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Empresas Suinocultura

Nutrição de verão para Fêmeas Lactantes

Lançada globalmente neste ano e já disponível no Brasil, a solução Fresh’Up, desenvolvida pela Wisium ADM, ajuda a mitigar esses efeitos do estresse por calor dos suínos

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Por Marianne Kutschenko, Gerente de Desenvolvimento de Negócios de Suínos da Wisium ADM NA

A suinocultura está se adaptando às exigências e mudanças dos consumidores: bem-estar animal, sustentabilidade e meio ambiente, e uso racional de antibióticos. Produzimos mais e melhor, e temos metas para qualidade de carne, segurança alimentar e de competitividade nesse novo ambiente econômico.

No entanto, produzir em um país tropical, como o Brasil, torna-se um desafio extra: suínos possuem zona termoneutra de 12 a 20°C. Ou seja, os animais de reprodução, crescimento e terminação estão em estresse por calor quase todos os meses do ano, especialmente na maternidade, na qual geralmente o ambiente é mais quente e fechado para proteger os leitões.

Embora seja possível climatizar a gestação e a maternidade para as fêmeas, os leitões, ao contrário, precisam de aquecimento. O investimento e o custo da climatização para resfriar as fêmeas e aquecer os leitões ao mesmo tempo, pode ser inviável economicamente.

Como consequência do aumento da temperatura ambiente, a fêmea reduz o consumo de ração e inicia a mobilização dos tecidos corporais; o que diminui a produção de leite e aumenta a perda de peso, inclusive massa magra, prejudicando as gestações e lactações sequentes. Com a capacidade reprodutiva da matriz prejudicada, os leitões nascem desuniformes, e terão menor peso ao nascer e ao desmame.

O estresse por calor, tanto na gestação, quanto na lactação, também prejudica o desenvolvimento e o bem-estar dos animais: as fêmeas apresentam perda de apetite, incremento da temperatura corporal e aumento da frequência respiratória, que causam má digestão e absorção de nutrientes, acidose metabólica e inflamação e alteração da integridade intestinal. Como consequência, as fêmeas ficam agitadas e com comportamento maternal prejudicado.

Hoje em dia, dar à luz a mais de 16 leitões é comum em porcas hiperprolíficas. Estamos em uma corrida para melhorar o peso médio da ninhada ao nascer, reduzir a variabilidade do peso entre e dentro das ninhadas (desuniformidade), bem como a proporção de leitões com baixo peso ao nascer.

Como é difícil manipular a temperatura ambiente da maternidade para não prejudicar os leitões, a solução mais viável é a suplementação de aditivos que contribuem para reduzir o incremento calórico e fornecer bem-estar às matrizes, “refrescando” o metabolismo de maneira geral. Porém, é raro observar ajustes da nutrição para os períodos quentes, como acontece comumente na avicultura.

Algumas ações são fundamentais para melhorar o conforto e produção das fêmeas no calor:

1) Água fresca, limpa e disponível;

2) Ração disponível nos períodos mais frescos do dia;

3) Formular as rações condensando nutrientes e aumentar o conteúdo de energia líquida na ração.

Para compensar a redução do consumo de ração, é recomendável: mais aminoácidos digestíveis, minerais, mais gordura, menos proteína bruta e menos amido, além de reduzir o incremento calórico para otimizar a digestão e aproveitamento de nutrientes.

Dentro deste contexto, estratégias e soluções nutricionais, simples e econômicas, podem mitigar com muita eficiência os efeitos do calor, tais como suplementar nutrientes específicos e funcionais que melhorem a imunidade e a integridade intestinal, modulem o estresse oxidativo e reduzam a inflamação intestinal.

 

Nesse sentido, a seguir compartilho algumas dicas:

– Bicarbonato de Sódio para adaptar o balanço eletrolítico: devido à respiração ofegante dos animais e hiperventilação, ocorre aumento perda de CO2, o pH sanguíneo é alterado e é necessário correção da consequente acidose metabólica.

– Adoçantes naturais Esteviosídeos: estimuladores de consumo funcionais, além de dulçor ao paladar, induzem a secreção de Glucagon e aumentam a capacidade do intestino de absorver Glicose.

– Extratos vegetais Sanguinarina, Honokiol, Magnolol e Capsicum Oleoresin: propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e melhoram a estrutura intestinal.

– Zinco orgânico quelatado: melhora a permeabilidade e integridade intestinal e restaura as funções imunológicas.

Lançada globalmente neste ano e já disponível no Brasil, a solução Fresh’Up, desenvolvida pela Wisium ADM, ajuda a mitigar esses efeitos do estresse por calor dos suínos.

Com diversos cases de sucesso de uso e de retorno de investimento em várias partes do mundo, com vários perfis de clientes, desde 2014, o Fresh’Up é considerado a solução mais prática para suplementar os nutrientes específicos e funcionais, necessários para os animais em estresse por calor.

Fresh’Up contém os componentes funcionais citados acima, em uma combinação desenvolvida especificamente para cada país, com quantidades ideais para suprir as necessidades de fêmeas e com superior retorno ao investimento.

Em um estudo local, feito no Brasil em 2020, o uso de Fresh’Up reduziu a perda de peso corporal das fêmeas em 29% durante a lactação. Contribuiu para a melhoria da perda de peso corporal das porcas e para a redução da mortalidade dos leitões. A porcentagem de natimortos também melhorou.

Para o lote 1, o tratamento Fresh’Up mostrou uma redução de 10,1 pontos na mortalidade e no lote 2, um total de 4,7 pontos, em comparação com o tratamento controle. Isso contribuiu para o estudo de resultados econômicos e de bem-estar animal: 7,3% menos mortalidade total dos leitões

Resultados de muitas observações do uso de Fresh’Up em outras regiões apontam para o aumento de consumo de ração, aumento da ingestão de água, redução da perda de espessura de toucinho e de profundidade de lombo, e consequente redução da perda de peso corporal das fêmeas lactantes.

Como resultado da suplementação desde a gestação, foi observada menor variação do peso corporal dos leitões ao nascimento e ao desmame (maior uniformidade dos lotes), maior sobrevivência dos leitões: o comportamento materno das fêmeas melhorou, desde o processo de parição, aleitamento e produção de colostro e leite.

Portanto, estratégias para melhorar o conforto térmico têm um impacto direto no bem-estar e no desempenho geral da granja. Nesse sentido, evitar os efeitos do estresse por calor, incluindo soluções nutricionais como o Fresh’Up melhora os índices produtivos e econômicos da granja.

Além disso, ajustes de formulação e manejo, além da climatização do ambiente, quando possível, podem melhorar os índices de produtividade nos períodos mais quentes do ano, como serão os próximos meses no Brasil.

Fonte: Assessoria
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Empresas Sustentabilidade da avicultura

Palestra “Frango do Futuro” marca a presença da Aviagen no Simpósio Goiano de Avicultura

A coordenadora de Produto da Aviagen América Latina, Jane Lara Grosso, falou com entusiasmo aos participantes do Simpósio sobre a evolução e as estimativas que a genética imprimirá nos próximos anos

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Jane Grosso na palestra "Frango do Futuro" / Divulgação

Levando expectativas positivas para o futuro da produção avícola no Brasil, a Aviagen®, empresa de genética avícola que comercializa aves sob a marca Ross®, demonstrou mais uma vez seu comprometimento com a sustentabilidade da avicultura nacional ao participar do XV Simpósio Goiano de Avicultura, que ocorreu nos dias 9 e 10 de junho, em Goiânia (GO).

Considerado um dos principais eventos avícolas regionais, o simpósio reuniu cerca de 300 profissionais, beneficiados pelo conhecimento compartilhado por renomados especialistas do setor. Para atender a este público, a Aviagen ofereceu aos congressistas uma sessão intitulada “Frango do Futuro”, conduzida pela zootecnista e coordenadora de Produto da Aviagen América Latina, Jane Lara Grosso.

Jane enfatizou a evolução genética das aves ao longo dos anos, em áreas que beneficiam o desempenho, a saúde e o bem-estar das aves, além da sustentabilidade. De acordo com Jane, é importante que todo o setor conheça a alta tecnologia por trás dos programas de melhoramento genético. “A incorporação de novas técnicas e equipamentos de ponta ajudam a melhorar e muito a precisão das avaliações, identificando no plantel as aves que apresentam mais robustez, qualidade de carne superior, que tenham melhor suporte metabólico, bem como características relacionadas a habilidade reprodutiva”, afirma.

Para Jane, as casas genéticas devem também estar atentas as tendências do mercado consumidor. “O que selecionamos hoje é o que vai gerar o frango do futuro em 4 ou 5 anos. Portanto, para que possamos atender as expectativas dos consumidores, que buscam uma fonte de proteína saudável e sustentável, precisamos trabalhar em critérios de seleção relacionados a qualidade, segurança alimentar, bem-estar animal e sustentabilidade, sem perder de vista uma abordagem holística, apoiada nos pilares de eficiência biológica, rendimento e qualidade de carne, habilidade reprodutiva, suporte metabólico e bem-estar animal, na busca de uma produção avícola mais sustentável”, informa.

Jane acrescentou que é apaixonada pela preservação do planeta para as gerações futuras e segue entusiasmada com o progresso genético nessa área, trazido principalmente pela melhoria da taxa de conversão alimentar (C.A.).

Com relação aos resultados, a coordenadora de produto da Aviagen, enfatizou que quem mais ganha com esse progresso genético é o meio ambiente. “O frango atual produz 50% menos gases de efeito estufa em comparação ao frango da década de 1970. Para as aves de 2030, espera-se uma produção 15% menor, uma redução de 1% ao ano na pegada de carbono. Esse trabalho já vem sendo enfatizado pelas áreas globais de Genética e Marketing da Aviagen, e é fruto da eficiência alimentar obtida nas últimas décadas”, encerra.

Fonte: Assessoria
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Empresas Saúde e bem-estar animal

Imunonutrição é fundamental para o bem-estar e o resultado econômico na produção animal

O objetivo é preparar o animal para os desafios diários presentes e que terá um impacto em crescimento e produção

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Melina Bonato / Divulgação

“Uma das formas mais eficazes de garantir a saúde e bem-estar dos animais com impacto em crescimento e produção, é entender os fatores externos e internos que afetam a saúde intestinal e resposta imune. A imunonutrição é uma ferramenta importante a ser considerada na produção animal, já que impacta diretamente na resposta imune e de que forma o metabolismo irá utilizar os nutrientes. Os aditivos a base de leveduras são considerados imunonutrientes e podem ser utilizados dentro de programas AGP free ou com redução do uso de antibióticos, preparando melhor os animais para enfrentarem os desafios”, explica Melina Bonato, gerente global de P&D da ICC, empresa líder em soluções nutricionais naturais à base de leveduras para produção animal.

As discussões sobre melhores condições para a produção animal estão avançando rapidamente. Nos últimos anos, o conceito de imunonutrição ganhou força e tem sido um tema bastante discutido nos diversos segmentos e espécies. De acordo com Melina, a imunonutrição prepara o sistema imune dos animais por meio de nutrientes ou componentes específicos em quantidades adequadas. O objetivo é preparar o animal para os desafios diários presentes e que terá um impacto em crescimento e produção. “O conceito é entendido e aplicado à nutrição animal há pouco tempo, mesmo com os conhecimentos nas áreas de alimentação, sanidade, manejo e ambiência sendo bastantes avançados e tecnificados”.

Ela explica que são classificados como imunonutrientes alguns aminoácidos, nucleotídeos, lipídios, vitaminas e oligoelementos. “Existem também algumas substâncias imunomoduladoras, ou seja, que não serão absorvidas, como os nutrientes, mas que têm capacidade de modificar a resposta do sistema imunológico (direta ou indiretamente), como prébióticos, probióticos, fitoterápicos e ácidos orgânicos, entre outros”.

“É importante entender o papel do trato gastrointestinal, que além de ser responsável pela digestão e absorção, é responsável por respostas imunes, ou seja, precisa se manter íntegro para evitar que contaminações e doenças se instalem de maneira rápida e sem a devida defesa. Uma vez que alguns problemas apenas são descobertos a partir dos sinais ou queda em desempenho e produção; um sistema gastrointestinal vulnerável está exposto a ataques e pode não enviar a resposta de defesa apropriada a tempo para agir de maneira eficaz e ter a proteção necessária”, conclui.

Fonte: Assessoria
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Empresas

Programa de capacitação da Kemin compartilha expertise da empresa com fábricas de ração e, entre outros benefícios, garante qualidade do produto acabado

Falta de capacitação de operadores das fábricas pode acarretar acidentes, desperdício de recursos, ineficiência e desengajamento

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Foto: Divulgação

Uma das bases do programa Fábrica em Foco, da Kemin, é garantir a produção de ração com mais rentabilidade através de processos de produção eficazes, com alto nível de produtividade, com baixo custo e risco, sem deixar de lado a qualidade.

O projeto nasceu em 2018, quando a empresa identificou que a alta rotatividade e muitas vezes a falta de conhecimento técnico de grande parte dos funcionários operacionais de fábricas de ração poderia impactar a qualidade do produto acabado e a rentabilidade do negócio. “Visitamos centenas de fábricas todos os anos, respiramos esse mercado, e tanto fábricas pequenas e simples quanto fábricas grandes, com alto nível de tecnificação tinham bons exemplos a compartilhar e enfrentam gargalos em comum, com isso resolvemos colocar nosso conhecimento em prática”, contou Natália Vicentini, gerente de marketing da Kemin.

A proposta é estreitar a relação de parceria com os clientes e estar mais presente na rotina e realidade das fábricas. Tudo pode ser melhorado, inclusive a eficiência dos processos de produção de ração. Para isso, os clientes do Programa millSMART (programa de pré-condicionamento da Kemin), têm acesso a uma grande diversidade de módulos de treinamentos técnicos para as equipes operacionais da produção, em assuntos de interesse da indústria, sem custo adicional.

A equipe comercial da Kemin indicou os primeiros clientes que iniciaram o projeto e as primeiras turmas foram treinadas em 2019. Os temas identificados com mais frequência entraram no portfólio inicial, com cerca de 8 assuntos diversos como: contaminação cruzada, BPF, 5S, KPIs fundamentais em processos e qualidade, BPL (Boas Práticas Laboratoriais), entre outros.

As empresas escolhiam de 4 a 5 temas, a serem ministrados durante o ano vigente. O treinamento é composto por parte teórica, dinâmica, avaliação para retenção de conceitos e sorteio de brindes. “Tudo foi feito num formato bem dinâmico e didático para de fato alcançarmos nosso público. Com em média 1h30 de duração, já chegamos a fazer 4 treinamentos do mesmo módulo no mesmo dia, a fim de que todos os funcionários, de diferentes turnos, fossem alcançados, sem afetar a operação da fábrica”, detalha Natália.

Com mais de 3 anos de existência, o programa já atingiu mais de 1100 pessoas treinadas, mais de 60 turmas, 7 Estados, com mais de 15 temas e diversos palestrantes dentro da Kemin. Durante a pandemia, os treinamentos foram ministrados de maneira virtual, e hoje existe como opção o formato híbrido, conforme preferência da fábrica.

“Sabemos que na ausência de algum tipo de treinamento, o meio de trabalho é frequentemente caracterizado por: Alta incidência de acidentes, desperdício de recursos, ineficiência e desengajamento. Sentimos que hoje contribuímos ativamente no negócio com esse serviço”, disse a gerente.

Em 2022 a Kemin já está com várias turmas em andamento com identidade visual específica para a o programa e com certificados exclusivos que podem ser utilizados inclusive como horas de treinamento interno, como exigência do ministério da agricultura.

“Esperamos que o programa possa estar sempre indo mais longe, alcançando cada vez mais parceiros e seus colaboradores”, finaliza Natália.

Fonte: Assessoria
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PORK 2022

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