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Nutrição in ovo esbarra no custo/benefício

Profissional falou em que consiste, quais são os resultados até hoje e quais os desafios da ciência para que a técnica se torne comercialmente viável

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 A nutrição in ovo é uma técnica que há pouco tempo está em debate na cadeia avícola do país. Para saber mais sobre esse método de “turbinar” os embriões quando ainda estão em formação, o jornal O Presente Rural procurou a zootecnista Chayane da Rocha, mestre e doutora em Ciência Animal e professora adjunta da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Estudiosa do assunto, ela concedeu entrevista exclusiva para falar em que consiste, quais são os resultados até hoje e quais os desafios da ciência para que a técnica se torne comercialmente viável.

O Presente Rural – O que é a nutrição in ovo e qual seu objetivo?

Chayane da Rocha (CR) – A nutrição in ovo, ou ainda referida como alimentação in ovo, é uma técnica que consiste na inoculação de soluções, normalmente no líquido amniótico, contendo nutrientes ou substâncias que melhorem o desenvolvimento do embrião. O principal objetivo da nutrição in ovo é fornecer ao embrião nutrientes, cofatores e/ou substâncias, além daqueles já depositados pela matriz, que proporcionem efeitos positivos ao animal, como antecipação no amadurecimento fisiológico do trato gastrointestinal (TGI), fornecimento de energia, melhoria na resposta imunológica contra organismos patogênicos, antecipação na colonização da microbiota do TGI por organismos benéficos, redução a morbidade e mortalidade pós-eclosão, melhoria no estado nutricional durante as fases pré e pós-eclosão, aumento no rendimento de carcaça, redução na incidência de desordens metabólicas e melhoria no desempenho zootécnico e rendimento produtivo das aves.

OP Rural – Essa técnica é recente. Já existem resultados positivos e práticos?

CR – A nutrição in ovo pode ser considerada extremamente recente e ainda encontra-se em fase de pesquisa e desenvolvimento. As primeiras patentes de produtos com a finalidade de inocular nutrientes in ovo foram registradas nos Estados Unidos entre o final dos anos 1990 e início de 2000, o que significa que os estudos começaram a ser delineados e realizados alguns anos antes. No entanto, o interesse e a intensificação dos estudos nessa área foi realizada a partir do início do ano 2000. Até então existiam poucos pesquisadores envolvidos com o tema.

De acordo com trabalhos publicados na literatura, é possível observar resultados positivos com relação aos efeitos da nutrição in ovo sobre o organismo das aves. O trabalho de Tako et al. (2004) demonstrou que a suplementação de soluções nutritivas no âmnio de embriões de frango de corte no 17,5° dia de incubação contendo carboidratos (maltose, sacarose e dextrina) e β-hidroxi-β-metil butirato (HMB) proporcionou área de superfície média de vilosidades 45% e 33% maior no 3° dia pós-eclosão nos tratamentos contendo HMB e carboidratos, respectivamente, quando comparados ao controle.

Em 2005 Uni e seus colaboradores publicaram um estudo que demonstrou haver efeitos positivos da suplementação de carboidratos (maltose, sacarose e dextrina) in ovo aos 18 dias de incubação sobre o peso vivo em frangos de corte desde a eclosão até os 35 dias de idade.

OP Rural – Em que quantidades e quais nutrientes podem ser inseridos no ovo enquanto se forma o embrião?

CR – A quantidade a ser administrada depende do tipo de solução escolhida e dos nutrientes que compõem a solução, mas os estudos realizados nesta área recomendam que não seja realizada inoculação de volumes que excedam 600 microlitros de solução (0,6mL). O volume total a ser inoculado dependerá de outro ponto extremamente relevante, a osmolaridade da solução. O embrião em desenvolvimento não pode ser exposto a soluções que elevem a osmolaridade do ambiente do seu desenvolvimento acima do que o embrião pode suportar, sendo que o desequilíbrio osmótico resultará na morte do embrião. A osmolaridade de soluções nutritivas inoculadas in ovo não devem exceder a concentração de 1000 mOsm.

Quanto aos nutrientes, ainda que o ovo seja considerado completo em termos nutricionais, o terço final de incubação e o processo de eclosão são fases que apresentam uma alta demanda nutricional e energética. Diante disso, há uma infinidade de nutrientes ou substâncias que podem ser utilizadas nas soluções para alimentação in ovo, cada qual com sua finalidade específica. Mas dentre os nutrientes mais estudados estão os carboidratos (ex:. dextrina, maltose, sacarose e glicose), diversos aminoácidos, vitaminas (principalmente as que apresentam efeito antioxidante) e outras substâncias específicas, como exemplo do β-hidroxi-β-metil butirato, que é uma substância envolvida em muitos estudos relacionados a nutrição in ovo. Não há um nutriente específico, vários nutrientes podem ser utilizados de forma isolada ou então combinados em uma solução nutritiva. Mas é necessário estar atento às características como volume, osmolaridade e viscosidade da solução antes de administrá-la in ovo.

OP Rural – Porque e como esses nutrientes melhoram o desempenho do embrião?

CR – O crescimento rápido associado à alta demanda energética, especialmente no final do período de incubação e na eclosão, pode fazer com que a suplementação de nutrientes in ovo seja benéfica aos embriões. Uma das vias em que a alimentação in ovo pode auxiliar no desempenho dos embriões é o fato de alguns nutrientes, como é o caso dos carboidratos, disponibilizarem energia para o embrião a partir da elevação da reserva de glicogênio. Com a elevação no fornecimento de energia via carboidratos, as proteínas musculares são poupadas de serem consumidas para gerar energia, contribuindo assim para melhorar o desempenho da ave.

A antecipação do desenvolvimento intestinal e a adaptação metabólica e fisiológica do embrião para o recebimento da dieta exógena também são fatores importantes, que podem contribuir para o melhor aproveitamento do alimento na fase pós-eclosão. Dessa forma, é documentado que o fornecimento pequenos peptídeos, di e trissacarídeos estimulam a produção e secreção das aminopeptidases e das carboidrases, enzimas produzidas pela borda em escova intestinal, fundamentais na digestão final de proteínas e carboidratos.

Além da melhoria no processo de digestão pela presença das enzimas de borda em escova, para que ocorra o processo de absorção é necessário que os nutrientes digeridos no lúmen e na borda em escova intestinal sejam transportados para o interior dos enterócitos. A administração de certos nutrientes, como a zinco-metionina, é responsável pelo aumento na expressão do RNAm e a atividade dos transportadores de glicose e aminoácidos para dentro das células absortivas.

Existem determinados nutrientes e substâncias que estimulam o desenvolvimento morfológico das vilosidades intestinais (ex:. enterócitos e células caliciformes). Com o aumento na altura das vilosidades, há o aumento da área disponível para a absorção de nutrientes, dessa forma a dieta pode ser melhora aproveitada pelo animal. O desenvolvimento das células produtoras de muco, células caliciformes, confere proteção às vilosidades intestinas contra a ação de microrganismos patogênicos ou substâncias agressoras da mucosa.

Ainda, sabe-se que o metabolismo embrionário gera alta quantidade de radicais livres e que a proteção contra a ação oxidativa de processos metabólicos fisiológicos do animal pode ser realizada pelas vitaminas A, C e E. A suplementação destas vitaminas no período embrionário pode proporcionar efeito suporte na proteção celular contra os radicais livres, exercendo ação antioxidante no organismo.

OP Rural – A disseminação da técnica é lenta no país e no mundo. O que falta para a nutrição in ovo ser mais utilizada?

CR – Embora a literatura relate resultados cientificamente favoráveis, a nutrição in ovo ainda não é uma técnica aplicada comercialmente no Brasil e no restante do mundo. Tal fato é verificado pois ainda existem alguns entraves que devem ser solucionados antes que essa tecnologia seja viável e faça parte do sistema de produção da cadeia avícola. Dentre eles podemos citar:

Momento da inoculação da solução nutritiva: como recomenda-se que a solução seja introduzida no líquido amniótico, existe um limite de dias para que a técnica de alimentação in ovo possa ser aplicada. O embrião inicia a ingestão oral do líquido amniótico a partir dos 13 dias de idade, o que se estende até os 19 dias de incubação, quando todo o líquido amniótico é ingerido por completo pelo embrião. Isso significa que o momento ideal de inoculação é até os 18 dias de incubação, pois a partir de então o volume do líquido amniótico é muito pequeno e a chance de acertar a cavidade amniótica e do embrião ingerir a solução é muito mais baixa quando comparada a inoculação realizada até os 18 dias. Ainda, para que se torne logisticamente viável no fluxo do incubatório é importante que o momento da aplicação da solução nutritiva seja realizada no mesmo momento da vacinação in ovo. Deste modo minimiza-se a necessidade de retirada e manipulação dos ovos da máquina de incubação, reduz a interferência no fluxo de funcionamento do incubatório e diminui o risco de elevar a taxa de mortalidade embrionária.

Local da inoculação da solução nutritiva: é fundamental que a solução nutritiva seja inoculada no líquido amniótico para que o embrião ingira a solução e esta entre em contato direto com o trato gastrointestinal. No entanto, a imunização do embrião via vacinação in ovo tem maior eficácia quando a vacina “acerta” o embrião ou o líquido amniótico, sendo assim as máquinas vacinadoras estão programadas para vacinar destas duas formas. A aplicação da técnica da nutrição in ovo, que dever ser realizada no mesmo momento da vacinação in ovo, exige a utilização de máquinas vacinadoras precisas o suficiente para injetar a solução nutritiva dentro do líquido amniótico.

Volume da máquina vacinadora: atualmente as máquinas vacinadoras estão programadas para injetar até 100 microlitros de vacina. Já as soluções nutritivas normalmente são inoculadas no volume de até 600 microlitros. Então, dependendo do volume escolhido haverá a necessidade de ajustes técnicos nas máquinas vacinadoras no sentido de capacitá-las a realizar inoculações de volumes acima de 100 microlitros, fato esse que já vem sendo testado por algumas empresas fabricantes de máquinas vacinadoras.

Mas o principal fator que determina a ausência desta tecnologia na prática é o desenvolvimento de soluções nutritivas que justifiquem sua viabilidade. Infelizmente ainda não foram encontradas formulações de soluções que sejam capazes de manter a melhoria das características produtivas das aves desde o período neonatal até o final do ciclo de produção, ou ainda demonstrar redução significativa da morbidade e mortalidade em frangos de corte, matrizes e poedeiras. Até então os trabalhos não demonstram que os benefícios alcançados no período pós-eclosão sejam mantidos até os 42 dias, quando normalmente os animais estão prontos para o abate.

OP Rural – Existem eventos, programas e/ou atividades para difundir e estimular a nutrição in ovo no Brasil?

CR – Atualmente a maneira mais utilizada na difusão da técnica da nutrição in ovo no Brasil são os estudos científicos desenvolvidos dentro de instituições de pesquisa e a publicação de seus resultados dentro de revistas científicas de circulação nacional e internacional. Recentemente, alguns congressos, conferências e seminários têm inserido em suas programações palestras sobre o tema, as quais buscam divulgar e disseminar a implantação desta metodologia como ferramenta para melhoria na produtividade avícola.

OP Rural – Qual é o custo desse processo para a cadeia produtiva?

CR – Por se tratar de uma técnica que ainda não está sendo aplicada comercialmente não existem estimativas do custo da implantação dessa tecnologia dentro da cadeia produtiva avícola. Mas uma vez implantada na rotina de produção seu custo diluirá ao longo do ciclo produtivo.

OP Rural – O que a senhora conclui?

CR – Embora seja uma técnica recente e esteja em desenvolvimento, há grande possibilidade de se tornar uma prática promissora para os próximos anos, proporcionando melhorias na eficiência da produtividade avícola. Os resultados expressivos desta técnica são dependentes da escolha correta dos nutrientes disponibilizados para o metabolismo do embrião.

É importante salientar que a injeção de nutrientes in ovo é uma maneira de fornecer aporte nutricional para o embrião utilizar no momento da eclosão e promover adaptação precoce do TGI e, que em hipótese alguma a suplementação de nutrientes in ovo visa substituir ou boas condições de incubação e o fornecimento da dieta exógena o mais rápido possível no momento pós-eclosão. Lembrando que os efeitos da alimentação in ovo podem ser potencializados quando o pintinho recém-eclodido tem acesso imediato a água e ração.

 

Mais informações você pode encontrar na edição de Aves de fevereiro/março de 2016 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Avicultura

SBSA debate como transformar conhecimento técnico em resultados na avicultura

Especialistas discutem gestão, eficiência e aplicação prática durante evento em Chapecó.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A conexão entre conhecimento técnico, gestão e resultados práticos na produção avícola será discutida durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). O tema Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura será apresentado pelos especialistas Kali Simioni e João Nelson Tolfo, na quarta-feira, 08 de abril, às 16h30, durante o Bloco Conexões que Sustentam o Futuro, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio. Com mais de 18 anos de atuação na avicultura industrial brasileira, construiu sua trajetória profissional em empresas como BRF e Seara Alimentos, onde atuou como extensionista, supervisor, especialista agropecuário e gerente agropecuário.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Ao longo de sua carreira, prestou consultoria técnica a mais de 30 plantas industriais, desenvolvendo atividades relacionadas à gestão agropecuária, ambiência, manejo de frangos de corte, elaboração de padrões técnicos, condução de testes zootécnicos e formação de equipes técnicas em extensão rural. Atualmente é empreendedor e sócio-proprietário da Granjas Pampeano, no Rio Grande do Sul, onde atua no desenvolvimento de projetos avícolas voltados à eficiência produtiva, sustentabilidade e excelência operacional.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Atua há 22 anos no setor agroindustrial, com experiência nas áreas de extensão rural, gestão e performance agroindustrial na produção de frangos, suínos, perus, postura comercial, matrizes e avós.

Atualmente dedica-se ao aperfeiçoamento dos sistemas de produção, com foco no desenvolvimento das pessoas que atuam na cadeia produtiva, buscando alavancar ganhos em eficiência, produtividade, qualidade, bem-estar animal, competitividade e sustentabilidade agropecuária, além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos profissionais do agronegócio.

A palestra abordará os desafios de transformar informações técnicas e orientações produtivas em resultados concretos no campo, considerando fatores como gestão de equipes, eficiência operacional, aplicação de tecnologias e aprimoramento contínuo dos sistemas de produção. O tema destaca a importância de alinhar conhecimento científico, experiência prática e capacitação de profissionais para garantir competitividade e sustentabilidade na avicultura moderna.

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio

De acordo com a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, o Simpósio busca promover discussões que conectem ciência e prática. “O SBSA tem como proposta reunir especialistas que compartilhem experiências aplicáveis à realidade da produção. Discutir como transformar conhecimento em resultados é fundamental para fortalecer a cadeia produtiva e apoiar profissionais que atuam diretamente no campo”, destaca.

A presidente da comissão científica do SBSA, Daiane Albuquerque, ressalta que o bloco Conexões que Sustentam o Futuro foi estruturado para ampliar a visão estratégica do setor. “A produção avícola evolui rapidamente e exige cada vez mais integração entre conhecimento técnico, gestão e desenvolvimento de pessoas. Trazer especialistas com experiência prática na indústria contribui para que os participantes compreendam como aplicar as orientações técnicas de forma eficiente e sustentável”, afirma.

O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura será realizado entre 7 a 9 de abril de 2026 e é considerado um dos principais eventos técnicos da avicultura latino-americana. Paralelamente ao Simpósio ocorre a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, feira que reúne empresas nacionais e multinacionais ligadas à cadeia produtiva avícola.

Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O segundo lote segue disponível até o dia 26 de março, com investimento de R$ 750,00 para profissionais e R$ 450,00 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 100,00. As inscrições podem ser realizadas no site, acesse clicando aqui.

Programação geral

26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura  

17ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 07/04 – Terça-feira

13h30 – Abertura da Programação

13h40 – Painel Gestão de Pessoas

Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.

Palestrantes:

Delair Bolis

Joanita Maestri Karoleski

Vilto Meurer

Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda

15h40 – Intervalo

16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.

Palestrante: Arene Trevisan

(15 minutos de debate)

17h- Solenidade de Abertura Oficial

17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026

Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC

19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 08/04 – Quarta-feira

Bloco Abatedouro

8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.

Palestrante: Darwen de Araujo Rosa

(15 minutos de debate)

9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.

Palestrante: Dianna V. Bourassa

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

Bloco Nutrição

10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.

Palestrante: Wilmer Pacheco

(15 minutos de debate)

11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.

Palestrantes: Roselina Angel

(15 minutos de debate)

12h30 – Intervalo almoço

Eventos Paralelos

Painel Manejo

14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno

Palestrantes:

Lucas Schneider

Rodrigo Tedesco Guimarães

16h – Intervalo

Bloco Conexões que Sustentam o Futuro

  16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.

Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo

(15 minutos de debate)

17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?

Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme

(15 minutos de debate)

18h30 – Eventos Paralelos

19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 09/04 – Quinta-feira

Bloco Sanidade

8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias

Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande

(15 minutos de debate)

9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.

Palestrante: Dr. Ricardo Rauber

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.

Palestrante: Gonzalo Tomás

(15 minutos de debate)

11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.

Palestrante: Taís Barnasque

(15 minutos de debate)

Sorteios de brindes.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Avicultura

Frango cai 5,2% em março e atinge menor preço desde julho de 2023

Cotação média de R$ 6,73/kg no atacado paulista reflete demanda interna fraca e incertezas no mercado externo. Recuo amplia vantagem frente às carnes suína e bovina.

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Os preços da carne de frango seguem em queda nas principais praças acompanhadas pelo Cepea, pressionados pela demanda doméstica enfraquecida e por incertezas no mercado externo. O cenário internacional, marcado por tensões no Oriente Médio, importante destino das exportações brasileiras, tem gerado cautela entre agentes do setor e influenciado as negociações.

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No atacado da Grande São Paulo, o frango resfriado é negociado à média de R$ 6,73 por quilo na parcial de março, até o dia 18, recuo de 5,2% em relação a fevereiro. Em termos reais, considerando deflação pelo IPCA de fevereiro de 2026, trata-se do menor patamar desde julho de 2023.

Com a queda mais acentuada nos preços, a carne de frango amplia sua competitividade frente às demais proteínas. No caso da suína, embora também haja desvalorização, o ritmo de recuo do frango é mais intenso. Já em relação à carne bovina, o diferencial é ainda maior, uma vez que os preços da carcaça casada seguem em alta, ampliando a atratividade do frango para o consumidor.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Avicultura

Diferença de preço entre ovos brancos e vermelhos supera 40% em março

Menor oferta de ovos vermelhos e demanda da Quaresma ampliam descolamento de preços. Granjas operam com produção ajustada.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A diferença entre os preços dos ovos brancos e vermelhos se ampliou ao longo de março nas principais regiões produtoras acompanhadas pelo Cepea. Em Santa Maria de Jetibá (ES), maior polo de produção do país, o diferencial já supera 40% na parcial até o dia 18, acima do observado em fevereiro.

Foto: Divulgação/Asgav

De acordo com o Cepea, o movimento é puxado principalmente pela menor disponibilidade de ovos vermelhos no mercado interno. A oferta mais restrita dessa categoria tem sustentado reajustes mais intensos em comparação aos ovos brancos, ampliando o descolamento entre os preços.

A demanda sazonal também contribui para esse cenário. Durante a Quaresma, há aumento no consumo de ovos, o que pressiona ainda mais as cotações, especialmente dos vermelhos, tradicionalmente mais valorizados em períodos de maior procura.

Com a produção mais enxuta, agentes do setor relatam que parte das

Foto: Divulgação

granjas tem operado com entregas previamente programadas, limitando negociações no mercado spot. Esse ajuste entre oferta e demanda resultou em elevação dos preços médios dos ovos nos últimos dias, com maior intensidade para a variedade vermelha.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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