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Nutrição desequilibrada prejudica desempenho reprodutivo de vacas leiteiras

A nutrição é a chave no funcionamento do organismo dos bovinos de leite e o seu equilíbrio – ou a falta dele – pode interferir em inúmeros processos, inclusive na reprodução.

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Divulgação/Auster

A nutrição é a chave no funcionamento do organismo dos bovinos de leite e o seu equilíbrio – ou a falta dele – pode interferir em inúmeros processos, inclusive na reprodução. “A nutrição animal tem papel fundamental na reprodução de fêmeas leiteiras, tendo associação direta sobre o desempenho reprodutivo e fisiológico do animal. Além disso, é responsável pelo funcionamento das rotas metabólicas que permitem ao animal expressar todo o seu potencial produtivo e reprodutivo”, explica a zootecnista Anna Caroline Guedes, assistente técnica comercial da Auster Nutrição Animal.

Diversos fatores, como desequilíbrio nutricional em energia, gordura, proteínas, minerais e vitaminas, podem interferir na fertilidade do rebanho, relata a profissional. “São várias as consequências do manejo nutricional irregular, como: fêmeas submetidas à deficiência nutricional severa e prolongada estão sujeitas à ausência do período de cio; fêmeas em estágio de obesidade podem provocar baixo desenvolvimento dos folículos ovarianos, partos distorcidos e aumento das taxas de concepção; o uso de minerais (como fósforo) pode retardar a puberdade em fêmeas com deficiência acentuada e causar repetição de cio; animais com deficiência em iodo podem causar hipotireoidismo e consequente redução da atividade ovariana; deficiência de minerais (como cálcio) podem desencadear hipocalcemia e partos distorcidos – carência de selênio ocasiona retenção de placenta e de zinco provoca distúrbios na manifestação do cio”, explica Anna Caroline Guedes.

Entretanto, a especialista destaca que não apenas o equilíbrio nutricional interfere na reprodução de vacas leiteiras. “A eficiência reprodutiva desses animais pode, também, ser afetada por fatores externos como sanidade, clima e conforto animal, podendo reduzir a fertilidade do rebanho. Vários estudos indicam que deficiência alimentar e superalimentação associados ao escore de condição corporal, doenças reprodutivas relacionadas à sanidade, doenças metabólicas, idade elevada ao primeiro parto, longos intervalos de partos e estresse calórico são fatores predisponentes a baixas taxas reprodutivas”, completa.

Dieta para cada fase

Para proteger as fêmeas leiteiras, os produtores devem oferecer dieta balanceada e de qualidade em todas as fases do ciclo de lactação, incluindo dieta balanceada e específica para cada lote de vacas. Além disso, é preciso avaliar o consumo de matéria seca, água, energia, proteína e forragem durante o período de pré-parto e pós-parto, fornecer dieta aniônica para animais em período de transição, observar o escore de condição corporal e ajustar se necessário o fornecimento de energia da dieta e minimizar ao máximo as condições de estresse.

Já no período gestacional, Anna Caroline Guedes recomenda fornecimento de dieta específica no período seco, atendendo as exigências nutricionais de mantença, crescimento fetal e reposição de reservas corporais. “No pré-parto, fornecer dieta aniônica, fazendo adaptação duas semanas antes da parição, observar a condição corporal e ajustar os níveis de energia e proteínas se necessário. Já no pós-parto, é importante fornecer dieta catiônica. Os volumosos devem ser de boa qualidade e fornecidos frescos”.

Algumas consequências do manejo nutricional irregular:

  • Fêmeas sujeitas à ausência do período de cio
  • Fêmeas em estágio de obesidade podem provocar baixo desenvolvimento dos folículos ovarianos, partos distorcidos e aumento das taxas de concepção
  • Uso de minerais (como fósforo) pode retardar a puberdade em fêmeas com deficiência acentuada e causar repetição de cio
  • Animais com deficiência em iodo podem causar hipotireoidismo e consequente redução da atividade ovariana
  • Deficiência de minerais (como cálcio) pode desencadear hipocalcemia e partos distorcidos
  • Carência de selênio ocasiona retenção de placenta
  • Carência de zinco provoca distúrbios na manifestação do cio

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Bovinos / Grãos / Máquinas

Confira cinco dicas para armazenar os grãos e evitar prejuízo

Sem os devidos cuidados na armazenagem, uma das principais etapas do agronegócio pode gerar perdas de produção e rentabilidade financeira

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Foto: O Presente Rural

A safra brasileira de grãos, cereais e leguminosas deve atingir  270,7 milhões de toneladas em 2022, mostra a primeira estimativa  do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Contudo, dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Food and Agriculture Organization (FAO/ONU) revelam que cerca de 10% do total de grãos produzido é desperdiçado anualmente devido a problemas relacionados ao armazenamento inadequado. Em comparação, de acordo com o IBGE, a colheita da região sudeste corresponde a 10,1% da produção nacional.

A redução das perdas e de custos proporciona benefícios que vão do campo à mesa. O agricultor consegue reter a produção para comercializá-la nas ocasiões em que o mercado oferece melhores preços, sem os prejuízos causados pela deterioração dos grãos em virtude da estocagem inadequada. Já o consumidor passa a contar com preços mais acessíveis puxados pela maior oferta de alimentos.

Para manter a qualidade dos produtos que foram colhidos e não perder o rendimento das lavouras, é fundamental que os agricultores façam a conservação de grãos seguindo todos os cuidados de maneira criteriosa e as boas práticas agrícolas. Para ajudar a evitar os prejuízos, a diretora executiva da Rayflex, Giordania R. Tavares, elenca cinco dicas, veja abaixo:

Controle de Pragas: Um dos primeiros cuidados que devem ser tomados é fazer o controle de pragas de modo que os insetos, fungos, roedores e até mesmo pássaros não prejudiquem toda a safra. Este, inclusive, é um dos principais problemas dentro dos armazéns. Portanto, medidas como o uso de alguns tipos de produtos, como portas rápidas, monitoramento frequente e vedação precisam ser adotadas.

Monitoramento de temperatura e umidade: Em períodos de alta umidade do ar é possível observar o desenvolvimento de fungos nos grãos quebrados, por exemplo. A umidade em excesso pode acarretar a fermentação dos produtos e elevar a temperatura do ambiente, responsável pela maior proliferação de microrganismos. Para reduzir os índices de umidade, é feita a secagem para diminuir o surgimento de mofo e aumentar a vida útil do armazenamento da colheita  por longos períodos.

Técnica de Aeração: Este é outro processo que tem interferência direta na temperatura e na umidade do ambiente e geralmente é feito antes da secagem. Através da passagem de ar pela massa de grãos, a temperatura é mantida, o que previne possíveis danos aos produtos, garantindo assim sua qualidade.

Cuidados com a limpeza: A higienização dos locais e dos grãos não pode ser negligenciada. Este processo será de extrema importância para eliminar qualquer foco de infestação remanescente de outra armazenagem dentro dos locais. Já para o caso dos grãos, será possível identificar e fazer a retiradas daqueles que estão quebrados, promover a eliminação de impureza, além de facilitar a aeração e a secagem.

Restrição de Acesso: Geralmente, a armazenagem de grãos acontece em silos e armazéns, ou em paiol no caso dos milhos. E para cada um desses lugares é importante contar com equipamentos que auxiliem nos principais cuidados, como é o caso também das portas rápidas. Com a característica de realizar a vedação completa para evitar a entrada de pragas, esta tecnologia protege contra chuvas e ventos, evitando a troca de ar entre os ambientes. Além disso, pode ainda apresentar isolamento térmico e abertura ultrarrápida, o que assegura que o ambiente esteja na temperatura ideal para que não ocorra a proliferação de microrganismos.

Fonte: Assessoria
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Bovinos / Grãos / Máquinas Bovinos

Como a causa da mastite afeta o desempenho reprodutivo das vacas?

Altas CCS por longos períodos resulta em elevação prolongada dos níveis de citocinas e alterações na resposta imunológica, que podem alterar ou prejudicar o desempenho reprodutivo normal de vacas leiteiras.

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Foto: O Presente Rural

*Por Gustavo Freu e Marcos Veiga Santos

A mastite e os problemas reprodutivos são os principais problemas de saúde responsáveis por perdas econômicas nas fazendas leiteiras modernas.

Além disso, os problemas de saúde do úbere e reprodução podem ter relação entre si, como no caso da ocorrência de mastite que afeta negativamente o desempenho reprodutivo das vacas.

Já é bem conhecido que vacas com mastite têm menor taxa de concepção, maior número de inseminações artificiais (IA) por concepção, além de outros distúrbios reprodutivos, que comprometem o desenvolvimento folicular e embrionário.

O tipo de microrganismo causador da mastite e a duração da infecção são dois fatores importantes que afetam o desempenho reprodutivo das vacas leiteiras. Sendo assim, devido à crescente importância da mastite causada por estreptococos ambientais (como S. uberis e S. dysgalactiae) e por coliformes, vale a pena entender quais os principais prejuízos e problemas causados por estes dois grupos de agentes causadores de mastite.

Em razão da importância econômica de manter um adequado período de serviço, pesquisadores de Israel compararam duas situações práticas em relação aos efeitos da mastite sobre a reprodução:

A) mastite crônica causada por Streptococcus spp.; e
B) mastite de curta duração causada por Escherichia coli.

Para isso, 778 vacas de seis rebanhos leiteiros foram avaliadas. O estudo monitorou vacas com mastite causada por Streptococcus spp., por E. coli e vacas sadias (grupo controle). Para avaliar o retorno da ciclicidade das vacas, foi utilizado um sistema automático de monitoramento de atividades e os dados foram classificados de acordo com o tempo de infecção: antes ou depois da primeira IA.

Os resultados mostraram que quando a mastite ocorreu antes do retorno da ciclicidade pós-parto, a prenhez na primeira IA foi menor nas vacas dos grupos Streptococcus spp. (26%) e E. coli (31%) em comparação com as vacas sadias 42% (Figura 1). De forma semelhante, quando a infecção ocorreu após a ciclicidade a taxa de prenhez na primeira IA foi menor nas vacas com mastite em comparação com as sadias.

A taxa de prenhez aos 300 dias em lactação antes (73%) e depois (67%) da ciclicidade foi menor para as vacas com mastite causada por Streptococcus spp. em comparação com as vacas sadias (95%). Da mesma forma, foi observada menor taxa de prenhez nas vacas com mastite por Streptococcus spp. (67%) do que por E. coli (93%), quando a mastite ocorreu após o retorno da ciclicidade.

O efeito negativo da mastite sobre desempenho reprodutivo varia de acordo com as condições dos sistemas de produção e do tipo de agente causador da mastite.

No estudo em questão, as vacas com mastite por Streptococcus spp. tiveram maior efeito negativo sobre o desempenho reprodutivo do que as vacas com mastite causada E. coli. Isso foi demonstrado pela maior porcentagem de vacas com mastite por Streptococcus spp. vazias ao final da lactação devido a falhas reprodutivas.

Entre as possíveis explicações, a mastite por Streptococcus spp. resulta em altas contagens de células somáticas (CCS) por períodos prolongados o que aumenta o risco de afetar a reprodução, enquanto que na mastite por E. coli este aumento de CCS é agudo e dura apenas alguns dias.

Altas CCS por longos períodos resulta em elevação prolongada dos níveis de citocinas e alterações na resposta imunológica, que podem alterar ou prejudicar o desempenho reprodutivo normal de vacas leiteiras.

Portanto, este estudo indica que a mastite crônica causada por Streptococcus spp. afeta mais intensamente a fertilidade das vacas leiteiras do que a mastite aguda causada por E. coli. Assim, um bom controle de mastite além de auxiliar na melhoria da qualidade do leite também contribui com manter bons índices reprodutivos das fazendas.

 

Fonte: Assessoria
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Bovinos / Grãos / Máquinas Bovinocultura leiteira

Procedimentos essenciais na criação de bezerras em sistemas de produção de leite

Bezerras com desenvolvimento corporal satisfatório e pouco acometidas por doenças durante a fase de aleitamento seguramente serão vacas mais produtivas na fase de lactação.

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Divulgação/Prado
Por João Carlos Dal Pivo, gerente técnico de Nutrição do Laboratório Prado.

A criação de bezerras é uma fase determinante para o sucesso dos sistemas de produção de leite. Bezerras com desenvolvimento corporal satisfatório e pouco acometidas por doenças durante a fase de aleitamento seguramente serão vacas mais produtivas na fase de lactação.

Por João Carlos Dal Pivo, gerente técnico de Nutrição do Laboratório Prado. – Foto: Divulgação

Para que se tenha um desenvolvimento satisfatório das bezerras, os cuidados com o umbigo são fundamentais para evitar a entrada de bactérias patogênicas via canal umbilical, reduzindo assim a incidência de diarreia, problemas articulares, pneumonia e mortalidade, os quais podem gerar perdas de até 25% no desempenho produtivo. O corte do umbigo é necessário quando este estiver demasiadamente grande. Para realizar a cura do umbigo, recomenda-se imergi-lo diariamente em uma solução à base de iodo, durante 3 a 5 dias, a fim de desidratá-lo/secá-lo.

Concomitantemente à cura do umbigo, deve-se realizar a colostragem, que é o processo de fornecimento de colostro de boa qualidade (≥22 graus brix) às bezerras. Esse procedimento é necessário para nutrir o animal recém-nascido e fornecer imunoglobulinas (IgG) para um desenvolvimento imunológico adequado. É importante assegurar a ingestão de colostro na proporção de 10% do peso vivo nas primeiras 6 horas e 5% nas próximas 12 horas de vida, sendo este fornecido através do uso de mamadeiras ou sondas.

Após a colostragem recomenda-se fornecer o leite de transição aos animais. É considerado leite de transição aquele obtido a partir da segunda ordenha até aproximadamente a quinta ordenha pós-parto. O leite de transição apresenta concentrações de gordura, proteína, aminoácidos, fatores de crescimento e compostos bioativos superiores às encontradas no leite integral. Além disso, o fornecimento de colostro e leite de transição adicional auxilia no desenvolvimento do trato gastrointestinal (TGI) de bezerros neonatos.

Após o fornecimento do leite de transição, inicia-se o uso do leite integral (leite de vaca) ou sucedâneo lácteo (leite em pó). Embora o fornecimento tradicional de quatro litros/dia/bezerra seja amplamente utilizado pelos produtores, essa quantidade não permite alcançar as taxas de crescimento ideais. Para isso, novos planos alimentares estão ganhando força na criação de bezerras, com o objetivo de fornecer maiores quantidades e/ou enriquecer as dietas líquidas. Veja uma sugestão de proposta de aleitamento:

O aleitamento pode ser realizado utilizando diferentes estratégias:

  •  Uso de leite integral;
  • Associação do leite integral com sucedâneo lácteo, promovendo o enriquecimento do leite (maiores teores de sólidos).
  •  Sucedâneo lácteo, que é uma opção para substituir o leite de vaca.

Preferencialmente, seguir os planos de adaptação gradativa, fornecendo exclusivamente o sucedâneo a partir da segunda semana de vida, fornecendo o sucedâneo em diluições de 1 kg para 7 litros de água (37 a 40°C), ou seguindo as orientações do fornecedor.

Além da dieta líquida (leite ou sucedâneo), é indispensável que os animais recebam água de qualidade e na quantidade adequada, um concentrado formulado especificamente para a fase de aleitamento fornecido à vontade (Imagem 1 – C), e feno de boa qualidade a partir dos 30 dias de idade.

Critérios para realizar o desaleitamento (raça holandesa):

  • Consumo de 1,5 a 2,0 kg de concentrado/animal/dia durante três dias consecutivos.
  • Idade de 80 dias
  • Peso vivo de 100 kg

O manejo, a nutrição e a sanidade são práticas primordiais para promover o crescimento de bezerras saudáveis e produtivas, tornando a criação eficiente e o negócio rentável.

As referências bibliográficas estão com o autor. Contato via: daniele.vicari@laboratorioprado.com.

Fonte: Laboratório Prado
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CONBRASUL/ASGAV

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