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Nutrição estratégica prepara matrizes para estação de monta e garante mais bezerros por ano

Plano alimentar adequado regula metabolismo hormonal, melhora a fertilidade e aumenta a longevidade produtiva das fêmeas de corte.

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Foto: Divulgação/ANPC

A preparação das fêmeas para a estação de monta é um dos momentos mais estratégicos na pecuária de corte, e a nutrição desempenha papel fundamental nesse processo. Um plano alimentar adequado garante que as matrizes atinjam a condição corporal ideal, fator diretamente ligado ao desempenho reprodutivo e à capacidade de conceber com sucesso.

Além de influenciar a fertilidade, a nutrição também prepara o organismo para as exigências da gestação e da lactação, impactando tanto a saúde da fêmea quanto o desenvolvimento do bezerro.

Foto: Carlos Maurício Andrade

Entre os principais pontos a serem monitorados nesse período está a condição corporal, considerada um indicador direto do estado nutricional da matriz. Fêmeas muito magras não possuem reservas suficientes para sustentar a atividade reprodutiva, o que pode resultar em anestro prolongado e baixa taxa de concepção. Por outro lado, aquelas com excesso de escore também apresentam riscos, como distocia e menor eficiência reprodutiva. “A condição corporal ideal é fundamental para o retorno da atividade ovariana pós-parto e para a manutenção da gestação, impactando diretamente o intervalo entre partos e a taxa de natalidade”, destaca o zootecnista Mariana Lisboa.

Esse equilíbrio corporal está diretamente relacionado ao fornecimento correto de nutrientes como energia, proteína, minerais e vitaminas. Cada um desses grupos desempenha funções específicas, desde o suporte ao funcionamento ovariano até o desenvolvimento embrionário e a imunidade das matrizes. “A energia é fundamental para o funcionamento ovariano e produção hormonal; a proteína é indispensável para o desenvolvimento embrionário; já minerais como fósforo, selênio, zinco e cobre, junto às vitaminas A, D e E, são decisivos para a saúde reprodutiva e imunológica”, explica Mariana.

Nesse cenário, a suplementação torna-se uma ferramenta indispensável para complementar deficiências da dieta base, especialmente em períodos do ano em que a qualidade da forragem é limitada.

A profissional destaca que a suplementação proteica fornece os aminoácidos necessários para a produção de hormônios e desenvolvimento folicular, enquanto a suplementação mineral corrige carências que afetam a função ovariana, a taxa de fertilização e a viabilidade embrionária. Juntas, essas estratégias nutricionais permitem que as fêmeas expressem seu máximo potencial reprodutivo.

Para garantir que esses resultados sejam alcançados, o momento de iniciar o ajuste nutricional também exige atenção. A recomendação é que esse processo comece entre 60 e 90 dias antes do início da estação de monta. “Esse período, conhecido como flushing, permite que as fêmeas atinjam a condição corporal ideal de forma gradual, regulando o metabolismo hormonal e otimizando a função ovariana”, afirma.

Outro aspecto fundamental está no manejo das pastagens, que são a base da dieta em boa parte dos sistemas de cria. Segundo Mariana, pastagens bem manejadas garantem fornecimento adequado de matéria seca, energia e proteína, enquanto áreas degradadas ou malconduzidas acabam resultando em deficiências nutricionais, que não podem ser corrigidas apenas com suplementação. “A base forrageira precisa ser sólida para que o suplemento realmente funcione como complemento, e não como substituto”, pontua.

Além do ganho reprodutivo, a nutrição adequada também previne uma série de problemas metabólicos e sanitários nas matrizes. Fêmeas bem nutridas apresentam maior resistência a doenças infecciosas e menor incidência de distúrbios como cetose, hipocalcemia e retenção de placenta. A condição corporal adequada ainda reduz casos de distocia e outros transtornos no parto, favorecendo a vitalidade dos bezerros ao nascer e a longevidade produtiva das vacas.

Foto: Divulgação

Nesse contexto, o monitoramento contínuo do escore de condição corporal (ECC) é uma prática de grande valor. Essa avaliação permite agrupar os animais por necessidade nutricional e ajustar a dieta de forma direcionada, otimizando recursos e potencializando os resultados. “O acompanhamento do escore funciona como um termômetro do programa nutricional, orientando decisões sobre dieta, suplementação e manejo de pastagens”, observa Mariana.

No entanto, ainda são comuns alguns erros cometidos pelos pecuaristas, que comprometem o sucesso reprodutivo, como iniciar a suplementação tardiamente, não avaliar o ECC com regularidade, depender exclusivamente da pastagem e tratar todas as categorias animais de forma homogênea. “A ausência de análise da forragem e a falta de divisão de lotes por escore ou fase fisiológica também são pontos negligenciados com frequência”, aponta a zootecnista.

Quando o plano nutricional é bem executado, os resultados são expressivos. As taxas de concepção aumentam, o intervalo entre partos é reduzido, nascem mais bezerros por ano e com maior peso e vigor. Além disso, o uso dos touros se torna mais eficiente, os custos com tratamentos veterinários diminuem e as fêmeas permanecem mais tempo produtivas no rebanho. “Nutrição estratégica é investimento. Cada decisão correta nesse período se traduz em mais bezerros, maior eficiência no uso dos touros e, consequentemente, maior rentabilidade para a fazenda”, ressalta Mariana.

Fonte: Assessoria Supremax

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Contribuições ao Fundesa-RS sobem 4,43% com atualização da UPF em 2026

Reajuste eleva valores pagos por produtores e indústrias nas cadeias de carnes, leite e ovos. Nova lei sancionada em dezembro passa a valer a partir de março.

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Foto: Fernando Kluwe Dias

Já estão em vigor os novos valores de contribuição do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul, atualizados pela Unidade de Padrão Fiscal (UPF). A UPF é um indexador utilizado para a correção de taxas e tributos cobrados pelo Estado, e seu valor é atualizado anualmente pela Receita Estadual com base no IPCA-E.  Para 2026 o reajuste foi de 4,43%, ficando a UPF fixada em R$28,3264, ante R$27,1300 de 2025.

Atualmente, indústria e produtores contribuem em igual parte para o fundo, considerando cabeças abatidas, e produção de ovos e leite. Com a atualização da UPF, a contribuição por bovino abatido, por exemplo, passa de R$1,4324 para R$1,496, sendo R$0,748 cabendo ao produtor e o mesmo valor à indústria, que fica responsável pelo recolhimento e pagamento ao Fundesa. A tabela com todos os valores e respectivas cadeias produtivas está disponível no site.

Esse reajuste considera apenas a atualização da UPF e não é o mesmo que está previsto na Lei 16.428/2025, sancionada pelo governador em 19 de dezembro. Pelo princípio de anterioridade, a lei só poderá ser implementada 90 dias após a sanção. “Neste período, o Fundesa está articulando com a Secretaria da Agricultura o formato para permitir a contribuição dos produtores que não recolhiam, bem como a modificação do sistema de cobrança utilizado pelo fundo”, explica o presidente do Fundesa, Rogério Kerber.

Para saber mais sobre o projeto aprovado na Assembleia legislativa, clique aqui.

Fonte: Assessoria Fundesa-RS
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CooperAliança e Sebrae lançam projeto de ultrassonografia de carcaça

Iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final.

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Fotos: Divulgação/CooperAliança

A CooperAliança, em parceria com o Sebrae, lançou um novo projeto voltado à utilização da ultrassonografia de carcaça por cooperados de bovinos. A iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final, desde a propriedade até a indústria.

Segundo o médico-veterinário da CooperAliança, Renan Guilherme Mota, a ultrassonografia de carcaça é uma ferramenta estratégica no processo de melhoramento genético dos rebanhos. “Quando utilizamos a ultrassonografia na matriz, ela permite e viabiliza o melhoramento genético focado em características de carcaça, como área de olho de lombo, espessura de gordura subcutânea e marmoreio. Essas características estão diretamente relacionadas à musculosidade, ao padrão dos cortes, ao rendimento de carcaça e ao desempenho do animal”, explica.

Renan destaca ainda que os dados obtidos vão além da qualidade da carne. Por exemplo, essas informações também estão ligadas à fertilidade, precocidade sexual e ao desempenho reprodutivo. Ou seja, é uma ferramenta que agrega tanto para a indústria, em qualidade, perfil de carcaça, tamanho dos cortes e rendimento de desossa, quanto para o produtor, em desempenho, reprodução e fertilidade.

Para o consultor do Sebrae, Heverson Morigi Miloch, o projeto representa uma oportunidade concreta de evolução na pecuária dos cooperados. “O objetivo é atender esses produtores para que, por meio da seleção genética, eles possam identificar e trabalhar com os animais mais adequados para a produção e para a entrega aqui na CooperAliança.”

Heverson também destaca o apoio financeiro oferecido. O Sebrae vai subsidiar 50% do custo, além de facilitar as formas de pagamento. “Isso garante que mais produtores possam participar, fortalecendo a união, melhorando a produção na ponta e elevando a qualidade da do animal que chega até a CooperAliança.”

Fonte: Assessoria CooperAliança
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Concurso de Carcaças Angus valoriza boas práticas e eleva padrão da carne bovina

Iniciativa reuniu produtores de diferentes regiões e avaliou mais de 4,1 mil novilhas com critérios técnicos de qualidade.

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Foto: Divulgação/Angus

Realizado entre os meses de outubro e dezembro, o Concurso de Carcaças Angus teve como foco estimular a adoção de boas práticas pecuárias e valorizar a produção de carne bovina de alta qualidade no Brasil. A iniciativa reconhece produtores que se destacam no manejo, na genética e no acabamento de animais da raça Angus, contribuindo para a padronização do produto e para a elevação dos padrões de qualidade exigidos pelo mercado.

Foto: Shutterstock

A ação foi promovida pela Associação Brasileira de Angus, em parceria com a Minerva Foods, e reuniu produtores de diferentes regiões do país. As avaliações técnicas das carcaças ocorreram em unidades localizadas em Barretos, no interior de São Paulo; Bataguassu, no Mato Grosso do Sul; Rolim de Moura, em Rondônia; Palmeiras de Goiás, em Goiás; e Tangará da Serra, no Mato Grosso.

Ao longo do concurso, os produtores encaminharam animais previamente selecionados para análises que levaram em conta critérios técnicos como conformação, acabamento e rendimento de carcaça. A iniciativa reforça o papel da genética Angus como instrumento de agregação de valor à pecuária de corte brasileira e de alinhamento às demandas de consumidores e mercados cada vez mais atentos à qualidade, à padronização e à origem da carne.

Neste processo, foram observados aspectos como padrão racial, faixa etária e nível de acabamento, assegurando uma avaliação criteriosa e

Foto: Shutterstock

alinhada aos mais elevados protocolos de qualidade. A partir desses parâmetros, cada carcaça foi classificada, permitindo o cálculo do desempenho médio dos lotes avaliados e a valorização objetiva dos melhores resultados.  “O Concurso de Carcaças é uma ferramenta estratégica para fortalecer a pecuária de qualidade no Brasil. Ao incentivar boas práticas, reconhecer o trabalho dos produtores e valorizar a raça Angus, criamos um ciclo virtuoso que beneficia toda a cadeia produtiva e para o posicionamento da carne brasileira nos mercados mais exigentes do mundo”, frisou o  gerente executivo de Relacionamento com Pecuaristas da Minerva Foods, Rostyner Costa.

Nesta edição, mais de 4,1 mil novilhas foram avaliadas, número recorde do concurso promovido pela Companhia, refletindo o crescente engajamento dos produtores e a consolidação da iniciativa como referência no setor. Os vencedores receberam um troféu e um avental personalizado da Associação Brasileira de Angus, como forma de reconhecimento pela excelência alcançada.

Fonte: Assessoria Minerva Foods
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