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Nutrigenômica: a nutrição que cura

Fernando Rutz, da Alltech, fala sobre como a nutrigenômica pode contribuir para a produção de aves na era livre de antibióticos promotores de crescimento

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O jornal O Presente Rural entrevistou o expoente pesquisador Fernando Rutz, da Alltech, para saber como a nutrigenômica pode contribuir para a produção de aves na era livre de antibióticos promotores de crescimento. Mas o que é nutrigenômica? Ela chega à propriedade rural? Essas e outras respostas estão na entrevista exclusiva. Informe-se. Boa leitura.

O Presente Rural (OP Rural) – O que é nutrigenômica? Para que serve?

Fernando Rutz (FR) – A nutrigenômica nos mostra como os nutrientes afetam os genes, ou seja, as interações entre eles. A nutrigenômica pode ser subdividida em áreas específicas como: proteômica, metabolômica e transcriptômica, complementares entre si: alterações no RNA mensageiro (transcriptômica) e as proteínas correspondentes (proteômica) controlam o transporte de determinados nutrientes e metabólitos (metabolômica) na rota bioquímica.

OP Rural – Cite exemplos práticos da nutrigenômica e seus benefícios na avicultura?

FR – A partir do conhecimento da nutrigenômica é possível detectar e indicar como a ação dos nutrientes pode afetar genes específicos que possam propiciar um melhor metabolismo e desempenho das aves. Ex. O selênio se apresenta comercialmente na forma orgânica ou inorgânica. Entretanto, a expressão de genes que codificam enzimas como a superóxido dismutase e a glutationa peroxidase, que atuam na proteção antioxidante celular, é maior em aves que recebem selênio na forma orgânica. Neste contexto, a vitamina E, por exemplo, é um potente sequestrador de radicais livres e o mais poderoso antioxidante lipossolúvel da natureza, sendo associada à defesa das membranas extra e intracelulares contra espécies reativas que danificam as células, conferindo, consequentemente, proteção ao conteúdo genético destas estruturas.

Efeitos positivos para força de cisalhamento (força de corte) em músculos de frangos de corte suplementados com níveis crescentes de vitamina E nas dietas foram constatados. Tem sido atribuído esta maior firmeza à função de proteção da vitamina E a lesões na membrana celular durante o processo de congelamento. Contudo, tal resultado pode ser utilizado para uma investigação mais profunda, associando a composição estrutural muscular de frangos suplementados com vitamina mais firme à expressão de genes para a síntese de proteínas estruturais da fibra muscular, por exemplo. Desta forma, uma avaliação genômica da ação da vitamina E no organismo animal conduziria a uma determinação mais específica sobre a função estrutural deste nutriente. Fato semelhante envolvendo a proteção de membrana celular e de proteínas intracelulares da fibra muscular (actina e miosina) tem sido atribuído a produtos contendo selênio orgânico.

Além disso, a vitamina E é uma das vitaminas mais caras que compõem o premix. Produto à base de selênio orgânico, vitamina C e extrato de algas deu origem a composto capaz de substituir parcialmente a vitamina E na dieta de aves. Este fato foi constatado por meio de técnicas que envolvem a nutrigenômica.

Atualmente existe um movimento global muito grande no sentido de banimento de antibióticos como promotores de crescimento. Como parte do processo alternativo para solucionar o problema, é possível utilizar mananoligossacarídeos (MOS). Uma purificação do MOS gera um produto capaz de se ligar à bactéria patogênica Gram negativa, além de propiciar melhora na imunidade, um aumento de proteínas carreadoras e de enzimas ao nível de membrana da mucosa intestinal, favorecendo a digestão e a absorção de nutrientes. Estas observações foram feitas utilizando técnicas de nutrigenômica.

Também por meio de técnicas de nutrigenômica foi possível constatar que a nutrição in ovo (18 dias de incubação) altera a expressão gênica dos embriões, condicionando os genes e propiciando que a ave ao nascer já esteja com o trato gastrintestinal mais desenvolvido, entre outros fatores. Uma redução do tecido adiposo em frangos de corte e uma melhora na eficiência alimentar são trabalhos que têm envolvimento com a nutrigenômica.

OP Rural – Como e porque se faz a leitura de genes?

FR – Em estudos de nutrigenômica, os níveis de RNA são avaliados em animais controle e nos que recebem dietas experimentais como um índice de atividade dos genes. O RNA ocupa uma posição intermediária entre o gene e a proteína que o gene codifica. Caso o gene seja estimulado no animal que recebe a dieta experimental, comparativamente ao controle, múltiplas cópias do RNA são geradas a partir daquele gene e o que difere a partir do mesmo gene do controle.

O RNA isolado dos animais que receberam as dietas experimentais e a dieta controle é identificado com uma tarja fluorescente no laboratório. Este RNA marcado é então exposto ao gene chip (microarranjo do DNA) e deixado incubar durante a noite. Cada animal tem o seu próprio gene chip. O RNA marcado encontra a sua sequência de genes correspondente na superfície do microarranjo e se liga a ela. Este processo (hibridização) é muito específico. O RNA somente ligará a sequência ao qual ele se identifica do DNA/gene específico encontrada no gene chip.

Na superfície do gene chip, cada gene é representado por cópias múltiplas de forma que o RNA obtido de genes altamente ativados podem ser identificados. Quando ocorrer o fim da hibridização, os chips são lidos em um scanner para o gene.

A alta intensidade do laser que estimula a tarja fluorescente mostra a expressão relativa de cada um dos genes na forma de um sinal de intensidade de luz. É importante lembrar que nós medimos a expressão de genes em um animal que recebeu dieta experimental e um que recebeu dieta controle. Desta forma, é gerado um mapa de genes que são estimulados, desestimulados ou inalterados nos animais que receberam dieta experimental e na dieta controle.

OP Rural – Que tipos de impactos os nutrientes têm na expressão gênica? Fale mais sobre isso.

FR – Por meio do estímulo ou silenciamento de genes, alguns fatos podem vir a ocorrer: A dieta e os componentes dietéticos podem alterar o risco de desenvolvimento de doenças, modulando os processos múltiplos envolvidos com o início, a incidência, a progressão e/ou severidade. Os componentes do alimento podem agir no genoma, direta ou indiretamente, alterando a expressão dos genes e dos produtos destes. A dieta pode potencialmente compensar ou acentuar efeitos de polimorfismos genéticos. As consequências de uma dieta são dependentes do estado da saúde ou da doença e da genética de cada indivíduo. Intervenções na dieta baseadas fundamentalmente no conhecimento das necessidades nutricionais e no genótipo podem ser utilizadas para o desenvolvimento de planos nutricionais individualizados que otimizem a saúde e previnam ou minimizem os efeitos das doenças crônicas e maximizem o desempenho produtivo.

OP Rural – Desde quando e quem estuda a nutrigenômica?

FR – A combinação de dados por meio de projetos para mapeamento do genoma das espécies e a disponibilidade de ferramentas de alta tecnologia para a investigação da expressão gênica permitem o esclarecimento sobre a complexa interação entre nutrição e genoma a qual afeta diretamente a função celular. Embora a nutrigenômica seja uma ciência assim intitulada no início deste século, o conhecimento de que componentes dos alimentos afetam a expressão de determinados genes e, por consequência, a expressão fenotípica, já está claramente evidenciada. Por exemplo, a ação da vitamina D sobre genes que codificam para a proteína transportadora de cálcio a nível intestinal, ou da vitamina A sobre os genes que compõem o DNA e consequente síntese de proteínas que atuam em vários sistemas são fenômenos que já se conhecem há várias décadas.      

OP Rural – Como ela chega na granja do produtor rural?

FR – A importância da interação entre nutrição e saúde é evidente em um sistema de produção animal, ainda que fatores ligados a ambiente e manejo também influenciem o desempenho produtivo do indivíduo e do rebanho por consequência. Nesse contexto, alguns alimentos e nutrientes poderão apresentar-se como componentes bioativos na proteção do organismo contra enfermidades que possam acometer os rebanhos, sendo que alguns elementos como selênio, vitamina E, ácido ascórbico e carotenos, por exemplo, já foram identificados como agentes protetores. Assim, a nutrigenômica pode chegar ao produtor por meio do desenvolvimento de produtos, desenvolvidos e testados pela nutrigenômica, com o intuito de melhorar o desempenho dos animais.  

OP Rural – Qual a relação da nutrigenômica com desempenho econômico e zootécnico?

FR – Naturalmente que o objetivo da aplicação de novas tecnologias é maximizar o desempenho dos animais, minimizando custos de produção. Assim, cabe a cada técnico otimizar economicamente a aplicação do conceito de interação genes-nutrientes em suas condições. 

OP Rural – Com a produção AGP free, o que muda na nutrição e na nutrigenômica?

FR – Por meio do condicionamento de genes pela ação de nutrientes será possível estimular ou desacelerar genes envolvidos com aspectos imunológicos dos animais, aumentando a sua resiliência. Além disso, melhorar a saúde intestinal por meio de redução da inflamação intestinal ou manipular o ambiente microbiano. Esta condição auxilia a amenizar os efeitos adversos do ambiente. Alternativamente, o desenvolvimento de produtos que condicionem uma boa saúde intestinal associado a melhoria na performance enzimática endógena e na de transportadores na mucosa intestinal.

OP Rural – Quais são os estudos em andamento sobre nutrigenômica?

FR – Os componentes do alimento com potencial bioativo modificarão diversos processos simultaneamente. Assim, um dos desafios no campo da pesquisa é a identificação de quais processos, ou a interação entre processos, serão mais importantes para proporcionar uma mudança fenotípica. Outro aspecto relevante a ser observado é a identificação de quais doenças poderão ser prevenidas ou debeladas por uma intervenção por meio da dieta. No estudo da relação nutrição-gene também deverá ser considerado o fator ambiental como um agente modulador da resposta, a qual será única frente às variadas condições ambientais. A progressão de um fenótipo saudável para um fenótipo de doença crônica deve ocorrer por mudanças na expressão de genes ou por diferenças na atividade de proteínas e enzimas, sendo estas ativadas ou suprimidas por agentes extrínsecos ao animal.

A nutrigenômica em nutrição animal promete ser uma alternativa de grande utilidade principalmente em sistemas de produção intensiva, onde a alimentação contribui, associada a outros fatores inerentes ao ambiente e métodos de manejo, com uma parcela significativa para a melhoria do desempenho zootécnico dos lotes, bem como na rentabilidade econômica das unidades. Para este aumento na eficiência biológica, a aplicação de novas tecnologias em produção animal será responsável por custos de produção mais baixos e competitivos. Nos domínios metabólico, genético, reprodutivo e produtivo, novas técnicas que não apresentem riscos à saúde pública e que sejam eticamente aceitas pelo consumidor permitirão aplicar nos sistemas de produção intensiva tecnologias de produção que incrementem o setor primário de produção de alimentos.

Os princípios de nutrigenômica a serem aplicados para animais de produção poderão não ter somente o objetivo de prevenir doenças relacionadas às alterações genéticas, mas também correlacionar à utilização de certo nutriente em uma dieta animal com o aumento de índices produtivos. As descobertas a serem realizadas utilizando ferramentas moleculares, tais como os microarranjos, irão revolucionar nosso entendimento básico sobre a fisiologia dos rebanhos e auxiliarão a definir novos métodos para o controle nutricional dos animais.

Em longo prazo, provavelmente a transcrição destes perfis será capaz de fornecer diversas ferramentas elementares para a avaliação do status nutricional e fisiológico de um indivíduo, animal ou grupo de animais. As técnicas utilizadas para a elucidação da genômica nutricional não são diferentes daquelas utilizadas nas pesquisas em genética molecular. Uma rede integrada que simultaneamente examina a genética e associa polimorfismo com doenças ligadas a dietas (nutrigenética), nutrientes induzindo a metilação do DNA, nutrientes que induzem mudanças na expressão gênica (transcriptômica nutricional), que alteram a formação e/ou bioativação de proteínas (proteômica) irá permitir um completo entendimento da interrelação entre dieta e desenvolvimento de doenças.

OP Rural – O que esperar para o futuro nesse ramo?

FR – Trata-se de uma área da ciência em expansão e que ainda necessita de muitos estudos para que ações sejam adotadas a fim de maximizar os benefícios do melhor entendimento das interações gene-nutrientes. Muitos trabalhos existem sobre nutrigenômica em humanos. Para animais domésticos, embora já existentes, cada vez são mais adotados em investigações. Serão muito importantes estudos ou revisões que procurem informar técnicos e pesquisadores dedicados as áreas de ciências biológicas e agrárias sobre os conceitos e aplicações da nutrigenômica em sistemas de produção animal.

O surgimento dos estudos em nutrigenômica e em nutrigenética, dois campos com diferentes abordagens para a elucidação da interação entre dieta e genes, possui um objetivo final em comum: otimizar a saúde por meio de uma dieta personalizada e fornecer poderosa aproximação para decifrar a complexa relação entre moléculas nutricionais, polimorfismo genético e o sistema biológico por inteiro.

A nutrigenômica descreve o uso de ferramentas para investigar um sistema biológico em particular, de acordo com um estímulo nutricional que irá permitir o conhecimento de como nutrientes influenciam mecanismos metabólicos e de controles homeostáticos. Por outro lado, a nutrigenética visa compreender como o tipo genético de um indivíduo coordena a resposta deste a uma dieta, e isto considerando o polimorfismo genético. O polimorfismo genético é reconhecido como um fator que pode alterar a resposta a componentes da dieta (efeito da transcrição nutricional) por influenciar a absorção, metabolismo ou sítio de ação. A nutrigenética se aplica muito bem para animais de companhia, como cães e gatos.

As recomendações nutricionais variam conforme a espécie, sexo, categoria, linhagem ou raça e, considerando estas características, diversos manuais são elaborados baseados em exigências específicas. Em muitas situações a formulação das dietas não permite a máxima expressão do potencial genético dos animais de produção, desconsiderando o manejo nutricional como favorecedor do desempenho. Na maioria das vezes, tal medida é realizada por meio de ensaios que avaliam o desempenho dos animais submetidos a uma dieta e também por estudos de digestibilidade que determina, por meio das excretas do animal, a porção do alimento ingerido que realmente foi aproveitada pelo organismo.

Estes ensaios, comuns nos estudos de nutrição animal, necessitam de um melhor aproveitamento de seus resultados, sendo necessário o conhecimento do sistema orgânico que está sendo favorecido por determinado nutriente. Nesse sentido, estudos de nutrigenômica permitiriam o entendimento do efeito de alimentos bioativos nas diversas funções celulares.

Estudos em nutrigenômica têm progredido consideravelmente, a complexidade da interação entre nutrientes e genes desenvolve e promove respostas ou questionamentos ainda não esclarecidos, possibilitando de maneira lenta e gradual a aplicação dos benefícios relacionados a este novo conceito nos sistemas de produção animal.

Mais informações você encontra na edição de Aves de setembro/outubro de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Avicultura

SBSA debate como transformar conhecimento técnico em resultados na avicultura

Especialistas discutem gestão, eficiência e aplicação prática durante evento em Chapecó.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A conexão entre conhecimento técnico, gestão e resultados práticos na produção avícola será discutida durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). O tema Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura será apresentado pelos especialistas Kali Simioni e João Nelson Tolfo, na quarta-feira, 08 de abril, às 16h30, durante o Bloco Conexões que Sustentam o Futuro, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio. Com mais de 18 anos de atuação na avicultura industrial brasileira, construiu sua trajetória profissional em empresas como BRF e Seara Alimentos, onde atuou como extensionista, supervisor, especialista agropecuário e gerente agropecuário.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Ao longo de sua carreira, prestou consultoria técnica a mais de 30 plantas industriais, desenvolvendo atividades relacionadas à gestão agropecuária, ambiência, manejo de frangos de corte, elaboração de padrões técnicos, condução de testes zootécnicos e formação de equipes técnicas em extensão rural. Atualmente é empreendedor e sócio-proprietário da Granjas Pampeano, no Rio Grande do Sul, onde atua no desenvolvimento de projetos avícolas voltados à eficiência produtiva, sustentabilidade e excelência operacional.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Atua há 22 anos no setor agroindustrial, com experiência nas áreas de extensão rural, gestão e performance agroindustrial na produção de frangos, suínos, perus, postura comercial, matrizes e avós.

Atualmente dedica-se ao aperfeiçoamento dos sistemas de produção, com foco no desenvolvimento das pessoas que atuam na cadeia produtiva, buscando alavancar ganhos em eficiência, produtividade, qualidade, bem-estar animal, competitividade e sustentabilidade agropecuária, além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos profissionais do agronegócio.

A palestra abordará os desafios de transformar informações técnicas e orientações produtivas em resultados concretos no campo, considerando fatores como gestão de equipes, eficiência operacional, aplicação de tecnologias e aprimoramento contínuo dos sistemas de produção. O tema destaca a importância de alinhar conhecimento científico, experiência prática e capacitação de profissionais para garantir competitividade e sustentabilidade na avicultura moderna.

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio

De acordo com a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, o Simpósio busca promover discussões que conectem ciência e prática. “O SBSA tem como proposta reunir especialistas que compartilhem experiências aplicáveis à realidade da produção. Discutir como transformar conhecimento em resultados é fundamental para fortalecer a cadeia produtiva e apoiar profissionais que atuam diretamente no campo”, destaca.

A presidente da comissão científica do SBSA, Daiane Albuquerque, ressalta que o bloco Conexões que Sustentam o Futuro foi estruturado para ampliar a visão estratégica do setor. “A produção avícola evolui rapidamente e exige cada vez mais integração entre conhecimento técnico, gestão e desenvolvimento de pessoas. Trazer especialistas com experiência prática na indústria contribui para que os participantes compreendam como aplicar as orientações técnicas de forma eficiente e sustentável”, afirma.

O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura será realizado entre 7 a 9 de abril de 2026 e é considerado um dos principais eventos técnicos da avicultura latino-americana. Paralelamente ao Simpósio ocorre a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, feira que reúne empresas nacionais e multinacionais ligadas à cadeia produtiva avícola.

Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O segundo lote segue disponível até o dia 26 de março, com investimento de R$ 750,00 para profissionais e R$ 450,00 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 100,00. As inscrições podem ser realizadas no site, acesse clicando aqui.

Programação geral

26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura  

17ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 07/04 – Terça-feira

13h30 – Abertura da Programação

13h40 – Painel Gestão de Pessoas

Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.

Palestrantes:

Delair Bolis

Joanita Maestri Karoleski

Vilto Meurer

Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda

15h40 – Intervalo

16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.

Palestrante: Arene Trevisan

(15 minutos de debate)

17h- Solenidade de Abertura Oficial

17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026

Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC

19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 08/04 – Quarta-feira

Bloco Abatedouro

8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.

Palestrante: Darwen de Araujo Rosa

(15 minutos de debate)

9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.

Palestrante: Dianna V. Bourassa

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

Bloco Nutrição

10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.

Palestrante: Wilmer Pacheco

(15 minutos de debate)

11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.

Palestrantes: Roselina Angel

(15 minutos de debate)

12h30 – Intervalo almoço

Eventos Paralelos

Painel Manejo

14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno

Palestrantes:

Lucas Schneider

Rodrigo Tedesco Guimarães

16h – Intervalo

Bloco Conexões que Sustentam o Futuro

  16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.

Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo

(15 minutos de debate)

17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?

Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme

(15 minutos de debate)

18h30 – Eventos Paralelos

19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 09/04 – Quinta-feira

Bloco Sanidade

8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias

Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande

(15 minutos de debate)

9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.

Palestrante: Dr. Ricardo Rauber

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.

Palestrante: Gonzalo Tomás

(15 minutos de debate)

11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.

Palestrante: Taís Barnasque

(15 minutos de debate)

Sorteios de brindes.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Avicultura

Frango cai 5,2% em março e atinge menor preço desde julho de 2023

Cotação média de R$ 6,73/kg no atacado paulista reflete demanda interna fraca e incertezas no mercado externo. Recuo amplia vantagem frente às carnes suína e bovina.

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Foto: Shutterstock

Os preços da carne de frango seguem em queda nas principais praças acompanhadas pelo Cepea, pressionados pela demanda doméstica enfraquecida e por incertezas no mercado externo. O cenário internacional, marcado por tensões no Oriente Médio, importante destino das exportações brasileiras, tem gerado cautela entre agentes do setor e influenciado as negociações.

Foto: Shutterstock

No atacado da Grande São Paulo, o frango resfriado é negociado à média de R$ 6,73 por quilo na parcial de março, até o dia 18, recuo de 5,2% em relação a fevereiro. Em termos reais, considerando deflação pelo IPCA de fevereiro de 2026, trata-se do menor patamar desde julho de 2023.

Com a queda mais acentuada nos preços, a carne de frango amplia sua competitividade frente às demais proteínas. No caso da suína, embora também haja desvalorização, o ritmo de recuo do frango é mais intenso. Já em relação à carne bovina, o diferencial é ainda maior, uma vez que os preços da carcaça casada seguem em alta, ampliando a atratividade do frango para o consumidor.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Avicultura

Diferença de preço entre ovos brancos e vermelhos supera 40% em março

Menor oferta de ovos vermelhos e demanda da Quaresma ampliam descolamento de preços. Granjas operam com produção ajustada.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A diferença entre os preços dos ovos brancos e vermelhos se ampliou ao longo de março nas principais regiões produtoras acompanhadas pelo Cepea. Em Santa Maria de Jetibá (ES), maior polo de produção do país, o diferencial já supera 40% na parcial até o dia 18, acima do observado em fevereiro.

Foto: Divulgação/Asgav

De acordo com o Cepea, o movimento é puxado principalmente pela menor disponibilidade de ovos vermelhos no mercado interno. A oferta mais restrita dessa categoria tem sustentado reajustes mais intensos em comparação aos ovos brancos, ampliando o descolamento entre os preços.

A demanda sazonal também contribui para esse cenário. Durante a Quaresma, há aumento no consumo de ovos, o que pressiona ainda mais as cotações, especialmente dos vermelhos, tradicionalmente mais valorizados em períodos de maior procura.

Com a produção mais enxuta, agentes do setor relatam que parte das

Foto: Divulgação

granjas tem operado com entregas previamente programadas, limitando negociações no mercado spot. Esse ajuste entre oferta e demanda resultou em elevação dos preços médios dos ovos nos últimos dias, com maior intensidade para a variedade vermelha.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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