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Nutrição e alimentação de precisão possibilitam produção mais eficiente

Mestre em Agronomia, PhD em Nutrição e pós-doutor em Nutrição de Aves Antônio Mário Penz Junior palestrou sobre o assunto

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A alimentação é o componente mais oneroso da produção animal e, nos últimos meses, com o aumento do valor das matérias-primas (principalmente milho e soja), tem se tornado ainda mais relevante o debate sobre o tema, que integrou a programação científica do terceiro e último dia do 13º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), na quinta-feira (12). O mestre em Agronomia, PhD em Nutrição e pós-doutor em Nutrição de Aves Antônio Mário Penz Junior palestrou sobre “Nutrição de precisão: em busca da máxima eficiência”. O evento é promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) e encerrou na quinta-feira (12).

A nutrição de precisão compreende o uso de técnicas que permitem o fornecimento diário adequado de nutrientes para os suínos. De acordo com Mário Penz, nos últimos anos tem se falado muito no que deve ser feito para que a nutrição dos animais seja mais precisa, mais eficiente e rentável. “Se formos definir nutrição de precisão, seria: fornecer ao animal a alimentação que atenda, precisamente, suas necessidades nutricionais, buscando uma eficiência produtiva ideal, para produzir produtos de melhor qualidade, economicamente viáveis e que melhor preservem o meio ambiente”, explicou, ao acrescentar que é um tema complexo, mas que merece atenção da cadeia produtiva.

Entre as vantagens, está o fato de os animais terem suas necessidades nutricionais atendidas. Além disso, o conceito foi se tornando mais viável na medida em que os aminoácidos sintéticos e as enzimas exógenas foram se disponibilizando de forma econômica.

O conceito de nutrição de precisão também traz consigo um apelo importante de sustentabilidade, uma palavra de ordem atualmente. “Um conjunto de nutrição, formulação e alimentação preciso faz com que os animais sejam mais eficientes, consumindo menos alimento e, simultaneamente, consumindo menos água e produzindo menos dejetos. A redução na produção de dejetos promove, por consequência, uma redução de excreção de nitrogênio e de fósforo, dois elementos químicos altamente poluentes para o ambiente. Além disso, essa eficiência faz com que a produção de equivalente de dióxido de carbono (CO2) seja menor”, salientou.

Para o especialista, o propósito da nutrição de precisão é que se procure a perfeição naquilo que se formula como alimento para os animais. “Um aspecto que passou a ser indiscutível é que os resultados produtivo e econômico não podem comprometer a sustentabilidade do meio ambiente e o bem-estar dos animais que estão sendo criados”, sublinhou.

Desafios

Mas, nutrição e alimentação de precisão são conceitos teóricos ou podem ser empregados na prática? Para Mário Penz, é algo a ser buscado constantemente, principalmente porque se trabalha com um grande número de animais, não apenas um indivíduo. Há muitos desafios nesse processo, que se torna mais complexo na medida em que a população de animais aumenta.

Para o especialista, alguns fatores são indispensáveis quando se pensa em nutrição, formulação e alimentação de precisão. A qualidade das matérias-primas é o aspecto mais importante, sendo necessário conhecer os fornecedores de todos os ingredientes empregados nas dietas e ter um laboratório de bromatologia para identificar o que está chegando na fábrica de rações.

Outros fatores fundamentais que precisam ser levados em consideração para alcançar a nutrição de precisão são a tabela de composição nutricional de alimentos, a formulação e produção de ração em tempo real, as diferenças genéticas, as formulações não lineares, o número de fases de produção, a produção em tempo real e o treinamento dos técnicos e dos produtores, principalmente no que refere ao uso de novas tecnologias e à interpretação dos resultados. “A lista de aspectos importantes é longa. Mas, para efeito de não deixá-las desconsideradas, ainda pode ser citado que partículas finas dos ingredientes, dietas peletizadas, qualidade, quantidade e temperatura de água, entre tantos outros, são itens que influenciam positivamente na busca do conceito de nutrição, formulação e alimentação de precisão”, expôs Mário Penz.

Para o palestrante, a nutrição e a alimentação com precisão levam à produção mais eficiente. “Todo o trabalho inicia com o bom uso dos ingredientes. Além disso, os propósitos da produção devem estar bem definidos, as atividades precisam ser controladas em tempo real e os técnicos e os produtores devem ser treinados para o correto emprego de novas tecnologias”, concluiu o especialista.

12ª Brasil Sul Pig Fair

Paralelamente ao 13º SBSS, ocorre a 12ª Brasil Sul Pig Fair virtual. Participam da feira em torno de 60 empresas de tecnologia, sanidade, nutrição, genética, aditivos e equipamentos para suinocultura. A feira é um espaço onde as empresas geradoras de tecnologias apresentam suas novidades e seus produtos, permitem a construção de networking e o aprimoramento técnico dos congressistas.

Está sendo disponibilizada uma inovadora área de networking para os inscritos tanto no Simpósio quanto na Pig Fair e nos eventos paralelos. Cada estande disponibiliza conteúdos, como direcionamento para redes sociais e site da empresa, materiais técnicos e comerciais para download e contato pelo WhatsApp. Além disso, os participantes podem deixar depoimentos sobre suas experiências ao visitar a feira e os estandes.

Apoio

O 13º SBSS tem apoio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do Conselho Regional de Medicina Veterinária de SC (CRMV/SC), da Embrapa, da Prefeitura de Chapecó, da Unochapecó e da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc).

Fonte: Assessoria

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo

Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

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Foto: Shutterstock

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação

A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.

“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.

Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Como acessar

O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.

“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.

Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.

“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.

A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras

Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

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Fotos: Claudio Neves

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.

“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.

Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay. 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.

Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.

Fonte: Agência Brasil
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil

Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

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Foto: Allan Santos/PR

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação

A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.

Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.

Brasil entre os países com maior alíquota proposta

Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.

A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação

dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.

Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.

Instrumento de pressão comercial

A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.

A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.

Consulta pública antes da decisão final

As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.

As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.

Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.

Fonte: O Presente Rural
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