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Investimento de R$ 400 milhões na BR-364 reduz gargalos logísticos para escoamento da safra pelo Arco Norte
Corredor estratégico em Rondônia deve movimentar 6,5 milhões de toneladas até maio, com obras, recuperação de pavimento e bases operacionais 24 horas para reduzir custos logísticos.

O escoamento da safra 2025/26 pelo Arco Norte ganhou reforço logístico com investimentos superiores a R$ 400 milhões na BR-364, em Rondônia. O corredor rodoviário liga Vilhena, na divisa com Mato Grosso, aos terminais portuários de Porto Velho e deve movimentar cerca de 6,5 milhões de toneladas de grãos até maio, segundo estimativa da Embrapa.

Foto: Divulgação
O trecho de 720,5 quilômetros é operado pela concessionária Nova 364 e é considerado eixo estratégico para a produção regional, interligando corredores logísticos que conectam estados do Norte ao Maranhão. Em 2025, os recursos foram destinados a processos operacionais, aquisição de máquinas e equipamentos, recuperação de pavimento, revitalização da sinalização e implantação de 14 bases operacionais com atendimento médico e mecânico 24 horas.
Impacto direto no custo do frete
Os aportes miram um problema histórico da malha viária local. De acordo com a Pesquisa CNT de Rodovias 2025, da Confederação Nacional do Transporte, a conservação inadequada das estradas eleva em 38,1% o custo do transporte em Rondônia.
Somente neste ano, o desperdício de diesel e o desgaste prematuro das frotas geraram prejuízo estimado em R$ 155,65 milhões aos transportadores do estado. “Diferentemente do custo invisível da ineficiência e dos buracos, a tarifa de pedágio é revertida em melhorias, aprimoramentos e manutenção da rodovia, proporcionando impactos positivos diretos na margem de lucro do produtor, refletindo-se em menor consumo de combustível, maior previsibilidade logística e ganho de segurança”, afirma Wagner Martins, diretor-presidente da Nova 364.
Estrutura 24 horas na rota dos grãos
A operação da safra conta com mais de 600 colaboradores e frota composta por guinchos pesados, ambulâncias e veículos de inspeção. O atendimento pode ser acionado pelo telefone 0800 0 364 364 ou pelo aplicativo oficial da concessionária.
A BR-364 é considerada uma das principais artérias de escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste rumo aos portos do Norte, dentro da estratégia de consolidação do Arco Norte como alternativa logística aos corredores tradicionais do Sudeste e Sul.

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Família, sucessão e agricultura definem trajetória de produtor em Mato Grosso
Cláudio Schons relembra dificuldades da migração do Sul, aposta na carreira solo desde 2020 e envolve os filhos na lida no campo.

Mato-grossense de coração, o gaúcho Cláudio Luís Schons encontrou em Lucas do Rio Verde uma oportunidade de continuar exercendo o ofício repassado pelo pai. Em 1988, com 11 anos, ele chegou ao estado e a família deu início à vida na agricultura com a fabricação de farinha de mandioca e erva-mate. Após alguns anos, migraram para o cultivo da soja e do milho. Associado à Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Schons ressaltou a importância da agricultura para o mundo e destacou o orgulho em ser produtor rural.
No início, Mato Grosso foi marcado por resistência dos que vieram buscar novos horizontes para trabalhar. Com Cláudio Schons não foi diferente, ele destacou algumas das principais dificuldades enfrentadas naquela época.
“Na mudança do Rio Grande do Sul para cá, a maior dificuldade que encontramos foi que não tinha energia elétrica no interior, lá no sul já era um advento comum. Além disso, onde eu morava, eu podia escolher duas ou três escolas, morava bem no entroncamento, podia escolher as escolas e aqui em Mato Grosso teve essa dificuldade da educação”, relembrou.

Foto: Gilson Abreu
O produtor rural administrou uma propriedade com o pai e a irmã, por 22 anos, mas em 2020 que surgiu uma oportunidade de gerenciar uma fazenda com a esposa, Lucimeire Mattos Schons. “De 2020, devido à pandemia, nós repensamos e resolvemos tocar a carreira solo. Então, desde 2020, minha esposa, que era concursada na prefeitura, largou o concurso e veio me ajudar na parte fiscal da fazenda e eu fiquei com a parte prática aqui do dia a dia. E conseguimos interagir com os filhos, trazendo os filhos junto”, contou.
Mesmo com a mudança, a família Schons seguiu contribuindo com o crescimento local através da agricultura. Ao olhar para toda a sua trajetória na agricultura, Cláudio destacou o orgulho de estar contribuindo com o desenvolvimento de Mato Grosso e também de estar fornecendo alimentação ao mundo.
Após a “carreira solo” na agricultura, Cláudio começou a introduzir mais os filhos nos cuidados com a propriedade, ele explicou que o filho mais novo, Vitor de Mattos Schons, vai herdar os cuidados com a lavoura, já que a filha mais velha, Maria Eduarda Mattos Schons, seguiu carreira na área da Saúde.
Durante a conversa, Cláudio também falou sobre a importância da Aprosoja MT em divulgar de forma responsável as informações aos produtores rurais. A associação colabora com a prevenção de problemas, ajudando a superar possíveis obstáculos. “A Aprosoja MT com esses eventos anuais, reuniões, passa um conhecimento amplo do que acontece no estado ou algum problema que tenha que a gente pode estar prevenindo. Então, foi bom se associar porque foi um ponto positivo que é trazer a notícia mais rápido”, destacou.
Histórias como a de Cláudio Luís Schons fazem com que a Aprosoja MT siga acreditando na força da produção rural do estado e busque fortalecer ainda mais o setor.
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Coreia do Sul sinaliza avanços para importação de ovos, carne suína e bovina do Brasil
Missão oficial registra progresso nas tratativas sanitárias e comerciais entre os dois países.

Amissão oficial brasileira à Coreia do Sul registrou, nesta segunda-feira (23), avanços nos processos para a abertura e ampliação de mercados para produtos da agropecuária nacional. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciou, conforme mencionado pelo presidente sul-coreano, a etapa final para a exportação de ovos, a previsão de auditorias para uva e carne bovina e ampliação dos estados a serem avaliados para a exportação de carne suína ao país asiático.
Nos últimos dois anos, o Brasil já contabiliza a abertura de 538 mercados internacionais para produtos agropecuários.

Foto: Ricardo Stuckert/PR
O governo sul-coreano confirmou o recebimento da documentação necessária para a abertura do mercado de ovos brasileiros, e a emissão do certificado deve ocorrer nos próximos dias. “O presidente sul-coreano confirmou que recebeu toda a documentação para a abertura do mercado do ovo brasileiro para a Coreia do Sul. Aguardamos nos próximos dias a emissão do certificado”, afirmou o ministro.
Também foi confirmada a realização de auditoria por técnicos sul-coreanos para viabilizar a entrada da uva brasileira no país. A medida integra as tratativas para diversificar a pauta exportadora brasileira no mercado asiático.
Na área de proteínas, houve avanço para aceite dos processos de ampliação dos estados brasileiros autorizados a exportar carne suína. Estados reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal como livres de febre aftosa e de peste suína clássica poderão ter suas análises avaliadas pela Coreia do Sul. “Um avanço importante para a nossa suinocultura”, declarou Fávaro.
A carne bovina também avançou nas negociações. O Brasil busca a abertura desse mercado desde 2008 e, de acordo com o ministro, a Coreia do Sul confirmou que realizará auditoria nas plantas frigoríficas brasileiras. “Cumprimos todos os protocolos e o presidente Lee garantiu de forma expedita que vai fazer auditoria nas plantas frigoríficas brasileiras”, disse.
As medidas fazem parte da agenda da missão oficial brasileira no país e ampliam a cooperação sanitária e comercial entre Brasil e Coreia do Sul, abrindo caminho para o avanço das exportações do setor agropecuário.
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O que muda na prática após derrubada do tarifaço pela Suprema Corte dos EUA
Com a derrubada do tarifaço global imposto pelo presidente norte-americano, tribunal invalida tarifas recíprocas e pode abrir disputa bilionária por ressarcimentos.

A decisão da Suprema Corte dos EUA que derrubou o tarifaço global imposto por Donald Trump atinge diretamente as chamadas tarifas recíprocas, aplicadas desde abril de 2025 com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, da sigla em inglês).
Por 6 votos a 3, os ministros entenderam que a legislação não autoriza o presidente a criar tarifas unilateralmente.
Na prática, caem as tarifas adicionais de 10% ou mais impostas à maioria dos parceiros comerciais dos Estados Unidos. Já as tarifas específicas sobre importações de aço e alumínio, incluindo produtos brasileiros, não são afetadas pela decisão, pois foram aplicadas com base na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, voltada à segurança nacional.
Outro possível desdobramento é financeiro. Economistas do Penn-Wharton Budget Model estimam que o governo pode ser obrigado a devolver parte dos valores arrecadados, montante que pode ultrapassar US$ 175 bilhões, cerca de R$ 912,5 bilhões



