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Nutrição inteligente é chave para qualidade e produção sustentável, aponta Abisolo
A necessidade de se produzir alimentos de forma mais sustentável abre uma grande oportunidade para o agro brasileiro.

A necessidade de se produzir alimentos, fazendo uso dos recursos naturais disponíveis, para suprir as necessidades nutricionais não só da humanidade, mas também dos diversos seres vivos como os animais e plantas, sem atrapalhar o fornecimento dos recursos naturais para as futuras gerações, é, sem dúvida, o maior desafio do próximo século. Este tema sempre esteve presente nas pautas governamentais mundiais.
Nos últimos três anos, tal temática ganhou um peso maior, fomentado pela criação de regras restritivas de importação em alguns países, que não praticaram políticas sérias de preservação ambiental. Num primeiro momento, estas regras podem ser um desafio grande para os exportadores de alimentos – como o é o caso do Brasil, caso a nossa agropecuária e as indústrias de insumos não cumpram as regras exigidas por estes.
A necessidade de se produzir alimentos de forma mais sustentável abre uma grande oportunidade para o agro brasileiro!
Hoje, nós já temos a agricultura mais sustentável do mundo, com as melhores práticas agrícolas, como plantio direto, integração lavoura, pecuária e floresta, além da utilização de insumos biológicos em uma escala muito maior do que em qualquer outro país.
As indústrias de tecnologia em nutrição vegetal, representadas pela Abisolo, dispõem de uma extensa gama de soluções, desenvolvidas a partir do conhecimento da fisiologia das plantas, dos diversos tipos de solos e do ambiente onde a produção agropecuária está inserida, e apoiada no conceito da “Produtividade Inteligente”, contribuem cada vez mais para melhores resultados de qualidade e de produtividade.
Os chamados “Fertilizantes Especiais” são compostos por várias categorias de produtos: fertilizantes minerais especiais, fertilizantes orgânicos, fertilizantes organominerais e biofertilizantes. Podem ser líquidos ou sólidos, adequados aos diversos modos de aplicação – via folha, via solo, via sementes, via fertirrigação e via hidroponia.
A diversidade de soluções desta indústria decorre de investimento constante em pesquisa, desenvolvimento e inovação que nos últimos seis anos, foi, em média, equivalente a 4,17% do faturamento. Os resultados podem ser medidos pela expansão dos negócios, que nos últimos 10 anos apresentou crescimento médio de 28% a.a. chegando em 2022 com faturamento superior a R$ 22 bilhões – elevação de 33,2% ante os R$ 16,6 bilhões obtidos em 2021.
Os produtos das indústrias de fertilizantes especiais estão entre os mais sustentáveis. Seu relevante papel em relação aos processos relacionados à economia circular, agrega valor aos resíduos sólidos orgânicos, que resultam em produtos de grande eficiência para a construção e para a recuperação da fertilidade dos solos.
A inovação tecnológica, aliada às boas práticas de cultivo, tem proporcionado ganhos de produtividade que irão aumentar a competitividade do Agro Brasileiro e reduzir o impacto ambiental da produção agropecuária. Segundo dados da Céleres Consultoria, em pesquisa realizada junto a produtores rurais na safra 2021/22, identificou que os agricultores que utilizaram Fertilizantes Especiais Premium obtiveram, em média, ganhos de seis sacas na soja, onze sacas no milho quando comparado com os agricultores que fizeram tratamento convencional.
O Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) tem como objetivo diminuir a nossa alta dependência externa de fertilizantes. E uma de suas principais diretrizes é fortalecer as chamadas “Cadeias Emergentes”, que contempla entre outras tecnologias, os fertilizantes orgânicos e organominerais, os condicionadores de solo, os biofertilizantes e os substrato para plantas. O fortalecimento desta cadeia produtiva é fundamental para diminuir a dependência externa por fertilizantes para garantir a segurança alimentar e para assegurar a competitividade e a renda do produtor. As cadeias emergentes podem suprir (a médio e longo prazos) mais de 25% da demanda por fertilizantes. Tudo isso com tecnologia nacional, gerando valor e mais riqueza para o agronegócio e para a sociedade brasileira.
Sobre a Abisolo
A Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo) foi fundada em março de 2003 com o objetivo de representar e defender os interesses das empresas produtoras de importantes insumos que colaboram para o aumento da qualidade, produtividade e sustentabilidade da agricultura brasileira. A entidade congrega fabricantes e importadores de fertilizantes minerais especiais, organominerais, orgânicos, biofertilizantes, condicionadores de solo de base orgânica e substratos para plantas.
Reunindo mais de 135 empresas associadas, participa ativamente das discussões de temas de interesse do setor junto aos diversos Ministérios e Secretarias, Órgãos de Controle e Fiscalização Ambiental, Instituições de Pesquisa, Receitas Estadual e Federal, além de outras entidades representativas de diferentes setores da sociedade civil organizada, buscando sempre a competitividade, a liberdade econômica e a valorização dos segmentos que representa.

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Rio Grande do Sul já colheu 50% do milho e define sede da Abertura Nacional de 2027
Reunião da Câmara Setorial avaliou o andamento da safra 2025/2026 e confirmou Santo Ângelo como palco do evento oficial do próximo ciclo.

Avaliação da safra, perspectivas e definição do município-sede da abertura oficial da colheita de 2027 estiveram na pauta da primeira reunião da Câmara Setorial do Milho de 2026, realizada de forma online na manhã desta quinta-feira (19).
Os dados do Informativo Conjuntural publicado pela Emater/RS-Ascar na última semana apontam que o Rio Grande do Sul já tem hoje cerca de 50% do milho colhido. Uma avaliação desta safra ainda é prematura, segundo as entidades que participaram da reunião.

De acordo com o assistente técnico da Emater/RS-Ascar, engenheiro agrônomo Alencar Rugeri, este foi um ano bastante peculiar, com áreas que tiveram boa produção e outras nem tanto. “As regiões que tiveram boa produtividade foram associadas a um bom manejo e a boas cultivares”, avaliou Rugeri. Segundo ele, a produtividade média deve chegar aos mesmos números do ano passado, em torno de 7 toneladas/hectare, em uma área total de 785 mil hectares. Uma nova projeção deve ser divulgada no início de março pela Emater.
O gerente de Desenvolvimento e Suporte Estratégico da Conab/RS, Matias José Fuhr, destacou como um dos pontos positivos desta safra o aumento de 9,31% da área cultivada, passando de 718 mil ha para 780 mil ha. “Estes números mostram o potencial que o milho tem para a economia do Rio Grande do Sul”, afirmou Fuhr. A Companhia, informou o gerente, faz estimativas mensais da safra, sendo a última publicada na semana passada.
Abertura da Colheita
A última cerimônia de Abertura da Colheita do Milho 2025/2026 ocorreu em janeiro deste ano, em São Borja, na propriedade da família Sallet. E na reunião de hoje, a Câmara aprovou pedido apresentado pelo município de Santo Ângelo e pelos dirigentes da Fenamilho Internacional, para que a Abertura Oficial da Safra de Milho 2026/2027 seja realizada na cidade e faça parte da programação da Feira. A Abertura será realizada nos meses de janeiro ou fevereiro, em data a ser definida.
Uma nova reunião da Câmara está prevista para o mês de maio, tendo como pauta o Plano Safra, uma avaliação da safra 2025/2026 e perspectivas para o plantio.
Participaram da reunião: Emater/RS-Ascar, Apromilho, Famurs, Farsul, Sistema Ocergs, SIPS, Conab/RS, Sindilat e Seapi.
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Adapar regulamenta cadastro de empresas para inspeção de animais de corte
Portaria estabelece regras para credenciamento e atuação de empresas nas inspeções ante e post-mortem no Paraná, mantendo a supervisão sanitária sob responsabilidade do Estado.

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) emitiu nesta quinta-feira (19) a que regulamenta o credenciamento de empresas para a inspeção ante e post-mortem de animais de produção para corte. A medida permite que profissionais cadastrados pela Adapar sejam contratados para realizar a fiscalização para empresas antes do abate, para atestar a sanidade da produção, e após, com o objetivo de verificar o estado das carcaças.
A medida está fundamentada na Lei Estadual nº 22.953, de 17 de dezembro de 2025, que alterou a legislação anterior, de 1994, e modernizou o marco legal da inspeção de produtos de origem animal no Paraná. A assinatura da portaria regulamentadora consolida o avanço normativo, dando efetividade prática à lei. O texto cria base legal para que o Estado possa credenciar pessoas jurídicas, públicas ou privadas, para executar atividades de inspeção sanitária e industrial de produtos de origem animal, incluindo as inspeções ante e post-mortem no abate.
O diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, explicou que a responsabilidade de credenciamento, fiscalização e descredenciamento das empresas continua sendo da autarquia, mas que a medida agiliza as atividades fiscalizatórias.
“O poder de fiscalização e de auditoria continua sendo do Estado, porque isso é indelegável, mas as empresas poderão contratar empresas credenciadas para fazer a inspeção, o que é um avanço”, afirma. “No Brasil há uma portaria publicada pelo Ministério da Agricultura que permite que isso aconteça, antes tudo era atribuído ao Estado”.
Critérios
As empresas credenciadas devem cumprir critérios técnicos, sanitários e legais rigorosos para poderem atuar nas inspeções. A atuação delas ocorre estritamente sob a supervisão e controle do poder público, preservando a autoridade sanitária do Estado, na figura da Adapar. O Poder Executivo está autorizado a regulamentar a lei por meio de portarias, detalhando procedimentos, requisitos, prazos e responsabilidades.
Os objetivos da medida são, além de regulamentar, de forma técnica e operacional, o credenciamento de empresas privadas para apoio às inspeções no Paraná, estabelecer critérios claros para habilitação, funcionamento, supervisão e fiscalização dessas empresas. Como resultado, garantir a segurança sanitária, a padronização de procedimentos e a transparência das atividades.
Outros motivos que dão base à regulamentação são a ampliação da capacidade operacional do Estado, diante do crescimento da produção e da agroindustrialização; a manutenção do controle sanitário sob responsabilidade do Estado, mas com o apoio técnico da iniciativa privada uma vez que devidamente credenciada.
Medida estratégica
O Paraná é um dos maiores produtores e exportadores de proteínas animais do Brasil, com cadeias altamente integradas aos mercados nacional e internacional. Por muitos anos, o Estado é o maior produtor de frangos do País. Mais de um terço de todo frango produzido no Brasil é paranaense. Além disso, as produções de proteína bovina e suína também vêm se destacando e alcançando mercados internacionais inéditos.
Com a medida, os processos de inspeção serão modernizados e ganharão agilidade, sem abrir mão do rigor sanitário, atendendo às demandas do setor produtivo, especialmente frigoríficos e agroindústrias. O resultado será o fortalecimento e a consolidação da competitividade do Paraná na produção e exportação de proteína animal. Além, disso, a medida contribui com o alinhamento com políticas nacionais de inspeção, o que garante coerência normativa, segurança jurídica e integração entre os sistemas de inspeção de diferentes esferas, seja municipal, estadual ou federal.
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Goiás caminha para a segunda maior safra de grãos da história
Estimativa estadual de produção para 2025/26 mantém Goiás como destaque, indica Conab.

O protagonismo de Goiás na produção de grãos se mantém na safra 2025/26, conforme aponta o 5º Boletim de Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos, divulgado nesta semana, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estimativa estadual é de 35,8 milhões de toneladas, com área plantada de 7,8 milhões de hectares e produtividade média projetada em 4,6 toneladas por hectare.
O volume coloca o estado no caminho da segunda maior safra de sua série histórica. Após registrar resultados recordes no ciclo 2024/25, Goiás deve manter patamar elevado de produção, sustentado pela ampliação de área em culturas estratégicas e pelo desempenho esperado para as lavouras. O estado segue entre os principais produtores nacionais, com destaque para soja, milho, girassol e sorgo.
Soja e milho sustentam volume
Principal cultura do estado, a soja deve ocupar 5,1 milhões de hectares, com crescimento de 4% em relação à safra anterior. A produção estimada é de 19,8 milhões de toneladas, mantendo a oleaginosa como base da estrutura produtiva goiana e eixo central das cadeias de exportação, processamento industrial e proteína animal.
No milho, a primeira safra apresenta ganho de produtividade e produção. A área plantada soma 149 mil hectares, com expectativa de produção de 1,5 milhão de toneladas. Considerando o conjunto das safras, o cereal permanece como componente estratégico da integração entre agricultura e pecuária, especialmente como insumo da alimentação de aves, suínos e bovinos confinados, além de atender a indústria de etanol de milho.
Oleaginosas e grãos alternativos avançam
Goiás também mantém a liderança nacional na produção de girassol. A estimativa é de colheita superior a 72 mil toneladas, com manutenção da área plantada em 47 mil hectares. A cultura reforça a diversificação agrícola e o fornecimento de matéria-prima para a indústria de óleo vegetal.
O sorgo também amplia sua relevância na safra 2025/26. A área plantada deve alcançar 438,1 mil hectares, com previsão de produção de 1,6 milhão de toneladas, crescimento de 7,3% em relação ao ciclo anterior. O grão tem papel estratégico no sistema produtivo estadual, sobretudo na alimentação animal e na estabilidade de oferta em regiões de menor regime hídrico.
Para o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leonardo Rezende, o desempenho demonstra a consistência da agricultura goiana. “Estamos caminhando para a segunda maior safra da história do estado. Após um ciclo recorde, que trouxe ainda mais destaque às cadeias produtivas goianas, demonstramos agora a capacidade do produtor de manter índices elevados de produção e produtividade no campo. Os números da safra 2025/26 apresentados no levantamento confirmam a capacidade produtiva de Goiás e a solidez das nossas cadeias agrícolas. A combinação entre tecnologia no campo e gestão eficiente fortalece o estado no cenário nacional e amplia a geração de renda no interior”, destaca.



