia existem mecanismos que, quando bem utilizados, trazem bons resultados, como o preço futuro dos principais produtos agropecuários negociados em bolsa, como a BMF&Bovespa. Se o produtor está no início da safra, mesmo sem atuar nesse mercado, ele consegue ter uma ideia do preço para o final da safra e, assim, calcular a sua rentabilidade potencial.

O projeto Campo Futuro levanta informações por meio de painéis realizados nas principais regiões produtoras. Consiste em uma reunião técnica (virtual, em face da pandemia), com a participação dos agentes da cadeia produtiva (produtores, técnicos da agroindústria e representantes de lojas de insumos), para definição de uma propriedade modal. Após a realização dos painéis, as matrizes de custos e as informações sobre as receitas médias são atualizadas mensalmente pelas instituições parceiras.

A programação desses seminários segue uma lógica que apresenta a realidade da região, comparando-a com o resto do Brasil e destacando suas potencialidades e gargalos. Na sequência, especialistas levam a esses produtores o que há de mais atual em cada cultura analisada. Neste ano, estão no radar do Programa Campo Futuro, em Santa Catarina, as culturas de soja, milho, trigo, arroz, suinocultura, avicultura de corte, fruticultura (maçã) e horticultura (cebola e alho).

É assim, com informação e capacitação que o agronegócio brasileiro avança. Se a informação tornou-se um dos mais importantes insumos da vida moderna, é necessário obtê-la da forma mais confiável possível.

Fonte: Assessoria
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José Zeferino Pedrozo Opinião

Esperança para os jovens

Os jovens brasileiros querem imigrar para outros países. É a juventude desistindo do Brasil

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Artigo escrito por José Zeferino Pedrozo Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (FAESC) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/SC)

Há um problema na vida nacional que não está merecendo a devida atenção, provavelmente em face da pandemia e das crises cotidianas que ocupam a pauta do governo, do Congresso e das instituições em geral. Refiro-me à desesperança que acomete grande parcela da juventude brasileira. Sem perspectivas, metade dos jovens quer deixar o Brasil. Essa assertiva resume o drama: os jovens brasileiros querem imigrar para outros países. É a juventude desistindo do Brasil.

Essa melancólica constatação resulta de diversas pesquisas e estudos, incluindo o recém-publicado Atlas das Juventudes, FGV Social, pesquisas quantitativas do IBGE (PnadC e Pnad Covid-19), World Gallup Poll e até das Nações Unidas. Dos cerca de 50 milhões de brasileiros entre 15 a 29 anos, praticamente a metade (47%) deixaria o País. Em 2018, pesquisa semelhante do Instituto Datafolha já havia apurado que 62% dos jovens de 16 a 24 anos gostariam de deixar o País.

Gestores públicos, educadores, empresários, autoridades de todas as esferas, universidades e as famílias precisam olhar para esse quadro e priorizar tanto a compreensão desse fenômeno como a busca de sua solução. Isso é muito perturbador. O jovem, cuja missão em tese seria construir o futuro do País, não quer ter futuro na sua terra natal.

Evidente que muitas variáveis contribuíram para esse estágio, como as crises econômica, política e sanitária. A face mais dramática da crise econômica é o desemprego e este atingiu em cheio os estamentos mais jovens da população. A crise econômica potencializada com a pandemia elevou a desocupação de jovens (15 a 29 anos) de 49,5% para 56,3%. Mais de 70% tem dificuldade para encontrar trabalho. A conjugação de fatores negativos é causa e efeito da escolarização baixa. O IBGE constatou que mais da metade (51,2%) das pessoas com 25 anos ou mais não concluiu uma das etapas que compreendem o ensino infantil, fundamental e médio.

É necessário e urgente planejar e implementar programas de qualificação, valorização e inclusão do jovem no mercado de trabalho. Talvez haja um paradigma a seguir. A agricultura e o agronegócio desenvolveram ações pioneiras em áreas próximas, tangentes ou coincidentes com essa realidade ao tratarem a questão do êxodo rural. Na segunda metade do século passado, a migração regional das zonas agrícolas para os centros urbanos, em amplitude regional ou interestadual, foi amplamente estudada em várias partes do País. Em Santa Catarina ocorreu o esvaziamento dos campos e a concentração populacional nas regiões litorâneas.

O êxodo rural foi um fenômeno verificado em muitos países, mas a produção de alimentos não chegou a ser prejudicada em face da adoção de novas tecnologias. Entretanto, manter uma parcela da população no campo para garantir a segurança alimentar da Nação é essencial. Para isso, cresceu o investimento em infraestrutura – estradas, escolas, postos de saúde, energia elétrica, internet etc. – capaz de melhorar a qualidade de vida e de trabalho da família rural.

Paralelamente surgiram programas de envolvimento, motivação e qualificação dos jovens através das cooperativas, sindicatos, associações rurais, Prefeituras, universidades e, de modo especial, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Em Santa Catarina, o Senar substituiu parte dos cursos de curta duração criados para aperfeiçoar os produtores em habilidades necessárias para o cotidiano das atividades agrícolas e pecuárias por cursos de alto nível e de média ou longa duração. Aqui se incluem a assistência técnica e gerencial, o curso Técnico em Agronegócio e os cursos superiores em Tecnologia de Gestão do Agronegócio, Gestão Ambiental, Gestão de Recursos Humanos e Processos Gerenciais, entre outros. Essas novas ferramentas educacionais têm os jovens como clientela básica e prestam grande contribuição na transformação de produtores em empresários rurais.

O resultado de todo esse esforço é gratificante. Os jovens estão ficando ou retornando ao meio rural porque ali exercem com sucesso as atividades típicas do agro e obtêm renda. E com a renda advêm os outros benefícios, qualidade de vida etc.

Governo e sociedade devem seguir o exemplo do agronegócio e criar novas perspectivas para os jovens. É vital restituir ao jovem a esperança, o otimismo e a crença no Brasil.

Fonte: Assessoria
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IPVS LATERAL 2022

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