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Nutrição de precisão revoluciona a pecuária ao aumentar produtividade e promover sustentabilidade
Especialista da De Heus aponta como dietas personalizadas, tecnologias avançadas e monitoramento inteligente transformam o desempenho dos rebanhos e o lucro dos produtores

A nutrição de precisão é uma ferramenta estratégica para a pecuária brasileira, oferecendo uma abordagem personalizada que atende às necessidades específicas de cada rebanho, reduz desperdícios e aumenta a produtividade. Diferente dos métodos tradicionais, que usam soluções genéricas, ela considera fatores como fase produtiva, genética, oferta e qualidade da forragem, desafios ambientais, estrutura, capacidade operacional e objetivos zootécnicos de cada propriedade.
Segundo Linicius
Mendes, Nutricionista de Ruminantes da De Heus Brasil, “a nutrição de precisão busca atender de forma mais exata quais são as exigências nutricionais dos animais, considerando os fatores únicos de cada fazenda e o sistema de produção adotado. Ao contrário dos métodos tradicionais, que entregam soluções padronizadas ou genéricas, a nutrição de precisão utiliza dados e tecnologias para formular dietas personalizadas, otimizando o desempenho e reduzindo desperdícios”.
O primeiro passo para isso, de acordo com o profissional, é coletar e analisar dados básicos do rebanho, como número de animais, peso, categoria e produção. “Ainda nos deparamos com muitas propriedades que carecem de informações básicas sobre o próprio rebanho, sem as quais é impossível começar um processo de recomendação personalizada, focado em maior precisão nutricional. Por isso, a partir destas identificações iniciais podemos caracterizar melhor o sistema de produção e sugerir melhorias, buscando maior eficiência no uso dos recursos, tais como análise dos alimentos disponíveis, monitoramento do consumo, uso de aditivos, entre outros”, explica Mendes.
MAIS PRODUTIVIDADE E RENTABILIDADE
Na prática, a nutrição de precisão impacta diretamente o desempenho animal e os resultados econômicos. Mendes exemplifica que, “ao comparar duas dietas para animais em confinamento durante o período de engorda, sendo uma baseada na análise real da forragem utilizada e a outra usando valores genéricos de um banco de dados, o resultado revelou que a forragem continha 5 pontos percentuais a mais de NDT (uma unidade de energia digestível do alimento). Com isso, ajustar a dieta com a quantidade correta de energia resultou em uma economia de cerca de R$ 35 por cabeça em 100 dias, além de reduzir o período de cocho, diminuir o consumo de matéria seca, aumentar o ganho de peso e melhorar a conversão alimentar. Desta forma é possível aumentar a produtividade, reduzindo custos e desperdícios, para elevar a rentabilidade”.
Entre as soluções da De Heus para uso em nutrição de precisão estão: o sistema SFOS (Sincronização das Frações Orgânicas Fermentáveis no Rúmen), que sincroniza carboidratos e proteínas para otimizar o aproveitamento da dieta, melhorando o ganho de peso e a eficiência alimentar; o TopGuard RumenPlus, alternativa natural que promove saúde intestinal e melhora a eficiência sem antibióticos; e a plataforma Beef Money, que permite simulações de cenários, análises de investimento e previsão de custos de produção de forma clara e sistematizada.
Para produtores iniciantes, Mendes recomenda começar pelo diagnóstico da propriedade, controle do rebanho e definição de objetivos claros, com suporte de parceiros experientes, como a De Heus. “A empresa oferece produtos e soluções de alta tecnologia, visitas técnicas, recomendações personalizadas, treinamento de equipes e ferramentas diferenciadas, sempre com foco em sustentabilidade, produtividade e rentabilidade”, reforça o profissional.
MAIS SUSTENTABILIDADE NA PECUÁRIA
Outro pilar central de diferenciação do uso da nutrição de precisão é a sustentabilidade na produção animal. Dietas otimizadas reduzem a emissão de gases de efeito estufa, especialmente metano, e minimizam a excreção de nutrientes, aumentando a eficiência no uso de água e terra. Mendes destaca que “animais que consomem a quantidade exata de nutrientes emitem menos Gases de Efeito Estufa (GEE) por quilo de carne ou leite produzido. Desde 1990, a pecuária brasileira reduziu mais de 32 milhões de hectares de pastagem enquanto aumentou 153% na produção de carne, segundo Athenagro Consultoria e Rally da Pecuária. Além disso, a crescente demanda do mercado e dos frigoríficos por produtos sustentáveis, tem reforçado a necessidade dessa prática, tornando a nutrição de precisão um diferencial competitivo”.
Cada vez mais, a nutrição de precisão se consolida como uma estratégia completa que combina eficiência econômica, excelência zootécnica e responsabilidade ambiental, tornando-se essencial para o progresso e desenvolvimento da pecuária nacional.

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Agroceres Multimix reforça parceria com Copagril durante Agroshow 2026
Mais do que uma relação comercial, a parceria se estende à consultoria técnica, com atuação em fábrica, a campo e em áreas como sanidade e manejo.

Fortalecendo uma relação construída ao longo de mais de duas décadas com a Copagril e seus associados, a Agroceres Multimix esteve presente no Agroshow 2026, nos dias 14, 15 e 16 de janeiro de 2026, na Estação Experimental Copagril em Marechal Cândido Rondon (PR).
O evento, já consolidado como um dos mais importantes do agronegócio no Oeste do Paraná, reuniu produtores, parceiros e especialistas em torno de inovação, tecnologia e conhecimento técnico.
“A Agroceres Multimix participa do Agroshow há muitos anos, e o principal objetivo sempre foi fortalecer o relacionamento com a Copagril, com sua equipe técnica e com os produtores associados, que já são nossos parceiros. É um momento de proximidade, troca e construção conjunta”, destaca Fausto Maluf, consultor técnico comercial da empresa na região Oeste do Paraná.
Atualmente, a Agroceres Multimix fornece à Copagril a linha de premixes vitamínico-minerais utilizados nas fases de lactação, crescimento e terminação na suinocultura, com produtos disponíveis tanto nas lojas agropecuárias quanto na fábrica de ração e fomento da cooperativa.
Mais do que uma relação comercial, a parceria se estende à consultoria técnica, com atuação em fábrica, a campo e em áreas como sanidade e manejo.
O Oeste do Paraná é reconhecido como um dos principais polos de produção e exportação de proteína animal do país, resultado de um histórico ligado à colonização e ao forte papel das cooperativas no fomento da atividade. Nesse contexto, o Agroshow cumpre papel estratégico ao promover encontros técnicos, atualização de temas relevantes e integração entre os elos da cadeia produtiva.
Durante os três dias de evento, a Agroceres Multimix recebeu produtores, técnicos e parceiros em seu estande, reforçando seu compromisso com a nutrição animal aliada à assistência técnica e à construção de resultados consistentes no campo.
“Parabenizamos a Copagril pela organização e pela condução de um evento que vai além da exposição de soluções, consolidando-se como um espaço de diálogo, cooperação e evolução contínua do agro regional”, conclui Fausto.
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Somave Alimentos Amplia Capacidade Produtiva com Aquisição da Sanimax Brasil
A Somave, que já atua no abate e processamento de aves, amplia sua estratégia de transformação de subprodutos, tanto de origem própria quanto provenientes das principais indústrias do setor

A Somave Alimentos concluiu a aquisição das plantas da Sanimax Brasil, após aprovação dos órgãos reguladores e cumprimento das condições precedentes. A operação eleva a capacidade produtiva do grupo, triplicando o volume de transformação de subprodutos provenientes do abate e fortalecendo a atuação no segmento de rendering.
A Somave, que já atua no abate e processamento de aves, amplia sua estratégia de transformação de subprodutos, tanto de origem própria quanto provenientes das principais indústrias do setor. A operação passa a integrar a divisão Somave Feed Ingredients, responsável pela produção de farinhas e óleo dentro de padrões técnicos, operacionais e ambientais.
A iniciativa está alinhada aos objetivos estratégicos e sustentáveis da empresa, que incluem a atuação integrada em toda a cadeia de abate de aves. Os subprodutos da indústria passam a ser tratados como ativos relevantes, transformados de forma responsável e sustentável e reinseridos de maneira eficiente na cadeia de abastecimento da avicultura.
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Mitos x realidade: como a tecnologia transformou a segurança e a qualidade da carne suína no Brasil
Especialistas da MSD Saúde Animal e da ABCS explicam por que o uso de hormônios e o risco de cisticercose são falácias na suinocultura.

Nas últimas décadas, a suinocultura brasileira passou por um processo intenso de modernização e garantiu uma versão atualizada da carne suína. Hoje, ela é uma carne com diversos cortes magros, de alto valor biológico e rica em vitaminas do complexo B (especialmente B1, B3, B6 e B12), minerais essenciais, como zinco e ferro, e proteína. Mas, apesar de toda evolução, ainda há muitos mitos que cercam a produção de suínos e a qualidade da carne para consumo. Para esclarecer os principais pontos, profissionais da MSD Saúde Animal e da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) destacam tópicos importantes sobre a produção e composição nutricional.
O médico-veterinário Leonardo Rossi, gerente nacional de vendas da unidade de negócio de Suinocultura na MSD Saúde Animal, começa destacando que um dos mitos mais comuns na produção da proteína animal é sobre o uso de hormônios de crescimento para acelerar o ganho de peso, prática que não acontece no Brasil. “É proibida e fiscalizada por legislação do Ministério da Agricultura e Pecuária”, diz.
Leonardo também pontua que o melhoramento genético, as melhores práticas nutricionais, o controle sanitário respaldado por evidências científicas em constante validação, a ambiência controlada e as novas tecnologias, como identificação eletrônica, monitoramento e gestão individual dos suínos, trouxeram maior eficiência aos sistemas produtivos. “Conseguimos acompanhar cada animal do nascimento ao abate, garantindo transparência e confiabilidade da cadeia produtiva. O uso da tecnologia como ferramenta catalisadora para uma produção eficiente e sustentável é justamente o que mantém o Brasil como quarto maior produtor mundial de carne suína, aproximando-se da terceira posição a cada ano”, afirma o profissional.
Ainda segundo o médico-veterinário, as boas práticas de produção já não são mais uma vantagem competitiva no mercado de suinocultura, é condição para existir. “Produzir alimento saudável e inócuo para o consumidor, com ética social e ambiental, são pilares que sustentam a credibilidade das empresas produtoras frente aos mercados consumidores da carne suína brasileira”, exalta.
Biosseguridade
O conjunto de medidas adotadas em uma granja, ao qual chamamos de protocolo de biosseguridade, visam impedir a entrada e disseminação de agentes infecciosos no sistema produtivo. Isolamento físico, protocolo vacinal eficiente e controle sanitário rigoroso são exemplos de procedimentos indispensáveis para assegurar a biosseguridade dos plantéis. “O robusto status sanitário da suinocultura brasileira foi construído há anos e é mantido a muitas mãos, desde órgãos governamentais até a iniciativa privada, o que nos garante acesso aos mercados mais exigentes e um crescimento consistente no volume exportado”, pontua Rossi.
Como reflexo direto dessa segurança sanitária, o destaque da carne suína também é cada vez maior em território nacional. O consumo per Capita de Carne Suína foi de 18,6 kg/habitante em 2024, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Comparado ao consumo de dez anos atrás, o índice cresceu 26,5%.
Maciez e melhor custo-benefício
Iuri Pinheiro Machado, consultor da ABCS, ressalta que a produção de suínos adotou linhagens geneticamente selecionadas para produzir mais carne e com menos gordura. “Avanços na nutrição com dietas balanceadas, formulações mais precisas e manejo alimentar tecnificado garantiram um desenvolvimento mais eficiente e um produto final mais alinhado ao que o consumidor moderno busca”, explica.
Além dos benefícios nutricionais da carne suína, Iuri destaca que ela não perde em nada para outras carnes e ainda possui mais maciez e melhor custo-benefício. “Hoje, os suínos produzidos nas granjas tecnificadas do Brasil, que representam a maior parte da produção, são criados com biosseguridade rigorosa, ambientes controlados, manejo sanitário profissional, rastreabilidade e inspeção. Isso elimina o risco associado à produção industrial. O que o consumidor precisa saber é que a carne suína é segura, nutritiva e atende aos padrões sanitários elevados”, expõe Machado.
O consultor da ABCS também reflete que um dos mitos mais persistentes, mas que não condiz com a realidade da suinocultura moderna, é de que o suíno é o vilão da cisticercose (infecção parasitária grave causada pelas larvas da tênia). Machado detalha que a cisticercose está relacionada a condições sanitárias inadequadas, e não ao consumo de carne suína inspecionada e de procedência segura. “O produto nacional cumpre rigorosos requisitos sanitários, ambientais e de qualidade, inclusive são reconhecidos mundialmente”, pontua.
Tanto que, atualmente, o Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de carne suína do mundo, ocupando posição de destaque no cenário global e exportando para mais de 100 países.
